quarta-feira, 10 de abril de 2019

Inteligência emocional: aprender com o outro

quarta-feira, abril 10, 2019 4 Comments



A inteligência emocional caracteriza-se pela capacidade de reconhecermos e avaliarmos os nossos sentimentos e os dos outros e, posteriormente, lidar com eles. Assim, há quem tenha uma inteligência emocional alta e, em contrapartida, há quem não a consiga desenvolver completamente.

Para Goleman, este conceito é o maior responsável pelo sucesso ou insucesso do ser humano. Isto porque, por exemplo, em situações profissionais o relacionamento entre as pessoas é crucial e uma pessoa com uma maior inteligência emocional tem mais chances de ser bem sucedida. No entanto, no mesmo local de trabalho podemos encontrar indivíduos com níveis de inteligência emocional diferentes e, nesse caso, a comunicação é essencial para encontrar um ponto de equilíbrio. Mas para que essa comunicação seja eficaz é necessário percebermos quando é que alguém tem uma inteligência emocional baixa para sabermos como lidar com isso.

Normalmente, as pessoas com uma inteligência emocional baixa têm dificuldade em relacionar-se com o outro. Não entendem como é que ele se sente; consideram-no muito sensível e/ou não sabem lidar com emoções fortes. Assim, parte do trabalho parte do outro: do que sabe relacionar-se com os demais, do que compreende, do que tem a sensibilidade. Porque a verdade é que, se o outro tem uma inteligência emocional apurada vai conseguir colocar-se no lugar do que não a tem e ajudá-lo a desenvolvê-la da melhor forma possível. Deste modo, trabalhar com alguém com uma baixa inteligência emocional pode tornar-se mais fácil se aprendermos a não discutir um problema por muito tempo, a criticar em privado e, acima de tudo, a tentar compreender a história de vida do nosso colega. As vivências e o passado são, sem dúvida, as coisas que mais influenciam o nosso modo de agir e de ver o que nos rodeia.

Concluindo, o bom funcionamento de um local de trabalho depende da relação entre as pessoas que lá trabalham. Portanto, é crucial colocarmo-nos no lugar do outro, tentar perceber as suas frustrações, medos ou inseguranças e, acima de tudo, mostrarmos interesse em conhecer a sua história. Todos precisamos de sentir que somos precisos no lugar onde estamos.

Publicado em Repórter Sombra.



terça-feira, 26 de março de 2019

Urban Tales renascem em novo álbum

terça-feira, março 26, 2019 3 Comments

Depois de 7 anos sem produzir álbuns, os Urban Tales estão de volta com Reborn- um disco composto por 16 faixas que explora vários estilos musicais desde o rock ao acústico e do metal ao pop.
Reborn é um álbum cantado em português e inglês e conta com a participação de vários convidados, entre eles, Loren Dayle, Vítor Espadinha, Sofia Pires e Mariana Azevedo.



Vocês surgem enquanto banda em 2005. No entanto, nos últimos 7 anos não produziram nenhum álbum. Porquê esta espera?

Nos últimos anos, estive mais envolvido em trabalhar com outras bandas através da minha empresa de produção de áudio (MR Diffusion) e também porque, depois do segundo álbum (“Loneline still is the friend”), quis mudar de som e, nessa pesquisa, levei algum tempo a saber por que caminho ia.

7 anos depois surge, então, o “Reborn”. Tendo em conta que, neste período de tempo, a própria música em Portugal sofreu algumas alterações, que preocupações tiveram na elaboração deste álbum que não teriam há 7 anos atrás?
Nenhumas, no sentido em que não me segui pelo que se ouvia ou o que se fazia naquele momento. Tentei fazer o que sentia e o som que mais gosto/oiço. A minha preocupação foi fazer algo verdadeiro e como um álbum conceptual (história do início ao fim), que houvesse um fio condutor durante todo o álbum.

Qual é o vosso objetivo ao apostarem, agora, em estilos diferentes?
Que as próprias músicas tivessem uma dinâmica diferente entre elas e, claro, pelo gosto pessoal, visto que todos eles são músicos que gosto e sigo.

Este álbum é cantado em inglês e português. Porquê esta aposta?
Desde o segundo álbum que já tinha essa intenção. Gosto e oiço todo o tipo de música, seja em português ou inglês. Era algo natural de acontecer...

Para além da variedade de línguas, também surgem diversos convidados. Hoje em dia é importante essa colaboração com outros músicos para alcançar novos públicos?
Se for importante para a própria música, então acho que vale a pena. Eu escolhi os músicos do álbum, porque gosto genuinamente do trabalho deles. Então é um grande orgulho tê-los tido neste álbum. Não escolhi ninguém pelo motivo de chamar desta forma mais atenção ao próprio álbum.

Reborn” foi lançado digitalmente em Outubro. Como tem sido o feedback desde então?
Bastante bom. Desde os singles lançados que alcançaram o top iTunes em Portugal e Espanha ao facto de termos ido a várias televisões apresentar as mesmas e de termos tido uma forte aceitação das rádios às novas músicas. Os próprios ouvintes aceitaram o novo trabalho melhor do que esperava.

E como é que estão em termos de concertos?
Estamos abertos a convites. Se forem interessantes, os Urban Tales poderão voltar aos palcos.

Sentem que, de facto, a vossa música renasceu com este álbum?
Sem dúvida, basta ouvir em termos sonoros e talvez ainda vá mudar mais num futuro próximo...A ver...


Publicado em: Repórter Sombra.

domingo, 24 de março de 2019

Portugal dos Pequenitos (Coimbra)

domingo, março 24, 2019 2 Comments


Estou desde o final do ano passado para partilhar convosco a minha aventura pelo Portugal dos Pequenitos, em Coimbra. É um dos sítios que mais gosto e, talvez por isso, tenha demorado um bocadinho mais a fazer este post porque não queria "fazer a despachar". É importante para mim mostrar-vos a importância deste lugar e, acima de tudo, o quão bonito é.
Desde que comecei a estudar em Coimbra, visitar o Portugal dos Pequenitos sempre foi um dos meus objetivos. Já lá tinha ido quando era pequena mas, como é óbvio, não guardo qualquer memória desse momento e sempre tive curiosidade de ver como era aquele mundo. Passei várias vezes lá à porta, mas nunca entrei por falta de tempo ou de outra coisa qualquer. Mas dava sempre uma espreitadela lá para dentro e o pouco que via aguçava ainda mais a minha curiosidade. 
No final do ano passado, finalmente, consegui concretizar este meu objetivo. Eu e uma amiga ficámos lá dentro durante horas a fio para aproveitar ao máximo esta experiência e não nos arrependemos nada!



Como devem calcular, fotografei tudo e mais alguma coisa (não vou colocar aqui as fotografias todas caso contrário não saímos daqui :p) e ainda hoje tenho a tentação de ir ao álbum de fotos ver tudo porque sinto saudades. Dizem que é aos lugares que nos deixam saudades que devemos voltar e este é, certamente, um deles. Um dia, quando for mãe, vou querer muito lá regressar. 



Claro que, neste post, não posso deixar de vos contar um bocadinho da história deste lugar incrível. 
O Portugal dos Pequenitos foi inaugurado a 8 de junho de 1940 e é um parque lúdico-pedagógico direcionado, principalmente, às crianças. Desde 1959, é património da Fundação Bissaya Barreto e, até aos dias de hoje, é um dos lugares mais referenciados por todas as gerações. 
No Portugal dos Pequenitos, cruzam-se diversas culturas e diferentes povos. E, na minha opinião, esse é o seu maior encanto. Saímos de Portugal nunca saindo dele e isso é extraordinário. Conhecemos a história de outros países, as suas conquistas e o seu modo de viver. E, no final, percebemos que somos todos diferentes e todos iguais. 
Para perceberem melhor o encanto deste sítio, vou deixar aqui em baixo várias fotografias que fui tirando ao longo da visita. 



















Para quem ficou interessado em fazer uma visita ao Portugal dos Pequenitos e quer saber mais informações sobre o local só tem de clicar aqui. Serão redirecionados para o site onde estão reunidas todas as informações sobre os horários da visita, os preços e a própria história do local para irem o mais preparados possível. Espero que tenham gostado desta nova viagem e que fiquem a aguardar pelas que se seguem! :)


Gostaram desta sugestão de visita?
Já lá foram? Que outros locais recomendariam em Coimbra?





terça-feira, 5 de março de 2019

Como aprender inglês rápido

terça-feira, março 05, 2019 5 Comments

D.R.

Aprender inglês nunca foi tão importante, disso não há dúvidas. Seja no trabalho ou na nossa vida pessoal, saber falar bem inglês pode salvar-nos em imensas situações. Mas para quem não prestou muita atenção às aulas de inglês no secundário (ou não tem jeito para línguas), navegar neste mundo cheio de mensagens em “estrangeiro” não é assim tão simples. Então, como é que podemos finalmente aprender inglês rápido?
A Cristina Ferreira lançou um livro intitulado Falar “(Inglês) é Fácil” que se vê em todas as livrarias e até nas estações dos correios. A apresentadora disse que este é “o” manual para aprender inglês sem receios e começar a falar rápido. Mas na verdade o segredo da Cristina é ter trabalhado com um professor privado durante vários meses antes de escrever o livro.
Essa, acho eu, é a chave para aprender qualquer língua: praticar, praticar, praticar. Não conheço ninguém que tenha ido viver para fora e não tenha voltado a falar línguas muito melhor do que quando foi. E porquê? Por causa do treino diário, de se obrigarem a falar noutras línguas porque ninguém entende Português.
Falar sem vergonha é a peça-chave. Mas não chega, é preciso alguém que nos possa corrigir para não perpetuar os erros - e é aí que entra o professor/ tutor. Felizmente, é cada vez mais fácil encontrar professores de línguas disponíveis para dar explicações particulares em casa. Além das aulas online, que são sempre uma opção, podem procurar explicadores de Inglês em Lisboa e explicadores de Inglês no Porto aqui.
Depois, não se esqueçam é de usar a língua mesmo fora das aulas! Vejam filmes e séries com legendas em inglês (mais fácil, enquanto não se habituam a ouvir) e, se conseguirem, mesmo sem legendas! Tentem ler artigos em inglês na net, ouvir música, treinar com turistas… A partir do momento em que o inglês fizer parte do vosso dia a dia, a batalha está ganha! 




domingo, 3 de março de 2019

Opinião «Passengers»

domingo, março 03, 2019 3 Comments


Vi este filme em 2016, assim que saiu. No entanto, decidi revê-lo e dar-vos o meu feedback. 
Confesso que só há pouco tempo comecei a gostar de filmes de ficção científica. Sempre fui mais dada a romances, comédias ou dramas. No entanto, de há uns anos para cá tenho um vício enorme por ficção científica. Daí ter visto e revisto este filme: porque fiquei adepta da história.
Para começar, adoro a Jennifer Lawrence e o Chris Patt. E, sendo completamente sincera, quando vejo que atores que eu gosto bastante fazem parte de um filme, faço questão de o ver mesmo sem saber se a história me poderá ou não interessar. Neste caso, não me desiludi. 
O filme foi lançado no final de 2016 e eu corri logo para vê-lo porque estava super curiosa depois de ver o trailer. Resumindo e sem dar grandes spoilers: A história passa-se na nave Avalon. Esta nave transporta 5.000 passageiros com destino ao planeta Homestead II. Esta viagem tem como duração 120 anos, sendo que os passageiros estão adormecidos em cápsulas preparadas para os acordar apenas no final desses 120 anos, o que significa que todos eles acordarão num novo século. No entanto, uma avaria no sistema de uma das cápsulas de hibernação faz com que Jim (um dos passageiros) acorde quando ainda faltam 90 anos para a nave chegar ao destino. Isto significa que Jim passará o resto da sua vida fechado na nave sem nunca chegar ao destino visto que, nessa altura, jé terá morrido. Cansado de estar sozinho, Jim toma a difícil decisão de abrir uma das cápsulas para ter companhia nos anos que lhe restam ali. Quando olha para a cápsula onde está Aurora Lane fica encantado por ela. Tenta contrariar a vontade de a acordar e, consequentemente, condená-la a viver também o resto da sua vida presa na nave. Mas acaba por fazê-lo. Inicialmente, Aurora pensa que também houve uma avaria na sua cápsula. A revolta invade-a quando percebe que nunca chegará ao seu destino e que está condenada a uma vida monótona fechada dentro daquele objeto. No entanto, ela e Jim acabam por se apaixonar e vivem um romance que a faz encarar essa prisão de outra forma. Até que, um dia, descobre que foi Jim quem a acordou e tudo muda.
Como é óbvio, não vos vou dizer o que se passa no filme daqui para a frente porque estragaria todo o encanto. Mas posso dizer-vos que gostei bastante do resultado final, embora fizesse uma ligeira alteração ao final do filme. Para além disso, acho que o filme tem um design incrível! Eu sou uma apaixonada pelo universo. Aliás, um dos meus sonhos era conhecer o espaço e entrar em todos os planetas. Como isso não é possível, gosto de filmes que me fazem sentir que estou a conhecer o universo como se estivesse dentro de uma nave espacial. E este é um dos exemplos disso. Várias vezes ao logo do filme me vi a levitar no espaço, pertinho das estrelas... E acho que isso, por si só, já é um sinal de que o filme está bem concretizado. 
Por fim, adorei o desempenho dos atores. Pessoalmente, acho que Passengers tinha tudo para ser um filme muito parado. Pela história. Pelo facto de a ação se passar num único lugar e pelo número bastante reduzido de atores. No entanto, isso não aconteceu exatamente pela forma como tudo foi produzido. Vocês vão perceber isso assim que o virem.


Já viram o filme? O que acharam?
Que filmes andam a ver ultimamente?

Até logo, Diamond!

Obrigada pela visita!
Volta Sempre :)