quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Opinião: «As mentiras que os homens contam»

quinta-feira, setembro 29, 2016 5 Comments


Teatro. Sou apaixonada por teatro, como vocês sabem. Como tal, não podia deixar de vos falar da última peça a que assisti. As mentiras que os homens contam é uma comédia escrita a partir das crónicas de Luís Fernando Veríssimo. Uma comédia a que tive o prazer de assistir e que adorei, no verdadeiro sentido da palavra. 
Como o próprio nome indica, o que aqui se trata é a mentira. O mundo masculino é repleto de mentiras mas o que desconhecemos é que mentir faz parte da nossa sobrevivência. Toda a gente já mentiu em algum momento da sua vida e é isso que esta peça retrata. As mentiras que todos inventamos e o porquê de as inventarmos. Para isso, é-nos contada a história de Jorge e Carla, um casal que vive as alegrias e os problemas típicos de um casamento, com amigos, amantes  e onde as personagens se colocam em situações embaraçosas por culpa de mentiras inocentes.
O trabalho destes quatro atores é simplesmente genial! Ri do início ao fim e quando terminou soube-me a pouco. Sem dúvida, uma das melhores peças que já vi e que recomendo sem pensar duas vezes! Que haja mais teatro assim e que possamos valorizá-lo cada vez mais!


terça-feira, 27 de setembro de 2016

Bijuteria Low Cost

terça-feira, setembro 27, 2016 1 Comments
Olá, internautas!
Bem, hoje venho falar-vos de um novo projeto em que estou inserida a convite de uma amiga minha. Juntas criámos uma loja online onde podem encontrar diversos acessórios a preços bastante acessíveis. Serve este post para vos convidar a visitar a loja e, caso estejam interessados/as, fazer umas comprinhas. Garanto que vão adorar a quantidade de coisas giras que lá vão encontrar! :)

domingo, 25 de setembro de 2016

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

O corpo é meu!

sexta-feira, setembro 23, 2016 2 Comments
Um dos temas que mais mexe comigo e que traz muito preconceito consigo está relacionado com as tatuagens e os piercings. Se é verdade que o nosso corpo é só nosso porque é que temos de ser vítimas de preconceito por fazermos o que queremos com ele?
Há uns dias li um artigo que referia que quem tatua o seu corpo não quer nada mais nada menos do que “exibir-se”. Não acho que seja um ato de exibição mas sim um ato de independência. Porque é isso que nós somos a partir do momento em que mandamos em nós mesmos: independentes. E se somos independentes e gostamos de nos tatuar ou de piercings, porque é que somos vistos como “exibicionistas” por fazermos uma coisa tão simples como “pintar algo” no nosso corpo? Defendo aquela ideia de que “quem não gosta não olha”. Agora não vamos criticar alguém só porque tem um gosto específico por tatuagens ou piercings. Aliás, nós que nos dizemos tão amantes da Arte reprovamos um símbolo tatuado num corpo. Mas esquecemo-nos que uma tatuagem é, também, uma forma de arte. Um tatuador é um artista. E que artista! Mas, infelizmente, ainda é visto como um marginal. Se alguém nos tiver assaltado no meio da rua e nos apresentarem um homem “limpo”, bem vestido e com “boa aparência” e outro completamente tatuado e cheio de piercings, quem é que nos vamos desconfiar que nos assaltou? Exatamente! E a isso eu chamo de preconceito. Porque a aparência de alguém em nada tem a ver com a personalidade. Porque nós somos livres de fazer o que quisermos com o nosso corpo. E não merecemos, nem por um minuto, perder o emprego dos nossos sonhos só porque somos tatuados ou temos “furos” no corpo. Se cada pessoa que discrimina, põe de parte ou critica quem apresenta o seu corpo desta forma parasse para pensar, ia perceber que uma tatuagem ou um piercing em nada define o desempenho de um trabalhador. Mas ainda há esse preconceito. E depois gera-se o ciclo. O empregador não quer aquele ser humano tatuado a trabalhar ali porque é preconceituoso ou então não é preconceituoso mas tem demasiados clientes que o são e, por isso, não é produtivo contratar alguém que “afasta” os clientes que acham que uma boa aparência é ter o corpo como ele veio ao mundo, mais nada.
Estou a um passo de pertencer ao grupo dos “tatuados”. Sempre foi uma arte que me apaixonou e em breve irei fazer a minha primeira tatuagem. Sou uma amante de piercings também e não vou hesitar em fazer qualquer uma das coisas só porque a sociedade ainda associa isso à marginalidade. Não considero ninguém que use tatuagens ou piercings “exibicionista” ou “rebelde”. Considero-os livres, independentes e cheios de personalidade. Porque têm a força suficiente para dizer “o corpo é meu e faço dele o que eu quiser!”. E a liberdade é isso. É mostrarmos que nós somos aquilo e ninguém tem o direito de interferir no que nós somos. E, sim, dentro de algumas semanas vou fazer a primeira tatuagem. Não porque seja exibicionista ou me queira afirmar como “rebelde” mas porque o corpo é meu. E no meu corpo, meus amigos, quem manda sou eu!


Publicado em Repórter Sombra.



domingo, 18 de setembro de 2016

sábado, 17 de setembro de 2016

Ricardo de Sá: «Existe só um Ricardo que tenta encantar o público com a sua arte.»

sábado, setembro 17, 2016 7 Comments
Ricardo de Sá é um jovem ator e músico português que se estreou no mundo televisivo através do T2 para 3, produzido pela RTP, em 2008. Depois disto, seguiu-se uma popular participação na série Morangos com Açúcar, na TVI, na qual deu vida à personagem “Leonardo”.
Após dar cartas na televisão, a sua estreia no cinema acontece em 2010 na curta-metragem Carne, de Carlos Conceição, seguindo-se O Inferno,  que lhe garantiu o papel de protagonista.

Nesta entrevista, Ricardo de Sá fala-nos um pouco do seu percurso e dos seus objetivos relativamente ao futuro.


Como é que foste parar ao teatro?
Era miúdo, estava de férias na aldeia dos meus avós e gostava muito de andar de bicicleta. Acabei por parar na Sociedade Recreativa para comprar umas pastilhas e sem querer interrompi um ensaio de teatro de uma peça sobre o 25 de Abril. No dia a seguir estava a fazer de Salgueiro Maia em frente a 500 pessoas. Depois disso e quando já era mais velho quis ir estudar teatro na In Impetus e ESTC e fazer disso profissão.

A música esteve sempre presente na tua vida?
Sempre!

Na série Morangos Com Açúcar conseguiste juntar esses dois talentos. O que significou para ti este desafio?
O início do jogo. O início da minha carreira.

Tens saudades do Léo?
Só me lembro do Léo quando as pessoas falam dele.

A tua personagem foi, sem dúvida, das personagens mais acarinhadas por parte do público da série juvenil da TVI. Consideras que isso teve influência no teu percurso daí em diante?
Claro que sim! Eu sabia que tinha de brilhar logo no meu primeiro papel para garantir o meu futuro.

Televisão ou cinema, qual te cativa mais?
São diferentes. Adoro fazer Televisão mas também gosto muito de fazer Cinema. Adorava fazer tanto Cinema como faço Televisão.


Relativamente à tua faceta musical, A Tua Cara Não Me É Estranha permitiu-te, certamente, mostrar ainda mais o teu talento nessa área. O que guardas dessa aventura?
Foi uma ótima experiência e adorei fazer parte do programa! Ter ganho várias galas permitiu-me reconhecer o grande carinho que o público tem por mim. Guardo esse carinho com muito orgulho.

Em que é que o Ricardo ator difere do Ricardo músico?
Em nada, a única coisa que difere é que um canta e o outro representa. Existe só um Ricardo que tenta encantar o público com a sua arte.

Que Histórias nos contas no teu recente álbum?
Conto vários momentos da minha vida e histórias que eu vi ou ouvi e tentei retratar tudo isso em musica.

Que música melhor te descreve?
Nenhuma música foi feita com o intuito de me descrever mas sim descrever momentos meus.

Para terminar, o que nos reserva o Ricardo de Sá para o futuro?
Nem eu sei. Mas estou cá para trabalhar e continuar a criar.



Terminada esta entrevista, resta-me agradecer ao Ricardo pela disponibilidade e, acima de tudo, por ter aceite responder às minhas questões.



sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Faças o que fizeres, não me deixes ir...

sexta-feira, setembro 16, 2016 8 Comments
A vida é feita de coisas incríveis e as relações humanas são uma delas. As pessoas têm esse vício terrível de se borrifarem para o que os outros estão a sentir e fazerem apenas o que é melhor para elas. Eu nunca fui assim e, como toda a gente que põe os outros à frente de si, lixei-me.
A verdade é que sempre disse “vou pensar mais em mim e ser egoísta” mas nunca o fiz. Nunca o fiz porque decidi pôr-te à minha frente. Afinal, quando gostamos das pessoas não é suposto querermos a felicidade delas? Mas de que é que isso me valeu? Onde estás tu agora? Provavelmente, a sorrir por aí, a ser feliz e, quem sabe, a rires-te da miúda estúpida que acha que nos devemos preocupar uns com os outros. Porque eu pensava que tu também eras assim. Tive esperança numa pessoa. Sim, numa no meio de tantos milhões delas. E essa pessoa eras tu. Pensava que conseguias ter a mentalidade suficiente para distinguir o certo do errado e para saberes que os sentimentos não são um brinquedo. Mas não tinhas. És só mais uma das tantas pessoas que gostam de brincar. O problema é que não escolhem um brinquedo qualquer. Dirigem-se logo para aquele mais precioso e mais necessário: o coração. Começo a achar que esse vício de brincarem com o nosso coração é propositado. É como se pensassem “é aí que dói mais” e fizessem de tudo para to arrancar e levá-lo para longe de ti, deixando-te mais frio, pronto a transformares-te num autêntico iceberg.
Não tenho vergonha de assumir que choro. Choro porque não percebo as pessoas. Choro porque não gosto de injustiças e isso é tudo o que nós temos no mundo. Custa-me perceber que as pessoas não conseguem sentir-se mal pelo sofrimento que causam a quem sempre fez tudo por elas. E eu sempre fiz tudo por ti. E achava que tu vias isso mas a verdade é que não vias. Ou então não quiseste ver. Limitaste-te a ser aquilo que todos os outros são: individualistas e egoístas. Não te importaste em destruir mais um coração. Não te puseste no lugar de quem sofre. Mas, sabes? Quem sofre agora por tua culpa, um dia sofreu sozinha para não te fazer sofrer a ti. Mas tu não pensas nisso, como a maior parte das pessoas não pensa. É mais fácil passarmos dias e horas em frente a um computador a fazer coisas que não nos dão mais nada a não ser “momentos agradáveis” quando podíamos perder tempo com coisas que mudassem a nossa vida para sempre. Mas tu preferiste perder o teu tempo a deixar-me ir embora sem perceberes que eu podia ter mudado a tua vida. E agora eu estou a ir. E a vontade de voltar vai-se perdendo aos poucos, vai saindo de dentro de mim consoante a dor vai aumentando. Porque a dor tem a capacidade de te tornar mais frio, sabes? E, consequentemente, faz-te querer desistir. Eu acredito que o que vale a pena é aquilo que nos faz sorrir sem um motivo aparente e que devemos desistir daquilo que nos faz chorar e nos traz sofrimento, mesmo que esse sofrimento seja bom para nos fazer crescer.

Talvez seja por isso que estou a deixar-me ir. Talvez seja por isso que cada vez tenho menos vontade voltar. Eu quero que me agarres e que não me deixes ir... Juro que quero ficar, porra! Mas tu não me dás hipótese. E as lágrimas vão caindo enquanto percorro o caminho de volta a casa. A casa de onde eu nunca devia ter saído. O sítio onde pertenço e onde, por escolha tua, tu nunca vais pertencer.

Publicado em Sabes Muito

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Carta a... Sofia Ribeiro

terça-feira, setembro 13, 2016 8 Comments

A seguir à rubrica "Mundos" chega uma nova rubrica, a "Carta Aberta". Há uns dias escrevi esta carta para a Sofia Ribeiro, uma das pessoas que mais admiro em Portugal. Uma amiga achou por bem que eu a transformasse num vídeo aqui para o canal e assim o fiz. A carta é para todas as Sofia's deste mundo e não só. Porque todos devemos estar atentos a estas realidades. 

E não havia sítio melhor para gravar o vídeo do que um lugar onde há, verdadeiramente, vida e inocência. Desta forma, escolhi ir gravar para perto das crianças, num parque infantil. Há coisa mais bonita do que ouvir crianças a brincar?

Vejam, comentem e sigam o canal! :)




domingo, 11 de setembro de 2016

Música da Semana #53

domingo, setembro 11, 2016 10 Comments

Faded é uma das minhas músicas favoritas no momento. Adoro o vídeo, a letra, a música e a voz. Na minha opinião, é uma música super bem conseguida e que fica super facilmente no ouvido tal é a forma como nos invade. Confesso que mexe um bocadinho com os meus sentimentos e que já me fez imensa companhia naquelas horas em que precisava de pensar. Afinal, a música é muitas vezes o nosso porto de abrigo, certo?

O que acham da música, internautas?

sábado, 10 de setembro de 2016

Alexandre Santos: «Um simples sorriso consegue mudar por completo o dia de uma pessoa.»

sábado, setembro 10, 2016 6 Comments
Alexandre Santos é um autêntico fenómeno nas redes sociais. O jovem conquistou milhares de seguidores acabando por tornar-se num dos comediantes mais vistos do youtube.
«O Estrondo», a «Gunada» e “Pancas da Semana” foram alguns dos maiores sucessos do comediante que conquistou o público português através do humor e da sátira.

Nesta entrevista, Alexandre Santos fala-nos do seu percurso no mundo humorístico e do que espera do futuro.


Quando te apercebeste que tinhas este gosto particular por fazer os outros rir?
Desde muito novo sempre fui o palhaço da turma, o que fazia rir a família em momentos de convívio e isso fez com que apostasse, “por brincadeira”, no Youtube e deu no que deu.

E como surgiu o youtube no meio desse teu gosto?
Foi numa conversa “random” que estava a ter com um amigo e decidimos pôr uma das nossas conversas no youtube. Os comentários começaram a motivar-me e continuei a apostar nisso.

Como é, para ti, fazer comédia?
Fazer comédia, embora pareça, não é facil. Envolve muito tempo de observação, atenção ao que nos rodeia, saber fazer piadas de um momento do nosso dia a dia... Mas posso dizer que comédia é a cura de muita coisa mesmo, um simples sorriso consegue mudar por completo o dia de uma pessoa.

“Alexandre Santos é o comediante do momento”. Como te sentes ao seres definido desta forma?
Sinto-me bem, claro, mas não sou mais nem menos que os outros. Trabalho como as outras pessoas, tento alcançar objetivos, tento dar sempre o meu melhor, e basicamente só quero é fazer rir as pessoas e tornar o dia delas melhor.

A verdade é que és um dos maiores fenómenos das redes sociais. Acreditavas que um dia as coisas iam correr desta forma?
Acreditar, não acreditava. Mas sei que lutava para que um dia isso acontecesse, não sabia é que ia ser tão cedo.


“O Estrondo” foi, sem dúvida, um sucesso enorme. Que mensagem quiseste transmitir quando escreveste este filme?
No filme não há mensagem que se possa tirar, para ser sincero, a não ser “Be Stupid” (risos).

A comédia pode, de facto, espelhar realidades que às vezes nos passam despercebidas?
Sim, sem dúvida alguma. Até é uma das melhores formas de o fazer. Daí existir a ironia e o sarcasmo.

Fala-nos um pouco do “Pancas da Semana”.
Foi um programa que existiu no canal +TVI e foi um sucesso. Tinha rubricas como Gunada, Gajo Imaturo, Movimento Sem Sentido,etc... Foi um salto muito grande na minha vida, ter um programa da minha assinatura na TV, foi muito bom mesmo.

Como é trabalhar com o NTS?
Já o conhecia muito antes de trabalhar com ele, até foi o NTS que criou a minha página oficial no Facebook. Somos grandes amigos, ajudou-me muito, e claro, trabalhar com ele é tudo menos aborrecido.

Para terminar, o que esperas do futuro?
Espero sucesso e espero ter sempre mais pessoas a gostar do meu trabalho, seria muito bom sinal se acontecesse isso...E vai acontecer...É tudo uma questão de tempo e de trabalho.



Terminada esta entrevista resta-me agradecer ao Alexandre pela disponibilidade e, acima de tudo, por ter aceite responder às minhas questões.





quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Deixa para trás o que te impede de seguir em frente

quinta-feira, setembro 08, 2016 6 Comments
A nossa história resume-se numa só palavra: evolução. É isso que fazemos ao longo da nossa vida e é isso que buscamos enquanto vivemos. Queremos evoluir, queremos crescer, queremos ser felizes e, acima de tudo, deixar a nossa marca.
A evolução começa logo no dia em que nascemos. A partir daí as coisas vão acontecendo e cada dia é um novo dia. Mas se todos buscamos evoluir de dia para dia e tantos obstáculos se colocam no nosso caminho, como podemos fazer com que essa evolução seja bem sucedida? Penso que o principal segredo é deixar para trás tudo aquilo que nos impede de evoluir. A verdade é que ao longo da nossa vida acontecem coisas que nos impedem de seguir em frente. É como se nos parassem no tempo e nos impedissem de nos movermos. E depois transformam-nos em seres humanos vazios e desprovidos de qualquer força para continuar a crescer. E é aí que reside o problema da nossa evolução. Nós nunca vamos conseguir evoluir se nos deixarmos paralisar por cada acontecimento menos bom. Temos de aprender a encarar cada situação como uma forma de evoluirmos, seja ela boa ou má. Aliás, penso que os acontecimentos maus têm uma função super importante na nossa evolução enquanto seres humanos. Devem ser deixados para trás, sim, na medida em que não os podemos deixar deitar-nos abaixo. Mas devem também ficar sempre guardados num espacinho pequenino dentro de nós para servirem de lição no futuro. Afinal, se já tivermos ultrapassado uma situação menos boa no passado, quando o medo nos quiser impedir de continuar vamos lembrar-nos dessa mesma situação e é dela que vamos retirar a força necessária para seguir em frente. “Já passei por coisas piores, esta é só mais uma dificuldade”, este é, sem dúvida, um pensamento que deve invadir a mente daqueles que querem evoluir. Porque a evolução está na capacidade que temos de transformar cada problema numa lição. E cada lição é uma aprendizagem. E nada nos faz crescer mais do que uma aprendizagem. Enquanto aprendemos, crescemos. E enquanto crescemos tornamo-nos seres humanos melhores.

Posto isto, se quisermos realmente evoluir ao longo da vida temos de deixar para trás tudo o que nos impede de andar para a frente. Tudo aquilo que nos trava, nos corrói e deixa marcas que achamos não conseguir apagar são coisas que devemos largar e deixar no passado. O presente é o que importa e o resto é só isso: o resto. São lições, memórias e aprendizagens. E se queremos realmente evoluir temos de aprender a deixar o passado no passado. A vida começa de novo a cada novo dia. Todos os dias são um dia diferente e um novo começo. Nunca é tarde para evoluir. Nunca é tarde para ser feliz.

Publicado em Repórter Sombra.

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Opinião: «Dirty Grandpa»

terça-feira, setembro 06, 2016 5 Comments
Cartaz do Filme

Dirty Grandpa é uma comédia de 2016 que conta com Julianne Hough, Robert de Niro e Zac Efron no elenco principal.
O filme conta-nos a história de Jason (Zac Efron) que, a poucos dias de se casar com Meredith, é incumbido de levar o avô a uma cidade costeira da Florida. A sua avó tinha falecido recentemente e esta pareceu-lhe a melhor atitude a tomar visto que o seu avô ainda estaria a sofrer com a morte. Mas o inesperado acontece. Dick (Robert de Niro) está empenhado em encontrar a felicidade após a morte da sua mulher e aproveitar tudo o que a vida ainda tem para lhe oferecer. Desta forma, leva o seu neto para uma onda de divertimento que o próprio abomina no início mas à qual não consegue resistir. Esta aventura faz com que Jason encontre uma ex colega de escola e se apaixone verdadeiramente por ela, o que o deixa numa situação complicada já que o seu casamento está prestes a acontecer e ele não pode deixar um futuro promissor em prol de um futuro que não será garantido.
A minha opinião sobre este filme é um pouco "mista", digamos assim. Em primeiro lugar, não acho que este seja o tipo de papel indicado para um ator como o Robert de Niro. O filme em si é bom mas torna-se fraco quando vemos que não está ao nível do ator. A verdade é que o Robert de Niro nos habituou a filmes de alto nível. É um ator fenomenal e este papel é muito diferente daquilo a que estamos habituados e, sinceramente, não correspondeu às minhas expectativas nesse aspeto.
Por outro lado, e apesar de preferir ver o Zac Efron em filmes mais "lamechas" do que propriamente em comédias, este foi o que mais me prendeu ao filme. Porque o Zac tem a capacidade de conseguir fazer com que pessoas que não gostam de determinado filme passem a gostar só pelas suas personagens. E ao contrário do que aconteceu com a personagem do Robert de Niro, a personagem do Zac Efron estava super bem idealizada e transmitia uma história no meio de um filme que inicialmente não parecia transmitir história alguma. Ou seja, nesta história, o avô é a espécie de personagem usada para nos "empurrar" para a personagem principal. E é nesse sentido que acho que houve uma falha relativamente ao trabalho do Robert. Estou habituada a ver o Robert lá no topo e neste filme senti os meus olhos mais em cima do trabalho do Zac do que dele. E isto não se deve ao ator mas à personagem interpretada pelo Robert que apesar de fazer um certo sentido na história, na minha opinião, estava um pouco exagerada demais. 
Posto isto, não posso dizer que não gostei do filme. Muito pelo contrário. Achei-o bastante interessante no sentido de nos alertar para algumas realidades que, infelizmente, ainda existem. Acho que serve para nos fazer refletir relativamente a alguns padrões da sociedade e à nossa própria liberdade. Afinal, Jason nunca foi realmente livre até o avô lhe mostrar o que é a liberdade de escolha. Podermos escolher quem queremos para o nosso futuro e o que queremos fazer com a nossa vida. Ainda há muitos jovens que não seguem os seus sonhos para seguir os sonhos dos seus pais, avós, etc etc... E, nesse sentido, o filme está fantástico e passa bem a mensagem. 

Já viram o filme?
O que acharam?

domingo, 4 de setembro de 2016

sábado, 3 de setembro de 2016

Filipe Pinto: «O apoio dos portugueses é crucial para a minha continuidade neste meio.»

sábado, setembro 03, 2016 4 Comments
Filipe Pinto é um jovem apaixonado pelo mundo da música.
Natural do Porto, Filipe sempre desenvolveu uma procura do espírito livre em ambientes musicais, sendo que a guitarra acústica sempre lhe despertou uma grande curiosidade. Desta forma, em 2009, o jovem participa no programa Ídolos, na SIC, onde se consagrou vencedor. Inicia então os estudos na London Music School, onde teve a oportunidade de melhorar a sua veia musical. Em 2012, Filipe lança o seu primeiro álbum de originais –CERNE. E, mais tarde, o disco E Tudo Gira.

Nesta entrevista, Filipe Pinto fala-nos um pouco acerca do seu percurso musical e do seu segundo disco.


Como surgiu o teu gosto pelo mundo da música?
A música surgiu desde infância, num tempo em que em todos os momentos em família existia uma vontade natural de cantar. Mais tarde veio o gosto e a admiração pela guitarra.

De que forma o movimento Grunge contribuiu para essa tua paixão?
A rebeldia da adolescência e a idade em que as perguntas começam a existir com mais frequência levaram-me para esse registo musical. Mas, como digo, foram apenas influências que fizeram parte de um caminho que tanto eu como muitos outros jovens descobriram. Hoje em dia já escuto outras sonoridades.

E a guitarra acústica? A verdade é que ela tem sido a tua companheira ao longo de todo este percurso...
A guitarra é um instrumento onde comecei a dar os primeiros acordes. É, hoje em dia, o meu instrumento de trabalho em paralelo com o piano e não abdico de utilizá-la. Mas confesso que ainda ando à procura da guitarra ideal para o meu som!

Como surgiu a oportunidade de participares no Ídolos?
Duas amigas inscreveram-me. Se não fossem elas não estaria a falar certamente do meu percurso musical convosco agora.

De que forma o programa te incentivou a continuares neste mundo?
O programa permitiu-me descobrir que o meio artístico, neste caso a música, era realmente a minha paixão. O apoio dos portugueses é crucial para a minha continuidade neste meio.



Esperavas ser o vencedor? O que mudou desde aí?
Mudou tudo na minha vida. O modo como encaro as pessoas, a vontade de tocar ao vivo e de colocar desafios a mim mesmo, como foi o projeto infantil O Planeta Limpo do Filipe Pinto, a experiência de fazer uma digressão pelo país, os trabalhos que surgiram desde esse momento e mudou  a minha percepção sobre a música que me motiva a continuar.

Como descreverias a London Music School?
Uma escola onde comecei a conhecer fundamentos e linguagem musical e uma escola recheada de alunos de todo o mundo que permitiu uma amplitude da realidade que eu conhecia antes e que me fez perceber que temos muito para descobrir.

Fala-nos um pouco sobre o teu segundo disco.
E tudo Gira traz uma sonoridade acústica e canções em diferentes registos rítmicos e de sonoridade que transmitem a ideia de desafiarmos a nós mesmos no acreditar e na superação de obstáculos, sendo o sorriso o denominador comum. É um disco editado pela Sony Music e conta com a participação de mais de 16 músicos. Estou na fase de promoção do mesmo para dar a conhecer os temas. A novela “Rainha das Flores” passa o tema Infortúnios e a “Massa Fresca” o tema E Tudo Gira!

“Não fico à espera do que o tempo me dá”. O que o tempo te tem dado tem sido suficiente?
A ideia da frase é exatamente o contrário. Não podemos ficar à espera do tempo para fazermos as coisas da nossa vida. Não podemos ficar à espera sentados resignados ao declínio da nossa insegurança e incerteza. É preciso avançar em frente.

Para terminar, o que podemos esperar de ti no futuro?
Mais canções, mais desafios que sejam interessantes para mim e que me obriguem a sair da minha zona de conforto. Parcerias com outros músicos e/ou bandas e mais projetos educativos sempre relacionados com o ambiente, uma área que me interessa debater.



Terminada a entrevista resta-me agradecer ao Filipe pela sua disponibilidade e, acima de tudo, por ter aceite responder às minhas questões.



sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Gosto de ti, e depois?

sexta-feira, setembro 02, 2016 6 Comments
Não percebo o amor. Não percebo porque é que escolhemos sempre amar quem não nos ama de volta enquanto desprezamos aqueles que nos amam incondicionalmente.
Não percebo porque é que amamos tanto alguém que ao invés de nos fazer sorrir só nos traz lágrimas. Não percebo porque é que o amor nos faz tão estúpidos e confusos. Ele transforma-nos. E se antes nós nos conhecíamos, quando estamos apaixonados é como se não soubessemos mais nada sobre nós. Temos atitudes que nunca pensámos ter, fazemos aquilo que jurámos nunca fazer e, mesmo sabendo que isso só nos magoa, continuamos a amar. E amamos incondicionalmente. Sabemos o quanto um amor não correspondido dói e continuamos a ferir aqueles que nos amam em prol daqueles que não nos querem. Acho que isto significa que o amor é um ciclo, certo? Ele magoa-te e tu choras enquanto, ao mesmo tempo, tu magoas alguém que chora por ti. E assim se vai vivendo a vida, todos desencontrados e todos a sofrer por quem não nos quer. Mas eu sei que um dia tudo muda. Acredito que um dia todos encontramos a nossa sintonia. É como se vivêssemos uma vida inteira à procura do significado da palavra “amor” e todos os dicionários estivessem errados até encontrarmos um com a definição certa.
Acabei de encontrar-te. Não sei se és o significado certo ou se és só mais um que veio para me fazer chorar. Mas a verdade é que, agora, és tudo o que eu quero. A definição de amor que veio acarretada a ti mostra-me felicidade, vontade de te ter o tempo inteiro e de te prender no meu peito para sempre. Não sei se é certo ou não, não sei se sentes o mesmo ou se estás a pensar no mesmo que eu neste momento. Mas o que é que isso interessa? Por mais que queira não te amar não vou conseguir, não é? Não é sempre assim? Toda a gente diz que o amor é uma “merda”. Bem, eu não penso dessa forma. O amor dói, é verdade. O amor dilacera e torna-nos fracos. Mas também é a melhor coisa do mundo. É a melhor coisa do mundo porque traz-nos alguém que nos marca para a vida. Alguém que nos mostra que os dias maus melhoram com um simples sorriso e que a chuva não importa se estivermos em casa a ver um filme enroscados num cobertor. O amor faz-nos amar o que sempre odiámos. Se eu detestar lasanha eu vou passar a amá-la por ser o teu prato favorito. Se eu não gostar de azul, vou começar a habituar-me a ele porque é a cor que mais gostas. Se eu não me interessar por política, vou preocupar-me em perceber para poder partilhar das tuas conversas. Tudo por ti. Por ti e por mim. Porque um amor se vive a dois.
É tão difícil dizer “gosto de ti. É tão difícil mostrar que se ama. Não penses que é pelo amor não ser suficiente, porque não é. É simplesmente por medo. Medo de voltar a chorar, de voltar a sofrer e não me conseguir levantar mais. Desculpa. Desculpa se às vezes não tenho coragem de lutar o suficiente. Desculpa se te deixo confuso por não saberes se te quero ou não. Mas acredita que é exatamente por te querer demais que fujo. Se não me quero magoar, muito menos te quero magoar a ti. Porque o amor é isso: é pôrmos as necessidades do outro acima das nossas. E eu gosto de ti. E digo-o a plenos pulmões. E sinto-o com todo o coração. E vivo-o com toda a intensidade.

Publicado em Sabes Muito.


quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Querida Sofia

quinta-feira, setembro 01, 2016 3 Comments


Olá Sofia. Eu sou a Cátia. Não, não me conheces. Sou mais uma das tantas anónimas a admirar-te. Nem sei bem porque te escrevo isto mas senti-me na obrigação de o fazer, talvez porque acho que mereças ler cada palavra aqui escrita.
Sou mulher (com muito orgulho!) e não consigo sequer imaginar aquilo por que passaste. Como mulher, não me consigo imaginar sem o meu peito, sem o meu cabelo ou com a pele completamente pálida. Como mulher, também tenho medo de passar pelo que tu passaste. E como ser humano, também tenho medo de ficar doente, como todos os seres humanos têm. A verdade é que sempre tive medo e talvez por isso te admire tanto. Há uns anos, apareceu um pequeno “nódulo” no meu peito direito e, como ouvia tantas notícias sobre essa doença terrível, fiquei assustada. Corri para o hospital e, felizmente, estava tudo bem. “Faz parte da idade”, disseram-me. Mas a partir daí, temi sempre. Todos os dias fazia a apalpação com medo que estivesse tudo mal. Todos os dias pensava “e daqui a uns anos? Será que vou ter de enfrentar uma dura batalha?”. Pensamentos que não deviam estar na cabeça de uma miúda prestes a entrar na universidade e que deveria parar de pensar no futuro dessa forma. Afinal, ninguém está livre de uma coisas destas e ninguém pode adivinhar o que vai acontecer amanhã, certo? Tentei mentalizar-me que não podia fazer mais nada a não ser cuidar da minha saúde psicológica e mental e que não devia temer o futuro porque este “só a Deus pertence”, como se costuma dizer. Mas os medos apareciam de novo sempre que lia mais uma notícia de uma mulher com cancro da mama. Sim, porque de todos os tipos de cancro, este foi o que sempre me assustou mais.
Depois? Depois apareceste tu. “Como é possível a Sofia ter cancro?”, pensava eu. Depois entendi que o cancro não escolhe as suas vítimas. Ataca e pronto. Não importa se és saudável ou se tens uma vida de riscos. Ele invade, sejas tu quem fores e tenhas tu o que tiveres. E tu, querida Sofia, não foste exceção. Sei que foram meses de lágrimas e dores constantes mas também sei que vais conseguir retirar um lado positivo disto tudo e é por isso que digo que mudaste a minha forma de ver as coisas. Se antes eu temia por tudo e tinha medo do que o futuro me poderia reservar, agora estou em paz. Não temo o que possa vir daqui a dez ou vinte anos. Apenas vivo um dia de cada vez. E se algo menos bom acontecer “faço como a Sofia, sorrio para os problemas”, digo a mim mesma. E é isto que penso sempre que algo me magoa ou me dilacera. Penso em ti, querida Sofia. Penso na tua força e coragem e sorrio. E sorrio com vontade. Afinal, se tu foste capaz de enfrentar uma batalha tão difícil de uma forma tão positiva porque raio hei-de perder tempo a chorar pelos cantos? É com um sorriso, com pensamento positivo e energia que os problemas se curam. E isto aprendi contigo. E agradeço-te por mo teres ensinado.
Sei que a tua batalha chegou ao fim. Sei que as lágrimas que te escorrem pelo rosto, desta vez são de felicidade. E que bom é ver que conseguiste! Mas sabes o que é ainda melhor? Olhar para ti e nem sequer me lembrar que tiveste a doença, porque parece que não aconteceu. Talvez porque nunca deixaste que se apoderasse de ti. És um dos casos raros em que a doença não liderou. Tu mandaste nela! Não a venceste porque, na verdade, ela nunca chegou a entrar dentro de ti. Afetou-te fisicamente? Sim. Mas o mais importante não conseguiu atingir: a tua alma. Essa permaneceu sempre intacta, pura e pronta a lutar. E se hoje muitos te consideram uma guerreira, eu sou uma entre milhares de pessoas que te consideram uma inspiração. Porque mulheres com a tua força há poucas. E se hoje te dedico este texto na plataforma Capazes é porque tu mereces. Porque tu és uma Capaz, uma Capaz que representa tantas outras que, como tu, enfrentaram o mais temível dos medos. Porque todas somos Capazes, basta querermos.
Publicado em Capazes.

Até logo, Diamond!

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