quinta-feira, 30 de junho de 2016

Cristina Branco lança novo single

quinta-feira, junho 30, 2016 2 Comments

Saiu, hoje, o primeiro single do novo álbum da Cristina Branco.
"E às vezes dou por mim" é o primeiro single que tem data de lançamento até 16 de setembro. Com composição de Filho da Mãe na parte instrumental e letra de André Henriques, esta música e respetivo videoclip pretendem prender a nossa atenção e dar-nos um cheirinho daquele que é o novo álbum da Cristina Branco.


                                                                        Curiosos? :)

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Wall Of Love

quarta-feira, junho 29, 2016 5 Comments

Se há umas semanas vos vinha mostrar o videoclip da música Wall Of Love, hoje, o que vos trago é algo semelhante.
Hoje saiu o novo lyric video desta música dos Karetus com o Diogo Piçarra, sendo que este vídeo tem o seu principal foco no processo criativo dos Grafitty.
A verdade é que a música Wall Of Love tem marcado quem a ouve. O que me dizem, internautas, vamos espalhar amor? :)

terça-feira, 28 de junho de 2016

Bastille lançam videoclip surrealista

terça-feira, junho 28, 2016 5 Comments

Inspirado na temática do filme ""Wild World" e nos sonhos psicóticos da personagem Sara Goldfarb de "Requiem for a Dream", este novo vídeo de Bastille leva-nos para uma viagem cheia de humor, onde o bizarro é a caraterística principal. 
O single já está a dar cartas no Reino Unido, sendo que este "Good Grief" foi Hottest Record no programa de Annie Mac na Radio 1, tendo sido a faixa do dia. 
Desta forma, o "Wild World" é um passo em frente na maturidade e som da banda. Segundo o vocalista, o álbum é sobre "tentar entender o mundo tanto como é visto através dos nossos olhos, como através do que nos é apresentado pelos media. É também sobre ter a capacidade de questionar o que se passa à nossa volta." 

O que acham deste vídeo? :)

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Eu fui capaz, agora é a tua vez!

segunda-feira, junho 27, 2016 8 Comments
Devia ter uns dez anos quando comecei a sonhar em ser adulta e encontrar aquilo que todos queremos... O amor. Anos mais tarde, ele apareceu, mas as coisas não são um conto de fadas como parecem quando somos crianças...
Como todas as crianças, cresci. Tornei-me naquilo que sempre quis ser: uma rapariga determinada, com vontade de viver e de ser feliz. Sempre lutei por aquilo que queria e nunca deixei que alguém me cortasse as asas, mas há coisas que nós não conseguimos controlar. Chegou o derradeiro dia. O dia em que somos atacados pelo “cupido”, pelas “borboletas”, ou pelo que quer que seja que lhe queiram chamar. Já me tinham avisado que o amor é arrebatador, faz-nos ficar sem ar e leva-nos a ser pessoas “idiotas”, no sentido mais positivo da palavra. O que nunca me disseram foi que o amor cega, talvez porque isso eu teria de vir a aprender sozinha.
Já adulta, ali estava eu. A viver aquilo que sonhava desde criança. Uma história de amor sem limites, com o meu próprio princípe encantado e substituindo o cavalo branco por palavras e promessas futuras. Mas as promessas são só isso, promessas. E porra, nunca me tinham dito que da mesma forma que o amor chega sem avisar, também pode partir sem se despedir. Senti o pesadelo que tantas outras mulheres já tinham sentido e que eu nunca pensei sentir, afinal, eu era uma sortuda e nós íamos ser felizes para sempre, não era? Não, não era. E no fim de contas, os sorrisos transformaram-se em lágrimas consecutivas. Aquela criança que eu tinha sido nunca tinha chorado tanto, nem quando fazia birra por não poder ter aquele brinquedo que sempre quis. Este choro era diferente, sabia à primeira desilusão. A primeira. Exato, a primeira. Aquela da qual todos falam mas da qual todos achamos conseguir escapar. Mas não conseguimos. Durante meses, eu não fui capaz. Sofria em silêncio, fechada no quarto e isolada do mundo. As minhas noites, que antes eram preenchidas por jogos em família ou sessões de cinema, passaram a ser noites sombrias onde as lágrimas teimavam em verter desde o cair da noite até ao dia seguinte. E isto foi-se prolongando. Não durante dias mas durante meses. Meses a fio de dor constante e de um sofrimento que nunca ia ter fim. Ou, pelo menos, achava eu.
Mas como costumam dizer “depois da tempestade vem a bonança”, certo? É bem verdade. Um dia, após ver aquele que tinha sido a causa do meu sofrimento feliz e cheio de vontade de viver sem mim, decidi que tinha de ser CAPAZ de ultrapassar esta fase menos má. Afinal o amor não mata, não é? Ele ensina a viver. E ensinou. Sozinha, consegui deixar o meu quarto e atravessar o corredor para a sala onde a minha família estava. Troquei as lágrimas por sorrisos que, ao início, eram falsos mas que, com o passar do tempo, se tornaram verdadeiros. E aqueles meses todos de dor passaram a ser uma aprendizagem. Uma aprendizagem que me mostrou que eu sou capaz! Sou capaz de enfrentar esta e tantas outras desilusões sozinha. Sou capaz de tudo! Porque com força, garra e luta, tudo é possível e tudo se ultrapassa. E não, não deixei de acreditar no amor. Ao contrário do que uma pessoa magoada normalmente pensa, eu nunca achei que o amor fosse “uma merda”, porque não é. O amor é a coisa mais bonita que existe, principalmente o amor que sentimos por nós próprios.
Um dia alguém me disse que o meu primeiro desgosto amoroso me iria trazer uma lição qualquer que, só quando a dor passasse, eu iria entender. E, hoje, acho que já a consegui descobrir. Talvez eu tivesse de aprender a amar-me incondicionalmente e não ser egoísta ao ponto de pedir a alguém que me amasse por mim. Hoje, com vinte e um anos, afirmo com todo o orgulho que eu me amo! Amo-me como nunca me amei antes e cada dia me amo mais. Por isso não pensem que essa dor nunca vai passar, porque vai. E sabem porquê? Porque vocês são Capazes!

Publicado em: Capazes


domingo, 26 de junho de 2016

sábado, 25 de junho de 2016

Rui Drumond: «Manter o sonho vivo mantém-nos vivos também.»

sábado, junho 25, 2016 3 Comments
Desde há treze anos para cá, a vida de Rui Drumond tem sofrido algumas evoluções consecutivas.
Tudo teve início em 2003 quando decidiu participar no programa televisivo Operação Triunfo, na RTP1. Esta sua participação permitiu-lhe “entrar na indústria musical em Portugal” e, assim, começar a conquistar o público. Por sua vez, em 2004, integrou a comédia musical “In Love”. Em 2005 deu-se um dos pontos altos da sua carreira. Em conjunto com a Luciana Abreu representou Portugal no Festival Eurovisão da Canção, na Ucrânia.
Mas é em 2014 que regressa a mais um concurso de talentos, na RTP1. Rui Drumond ganhou, assim, o programa The Voice Portugal, conquistando o carinho do público e mostrando o seu poder vocal.

Nesta entrevista, Rui Drumond fala-nos do seu percurso musical e dos seus projetos futuros.


Com que idade percebeste que tinhas este gosto particular pelo mundo da música?
Penso que logo muito cedo, aos 9/10 anos. Eu vasculhava todos os discos que os meus pais tinham em casa e ouvia atentamente enquanto olhava para as imagens dos artistas nos discos, ficava fascinado.

Na tua página de facebook, a tua biografia começa dizendo que “desde há 12 anos para cá, a sua vida tem vindo a dar sucessivos “pulos” no mundo da música”. Que pulos são esses?
Desde há 13 anos, tenho de atualizar (Risos).
Desde a minha participação no programa Operação Triunfo que tenho vindo a crescer na música, participando em inúmeros projetos musicais distintos, onde aprendi imenso, daí esses pulos e esses passos marcantes para mim.

A “Operação Triunfo” foi uma espécie de rampa de lançamento para a tua vida profissional?
Sem dúvida, claro! Ajudou-me essencialmente a entrar na indústria musical em Portugal em várias vertentes.

O que guardas dessa experiência em termos de aprendizagem?
De tudo um pouco. Nós (os concorrentes) tivemos muita sorte em ter todos aqueles professores experientes e todo aquele acompanhamento da produção. Foi um passo gigante, deu-nos as bases para trabalharmos dali adiante.

Em que aspetos é que as comédias musicais te ajudaram a evoluir no ramo da música?
Vários aspetos! Foi das primeiras vezes que trabalhei com músicos ao vivo e todos eles de excelência! Trabalhei com colegas e amigos com quem aprendi muito mesmo. Cantei em teatros lindíssimos em Portugal e conheci pessoas que marcaram a minha vida.

Um dos pontos mais altos da tua carreira foi, sem dúvida, a tua participação no Festival Eurovisão da Canção. Como viveste esta experiência tão grandiosa?
É e será sempre gratificante representarmos o nosso país. É um sonho de muitos portugueses e eu tive essa sorte, por isso foi único!

Alguma vez sonhaste que um dia virias a gravar um dueto com o Paulo de Carvalho?
Nunca! (Risos). Sempre fui fã do Paulo, daquele timbre inigualável e foi uma experiência para guardar e repetir, quem sabe.


O que te motivou a participar no programa The Voice Portugal?
O meu sonho e tudo aquilo que ainda falta alcançar. Achei que seria uma ótima oportunidade de entrar por ali dentro e lutar.

Foste o grande vencedor do concurso. O que achas que esteve na origem desse desfecho?
O mais importante neste meu percurso para mim: o público. Eles é que me escolheram, compreenderam e aplaudiram. Estarei grato para toda a minha vida.

Mediante o teu percurso e o trabalho todo que tens feito ao longo destes anos, lutar e nunca desistir compensa?
Compensa sempre! Manter o sonho vivo mantém-nos vivos também. O resultado só a Deus pertence.

Por fim, fala-nos um pouco acerca dos teus projetos futuros e do que estás atualmente a fazer.
Neste momento estou a compor. Vou, inicialmente, lançar dois temas originais em português. É um projeto independente e será também o primeiro que vai realmente mostrar o que sou. Espero conseguir gravar um álbum até ao final deste ano. Continuo também com muitas atuações em eventos privados (corporate) e não só.


Terminada esta entrevista resta-me agradecer ao Rui por toda a sua disponibilidade e, acima de tudo, por ter aceite responder às minhas questões.




sexta-feira, 24 de junho de 2016

«Ela Gosta de Mim Assim» é o nome do novo videoclip do David Fonseca

sexta-feira, junho 24, 2016 3 Comments

"Ela Gosta de Mim Assim" é o nome do novo videoclip do cantor David Fonseca que estreou no passado dia 21 de junho.
Este videoclip conta com a participação especial do humorista Bruno Nogueira e o resultado é fantástico! Este tema encabeça o EP digital com o título "Futuro Eu- Outtakes", que reúne todos os temas compostos para o álbum "Futuro Eu".
Confesso que me apaixonei completamente pelo videoclip! É tão simples e ao mesmo tempo consegue ser muito original!
Não estou habituada a ouvir o David a cantar em português mas devo dizer que foi uma surpresa bastante agradável! É inegável que ele sempre teve uma voz fantástica mas ouvi-lo cantar em português sabe ainda melhor!

O que acham do videoclip?
Gostam do David Fonseca?




quinta-feira, 23 de junho de 2016

Porque beijamos?

quinta-feira, junho 23, 2016 5 Comments
Há quem o considere um ato de ternura. Outros consideram-no um ato de amor verdadeiro. Se é verdade que o primeiro beijo nunca se esquece, porque não perguntarmos “porque beijamos?”
Aproximar os lábios e beijar a pessoa amada é um ato perfeitamente natural para o ser humano, mas porque é que temos o hábito de o fazer? Porque é que beijamos? A verdade é que, para alguns cientistas e psicólogos, beijar na boca indica uma forma de testar a compatibilidade entre um casal. Mas para outros mestres da ciência, o beijo é apenas um comportamento previsto pela cultura em que as pessoas se inserem, ou seja, quando somos crianças vemos os beijos entre os adultos e, automaticamente, entendemos isso como algo normal e a repetir. De qualquer das formas, o beijo não deixa de ser uma demonstração de afeto, atração ou paixão. Pode ter significados diferentes para pessoas diferentes, mas não deixa de ser universal. Há quem o veja como algo que faz parte da sequência da vida e há quem o eleve à categoria do romance. O “primeiro beijo” é muitas vezes tido em conta como algo especial e que marca as nossas vidas. Mas porque é que temos tendência a colocar tanto significado num só beijo? Porque não dar a mesma importância a um abraço? Talvez porque o beijo não seja apenas algo que passe de geração em geração e que seja visto como algo obrigatório seguir. Talvez o beijo seja “uma maneira de compartilhar intimidades” e “de dizer mil coisas em silêncio”, como afirma Martha Medeiro. Talvez o beijo tenha o dom especial de acender a chama que está escondida algures dentro de um coração frio e meio apagado.
A nível biológico, há quem defenda que beijar diminui o colesterol e a sensação de stress. Eu acredito nisso. Em parte, porque o stress comanda as nossas vidas. Estamos sempre stressados com tudo e arrastamos esse stress a um ponto em que já não sabemos como nos livrar dele ou como viver sem ele. E um simples beijo pode acalmar-nos de uma forma quase mágica... Aliás, inexplicável. Factores psicológicos, biológicos ou científicos vão sempre tentar encontrar uma resposta para esta questão inicial “porque beijamos?”. Mas será que essa resposta existe mesmo? Ou será que o que cada ciência defende não passa disso mesmo, uma hipótese?
Se há coisa que vamos aprendendo ao longo da vida é que há coisas que nem a ciência consegue explicar. Coisas essas que nos transcendem e que nos marcam exatamente por isso: por não terem uma explicação exata. Talvez existam coisas que não nasceram para ser explicadas, só sentidas. E o beijo? O beijo é, certamente, uma delas.


Publicado em: Repórter Sombra


quarta-feira, 22 de junho de 2016

A atitude de Ronaldo

quarta-feira, junho 22, 2016 11 Comments
Não sou fã do Cristiano Ronaldo. Aliás, sendo completamente sincera, é um jogador que não me diz nada, É considerado o melhor jogador do mundo e tem todo o seu mérito por isso mas, para mim, nunca foi o melhor. Apesar disto, sei reconhecer que se o Ronaldo tem este título por algum motivo será. Mas opiniões serão sempre opiniões, certo? E se todos temos direito a opinar, eu também tenho a minha opinião acerca do acontecimento com a CMTV.
Em primeiro lugar, estou longe de perceber porque é que o microfone atirado ao lago pelo Cristiano Ronaldo tem de ser abertura de um Telejornal. Mas bem, se o facto do Cristiano fazer as suas necessidades básicas no meio da rua aparece nas notícias já nada me surpreende.
Em segundo lugar, nenhum jogador é obrigado a responder a qualquer questão colocada por quem quer que seja, é para isso que existe a liberdade de expressão, para nos expressarmos quando e como quisermos. O Ronaldo, o Renato, o João, o Quaresma, nenhum deles é obrigado a responder se não quiser, muito menos a alguém da CMTV que, de jornalismo propriamente dito, pratica zero. A questão do suposto jornalista não tinha maldade nenhuma? Para nós, talvez não. Para o Cristiano, humilhado depois do último jogo, talvez sim.
Não condeno, de forma alguma, a atitude do Ronaldo. Sou das pessoas mais calmas que podem existir e, no entanto, no lugar dele faria exatamente o mesmo... ou pior! Cada um tem o seu ponto de vista, mas não será errado condenar um ser humano por uma atitude que teve de cabeça quente só porque é jogador e "deve comportar-se"? Ter sonhos e realizá-los não significa que tenhamos de nos sujeitar a tudo o que o nosso sonho exige. O Cristiano já foi inúmeras vezes vítima da CMTV e de um suposto "jornalismo" que muitas vezes o transformou numa besta por culpa da sua vida pessoal. O Cristiano é o melhor do mundo? Sim. Representa Portugal? Sim. Mas isso não dá o direito a ninguém de invadir a sua vida pessoal, de discutir com quantas mulheres foi para a cama ou quanto dinheiro ele gasta em festas. A vida é dele e o dinheiro também. E se pensam que esta atitude veio manchar a imagem de Portugal, estão enganados. O que se viu foi um HUMANO a perder a cabeça depois de tanto aguentar. Como qualquer um de nós. E o facto de representar um país não exige que ele não perca a cabeça às vezes ou, pelo menos, não devia exigir. Afinal de contas, quantos de vocês o criticaram depois de falhar um golo?  Quantos o consideram besta hoje e bestial amanhã? Porque razão ele há-de controlar o seu temperamento por pessoas que dizem ser fãs dele e que, no final de contas, só falam porque estão sentadas num sofá a ver um jogo e a criticar aquilo que não sabem fazer. Eu cá acho que só erra quem tenta e quem sabe. Se ele não fosse realmente bom, não estaria onde está. E ele não envergonhou Portugal ao atirar um microfone para um lago, quem rouba o país é que o envergonha! E sabem que mais? Sempre que vão lá fora e dizem que são de Portugal, toda a gente responde "Ronaldo"! Portugal é, em parte, reconhecido por causa do Ronaldo. Por isso, se ele quisesse envergonhar o país, teria todo o direito de o fazer porque já o levou a todos os cantos do mundo. Mais do que muita gente que o critica e não mexe um dedo para fazer Portugal andar para a frente. 
Não julguem o Cristiano por uma atitude que muita gente teria porque levar com a pressão de um país em cima não é fácil. Não é fácil ser bestial num dia e besta no outro. Ter dinheiro não significa que não ligue ao que pensam dele e que se estejam a borrifar. Ninguém gosta de ser criticado. E não digo isto para o defender porque, como já disse, não gosto do Cristiano. Nem como jogador, nem de forma nenhuma. Acho absurdo a Seleção Portuguesa ser o "Ronaldo" quando uma equipa se faz com 11 jogadores. No entanto, e mesmo não gostando dele, tenho de ser imparcial quando se trata de formar uma opinião sobre uma determinada atitude dele. E não é por não gostar dele que vou dizer que ele foi um cabrão neste episódio porque, na minha opinião, não foi. Pode não ter sido a atitude mais correta -porque não foi-, mas foi fruto da pressão que já está nele há imenso tempo. E ninguém o pode julgar por isso. 
Antes de o criticares, a ele ou a qualquer outra pessoa, lembra-te da quantidade de atitudes estúpidas que já tiveste até hoje. Sabes porque é que as tiveste? Porque és humano. E não faças os outros não o serem só porque não concordas com determinada atitude que tiveram. Não faças o Ronaldo não ser humano só porque não gostaste da atitude. Esforça-te por compreender, assim como as pessoas que te rodeiam se esforçam para te compreender a ti.

terça-feira, 21 de junho de 2016

Rádio Comercial anuncia projeto solidário

terça-feira, junho 21, 2016 3 Comments
Esta semana vai ser lançado um novo álbum. "Passa a Outro e Não ao Mesmo" é o nome do projeto pensado pela Rádio Comercial no âmbito da plataforma "Eu Ajudo".


São 11 os artistas nacionais que aceitaram o desafio de criar uma música em apenas 24h usando a última frase da música anterior. David Fonseca, Diogo Piçarra, Black Mamba, Àtoa, Dengaz, Márcia, João Só, Amor Electro, AGIR, HMB e D.A.M.A deram voz a este projeto cujos temas estão a ser apresentados até ao final desta semana na Rádio Comercial.
O objetivo deste projeto é reverter 100% das receitas deste disco a 11 associações de solidariedade escolhidas por cada um dos artistas. As associações já foram previamente escolhidas:

David Fonseca = Aldeias SOS
Diogo Piçarra = Acreditar
Black Mamba = Cais
ÀTOA = UniãoZoofila
Dengaz = APAV
Márcia = PAR
João Só = Ajuda berço
Amor Electro = Fundação do Gil
AGIR = Banco Alimentar
HMB = Re-food
D.A.M.A. = Just a change


Podem aceder aos vídeos aqui, sendo que os vídeos em falta serão lançados até ao final desta semana.
O álbum "Passa ao Outro e Não ao Mesmo" chega às lojas na próxima sexta-feira.

domingo, 19 de junho de 2016

Música da Semana #42

domingo, junho 19, 2016 6 Comments

I didn't mean it é, sem dúvida, a minha música favorita da Aurea. De todo o seu reportório esta é a música que mais me toca e me deixa a pensar.
Não tenho palavras para descrever o orgulho que sinto em saber que uma artista como a Aurea é nossa, pertence a Portugal. Espero que continue a crescer porque tem uma voz fantástica e um talento gigante!

Gostam da música, pessoal?

sábado, 18 de junho de 2016

Anna Eremin: «É bom ter duas línguas, duas culturas, duas casas.»

sábado, junho 18, 2016 6 Comments
Anna Eremin é uma atriz formada pela Escola Profissional de Teatro de Cascais e pela ACT. De origem russa, Anna afirma “ter duas línguas” o que lhe permite sentir que tem duas casas. Em Portugal desde os três anos de idade, Anna Eremin nasceu no meio de uma família de artistas –com um pai músico e uma mãe bailarina-, o que lhe permitiu cultivar o seu gosto por este mundo.
Pisou o palco pela primeira vez enquanto profissional no Teatro dos Aloés, onde se estreou com a peça “Chove em Barcelona”, em 2013. A partir daí surgiram sempre novos projetos, entre eles “Santa Bárbara”, “Única Mulher” e “Feminino Singular”.

Nesta entrevista, Anna fala-nos do seu gosto pela área da representação e do seu percurso profissional.


Quando é que notaste que tinhas um gostinho especial pela área da representação?
Desde muito pequena. O meu pai é músico e a minha mãe é bailarina. Ainda que eles não fizessem questão -bem pelo contrário- que eu aprendesse música ou dança, a arte estava sempre muito presente em nossa casa, na minha vida. Passei a infância em bastidores dos concertos do meu pai, comecei a ver bons filmes muito pequena, ia muito ao teatro. Adorava toda aquela magia de poder brincar, ser outras coisas, chegar ao coração das pessoas. Não sei, acho que nunca me imaginei a fazer outra coisa.

Achas que o facto de teres nascido numa família de artistas ajudou a que esse “bichinho” se desenvolvesse?
Sem dúvida. Como já te disse, começou tudo na infância. Ou antes, até!

Como lidas com esta “dualidade” entre o russo e o português?
Tranquilamente. Como cresci sempre com ela, também não sei o que é não ter esta dualidade. É bom ter duas línguas, duas culturas, duas casas.

De que forma a ACT te ajudou a chegares onde estás hoje?
Onde é que estou hoje? (Risos) Tanto a Escola Profissional de Teatro de Cascais como a ACT (as escolas que eu frequentei) têm bons professores, dão-nos bases, ferramentas de trabalho. Ensinam-te tudo, a começar pelo respeito à profissão. São espaços onde podes falhar, podes tentar outra vez, perceber o erro, voltar a falhar. Começas a conhecer e a ampliar o teu corpo, a tua voz, o teu conhecimento. Tudo, no fundo. Eu acredito que a formação é essencial para um ator.

Teatro ou televisão: o que te cativa mais?
São duas coisas tão diferentes. Exigem coisas completamente diferentes. Teatro é magia pura, televisão tem um ritmo de trabalho alucinante. Eu gosto de ambos. Gosto, acima de tudo, dos meus parceiros/colegas. Gosto de trabalhar com o outro, para o outro. Quando acontece essa ligação, de respirar em conjunto, de comunicar sem palavras, é delicioso. Quer em palco, quer em plateau.

“Sol de Inverno”, “Jardins Proibídos”, “Santa Bárbara”... Passares do palco do Teatro dos Alóes para o universo televisivo exigiu mudanças em ti enquanto profissional?
O Teatro dos Aloés é uma companhia pequena. Sentia-me sempre protegida, em família. Televisão é uma máquina enorme, com muita gente, muitas equipas. Funciona de outra maneira. "Sol de Inverno" foi uma participação rapidíssima. Estive lá uma hora, nem percebi o que era. Quando cheguei aos "Jardins Proibidos" tudo era novo. Não sabia trabalhar com câmaras, não sabia como funcionava todo aquele universo. Tive muita sorte com a Lucinda Loureiro (diretora de atores) que nos deu bastante tempo de ensaios, com a equipa que estava sempre disposta a ajudar, com os meus colegas. Trabalhámos muito em conjunto. Ajudámo-nos uns aos outros. Aprendemos uns com os outros.


O que é mais difícil no teu trabalho: construir as personagens ou “desfazeres-te” delas?
Desfazer-me delas, sem dúvida. Dói muito perceber que elas acabam e fico só eu. Durante meses vivi no mesmo corpo com alguém e, de repente, acabou. Fica um vazio horrível. Ainda não aprendi a lidar com isso. Com a efemeridade desta profissão.

Para além do teatro e da televisão, também já deste cartas no mundo do cinema. É algo em que queres apostar mais a fundo?
Participei em algumas curtas-metragens. Claro que adorava apostar nisso. Mas não depende só de mim.

E relativamente ao futuro, tens mais projetos em mente?
Tenho algumas coisas que quero fazer a longo-prazo. Sonhos, por assim dizer. De concreto não tenho nada para já. Esperemos que isso mude em breve. Para já, estou a aprender a aproveitar este período em que estou parada para me cultivar. Ver coisas, ler coisas. Descobri uma nova paixão - a acrobacia aérea. Mas ainda sou um pequeno saco de batatas (risos)

Para terminar, que conselhos darias aos tantos jovens que querem um lugar na área da representação?
O melhor conselho que alguém alguma vez deu aos jovens atores pertence a Fernanda Montenegro (atriz brasileira). Portanto, passo a citar: "Eu geralmente, quando me perguntam o que é que você diria para um ator que está começando, eu sempre digo: Desista! Não passe perto! Saia disso! (...) Agora, se morrer porque não está fazendo isso, se adoecer, se ficar em tal desassossego que não tem nem como dormir, aí volte, aí venha aqui, mas se não passar por esse distanciamento e pela necessidade dessas tábuas aqui, não é do ramo! Não é do ramo!". É duro, mas é verdade. Não é uma profissão fácil. Não é uma escolha simples. Mas se realmente existe este amor incondicional... Então força! É um caminho duro, mas vale a pena! 


Terminada esta entrevista resta-me agradecer à Anna pela simpatia, disponibilidade e por ter aceite responder às minhas questões.




quinta-feira, 16 de junho de 2016

Os Deolinda lançaram novo videoclip!

quinta-feira, junho 16, 2016 6 Comments

Os Deolinda lançaram, ontem, um novo videoclip.
"A Velha e o DJ" é a música que encontramos neste novo videoclip que traz imenso ritmo e um estilo diferente daquele que estamos habituados a ver nos Deolinda. A música conta com a participação do DJ Riot dos Buraka Som Sistema e a direção do videoclip ficou a cargo do João Pedro Moreira. 
A verdade é que é difícil ficar indiferente. Há quem goste desta "inovação" e há quem prefira os Deolinda "de sempre". Mas, opiniões à parte, o ritmo e a energia desta música não nos deixam indiferentes.

O que acham da música? :)

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Parceria || BLK Moda Rock

quarta-feira, junho 15, 2016 22 Comments
Olá, pessoal! 
Não consigo conter a minha alegria ao dizer-vos que, finalmente, estou de férias! Nem acredito que este ano letivo tão cansativo terminou. Juro que achava que não ia ter fim tal era o meu stress.
Mas, bem, não foi isso que me trouxe a este post. Este post nasce a propósito de uma parceria, desta vez a BLK Moda Rock.
A BLK está há 13 anos no mercado e, devo admitir, que é uma loja completamente apaixonante! Assim que lhe pus os olhos em cima fiquei paralisada com a quantidade de produtos fantásticos!

Angry Birds


Batman

A principal caraterística desta marca -como o próprio nome indica- é o facto de esta atuar na confecção de roupas de estilo rock e alternativo. Se procuram produtos da vossa banda favorita, por exemplo, este é o local ideal! Confesso que, pessoalmente, me apaixonei completamente pelas t-shirts dos The Beatles! Para além de ser uma banda que eu adoro, as t-shirts são simplesmente fantásticas, como podem ver nas imagens.

Beatles rostos

Para além destas, existem produtos de imensas outras bandas que vocês podem encontrar no site! É um mundo, garanto-vos! :p


Beatles - Abbey Road

Na minha opinião, o melhor disto tudo é a variedade que podemos encontrar no que diz respeito aos produtos. Apaixonei-me pela quantidade de coisas fantásticas que vi. Para além destas roupas em estilo mais rockeiro, também encontramos animes, quadrinhos, filmes, séries e ainda podem personalizar os vossos próprios produtos!

Game of Thrones - Fire and blood


Supernatural



Almofada Nirvana

Para que possam ver com os vossos próprios olhos e derreterem-se como eu por estes produtos todos, cliquem aqui para acederem ao site! Estão lá todas as informações necessárias para que as vossas comprinhas corram pelo melhor, desde os preços às categorias. Divirtam-se e percam-se, internautas!

Já conheciam a BLK Moda Rock?
O que acharam?



domingo, 12 de junho de 2016

Música da Semana #41

domingo, junho 12, 2016 11 Comments

Não me canso de dizer que sou uma enorme fã da Sia. É mesmo daquelas artistas que eu considero fantásticas e que não consigo parar de ouvir!
Esta semana andei mais viciada que o normal em "Cheap Thrills". O ritmo, a voz da Sia e a própria letra tornam a música viciante! Sia sempre a fazer um excelente trabalho! :D

Gostam da música, internautas?

sábado, 11 de junho de 2016

Paulo Sousa «Os 'não!' não devem ser encarados como um problema insolúvel mas um obstáculo.»

sábado, junho 11, 2016 5 Comments
Vencedor do prémio Youtube “Músico do Ano”, Paulo Sousa foi também finalista da 6º Edição do programa de talentos “Ídolos”, da SIC.
Foi aos 16 anos que Paulo Sousa se deu a conhecer ao público através do fenómeno YouTube. Mas o seu sonho e ambição não ficou por aqui e, em 2013, iniciou o seu percurso televisivo apresentando-se no programa “Factor X”, na SIC. O seu carisma e talento fizeram com que o jovem viesse a integrar o grupo “YeahLand!” no programa. Apesar de terem alcançado a fase “galas”, não venceram o programa. Em 2015, Paulo regressa aos palcos da SIC, desta vez no programa “Ídolos”. Com uma voz mais aperfeiçoada e uma atitude mais vincada, Paulo consegue alcançar o terceiro lugar.
O jovem acaba por assinar com a editora Farol e vê o seu sucesso atingir o seu auge com o seu primeiro single “Onde quero estar”. Mais tarde, lança o single “Todos os Dias” que rapidamente se torna viral.

Nesta entrevista, Paulo Sousa fala-nos do seu percurso musical e dos seus projetos futuros.


Em 2011 estavas a ganhar o prémio Youtube, “Músico do Ano”. Quando isso aconteceu esperavas que o teu sucesso se propagasse de uma forma tão gigantesca como tem acontecido ao longo dos anos?
Nitidamente que não! Todo o meu percurso desde essa fase tem sido uma surpresa e bem melhor do que aquilo que alguma vez pensei em vir a alcançar. Claro que sonhava mas não achava ser possível.

O que é que tentas colocar nos teus covers que te torne especial e te diferencie dos restantes youtubers?
Gosto sempre de dar um toque pessoal às músicas e não me restringir nem ao instrumento usado na música original nem à linha melódica vocal do intérprete. E sempre foi assim! Quando passa alguma música na rádio tenho a verdadeira mania de alterar as melodias e de cantar “à minha maneira”.

Em 2013 decidiste participar no programa Factor X, na SIC, onde conseguiste alcançar as galas na categoria “Grupos” com os YeahLand!. O que sentiste ao ter de encarar este desafio num grupo e não a solo?
Nunca pensei em desistir. Estava com um feeling que ia ser uma boa experiência e assim aconteceu! Fui, inclusivamente, um dos membros que mais fez “força” para que abraçássemos a oportunidade.

O grupo não continuou após o programa. Consideras que tem sido mais benéfico para ti percorrer o teu próprio percurso completamente a solo ou não descartas a hipótese de um dia vires a integrar um grupo musical?
No momento, não meto em hipótese integrar um grupo. Isto porque comecei e sempre lutei para estar solo. Todas as experiências até então me tornaram mais completo e com outras visões mas sempre me imaginei neste registo e, finalmente, o tempo chegou!

Em 2015 regressaste aos ecrãs da SIC, desta vez no programa Ídolos. Chegaste às galas e acabaste por ficar em terceiro lugar. O que é que isto significou para ti?
A prova de que não devemos desistir e de lutar por aquilo que queremos. Vamos receber muitos “não!” na vida. Para sempre. Em qualquer idade. E sou a prova de que se deve tentar, se deve insistir, se deve lutar pelo nosso sonho. Um dia, chega a nossa vez! Os “não!” não devem ser encarados como um problema insolúvel mas um obstáculo.

O que guardas destas experiências televisivas?
Para além da óbvia experiência televisiva e do que ela acarreta, sinceramente, aquilo que mais guardo na memória são os colegas, as centenas de horas passadas juntos, a viver um mesmo sonho.


O teu single “Onde Quero Estar” tem tido um enorme feedback por parte do público. Que mensagem pretendes transmitir com ele?
É um single de sonho, para mim. É aquilo que sempre desejei, um dia, vir a ter. Ouvi-lo e saber que tem sonoridade "Paulo Sousa" faz-me sentir incrivelmente feliz e orgulhoso. O tema e a mensagem que trata é transversal a tantas pessoas, que acredito que todos nós nos revemos um pouco na letra. A música acaba por falar de amor e no quão sufocante pode ser a ausência de alguém na nossa vida. Mas a realidade é que, ao mesmo tempo, por mais amor que haja e por mais forte que seja o sentimento, nem sempre é tudo como desejamos.

No que diz respeito ao teu single seguinte, o que nos podes dizer sobre “Todos Os Dias”?
A música fala de uma típica relação, cheia de boas memórias, de uma relação que resultou, em tempos, de uma relação em que "os nossos corpos eram um só". No fundo, uma relação na qual não me imagino sem a pessoa, por ser "o único assunto que me faz manter aqui". Acontece que fui dela por pouco tempo, apesar de ter dado tanto de mim. Não sou eu o escolhido dela. Não é por mim que ela chora. E isso criou dor, "deixando-me sem ar". Mas, apesar de saber disso, ela continua a ser com quem eu quero estar porque sinto que, sem ela, não existo.

Nunca escondeste as tuas referências musicais mas sempre mostraste ter um carinho especial pelo Diogo Piçarra. O que é que o Diogo tem que o torne uma inspiração para ti?
Até suspirei ao ler a pergunta. Tenho a sorte de o conhecer para lá da carreira de artista e acho que é também por isso que o Diogo é uma pessoa tão especial. É alguém para quem olho e penso “bolas, quero tanto ser como ele”. Desde a personalidade incrível, passando pela sonoridade e pelas mensagens que as músicas dele transmitem, fazem com que seja alguém que ocupa o papel de meu ídolo musical.

Para além da música tens um novo projeto “Modo Exclamativo”. Como surgiu esta ideia e o que pretendes transmitir com ela?
Fui inspirado pelos vídeos de Nina Millin, que um amigo partilhou comigo. E pensei “calma lá… e se fizesse isto com músicas portuguesas?”. E assim foi! As pessoas tendem em não ouvir as letras e até já dei por mim a declamar algumas e a perceber realmente a mensagem que o artista queria passar.

Para terminar, o que mais podemos esperar de ti para o futuro?
Espero que muita música, com carimbo “Paulo Sousa”. Acho que isto diz tudo.


Terminada esta entrevista, resta-me agradecer ao Paulo por ter aceite o meu convite e ao Ivo Dias por toda a sua disponibilidade e atenção.

quinta-feira, 9 de junho de 2016

A fotografia como um despertar para a realidade

quinta-feira, junho 09, 2016 9 Comments

Yunghi Kim é uma fotojornalista que tem presenciado algumas das maiores histórias internacionais dos últimos trinta anos. E, como a sua profissão indica, ela fá-lo através da fotografia.
A verdade é que a fotografia é muitas vezes um veículo para nos fazer despertar para uma realidade que desconhecemos e é isso que Yunghi nos transmite ao tentar dar voz a mulheres da Coréia do Sul. Estas mulheres, agora avós, foram forçadas pelo exército japonês à escravidão sexual durante a Segunda Guerra Mundial. Este trabalho por parte de Kim fez com que, em 1996, a foto que lhe serviu de ensaio fosse publicada em todo o mundo e ajudasse a introduzir as «mulheres de conforto», como eram chamadas, no Ocidente. Ora, se a fotografia nos permite conhecer realidades desconhecidas, Yunghi Kim prova-nos isso mesmo ao atingir o seu objetivo ao divulgar esta foto. Esse objetivo foi cumprido quando, após a publicação da fotografia, o governo japonês finalmente emitiu um pedido de desculpas verbal à Coréia do Sul.
A parti daqui, Kim recebeu alguns dos maiores louvores da sua profissão, entre eles o World Press Photo Awards, inúmeros prémios de imprensa dos Fotógrafos da Casa Branca, entre outros. A fotojornalista também serviu de oradora na Conferência de Jornalismo “Nieman Narrative”, na Universidade de Harvard, e entrou na corrida para o Prémio Pulitzer pela sua cobertura da Somália, em 1992. Para além disto, ainda recebeu o prémio de liderança das Nações Unidas no campo da fotografia, pelo Conselho Internacional de Fotografia.

Desta forma, Yunghi Kim vem elucidar-nos para o verdadeiro poder da fotografia. O poder de revelar, contar, dizer, mostrar... A fotografia é muito mais do que exibir uma imagem, é contar uma história, fazer pensar e, acima de tudo, mostrar uma realidade. E porque não usar uma arte como a fotografia para mudar o mundo?


Artigo publicado em Repórter Sombra.

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Justin Bieber lança videoclip de Company

quarta-feira, junho 08, 2016 10 Comments

Company é o novo single do cantor Justin Bieber. O videoclip estreou hoje e já conta com mais de 463 mil visualizações!
O que Justin nos apresenta é um videoclip cheio de energia, emoção e sensualidade. Na minha opinião, o seu melhor videoclip! E a letra é simplesmente linda.



Já viram o videoclip?
O que acham?

terça-feira, 7 de junho de 2016

«E se fosse consigo?» Violência Doméstica

terça-feira, junho 07, 2016 4 Comments


"Violência Doméstica" foi o tema do oitavo programa "E se fosse consigo?".
Não pude não assistir ao programa porque é um tema que me choca imenso. Acho absurdo que em pleno século XXI ainda haja quem pense que um casamento significa expormo-nos a situações que vão contra os nossos princípios ou vontades. 
Não pude conter a minha revolta ao ouvir uma mulher dizer que o seu marido a obrigava a ter relações sexuais com ele contra a sua vontade porque era a obrigação dela enquanto mulher dele. Ridículo. Um casamento exige sacrifícios de ambas as partes, significa que temos muitas vezes de fazer opções e tomar decisões conjuntas, mas não exige obrigações. Ninguém é obrigado a nada porque um casamento não deve tirar a individualidade de ninguém. Como seres humanos individuais temos o direito de tomar as nossas próprias decisões e fazermos o que nós queremos sem que ninguém nos impeça. 
Na minha opinião, muitas pessoas usam o casamento como desculpa para tudo. Uma desculpa esfarrapada, diria eu. Tiram a beleza daquilo que -para quem pensa como eu- é um casamento, Um casamento devia ser uma união entre duas pessoas que se amam e que querem construir uma família. Uma união pura, simples, bonita e baseada numa liberdade conjunta. Liberdade, é essa a palavra, Liberdade de terminar uma relação quando esta já não estiver a resultar e de ir embora quando já não se sentir feliz.
A violência não deve ser usada em situação alguma! Mas ainda menos num casamento, uma união onde é suposto haver amor. Porque raio é que há pessoas que dizem que batem porque amam? Não percebem que a violência é o oposto extremo do amor? 

sábado, 4 de junho de 2016

Lúcia Mourinho: «Desde tenra idade que percebi que era muito musical e vocacionada para as artes.»

sábado, junho 04, 2016 11 Comments
Lúcia Mourinho é uma jovem apaixonada por música e por Fado, em particular. Não esconde que vê na Amália Rodrigues e na Carminho as suas principais referências musicais.
A jovem do Montijo orgulha-se de poder conciliar duas coisas que ama: fado e dança, afirmando que “tanto o fado como o flamenco ocupam um espaço muito importante na minha vida”. Em 2014, Lúcia decide arriscar e partilhar o seu talento com o mundo ao participar no programa “Factor X”, na SIC. E apesar de ter sido a primeira concorrente da categoria “Adultos” a abandonar a competição, não desistiu e continuo a lutar pelo seu sonho.

Nesta entrevista, Lúcia Mourinho fala-nos do seu gosto pela música e pela dança assim como dos seus projetos futuros.


Quando te começaste a perceber que tinhas um gosto particular pela música?
Desde tenra idade que percebi que era muito musical e vocacionada para as artes. Mas nunca me possibilitei experimentar-me, conhecer-me artisticamente. Sempre vivi na «minha casinha», no meu mundo, aprisionada pela minha timidez. Só mais tarde, por iniciativa própria, em 2009, aos 17 anos, comecei a ter aulas de Sevilhanas e só aos 25 anos, comecei a cantar Fado em público.

E o Fado? Lembraste de como ele entrou na tua vida?
Nem eu nem o Fado nos lembramos do momento preciso em que nos cruzámos e nos rendemos um ao outro. Sei que não foi amor à primeira vista. Foi acontecendo naturalmente, como em quase tudo na minha vida. Ao contrário daquilo que muitos supõem, não existe tradição fadista na minha família, nem a mesma foi de alguma forma responsável por este meu caminho musical. Portanto, a descoberta do fado foi ainda mais interessante. Foi autêntica! Embora tenha descoberto o Fado tão tardiamente, considero eu, creio que ele sempre morou dentro de mim.

Quer o Fado quer a dança são duas coisas bastante importantes na tua vida. Se tivesses de optar por uma delas, de qual não conseguias mesmo abdicar?
Tanto o Fado como o Flamenco ocupam um espaço muito importante na minha vida. Nenhum é mais importante que o outro. Portanto, tornar-se-ia impossível ter que abdicar de qualquer que seja. O Fado representa a minha história, a minha nação, o meu berço e a minha música. Por outro lado, o Flamenco possibilita expressar-me emocionalmente de uma forma tão intensa e veemente que ninguém imagina. É incrível! Portanto, a menos que a vida tome esta decisão por si mesma, tanto o Fado como o Flamenco acompanhar-me-ão sempre, lado a lado, ao longo da minha vida.

Sendo tu uma amante de Fado, quem viste sempre como uma referência para o teu percurso enquanto artista?
O meu percurso no Fado não é muito grande. Como tal, ainda existe muito caminho por trilhar e muito Fado por descobrir. Mas daquilo que já conheço, existem naturalmente vários artistas que são e serão sempre uma referência para mim. Todas as pessoas conhecem a grandiosidade da D. Amália Rodrigues como artista e como pessoa. E todos sabemos que foi uma das principais responsáveis pelo Fado se ter tornado, em 2011, Património Imaterial da Humanidade. No entanto, a meu ver, a Amália não é o Fado por si só. Existem outros nomes (Fernanda Maria, Beatriz da Conceição, Lucília do Carmo, Fernando Farinha, Max, Alfredo Marceneiro e tantos outros) que possibilitaram ao Fado ser aquilo que é hoje. As variadíssimas interpretações dadas por todos esses fadistas são a fonte onde eu mais vou beber e procurar inspiração. Não quero dizer com isto que não consuma o ”Fado de hoje”, antes pelo contrário. Aliás, um dos meus sonhos é um dia pisar o mesmo palco que a Carminho.


Entrar no Factor X, certamente, abriu-te muitas portas. Quais são as diferenças que notas no pós-programa?
Adoro televisão. Gosto de toda a magia que lhe é inerente. A magnitude do palco televisivo só a sente quem o pisa. Mas o seu piso é escorregadio. É preciso ser-se prudente. Até porque, todo aquele mediatismo patrocinado pela televisão é efémero. Tudo acaba. Mas claro, a televisão abre algumas portas. A televisão, principalmente para quem já trabalha no meio artístico, oferece-nos gratuitamente alguma visibilidade. Mas, ainda que a televisão dê uma ajudinha, as portas devo ser eu a abri-las, com prudência, muito trabalho e com o brio que coloco em que tudo o que faço, tanto no Fado como no Flamenco.

Já tinhas tido algum contacto com programas televisivos anteriormente?
Já tinha tentado participado no Factor X do ano anterior (2013) mas sem ter obtido os mesmos resultados. Fiz apenas o Pré-casting. Um ano depois voltei, mais segura de mim, mais mulher e mais fadista.

Foste a primeira concorrente da categoria “Adultos” a abandonar as galas. O que é que sentiste quando percebeste que não irias continuar no programa?
Senti que ficou muita coisa por dizer e por cantar. Senti-me triste, naturalmente. Pior que isso, senti-me também bastante derrotada. Mas mais uma vez, o Fado esteve lá para mim e ajudou-me a perceber que aquilo seria só o início de muita coisa que estaria para vir. Comecei a olhar de novo para dentro de mim, fiz uma grande introspeção e percebi que estava a ser ingrata com a vida que me ofereceu de forma gratuita este dom de me expressar através do Fado.

Achas que as pessoas que vêem este tipo de programas desvalorizam o Fado em virtude de outros estilos musicais?
Hoje em dia, em Portugal, já se ouve mais Fado. Pelo menos esta é a minha ideia. Principalmente com a nova vaga de Fadistas que, na maioria das vezes vão dando uma nova roupagem ao Fado, tentando como dizem muitos, moderniza-lo. Este «Fado de Hoje», muitas vezes mais comercial, é mais fácil de ser consumido, mesmo por públicos cujo Fado não lhes apraz. Mas deve ter-se em atenção que o Fado, no seu estado mais puro, existe na panóplia discográfica deixada pelos Grandes Interpretes do passado. Não me querendo alongar, o que acontece, isto na minha opinião, é que o comércio musical está muito americanizado. E isto significa que, em palcos televisivos, neste tipo de programas, uma fadista entre em campo claramente em desvantagem.

Mais tarde, regressaste aos ecrãs portugueses no programa The Voice Portugal. O que guardas dessa experiência?
Como já disse e repito, adoro televisão. E, ainda que a minha participação não se tenha alongado tanto como desejaria, guardo desta experiência tudo, tudo de bom e tudo de menos bom que vivi. Porque como devem imaginar, nem tudo é um mar de rosas. Apesar de tudo, seria uma experiência a repetir. Um dos momentos que mais me marcou foi ter cantado pela primeira vez na minha vida Soul Music com uma banda ao vivo (Batalhas The Voice). E, em jeito de conclusão, devo dizer que, pesando os pós e os contras, independentemente do desfecho, é uma experiência que merece sempre ser vivida.

Infelizmente, também aqui o teu percurso terminou mais cedo do que desejavas. O que é que disseste a ti mesma quando tiveste de abandonar o programa?
Disse: “Para a frente é que é caminho!»
Ao contrário do que aconteceu no Factor X, desta vez soube viver a minha saída com outra maturidade. No entanto, maturidades à parte, sofre-se e chora-se sempre. Pelo menos comigo é assim. Há sempre o sabor amargo da perda com o qual temos que aprender a lidar. Neste caso, além de tudo isto, senti ainda que não aconteceu justiça. Até porque na minha última atuação mostrei ser intérprete, despi-me de Fado, agarrei o Soul e mostrei ser capaz de sair da minha zona de conforto. Acho que respondi bem ao desafio. Portanto, saí de bem comigo mesma. Missão cumprida!

E daqui para a frente, onde é que as pessoas que gostam de ti te podem encontrar?
Antes de mais, já que estamos no séc. XXI, devo dizer que me podem encontrar nas redes sociais, onde poderão acompanhar todo o meu percurso artístico, bem como os meus novos projetos em desenvolvimento. Novidades? Algumas, mas não posso desvendar. Estão no segredo dos deuses. Fisicamente poder-me-ão encontrar nos principais bairros lisboetas, onde canto com bastante assiduidade, principalmente em Alfama. No entendo, sendo que gosto de ser livre a interpretar, gosto de também de sê-lo nos espaços onde canto. Já fiz algumas residências e contínuo a fazê-lo. Mas o Fado possibilita-me mais. Já fui até a Suíça várias vezes e outras oportunidades estão a surgir. Portanto, através do meu Facebook (Lúcia Mourinho) ficarão a par de tudo e saberão sempre onde é que eu e o Fado andamos. Ate já!


Terminada esta entrevista, resta-me agradecer à Lúcia por ter aceite o meu convite e, acima de tudo, por toda a sua disponibilidade e atenção!





Até logo, Diamond!

Obrigada pela visita!
Volta Sempre :)