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quarta-feira, 29 de abril de 2020

Não nascemos para ser de todos. Nascemos para ser de alguns

quarta-feira, abril 29, 2020 4 Comments



Somos todos diferentes. Todos temos as nossas cores, tamanhos e feitios. Temos coisas que adoramos e outras que não suportamos. Todos somos únicos e é esse o encanto que cada um de nós tem dentro de si: não haver mais ninguém igual.

É quando nos apercebemos desta realidade que deixamos de nos importar com quem gosta ou não gosta de nós. Nós somos assim, ponto. E por todos sermos diferentes, vão sempre existir pessoas que não gostam de nós. Ou porque não usamos o estilo de roupa com que elas se identificam ou porque temos características na nossa personalidade que não vão ao encontro do que essas pessoas procuram. Faz parte. E ainda bem que assim é.

O que não faz sentido, - e grande parte das vezes fazemos -, é continuarmos a insistir em darmo-nos a pessoas que não gostamos. Pediram-me que refletisse sobre isso. Sobre o porquê de nos darmos com pessoas com as quais não nos identificamos. Depois de muito puxar pela minha cabecinha, cheguei à conclusão de que todos temos as nossas razões. Podemos não simpatizar com uma pessoa e darmo-nos com ela simplesmente porque ela é importante para alguém que amamos. 

Noutros casos, podemos apenas ter uma personalidade que não nos deixa soltar daqueles que não queremos ter perto.
No entanto, creio que há um denominador comum relativamente a este assunto: nós não encaramos como normal o facto de não gostarmos todos uns dos outros. Como se não gostar de alguém fosse uma coisa completamente horrível quando não é. Faz tão parte da vida como o céu ser azul e existirem estrelas.

No fundo, nós somos pequenas peças e toda a gente sabe que as peças não se encaixam em qualquer sítio. Cada peça tem um lugar que lhe pertence. Assim, quando perdemos tempo a querer pertencer a todo o lado, podemos perder a hipótese de estar junto daqueles onde, realmente, pertencemos. É uma questão de aceitação. Não nascemos para ser de todos. Nascemos para ser de alguns.

Publicado em: Repórter Sombra.

sexta-feira, 24 de abril de 2020

Serviços de streaming para descobrir nesta quarentena

sexta-feira, abril 24, 2020 2 Comments

Com serviços de streaming internacionais que oferecem acesso aos programas de TV favoritos do teu país de origem em todo o mundo, morar no exterior nunca foi tão fácil.

Às vezes, criar uma vida boa para ti, mesmo no exterior, resume-se às pequenas coisas: sentires-te confiante ao conduzir em novas estradas, aprender um pouco da língua ou encontrar as tuas comidas favoritas em casa. Porém, quando moras noutro país, ver TV em casa pode ser uma das coisas mais reconfortantes de todas.

Mas não importa se estás à procura de séries americanas extravagantes, dramas franceses ou programas espirituais indianos, agora podes levar contigo os teus programas de televisão e filmes favoritos de casa. Com a expansão de serviços internacionais de streaming, computação em nuvem e programas sob demanda, podes ter tudo: a TV do teu país de origem reproduzível no país adotado através de uma VPN.


Serviços de streaming internacionais em inglês dos EUA
Por enquanto, muitos serviços de streaming baseados nos EUA permanecem disponíveis apenas nos Estados Unidos, incluindo Hulu, DirecTV, YouTube TV e Philo. A falta de novas plataformas de streaming além da Netflix e HBO continua a ser um ponto fraco nos streamings oferecidos para o mercado, mas não te preocupes! Ainda existem muito boas opções para aproveitares da TV americana.

O Disney + é a mais recente adição ao mercado internacional de streaming e possui uma série de filmes e programas de TV do catálogo posterior da Disney, incluindo The Simpsons e Star Wars. Atualmente, a disponibilidade global está limitada a alguns países, embora isso esteja a aumentar rapidamente.

A Netflix estabeleceu-se como uma das empresas mais importantes do streaming de vídeo. Com uma taxa de associação mensal, tens acesso ilimitado à biblioteca de filmes e programas de TV. Está disponível em mais de 190 países em todo o mundo, embora a seleção varie com base na tua localização.

O Amazon Prime Video é um serviço baseado em associação disponível em mais de 200 países e territórios. Podes assistir enquanto viajas, embora as opções de filmes e programas possam mudar com base na tua localização. A maioria dos programas é em inglês, embora haja legendas noutros idiomas.

Quanto à HBO, ela está disponível diretamente na Espanha e nos países nórdicos (Dinamarca, Finlândia, Noruega e Suécia) com uma seleção de séries e filmes com influência européia. O conteúdo da HBO é, no entanto, oferecido na Holanda através da empresa de cabo holandesa Ziggo. No Brasil, o serviço tem poucos títulos à disposição.


Serviços de streaming internacional em inglês do Reino Unido
Se não és muito exigente quanto à qualidade da imagem e do som, podes ver TV ao vivo do Reino Unido, em qualquer lugar no mundo, no teu navegador, com a FilmOn TV. Isto dá-te acesso a 26 canais livres de transmissão no ar. Esses canais incluem BBC One, BBC Two, BBC News, CBBC, ITV1, Channel 4, E4 e Channel 5.

A WatchBritishTV preenche as lacunas da FilmOn TV com transmissões ao vivo dos principais canais, incluindo Film4 e Dave. Eles também transmitem canais sob demanda de programas cerca de seis horas após a transmissão, mas a legalidade disso que eles fazem é meio duvidosa.

Se manténs residência no Reino Unido ou tens um membro generoso da família, podes evitar o licenciamento da BBC e da Sky TV. Caso contrário, isso impediria que transmitisses os teus programas favoritos para fora do país. Basta baixar o iPlayer da BBC ou registrar o teu dispositivo no Sky Go antes de sair.

A Sky TV foi lançada na Espanha no final de 2017, com programas de TV e cabo americanos, incluindo The Walking Dead, The Big Bang Theory e Grey's Anatomy, além de centenas de filmes sob demanda. O serviço também está disponível na Alemanha, onde podes ceder ao teu vício em Game of Thrones.

Aproveita estas dicas para descobrir o melhor streaming internacional com uma VPN e desfrutar de uma quarentena cheia de filmes, shows e séries de TV.


quinta-feira, 23 de abril de 2020

O caminho que nos leva ao destino

quinta-feira, abril 23, 2020 1 Comments



Lutar. Desde cedo, somos ensinados a ter força. Ensinam-nos a levantar depois de darmos uma queda, a caminhar para alcançarmos o destino que pretendemos e a aprender para termos capacidades intelectuais para conhecermos e, acima de tudo, conhecermo-nos. No fundo, crescemos com a noção de que o futuro e o que ambicionamos depende apenas de nós e da nossa força interior.

O que, muitas vezes, não nos dizem é que nem sempre é fácil. Não é tão fácil como aprender a caminhar, a escrever, a ler ou a decorar a nossa morada completa. Lutar por aquilo que nos faz feliz é, provavelmente, das coisas mais difíceis da vida. É daquelas coisas que ninguém nos ensina. Aprendemos com as vivências, com os erros e, sobretudo, com o passado. E no meio deste “cai e levanta”, ficamos cansados. Mais cansados do que se tivessemos corrido uma maratona. Não se resume apenas a um cansaço físico. É uma exaustão mental que, automaticamente, nos leva a duvidar de nós mesmos. “Será que?”.

A dúvida é pior que o negativo. Martiriza. Corrói. Leva-nos, frequentemente, a desistir por não sabermos lidar com a incerteza. Este é um ciclo que nos persegue a vida toda. Quando começamos uma nova etapa, quando aprendemos coisas novas, quando descobrimos que queremos isto e não aquilo... É uma constante procura por algo que nunca chega e que aparenta nunca querer chegar. Até ao dia em que deixamos de nos importar. Desistimos porque desistir também é ter coragem. É ter a força de abandonar o que nos está a deixar para trás quando deveria fazermos caminhar em frente.

O que fica quando deixamos de nos preocupar com o que, anteriormente, costumava ser o nosso objetivo para acordarmos todas as manhãs? Há quem diga que ficam dúvidas, receios, frustrações... Eu acredito que ficam as certezas. As certezas de que quem não desiste algumas vezes, nunca vai encontrar o seu caminho. Alcançar o futuro que ambicionamos é como viajar numa estrada: temos de nos perder algumas vezes até que, finalmente, encontramos o melhor caminho para chegarmos ao nosso destino.

Publicado em Repórter Sombra.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

A felicidade tem asas

quarta-feira, janeiro 15, 2020 4 Comments



Já todos quisemos voar. Abrir asas e ir além dos nossos limites. Conhecer novos lugares, contemplar a beleza dos oceanos e sentir o que é ser livre. Livre de ter os pés assentes na terra e de estar limitado ao que as nossas capacidades nos deixam fazer.

Também eu já quis voar. Sentir de perto o céu azul e tocar as nuvens. Na impossibilidade de o fazer, acredito que a felicidade é o que temos mais próximo dessa sensação de voo. A bem dizer, a felicidade é a única que nos levanta os pés do chão e nos faz flutuar. A única que nos faz viajar por lugares que nunca conhecemos e que nos permite ser o que quisermos, quando quisermos. A felicidade faz-nos sonhar e o bom dos sonhos é que não têm limites: podemos ser e fazer tudo o que ambicionamos.

Creio que é por isso que todos desejamos ser felizes: porque a felicidade nos deixa sonhar. E se “o sonho comanda a vida”, quando somos felizes somos mais capazes, mais lutadores, mais conscientes e, sobretudo, mais vividos. Felicidade puxa felicidade num ambiente cíclico que só para quando as nossas asas se despenharem do céu em que vivemos ou baterem contra uma nuvem que nos atire ao chão.

Muitas vezes, quando alguém refere que o que mais ambiciona na vida é ser feliz, isto é visto como um cliché. A questão é “porquê?”. Afinal, quando, todos os dias, acordamos ao som de um alarme que odiamos, não é isso que nos motiva a sair da cama e enfrentar chuvas, trovões e trânsitos infernais? A busca por uma vida feliz não é nada mais nada menos do que viver. Só quem é, realmente, feliz e/ou procura essa felicidade sabe o que é viver.
Sim. É possível voarmos sem ter asas. É possível olhar o mundo de cima e apreciar o que de mais belo ele tem. Basta estarmos cientes de que a felicidade tem asas e faz de nós aquilo que nós quisermos. É só acreditar. Tudo se resume a isso.

Publicado em Repórter Sombra

sexta-feira, 22 de novembro de 2019

O eco do pensamento

sexta-feira, novembro 22, 2019 1 Comments



Viver em sociedade é, obviamente, partilhar a vida. Há uma série de características que todos temos em comum porque nos são inatas. O facto de pensarmos é uma delas. É inevitável pensar mesmo que, por vezes, não queiramos. O pensamento faz parte de nós como um braço ou um pé.
Descartes defende que o pensamento é sinónimo de existência. Se eu “penso, logo existo” é inegável que refletir é inato ao ser humano. Não há forma de impedir que isso aconteça no nosso cérebro... ou de bloquear pensamentos. E é uma tão grande verdade que já todos tivemos aquele momento em que gostávamos de carregar num botão e desligar o nosso cérebro para impedir que certos pensamentos nos invadissem; ou nos tirassem o sono; ou nos trouxessem para a realidade.

Há quem afirme que pensar faz mal. Mas quando? Quando os pensamentos ecoam na nossa mente nos limitam. Quando nos fazem sentir mal. Quando nos tentam dizer que não vale a pena ir em frente e nos travam. Quando, acima de tudo, nós deixamos que eles nos parem. Quando lhes damos ouvidos em circunstâncias em que eles não nos dizem nada de positivo. Quando decidimos ficar sozinhos com eles. Sem mais nada ou ninguém. É aí que pensar faz mal.

Se Descartes afirmava que para existir temos de pensar é incrível concluir que, por vezes, são os pensamentos que impedem a nossa existência. Há dias, meses e anos em que eles ecoam na nossa mente e não querem sair sussurrando palavras mórbidas que nos fazem acreditar que não somos suficientes, que o amanhã pode não ser o que queremos que seja e que a positividade não existe. É nestas alturas que o botão desligar seria a solução ideal. No entanto, na falta dele, basta contrariá-los. Como contrariamos o nosso pai ou a nossa mãe quando não queremos arrumar o quarto.

Afirmarmo-nos perante os nossos pensamentos é devolvermo-nos à nossa existência. Ter controlo sobre nós. Ouvir mil e uma vezes aquele eco e saber definir qual é o que nos vai ajudar e, pelo contrário, qual nos vai destruir. Quando conseguirmos lidar com os nossos pensamentos e aniquilar os que nos fazem mal, aí sim, existiremos. E, nessa altura, existir será o ponto de partida para tudo o resto.

Publicado em Repórter Sombra

Até logo, Diamond!

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