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domingo, 3 de março de 2019

Opinião «Passengers»

domingo, março 03, 2019 3 Comments


Vi este filme em 2016, assim que saiu. No entanto, decidi revê-lo e dar-vos o meu feedback. 
Confesso que só há pouco tempo comecei a gostar de filmes de ficção científica. Sempre fui mais dada a romances, comédias ou dramas. No entanto, de há uns anos para cá tenho um vício enorme por ficção científica. Daí ter visto e revisto este filme: porque fiquei adepta da história.
Para começar, adoro a Jennifer Lawrence e o Chris Patt. E, sendo completamente sincera, quando vejo que atores que eu gosto bastante fazem parte de um filme, faço questão de o ver mesmo sem saber se a história me poderá ou não interessar. Neste caso, não me desiludi. 
O filme foi lançado no final de 2016 e eu corri logo para vê-lo porque estava super curiosa depois de ver o trailer. Resumindo e sem dar grandes spoilers: A história passa-se na nave Avalon. Esta nave transporta 5.000 passageiros com destino ao planeta Homestead II. Esta viagem tem como duração 120 anos, sendo que os passageiros estão adormecidos em cápsulas preparadas para os acordar apenas no final desses 120 anos, o que significa que todos eles acordarão num novo século. No entanto, uma avaria no sistema de uma das cápsulas de hibernação faz com que Jim (um dos passageiros) acorde quando ainda faltam 90 anos para a nave chegar ao destino. Isto significa que Jim passará o resto da sua vida fechado na nave sem nunca chegar ao destino visto que, nessa altura, jé terá morrido. Cansado de estar sozinho, Jim toma a difícil decisão de abrir uma das cápsulas para ter companhia nos anos que lhe restam ali. Quando olha para a cápsula onde está Aurora Lane fica encantado por ela. Tenta contrariar a vontade de a acordar e, consequentemente, condená-la a viver também o resto da sua vida presa na nave. Mas acaba por fazê-lo. Inicialmente, Aurora pensa que também houve uma avaria na sua cápsula. A revolta invade-a quando percebe que nunca chegará ao seu destino e que está condenada a uma vida monótona fechada dentro daquele objeto. No entanto, ela e Jim acabam por se apaixonar e vivem um romance que a faz encarar essa prisão de outra forma. Até que, um dia, descobre que foi Jim quem a acordou e tudo muda.
Como é óbvio, não vos vou dizer o que se passa no filme daqui para a frente porque estragaria todo o encanto. Mas posso dizer-vos que gostei bastante do resultado final, embora fizesse uma ligeira alteração ao final do filme. Para além disso, acho que o filme tem um design incrível! Eu sou uma apaixonada pelo universo. Aliás, um dos meus sonhos era conhecer o espaço e entrar em todos os planetas. Como isso não é possível, gosto de filmes que me fazem sentir que estou a conhecer o universo como se estivesse dentro de uma nave espacial. E este é um dos exemplos disso. Várias vezes ao logo do filme me vi a levitar no espaço, pertinho das estrelas... E acho que isso, por si só, já é um sinal de que o filme está bem concretizado. 
Por fim, adorei o desempenho dos atores. Pessoalmente, acho que Passengers tinha tudo para ser um filme muito parado. Pela história. Pelo facto de a ação se passar num único lugar e pelo número bastante reduzido de atores. No entanto, isso não aconteceu exatamente pela forma como tudo foi produzido. Vocês vão perceber isso assim que o virem.


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segunda-feira, 19 de março de 2018

Opinião: «I, Daniel Blake»

segunda-feira, março 19, 2018 2 Comments


Sou ansiosa. Sou ansiosa até quando acho que não estou a ser. Sou ansiosa até enquanto durmo. A questão é que parte dessa ansiedade surgiu por parte dos outros e da pressão que exerciam sobre mim.
Iniciado o segundo semestre da faculdade, optei por levar um bocadinho da minha história a um trabalho que estou a realizar. A ideia é mostrar a forma como, ao longo da nossa vida, todos sofremos pressão das mais diversas formas e, na maior parte das vezes, essa pressão traz consequências graves e irreversíveis. A ansiedade e a depressão são exemplos dessas consequências.
"I, Daniel Blake" é um filme que retrata muito bem toda esta realidade. Vi-o por sugestão de um professor e não me arrependi. Muito pelo contrário. Para já, o título do filme é muito sugestivo. Afinal, deixa-nos logo com curiosidade em saber quem é Daniel Blake e o que é que ele fez de tão fantástico para dar nome ao filme. Por outro lado, foi fundamental no que diz respeito a esta temática da pressão exercida sobre nós. 
Daniel Blake é um homem na casa dos 60 anos que, após ter sofrido um ataque cardíaco, é considerado pelos seus médicos como sendo inapto para trabalhar. Assim, Daniel passa a viver num drama para sobreviver, já que fica dependente dos benefícios do Estado até recuperar a saúde. O problema é que o Estado não parece muito preocupado com a saúde deste homem e cria-se uma situação preocupante e que parece não ter resolução, o que não ajuda à sua saúde. Desta forma, a história de Blake leva-nos a questionarmo-nos sobre quantas vezes não olhamos ao sofrimento do outro (seja ele físico ou moral) ou não nos preocupamos em perceber de que forma estamos a prejudicar a vida de outrém depositando nela uma pressão que está a ser destrutiva. Isto é visível quando, em determinado momento, ficamos a saber que, apesar dos médicos proibirem Daniel de trabalhar por este estar inapto, o Estado pensa de forma contrária e considera-o apto a trabalhar, não concedendo o benefício para que este possa sobreviver. A par desta problemática ficamos também a conhecer a vida de Kate, uma jovem que luta incessantemente pela sua sobrevivência e dos seus filhos, fazendo coisas que nunca se imaginou a fazer. 
Ao longo do filme, as histórias de Kate e de Daniel entrelaçam-se e acentuam a forma como cada um luta por condições mínimas de vida e os efeitos negativos que a pressão social coloca sobre eles. É um filme emocionante, que nos faz refletir sobre a sociedade e o ser humano enquanto ser individual mas que depende da vida em sociedade. Se estivermos bem atentos e mergulharmos fundo na história percebemos que o Daniel podia ser o nosso pai, o nosso amigo, o nosso vizinho da frente... Percebemos ainda mais fortemente que há muitos Daniel's espalhados pelo mundo fora e que, tal como a personagem, podem acabar por ceder àquilo que os atormenta.


Já viram este filme? O que acham? :)

sábado, 28 de outubro de 2017

Opinião: «The Boss Baby»

sábado, outubro 28, 2017 5 Comments
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Na semana passada, vi pela segunda vez este filme. Quando reparei que ainda não tinha escrito sobre ele aqui no blog fiquei chateada comigo mesma. Como assim ainda não vos tinha falado do The Boss Baby? É só dos meus filmes de animação favoritos! Está super bem conseguido e é um filme incrivelmente querido. Posto isto, e para vos abrir o apetite, vou falar-vos um pouquinho sobre este filme.
The Boss Baby é um filme de animação americano baseado num livro de Marla Frazee. Lançado em Março de 2017, conta com as vozes de Alec Baldwin e Steve Buscemi nos papéis principais e é dirigido por Tom McGrath.
No que diz respeito ao enredo, a história dá-nos a conhecer Tim, um menino de sete anos que é filho único e que vê a sua vida mudar com a chegada de um irmãozinho. A questão é que o irmão não é um bebé qualquer. Ele chega de terno e fala. Quando se apercebe disso, Tim faz de tudo para provar aos pais que o bebé não é de confiança e para expulsá-lo de casa. O que ele não sabe é que, para expulsar o bebé de sua casa, vai ter de se unir a ele.
Penso que, do ponto de vista da história, este filme é bastante interessante porque, para além de brincar com a questão "de onde vêm os bebés?", aborda de forma bastante sensível o que é ter um irmão e o que é que isso implica para os pais e para as próprias crianças. Tenho um irmão e sei o quão incrível é a sensação de partilha. O filme aborda bem essa questão, mas também aborda a questão dos ciúmes que uma criança mais velha sente quando a atenção que antes era totalmente sua passa a ser dividida com outro ser. E essa questão é muito bem apresentada pela personagem de Tim, que sofre bastante quando sente que o coração dos seus pais pode deixar de ter espaço para ele. 
Posto isto, e se são fãs de filmes de animação, recomendo vivamente que vejam este. É incrível e os personagens criados estão bastante interessantes. Para além disso, a própria história em si é deliciante. Tenho a certeza que não se vão arrepender! 


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sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Os filmes desenham os heróis que faltam na realidade

sexta-feira, agosto 11, 2017 6 Comments

A literatura está coberta de heróis nas suas histórias. E todos eles têm as mesmas características: serem corajosos e mostrarem-nos de que é feito um verdadeiro herói. Seguimo-los por toda a parte a aguardamos ansiosos o filme seguinte. Mas porque é que precisamos tanto deles?
Há uns dias estava a ver críticas a um filme e reparei que a maior parte dos comentários falavam do desempenho de determinado ator que não tornou a personagem tão heróica quanto deveria. Parei e pensei “porque é que procuramos tanta perfeição na ficção se ela é apenas isso, ficção?”. Depois percebi que nós procuramos nos livros, nos filmes e nas histórias em geral tudo aquilo que gostávamos que fosse a realidade. Desejamos que aquele casal apaixonado fique junto no final, que a senhora vença o cancro e que o vizinho da frente deixe de fazer barulho porque incomoda a criança. E tudo isto porque são coisas que, no dia a dia, era bom que acontecessem: nós sermos felizes com o amor da nossa vida, a nossa tia vencer a luta contra o cancro ou o vizinho da frente deixar-nos dormir em paz. E, nesse aspeto, os heróis têm o papel mais fundamental de todos: fazer-nos acreditar. Eles representam-nos. Representam a nossa vontade de sermos melhores, de sermos corajosos e vencermos cada vilão que vai aparecendo na nossa vida, seja ele uma pessoa, uma doença ou outra coisa qualquer. Na verdade, passamos uma vida inteira à procura de sermos completos e realizados. Mas a vida é cheia de cenas cruéis que, tal como nas histórias, nos tentam destruir. Mas cabe-nos a nós a luta pelo final que queremos ver no nosso próprio filme. O problema é que nem sempre temos a força necessária para lutar pelo final que tanto desejamos. E, nesses momentos, os heróis que conhecemos na literatura ou nos filmes são tudo aquilo que gostávamos de ser. Aqueles que são ficção representam-nos a nós, humanos. E essa representação agrada-nos de uma forma que não conseguimos expressar. E buscamos essa representação na nossa realidade, lutamos imaginando que somos o herói daquele livro que lemos e se ele conseguiu, então nós também conseguimos.
Uma das coisas que fui percebendo ao longo dos anos é que nós encaramos a vida como uma história. A diferença é que nesta, nós somos os protagonistas. E, aqui, não conseguimos prever o final. Não será por isso que admiramos tanto tudo o que envolve os heróis? Porque é o único final em que sabemos o que vai acontecer realmente? Talvez a ideia do bem triunfar sempre nas histórias nos faça querer ser heróis como os que lemos, mesmo que às vezes não o consigamos ser.

Publicado em Repórter Sombra.

terça-feira, 25 de abril de 2017

Opinião: «Daddy's home»

terça-feira, abril 25, 2017 7 Comments
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Daddy's Home ou Pai Há Só Um é uma comédia dirigida por Sean Anders, com Will Ferrell, Linda Cardellini e Mark Wahlberg nos papéis principais.

Neste filme começamos por ver a história de vida de um padrasto que anseia por ver os filhos da sua mulher, Sarah, tratá-lo como pai. Tudo parece difícil mas chega o dia em que, finalmente, as crianças começam a confiar em Brad e a partilhar os seus segredos com ele. Mas, quando tudo está a começar a endireitar-se, o pai biológico das crianças regressa à cidade para uma visita prolongada.
Apesar de ter sido um pai ausente, Dusty está disposto a reconquistar os seus filhos e, acima de tudo, o seu lugar naquela família, fazendo tudo o que pode para ver Brad ficar para trás. Inicia-se, então, uma espécie de "luta" entre ambos, sendo que cada um tenta mostrar que é melhor pai que o outro.
Para mim, o melhor do filme é, sem dúvida, a relação entre o Brad e o Dusty. Para além de ser o centro de todo o filme, a forma como ambos competem e ao mesmo tempo conseguem dar-se bem em determinados momentos está muito bem conseguida. Em termos de género, como comédia deixou um pouco a desejar. Tem determinados momentos que encarei de forma divertida e que me fizeram rir, sim. Mas, na maior parte do tempo, a comédia estava parada, o que acredito que tenha aborrecido alguns observadores. No entanto, não posso deixar de destacar aquelas que, para mim, são as melhores partes do filme: quando ambos se unem em prol do melhor para as crianças e os diálogos do Brad com o patrão. Aliás, o patrão acaba por ser, na minha opinião, a personagem mais cómica do filme mesmo que o seu papel não seja tão presente.
Cada etapa do filme remete-nos para um pensamento de que a guerra deles acabou, mas acaba sempre por surgir um novo conflito que acaba por dar uma certa continuidade ao filme,
Assim sendo, acho o filme bastante importante, Falha no objetivo de ser engraçado, mas compensa na boa história que transmite e no sentimento que nos transmite. E, nesse sentido, é inegável que estamos perante uma boa história e, acima de tudo, uma boa exibição do Will e do Mark.


Quem daí já viu o filme? :)

terça-feira, 11 de abril de 2017

Opinião: «Doctor Strange»

terça-feira, abril 11, 2017 6 Comments
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Doctor Strange é um filme americano dirigido por Scott Derrickson, com Benedict Cumberbatch no papel principal.



Em «Doctor Strange», Stephen Strange sofre um acidente de carro que acaba com a sua carreira. Decide, então, procurar ajuda, e ao ver que a medicina não pode fazer muito mais por ele, decide ir aprender artes misticas com uma Anciã.
Não podia estar mais satisfeita com este filme. Adorei o facto de a Marvel ter decidido arriscar-se em personagens menos famosos e este é um deles. O vilão não é assim tão vilão e, a meu ver, isso constitui uma espécie de falha no filme porque esperava um Stephen ainda mais duro. No entanto, a personagem torna-se excelente em todas as cenas de ação. Por sua vez, a Anciã tem a postura certa para a personagem que desempenha. Alguém seguro de si, ameaçadora e sempre com uma presença forte. Sinceramente, penso que estas duas personagens são as que mais se destacam exatamente pela forma como são caraterizadas e pela postura linear que assumem ao longo de todo o filme.
No entanto, confesso que o que mais me chamou à atenção no filme foram os efeitos visuais. Os ambientes claros, a magia que lhe foi introduzida e os efeitos 3D remetem-nos para um universo excelente onde parece que nos movimentamos com os próprios personagens. Atrevo-me mesmo a dizer que o filme vale mais pelas suas cenas de magia do que por outra coisa qualquer. 
Posto isto, recomendo vivamente este filme e fico a rezar para que aí venha um Doctor Strange 2.

Quem daí já viu este filme?



terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Opinião: «Mother's Day»

terça-feira, janeiro 31, 2017 2 Comments
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Mother's Day é uma comédia romântica protagonizada por Jennifer Aniston, Kate Hudson, Julia Roberts, Jason Sudeikis, entre outros...
À medida que o Dia da Mãe se aproxima é-nos mostrada uma série de histórias que envolvem a relação entre mães e filhos. Por um lado, Sandy, uma mulher divorciada que tem dois filhos e que vê a sua vida mudar quando o ex marido lhe diz que casou com Tina, uma rapariga bastante mais nova. Sandy acaba por ter de enfrentar os ciúmes que sente da relação de Tina com os seus dois filhos. Por outro lado, Miranda é uma escritora que desistiu da sua única filha, Kristin e que acaba por reencontrá-la quando esta está prestes a casar. E, por fim, é-nos apresentada Jesse, uma mulher que nunca vê a mãe e que, juntamente com a sua irmã, lhe esconde que é casada e tem um filho. Para sua surpresa, os pais aparecem lá em casa e descobrem que ela não só tem uma família como a sua irmã é lésbica.
Quando vi o elenco do filme disse a mim mesma "não posso perder!". E não perdi mesmo. Julia Roberts, Kate Hudson, Jennifer Aniston e Shay Mitchell são, sem dúvida, as atrizes que eu mais acompanho e de que mais gosto! Um elenco bom não podia desiludir, não é? Gostei bastante do filme mas, acima de tudo, das diferentes histórias de vida. Penso que o que mais se destaca aqui é que as Mães podem estar presentes de forma diferentes na vida de cada um de nós mas todas têm o mesmo papel: amar. E este filme mostra bem o que é, de facto, o amor de mãe e o quão poderoso ele pode ser. 
O único aspeto negativo que eu apontaria ao filme é mesmo o facto de não ser a comédia que esperava. Pessoalmente, não me puxou muito ao riso. Pelo menos, não tanto quanto eu estava à espera. No entanto, não deixa de ser um filme divertido e ao mesmo tempo emotivo. Um excelente serão para estes dias mais frios. :)


Alguém mais viu o filme? :)

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Opinião: «Pete's Dragon»

terça-feira, janeiro 24, 2017 2 Comments
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Pete's Dragon é um filme de aventura e fantasia dirigido por David Lowery. Este filme é um remake do filme Pete's Dragon de 1977 e conta com um elenco com nomes como Oakes Fegley, Craig Hall, Oona Laurence, Karl Urban, entre outros...


Pete é um menino de dez anos que, após um acidente com os seus pais, fica órfão e perde-se na floresta. Este acaba por ser encontrado por um dragão que passa a ser a única família dele. Anos mais tarde, Pete é encontrado por uma guarda florestal, Grace, que decide ajudá-lo. Com a ajuda da sua família, Grace tenta encontrar pistas sobre o passado de Pete acabando por descobrir o seu amigo dragão na floresta.
Vi este filme duas vezes: uma no cinema e outra em casa e não me fartei. Achei a história bastante emocionante principalmente pela mensagem que transmite do que é a relação entre um humano e um animal. O resultado é sempre o mais puro possível. E, para além disto, ainda há o fator magia. Penso que uma das coisas que o filme nos tenta dizer é que devemos sempre acreditar na magia e ver para além daquilo que os nossos olhos veem. Tenho seguido essa máxima sempre na minha vida. Há quem defenda o chamado "ver para crer", eu sou o oposto. Acho que há coisas que não precisam ser vistas para serem reais e existirem. E essas são as coisas verdadeiramente mágicas. E acreditem que a vida é muito mais bonita com um bocadinho de magia à mistura.
Portanto, se gostam deste tipo de filmes de fantasia vejam porque tenho a certeza que vai valer a pena. Um excelente serão para quem precisa mesmo de relaxar depois de um dia cansativo (ou de estudo intensivo, como é o meu caso).


Quantos daí já viram o filme? :)




sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Opinião: «Inferno»

sexta-feira, janeiro 20, 2017 6 Comments
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Inferno é um suspense baseado no romance de Dan Brown. O filme é a sequência de Anjos e Demónios e tem como protagonista o ator Tom Hanks.

O filme mostra-nos Robert Langdon (Tom Hanks), um homem que acorda num quarto de hospital em Florença sem qualquer tipo de memórias. Ainda no hospital percebe que está a ser procurado pela polícia e com a ajuda da Dr. Sienna Brooks decide procurar as suas memórias e descobrir o que, realmente, se passa para haver pessoas a querer matá-lo. 
Acho que já vos disse em posts anteriores que sou fã do Tom Hanks. E este filme é só mais uma prova do ator brilhante que ele é. A personagem está muito bem conseguida e o mistério à volta do filme também.
Não é dos melhores filmes que já vi. No entanto, gostei bastante do suspense criado à volta da história e acho que foi isso que mais me prendeu a ele. O início não chama propriamente à atenção mas consoante a história se vai desenrolando vai puxando o nosso interesse em desvendar todos aqueles mistérios.

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segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Opinião: «The Girl on Train»

segunda-feira, janeiro 02, 2017 5 Comments


The Girl on Train ou A Rapariga no Comboio é um drama de 2016, de Tate Taylor, que conta com a participação de atores como Emily Blunt, Haley Bennett, Rebecca Ferguson e Luke Evans.


Este filme conta-nos a história de Rachel (Emily Blunt) que após um divórcio traumatizante desiste de si, entregando-se ao alcoolismo e à depressão.
Após perder o emprego, Rachel finge continuar a ir trabalhar e apanha sempre o mesmo comboio à mesma hora. Durante essas viagens, ela vai reparando na rotina diária de várias pessoas dentro das suas casas. Entre elas, está um casal com uma vida aparentemente perfeita que Rachel inveja por ter perdido o seu marido. Assim sendo, Rachel acaba por criar uma ligação à distância com este casal já que todos os dias os observa de dentro da carruagem. Mas tudo se altera quando, numa dessas viagens, Rachel se apercebe de algo perturbador naquela casa: a mulher estava a trair o marido na sua varanda. Horas mais tarde, Rachel descobre que essa mulher está desaparecida e a ser procurada pelas autoridade. Rachel acaba por ser suspeita do desaparecimento desta jovem e enfrenta o dilema de não só provar à polícia que é inocente como a ela mesma, já que ela não se lembra de nada do que aconteceu na noite em que a jovem desapareceu.

Já há algum tempo que estava ansiosa por este filme. Vi-o uma vez no cinema e uma segunda vez esta semana e adoro. Sendo sincera, não cheguei a ler o livro mas ainda ambiciono fazê-lo. A maior parte das críticas que tenho lido não são muito positivas e acredito que seja porque o livro está tão bom que o filme deixa a desejar. Como não tenho esse termo de comparação, confesso que gostei bastante do filme e aguçou ainda mais a minha vontade de ler o livro. Há imensos momentos de suspense em que nós ficamos completamente na dúvida sobre quem será, de facto, a causa do desaparecimento da jovem. E esse suspense faz-nos querer encontrar detalhes nos mais pequenos gestos. Confesso que a certa altura me voltei a sentir um bocado detetive como sentia quando era criança e queria investigar tudo e todos.
Agora, sendo o filme bom ou mau, uma coisa é certa: a Emily Blunt fez um papelão e mostrou a brilhante atriz que é! Penso que se não fosse ela, eu própria talvez não me tivesse interessado pelo filme, mas a sua personagem está genial! Um trabalho fabuloso da parte dela, sem dúvida.
Posto isto, acho que quem leu o livro talvez se desiluda um pouco com o filme porque o grau de exigência da nossa parte é sempre maior depois de lermos um bom livro. Mas quem não o leu, certamente ficará com vontade de ler. Eu sou um desses casos.


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quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Opinião: «Storks»

quinta-feira, dezembro 22, 2016 2 Comments
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Storks é um filme de animação de aventura e comédia dirigido por Nicholas Stoller e Doug Sweetland.


Confesso que a época natalícia me abre o apetite para filmes de animação. Desde que este filme saiu sempre tive bastante curiosidade em vê-lo. Não me desiludi. Quando somos pequenos todos ouvimos a famosa história dos bebés e das cegonhas. Trazer essa história para um filme e torná-la real foi simplesmente fantástico. 
Neste filme, há muito tempo, as cegonhas entregavam bebés mas, atualmente, elas trabalham para uma loja online. Júnior está prestes a ser promovido a chefe mas para isso tem de demitir Tulipa, uma orfã que arranja muitas confusões na fábrica. A verdade é que Júnior não tem coragem de o fazer e manda Tulipa receber as cartas que encomendam os bebés pensando que elas não chegavam. Um dia uma carta chega e Tulipa produz uma bebé. Júnior e Tulipa embarcam então numa aventura tentando entregar a bebé à família que a encomendou sem que ninguém na fábrica descubra. Mas o inevitável acontece e todas as cegonhas ficam a saber do sucedido antes da bebé ser entregue. 
Não vou revelar mais sobre a história para não vos estragar a surpresa. Mas se gostarem de filmes de animação este é fabuloso. Principalmente nesta época. Nada melhor do que estar em casa a usufruir do Natal e a ver um bom filme de animação em família! É das melhores coisas do mundo.


Já alguém viu o filme por aí? :)

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Opinião: «Sully»

quarta-feira, dezembro 14, 2016 10 Comments
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Sully ou Milagre no Rio Hudson é um drama/biografia de Clint Eastwood com Tom Hanks, Anna Gun, Laura Linney e Aaron Eckhart nos papéis principais.


Este filme retrata a história verídica de Sully, um piloto de aviões que, em 2009, aterrou de emergência no rio Hudson e salvou 155 pessoas que estavam a bordo do seu avião. Este homem acaba por tornar-se um herói americano por conseguir evitar o pior de forma tão insólita.
Já é a segunda vez que vejo este filme. Vi-o no cinema e, hoje, em casa. Não costumo gostar de ver filmes mais do que uma vez mas tive de o fazer depois de ter visto algumas críticas negativas. Gostei do filme assim que o vi, não só por retratar uma história verídica, mas porque tem uma carga emocional bastante grande. No entanto, a maior parte das críticas que tinha lido acerca do filme eram negativas. Tentei explorar o porquê e, por isso, vi-o mais uma vez. Comecei a tentar perceber o que podia estar cinematograficamente fraco ou o que causaria aborrecimento e não consegui encontrar nada. Aliás, na minha opinião, acho que está um filme muito bem conseguido a todos os níveis. Desde a imagem aos atores. 
Sempre adorei o Tom Hanks. Acho-o um ator de excelência e aqui só veio mostrar ainda mais isso. Uma prestação incrível e com uma carga emocional ainda melhor. Penso que o personagem que ele tinha de interpretar lhe exigia um sentimento diferente, afinal, não era só um personagem. O Sully existia e aquilo aconteceu mesmo. E não há coisa mais difícil do que representar e dar realidade a uma coisa que realmente aconteceu, ainda para mais uma coisa de uma proporção destas. 
Sou uma fã de aviões e adoro perceber tudo o que os envolve e a forma como desastres destes, infelizmente, acontecem. E acho que este filme me permitiu vivenciar, de alguma forma, essa experiência. Porque a certa altura nós sentimo-nos mesmo os passageiros daquele avião e procuramos a nossa família com o olhar. E é disso que um bom filme é feito! 
Desta forma, recomendo-vos o Sully nem que seja para perceberem melhor tudo o que aconteceu em Janeiro de 2009. Não foram só 155 pessoas a ser salvas mas um piloto a lutar por justiça depois de as ter salvo.


Já viram o filme? :)


sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Opinião: «The Social Network»

sexta-feira, novembro 25, 2016 6 Comments
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The Social Network ou A Rede Social é um filme biográfico sobre a fundação da rede social Facebook e os seus desdobramentos. O filme foi dirigido por David Fincher e conta com atores como Jesse Eisenberg, Andrew Garfield, Justin Timberlake, Armie Hammer, entre outros, no elenco. 


A história remete-nos para 2003 onde, na Universidade de Harvard, o estudante Mark Zuckerberg tem a ideia de criar um site para gerir a beleza dos estudantes após a sua namorada, Erica Albright, terminar o seu relacionamento com ele. Este site atinge um número brutal de visualizações em apenas duas horas e Mark acaba por ter de responder a um julgamento por ter invadido a base de dados de vários alojamentos para criar este site. No entanto, a popularidade deste site chama a atenção dos gémeos Winklevoss que convidam Mark a trabalhar com eles no "Harvard Connection", um website que eles estão a tentar formar. O que eles desconhecem é que Mark teve uma ideia melhor e decide fundar, com o seu amigo Eduardo, o site Facebook sem que os gémeos se apercebam disso. Esta plataforma atinge um sucesso extraordinário entre os estudantes e quando os gémeos o descobrem acusam Mark de lhes ter roubado as suas ideias. Desta forma, os gémeos instalam um processo contra Mark ao qual se vai juntar, mais tarde, Eduardo alegando que Mark diluiu a percentagem que ele ia receber enquanto co-fundador do Facebook de 34% para 0,03%.
O método de narração do filme apresenta-nos Mark a responder a dois processos em tribunal: um feito pelos gémeos e outro pelo Eduardo. 
Honestamente, nunca fui grande adepta deste tipo de filmes. Não é o tipo de filme que vejo regularmente mas, a propósito de uma cadeira da faculdade, decidi vê-lo e não me arrependi. Apesar de no início ter achado tudo um bocado confuso, com o desenrolar da história o filme foi-se tornando mais interessante e o facto de ter como base uma rede social prende-nos mais a atenção. Isto porque acho extremamente interessante vermos o que está por trás de uma rede social que usamos tão regularmente. E acho que foi mesmo isso que mais gostei no filme: perceber como é que este "vício" de tanta gente se originou e de onde surgiu a ideia que permitiu a sua concretização. E, nesse aspeto, o filme é bastante esclarecedor.


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sábado, 12 de novembro de 2016

Opinião: «The Secret Life of Pets»

sábado, novembro 12, 2016 6 Comments
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The Secret Life of Pets ou A Vida Secreta dos Nossos Bichos é um filme de animação americano produzido pela Illumination Entertainment. Nele podemos encontrar as vozes de Louis C.K., Eric Stonestreet, Kevin Hart, Albert Brooks, entre outros... 


O enredo do filme passa-se num edifício em Manhattan e conta-nos a história de Max, um cão que vive com a sua dona, Katie. A relação de ambos é perfeita e Max é completamente fiel à sua dona. Um dia, Katie decide levar para casa um cão que estava num canil e Max não consegue lidar com a situação já que não está habituado a partilhar a atenção e quer Katie só para si. Os dois cães acabam por se meter em sarilhos e arranjar vários problemas. Para voltar para Katie, ambos vão ter de unir forças e aprender a relacionar-se. 
Amo animais. Costumo dizer que gosto mais de animais do que gosto de pessoas. Como tal, mal soube da existência deste filme quis logo vê-lo. Tinha quase a certeza que ia adorar e a verdade é que não me desiludi. Para além do lado cómico tem também um lado sentimental. Principalmente para quem é ou já foi dono de um animal de estimação. Aqui podemos ver a lealdade que um animal tem pelo seu dono assim como o oposto. Também é engraçado perceber a teia de relações entre os próprios animais. Acaba por ser um filme ótimo para relembrar que os animais também têm sentimentos porque, infelizmente, há muita gente que se esquece.
Posto isto, acho que toda a gente devia ver este filme. Não só os amantes dos animais mas todos. Acredito que uma das funções do cinema é relembrar-nos daquilo que muitas vezes nos esquecemos.


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terça-feira, 1 de novembro de 2016

Opinião: «The Mechanic»

terça-feira, novembro 01, 2016 8 Comments
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The Mechanic é um filme de ação americano, de 2011. O seu elenco é composto por Jason Statham e Ben Foster nos papéis principais. 
O filme fala-nos de Arthur Bishop (Jason Statham), um assassino profissional de elite, que se especializa em fazer os seus trabalhos parecerem acidentes ou suicídios. Num dos seus serviços, ele é contratado para matar Harry, o seu melhor amigo. Após cometer esse assassinato, Bishop acaba por treinar o filho de Harry para que este também se possa tornar um assassino profissional. As coisas mudam quando o filho de Harry descobre que quem matou o seu pai foi Bishop.
Bem, para começar e sendo completamente sincera, confesso que o meu gosto por filmes de ação é recente. Até há bem pouco tempo não era grande adepta deste tipo de filmes e não me perguntem o porquê porque eu também não sei. A verdade é que -e culpem a idade se quiserem- ultimamente tenho gostado cada vez mais deste tipo de filmes. Este não foi excepção. Adorei. Muito por culpa do Jason Statham que é um ator que admiro imenso. Acho que não poderia ser outro ator a desempenhar este papel. Como sempre, o Jason fez um trabalho brilhante e conseguiu tornar o seu personagem bastante interessante. 
Quanto ao filme propriamente dito, não posso dizer que é dos meus preferidos ou dos melhores que já vi, porque não é. Mas é, sem dúvida, um bom filme. Adorei a forma como terminou e o rumo que o personagem do Jason foi levando ao longo do enredo. Se me perguntarem se recomendo, dir-vos-ei que sim. Para quem for fã de filmes de ação, este é, sem dúvida, uma ótima opção!

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quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Opinião: «Ice Age: Collision Course»

quarta-feira, outubro 19, 2016 15 Comments
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Ice Age: Collision Course ou A Idade do Gelo: O Big Bang é um filme de animação infantil em 3D norte-americano, produzido pela 20th Century Fox em 2016.


Vi este filme há algumas semanas e adorei. Confesso que sou uma apaixonada por filmes de animação e que esse gosto tem vindo a aumentar ao longo dos anos (não tivesse eu uma criança dentro de mim).
É um filme super engraçado e que ao mesmo tempo não deixa de lado a vertente emocional. Sou da opinião de que os filmes de animação são aqueles que mais mensagens nos passam e que nos sabem contar histórias de vida de uma forma diferente mas que não deixa de ser tocante. Este é um desses filmes. O seu lado mais cómico não nos impede de reparar na forma como nos mostra o poder da amizade, da família e do amor. E é isso que mais me toca: a capacidade de nos mostrar realidades tão diferentes em forma de animação e com personagens que são animais. 
Para além disto, o visual colorido, o diálogo e as referências para os mais adultos colam-nos completamente ao ecrã. É aquele tipo de filmes feito a pensar não só nos filhos mas também nos pais. 
Acerca da história, não vos vou dizer nada. Prefiro que sejam vocês a ver e a descobrir. Recomendo vivamente uma sessão de cinema aí em casa com os mais pequeninos (caso existam). Prometo que gargalhadas e emoção não vão faltar! :)

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terça-feira, 6 de setembro de 2016

Opinião: «Dirty Grandpa»

terça-feira, setembro 06, 2016 5 Comments
Cartaz do Filme

Dirty Grandpa é uma comédia de 2016 que conta com Julianne Hough, Robert de Niro e Zac Efron no elenco principal.
O filme conta-nos a história de Jason (Zac Efron) que, a poucos dias de se casar com Meredith, é incumbido de levar o avô a uma cidade costeira da Florida. A sua avó tinha falecido recentemente e esta pareceu-lhe a melhor atitude a tomar visto que o seu avô ainda estaria a sofrer com a morte. Mas o inesperado acontece. Dick (Robert de Niro) está empenhado em encontrar a felicidade após a morte da sua mulher e aproveitar tudo o que a vida ainda tem para lhe oferecer. Desta forma, leva o seu neto para uma onda de divertimento que o próprio abomina no início mas à qual não consegue resistir. Esta aventura faz com que Jason encontre uma ex colega de escola e se apaixone verdadeiramente por ela, o que o deixa numa situação complicada já que o seu casamento está prestes a acontecer e ele não pode deixar um futuro promissor em prol de um futuro que não será garantido.
A minha opinião sobre este filme é um pouco "mista", digamos assim. Em primeiro lugar, não acho que este seja o tipo de papel indicado para um ator como o Robert de Niro. O filme em si é bom mas torna-se fraco quando vemos que não está ao nível do ator. A verdade é que o Robert de Niro nos habituou a filmes de alto nível. É um ator fenomenal e este papel é muito diferente daquilo a que estamos habituados e, sinceramente, não correspondeu às minhas expectativas nesse aspeto.
Por outro lado, e apesar de preferir ver o Zac Efron em filmes mais "lamechas" do que propriamente em comédias, este foi o que mais me prendeu ao filme. Porque o Zac tem a capacidade de conseguir fazer com que pessoas que não gostam de determinado filme passem a gostar só pelas suas personagens. E ao contrário do que aconteceu com a personagem do Robert de Niro, a personagem do Zac Efron estava super bem idealizada e transmitia uma história no meio de um filme que inicialmente não parecia transmitir história alguma. Ou seja, nesta história, o avô é a espécie de personagem usada para nos "empurrar" para a personagem principal. E é nesse sentido que acho que houve uma falha relativamente ao trabalho do Robert. Estou habituada a ver o Robert lá no topo e neste filme senti os meus olhos mais em cima do trabalho do Zac do que dele. E isto não se deve ao ator mas à personagem interpretada pelo Robert que apesar de fazer um certo sentido na história, na minha opinião, estava um pouco exagerada demais. 
Posto isto, não posso dizer que não gostei do filme. Muito pelo contrário. Achei-o bastante interessante no sentido de nos alertar para algumas realidades que, infelizmente, ainda existem. Acho que serve para nos fazer refletir relativamente a alguns padrões da sociedade e à nossa própria liberdade. Afinal, Jason nunca foi realmente livre até o avô lhe mostrar o que é a liberdade de escolha. Podermos escolher quem queremos para o nosso futuro e o que queremos fazer com a nossa vida. Ainda há muitos jovens que não seguem os seus sonhos para seguir os sonhos dos seus pais, avós, etc etc... E, nesse sentido, o filme está fantástico e passa bem a mensagem. 

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quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Opinião: «Neighbors 2»

quarta-feira, agosto 24, 2016 6 Comments


Neighbors é uma comédia deste ano. A verdade é que, há uns meses, fiz um post sobre o primeiro filme. Se bem me recordo, apesar de ter gostado do filme no geral, fiquei um bocado desiludida porque esperava mais. Tanto que adiei imenso tempo até ver este Neighbors 2 porque achei que ia ser mais do mesmo. Mas a verdade é que não foi e fiquei bastante satisfeita por ter arriscado a vê-lo.
Em primeiro lugar, gostei da mudança que houve. Quando anunciaram o segundo filme pensei que ia acontecer tudo de novo. Que os adolescentes iam voltar a ser vizinhos daquele casal e ia haver guerra outra vez e blá blá blá. A verdade é que isto aconteceu, de facto, mas de forma completamente diferente. Desta vez, os vizinhos "chatos" do casal eram raparigas que queriam formar a sua própria república e o Teddy (Zac Efron) acabou por entrar nesta guerra mas, ao contrário do que eu pensei que aconteceria, acabou por ficar do lado do casal. 
Em segundo lugar, fiquei super contente por ver a Chloe Moretz no filme porque é das atrizes que mais gosto e acho que fez um papel incrível, como sempre. Não estava à espera de ver a Selena Gomez e foi uma agradável surpresa porque apesar de não ser fã da Selena enquanto cantora, sou fã dela enquanto atriz e, embora tenha aparecido muito pouco no filme, deu para matar saudades dela enquanto atriz já que muita gente se esquece dessa sua veia em prol da sua veia musical. Não falo do Zac Efron porque acho que já nem tenho mais palavras para descrever o quanto o adoro. É um ator excelente e acho que ainda não vi um filme em que ele entrasse que não gostasse muito por culpa dele também. A forma como ele interpreta cada papel faz-me, muitas vezes, ver determinado filme porque gosto da personagem que ele interpreta.
Assim sendo, só posso dizer que este filme, na minha opinião, é completamente melhor que o primeiro! Não sei se vocês gostaram do anterior ou não mas se não gostaram arrisquem a ver este porque acho que está bem melhor. Se gostaram do anterior, então tenho a certeza que também vão gostar desta porque a história não foge muito do mesmo mas acrescenta algo novo e ainda mais divertido. E é isso que se quer numa comédia: diversão.

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segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Opinião «Miracles from Heaven»

segunda-feira, agosto 22, 2016 5 Comments



Miracles From Heaven ou, na nossa língua materna, Milagres do Paraíso é um drama baseado numa história verídica. Protagonizado por Jennifer Garner, Kylie Rogers e Martin Henderson (entre outros), o filme conta-nos a história de uma família que vê a sua vida feliz e descontraída ser abalada por uma doença que surge numa das suas filhas, Annabel. Após vários exames, a menina é diagnosticada com um grave problema digestivo que não lhe dá muito tempo de vida, caso se prolongue. No meio de tudo isto, a sua mãe busca o melhor caminho para ajudar a sua filha o máximo possível, perdendo cada vez mais a crença em Deus e na igreja. 
Já tive a oportunidade de ver este filme duas vezes: uma no cinema e outra em casa. Devo dizer que adorei (caso não tivesse gostado, não o veria duas vezes) e que mostra bem o poder que a vida, a fé e o amor têm sobre nós. Por vezes parece que o mundo está perdido e que já nada faz sentido, mas se procurarmos bem percebemos que há coisas a que nos agarramos de tal forma que nos dão uma força enorme para continuarmos a lutar e a ter forças até ao fim. Os milagres não são só fruto dos livros e dos filmes. Os milagres estão presentes em cada momento da nossa vida. Por vezes um milagre é um abraço, uma palavra certa na hora certa ou o simples ato de alcançarmos uma coisa inalcançável. Acredito plenamente que os milagres existem sob diversas formas e acredito ainda mais que são esses chamados "milagres" que, muitas vezes, nos dão a força necessária para continuarmos em frente.
Por tudo isto e muito mais, se não viram o filme e não se importam em chorar do início ao fim, este é o filme indicado para vocês. Tenho a certeza que não se vão arrepender! :)

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sexta-feira, 29 de julho de 2016

Opinião: «Inside Out»

sexta-feira, julho 29, 2016 3 Comments

Inside Out é um filme de animação de 2015 produzido pela Pixar Animation Studios e lançado pela Walt Disney Pictures.

Este é, sem dúvida, um dos melhores filmes de animação que já vi. A história passa-se na mente de uma menina -que podia ser qualquer um de nós. Nessa mente temos as emoções (neste caso a alegria, a tristeza, o medo, a raiva e o nojo) e o que estas emoções fazem é conduzir a vida da menina. Tudo está perfeito até que os pais da menina decidem mudar de cidade. A alegria tenta ajudar a menina a sentir-se melhor com essa mudança mas a tristeza destrói todas as suas boas memórias e faz com que a menina se vá isolando cada vez mais. A raiva, o nojo e o medo tentam consolar a menina mas acabam por fazê-la distanciar-se cada vez mais dos pais e dos amigos, levando-a mesmo a fugir de casa. A alegria faz de tudo para ajudar a menina e restaurar todas as suas boas memórias mas sem sucesso. Riley tinha perdido tudo. A escola, os amigos, o desporto e até a família. Deixou tudo para trás e todas as suas boas memórias foram postas de parte entrando num total estado de solidão que a alegria não conseguiu restaurar. O mais curioso é que a Riley foi salva mas não pela alegria como qualquer um de nós pensaria. Quem a salvou foi a tristeza. A tristeza reinstalou as memórias base na mente de Riley, o que fez com que ela voltasse a casa. Assim que vê os seus pais, começa a chorar confessando-lhes que sente falta da antiga casa e que não suporta estar ali. Os seus pais confortam-na e, juntas, a alegria e a tristeza criam uma nova memória para a menina a partir daquele momento. Um momento que deveria ser triste mas que se tornou feliz. 
A conclusão mais clara que tirei deste filme é que, ao contrário do que muita gente pensa, a tristeza não é uma coisa má. Aliás, a tristeza é a emoção mais necessária de todas. Sem tristeza não haveria alegria, essa emoção que todos nós procuramos. A tristeza é essencial em todos os campos. É ela que nos move. É ela que nos faz levantar e voltar atrás quando estamos prestes a cometer erros. É ela que nos torna mais fortes e, acima de tudo, é ela que molda a nossa personalidade. A alegria é o sentimento que mais desejamos e isso não significa nunca que este seja o mais importante. É aquele que nós queremos sentir e o que procuramos o tempo todo, só isso. Mas se não fosse a tristeza nós nunca conseguiríamos encontrá-lo. Por isso é que não acho correto negarmos a tristeza, talvez ela seja demasiado essencial para não ser sentida de vez em quando.
Isto para vos dizer que este filme é daqueles que mais me fez refletir até hoje e tenho a certeza que vai chegar ao coração de cada um de vós. Depois de o ver, ganhei uma visão completamente diferente acerca da mente humana e da forma como lidamos com as nossas emoções. Aliás, agora acho que não somos nós quem lida com as emoções. Elas é que lidam connosco. O nosso trabalho é apenas saber ouvi-las e seguir os conselhos que elas nos dão quando percebem o que é o melhor para nós. Nunca as devemos culpar por nada do que aconteça connosco porque se aconteceu é porque foi necessário. E se foi necessário, vai fazer-nos bem em algum momento da nossa vida.

Já viram o filme, internautas?
O que acharam? :)

Até logo, Diamond!

Obrigada pela visita!
Volta Sempre :)