quinta-feira, 30 de julho de 2015

TAG: De tudo um pouco

quinta-feira, julho 30, 2015 17 Comments
Olá Internautas!
Hoje o meu post vai basear-se em responder a uma tag. Ontem a Maria Antônia, do blogue Only Poison, nomeou-me para uma tag -à qual eu agradeço- e estou aqui para aceitar o desafio.
A Tag consiste em 4 regras bastante simples:
1. Responder a todas as perguntas;
2. Indicar no mínimo 11 blogues com uma quantidade inferior a 500 seguidores;
3. Colocar o selo da tag;
4. Colocar o link de quem indicou;


Vamos lá então começar!
1. Qual é o seu estilo musical preferido?
Bem, eu não tenho um estilo musical favorito. Normalmente eu oiço de tudo um pouco. Se fosse há um tempo atrás dizia-vos "tudo menos fado". Mas atualmente adoro fado também. Portanto, sim, oiço um bocadinho de tudo e não consigo escolher aquele que será o meu estilo musical preferido.
2. Que peça de roupa é sua queridinha do momento?
Talvez uma t-shirt que comprei há uns meses. É um verde que chega a rondar o azul e adoro o formato dela. Apaixonei-me mal a vi e até hoje não consigo olhar para ela sem pensar "que linda!" ahah.
3. Qual/quais do/dos seu/seus esmaltes é/são mais divos?
Sou obcecada por esmaltes. Tenho uns 30! Mas acho que os mais "divos" são o laranja, o azul e o rosa.
4. Shorts ou saia?
Shorts, sem dúvida.
5. Cabelo liso ou enrolado?
Acho que depende muito da pessoa. Em mim, pessoalmente, prefiro uma mistura. Nem liso, nem enrolado. Gosto te ter o cabelo liso com umas leves ondinhas pelo cabelo.
6. Brigadeiro ou sorvete?
Nunca me obriguem a escolher entre doces! ahah sorvete de brigadeiro ou hoje brigadeiro e amanha sorvete ahah
7. Doce ou salgado?
Doce, claro!
8. Como você define seu estilo?
Uma mistura. Há dias em que sou mais "menina" e outros em que sou mais "mulher". E depois há também aqueles em que não sou nem uma coisa nem outra porque pego na primeira coisa que me aparecer à frente sem pensar se está bom ou mau ahah
9. Você é do tipo de mulher consumista ou compra só o básico?
Não me considero nada consumista. Compro aquilo que posso quando posso. E não gosto de comprar se não precisar. Compro só aquilo que eu sei que é necessário.
10. Considera-se vaidosa?
Sim mas não em exagero. Sou vaidosa no sentido em que não consigo sair de casa sem me maquilhar, tenho sempre as unhas bem arranjadas e pintadas, estou sempre a ver como está o meu cabelo. Coisas assim mas sem exageros.
E foi isto! Espero que tenham gostado da tag e agora chegou a hora de nomear os blogues para fazerem o mesmo que eu acabei de fazer. Os blogues que nomeio são:

Divirtam-se!! :D

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Feelings.

quarta-feira, julho 29, 2015 11 Comments
Sou péssima a controlar os meus pensamentos. A conseguir parar de pensar sempre naquilo que mais me atormenta. Sou péssima a ignorar. Não consigo. Acho que nunca consegui.
Não sei se já vos aconteceu começarem a pensar em alguma coisa que sempre odiaram mas que agora não conseguem parar de gostar, de querer. Mas ao mesmo tempo não querem “querer”. Esta contradição mata-me. Mata-me que não consigamos mandar naquilo que vai na nossa cabeça mas, acima de tudo, mata-me que não consigamos controlar aquilo que vai no nosso coração. Se nós somos nossos donos porque não podemos simplesmente decidir? Bem, eu tenho tentado fazê-lo. Aliás, eu tenho tentado esquecer mas é tão complicado. E isto irrita-me profundamente! Se eu quero esquecer porque não consigo? Sempre me disseram que um dia o feitiço se vira contra o feiticeiro. Talvez seja assim... Ou então “quem desdenha quer comprar”. Acho que estes clichés nunca fizeram tanto sentido na minha vida. Só queria que deixassem de fazer. Só queria dormir uma noite em paz sem ser assombrada por sonhos que me fazem lembrar que tudo isto está a acontecer sem que eu possa controlar.
Sabem quando vocês começam a sentir que as coisas estão a fugir do vosso controle? O pior é quando isso acontece e sabemos que vamos cair num poço bem fundo. Eu gostava de estar enganada mas sei que não estou e é isso que mais me custa. Saber que estou a ser levada pela corrente para um beco sem saída, quero travar tudo isto mas o meu coração não deixa. É difícil quando o raciocínio diz “para!” e o coração diz “tenta!”. Como é que posso decidir? Não consigo. Tem sido uma autêntica tortura. Sei que quanto mais adiar mais me vou envolver nisto. E sabem qual o verdadeiro problema? Saber que, leve o tempo que levar, vou acabar por sofrer. Outra vez. É difícil fugir quando não sabemos o que esperar ou o que sairá dali mas e quando temos a certeza que só vamos sair magoadas? Qual a melhor decisão a tomar? Sim, porque eu sei que se insistir numa aproximação vou desfazer-me em lágrimas. Talvez devesse partilhar isto, pedir conselhos, mas náo consigo. Sei o que todos vão dizer: que estou doida. Doida por ter caído na teia onde jurei nunca cair. Eu acabei de dizer que caí? Ok, talvez tenha caído, não sei, está tudo uma confusão na minha cabeça. Não sei o que pensar, o que fazer ou o que dizer. Só sei que ultimamente não penso noutra coisa, ou noutra pessoa. Todos os dias rezo para que seja algo passageiro e que vá embora tão rápido como veio.

Alguma vez sentiram que foram levados para um local por obra do acaso mas que aquilo tinha de acontecer por um motivo? É, eu acho que encontrei o motivo. Talvez se eu não estivesse naquele lugar, àquela hora, eu não estaria agora aqui, a escrever este texto com uma dor imensa no peito e uma confusão ainda maior na minha cabeça. Às vezes gostava que as coisas fossem mais fáceis, que o destino falasse comigo e me dissesse “o caminho não é esse, vai pelo outro”. Mas nunca diz nada e eu opto sempre pelo caminho errado. Gostava de me surpreender desta vez mas sinto que qualquer decisão que tome vai ser a errada. Talvez seja por não acreditar que vá correr bem ou talvez seja por já não estar habituada a sentir-me assim. Só sei que gostava de acordar um dia destes, olhar para este texto, rir e dizer “ainda bem que esta fase já terminou e a minha vida voltou ao normal.”

terça-feira, 28 de julho de 2015

Opinião: «Cidades de papel»

terça-feira, julho 28, 2015 18 Comments

Paper Towns ou Cidades de Papel –traduzindo para a nossa língua materna-, é um filme dirigido por Jake Schreier. O filme é baseado no livro de John Green –escritor do êxito A Culpa é das Estrelas-, e conta com atores como Nat Wolff, Cara Delevingne, Cara Buono, entre outros...
Já tive a oportunidade de ver o filme. A verdade é que tenho ouvido falar imenso dele e todos os dias me lembrava que o tinha à minha espera na minha listinha de filmes a ver nas férias. Como devem imaginar –e acredito que já tenha acontecido convosco-, sempre que ouvem meio mundo a falar de determinado filme ficam com aquela pulguinha atrás da orelha e querem correr para confirmar se o filme é, de facto, como dizem. Eu não sou excepção. Consegui ver o filme esta semana e (não me julguem) não gostei, isto para vos ser completamente sincera.
Sim, eu sei que sou completamente a favor do amor e de filmes desse género. Adorei o filme A Culpa é das Estrelas mas este desiludiu-me um bocado. Sei que a maior percentagem de pessoas que viram o filme o adorou mas eu achei demasiado “sem ação”. Não é o tipo de filme que deixa aquela curiosidade no ar, isto na minha opinião claro. Aliás, enquanto eu via o filme só rezava para que acabasse rápido para saber o final porque não estava minimamente interessada naquilo que estava a ver e acreditem que quando isto acontece é muito mau sinal.
Eu sou o tipo de pessoa que gosta de quase todos os filmes, talvez porque em todos eles eu encontro uma lição ou me identifico com alguma coisa. Mas neste isso não aconteceu. Não vos consigo indicar um motivo concreto para não ter ficado adepta do filme, simplesmente há filmes que não “nos puxam”. Às vezes o filme até pode ser dos melhores de sempre mas há pessoas a quem esse filme não diz nada. Portanto, o que eu quero dizer é que o filme não é mau, acredito que seja um filme excelente mas, pessoalmente, não me captou a atenção e não é um dos que eu queria voltar a ver. Houve partes interessantes sim, outras com as quais me identifiquei mas só isso. Não é um filme que esteja na minha lista de “gostos”.
De qualquer das formas aconselho-vos a que o vejam e tirem as vossas próprias conclusões porque pode não me ter agradado a mim mas vocês gostarem imenso. Sou completamente apaixonada por filmes e penso que todos devem cultivar a sua cultura cinematográfica. É um filme recente e tenho a certeza que vocês vão querer ver.
Já viram o filme? O que acharam?

Qual o último filme que viram?

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Música da Semana #4

segunda-feira, julho 27, 2015 7 Comments
Olá Internautas! 
Esta semana trago-vos um cover. Sei que costumo falar das músicas que mais costumo ouvir mas este cover é recente e de alguém que admiro muito. A música é a Plague, dos Crystal Castels e quem fez o cover foi a Isabela Nóbrega.

 

Bom, como já devem saber há uns meses entrevistei a Isabela (podem ver a entrevista aqui). Tenho acompanhado o trabalho dela e gostei imenso deste cover. Acho que é importante darmos atenção a estes talentos que estão a lutar por aquilo que mais amam. A verdade é que muitas vezes desvalorizamos o que é português, não que seja propositado mas porque nos é incutido que o que é internacional é melhor. Mas não. Como se costuma dizer "o que é nacional é bom" e é nestes jovens talentos que vemos isso.



domingo, 26 de julho de 2015

FF: “Fiquei muito surpreendido por termos um público tão fiel”

domingo, julho 26, 2015 17 Comments
Bem, hoje trago-vos mais uma entrevista. A verdade é que esta tem um "sabor" diferente.
Sabem quando vocês acompanham o trabalho de alguém desde que são crianças até à atualidade? Pois, isso acontece comigo. Sempre que me recordo da minha infância é impossível não me recordar do FF. Acho que fiquei fã/apaixonada por ele desde o primeiro momento em que o ouvi. Considero-o dos melhores talentos portugueses e nunca na minha vida pensei que um dia ia poder entrevistá-lo e muito menos presencialmente.
Eu acredito que quando admiramos alguém -quer seja pelo seu talento musical, quer seja por outra coisa qualquer-, acreditamos sempre que essa pessoa é excelente, que tem um coração gigante e sonhamos com o dia em que vamos poder estar olhos nos olhos com ela e confirmar a nossa tese. A verdade é que nem sempre é assim. Às vezes as pessoas desiludem-nos e não são o que parecem, estão mergulhadas na "fama" e vemos que tudo aquilo em que acreditávamos não era verdadeiro. Se há coisa que eu e a Joana sentimos ao entrevistar o FF após o seu concerto em Mira, foi que ele era tudo aquilo que nós sempre acreditámos que ele fosse. Nunca houve ilusão. O FF é mesmo a pessoa humilde que nós sempre vimos atrás de um ecrã. Tratou-nos com o maior respeito do mundo, foi simpático, humilde e, mesmo depois de um concerto do qual saiu cansado, mesmo antes de uma sessão de autógrafos que o esperava, ele teve tempo para nós, para conversar connosco e mostrar o excelente ser humano que é. Não há motivo nenhum que nos vá fazer esquecer esta entrevista, a primeira presencialmente, a primeira com contacto visual. O nervosismo estava em nós mas uma pessoa tão humilde com ele conseguiu pôr-nos à vontade tão rapidamente que nem eu estava à espera que corresse tão bem.
Deixo-vos então a entrevista que eu e a minha colega Joana Veríssimo do blogue Upside Down realizámos a este jovem tão talentoso no dia 23 de Julho, em Mira.



P: O que é que o FF de agora tem de diferente do FF do tempo dos Morangos com Açúcar?
R: Dez anos separam um do outro. Ao longo destes dez anos também fui ganhando a confiança e talvez a maturidade que não tinha quando comecei para poder fazer este disco/trabalho que, aliás, ando a promover atualmente e com muito gosto porque estou a tentar pela primeira vez o género de músicas que têm muito a ver com a minha personalidade e com a minha voz e acho que isso é visível nos concertos. Deixa-me muito feliz ver que as pessoas entendem isso e percebem que desta vez não sou eu a emprestar a voz a outro projeto musical ou a imitar alguém, desta vez sou eu a mostrar aquilo que sou musicalmente e é um caminho que nem sempre é fácil mas é essencial quando pensamos em construir um percurso e uma carreira, não olhando só para aquilo que vamos fazer no ano a seguir, mas olhando para o futuro pensando que daqui a vinte ou trinta anos eu vou querer ouvir este trabalho e vou querer continuar a gostar dele. Precisamente por essa necessidade é que eu também me desvirtuei um bocadinho do universo televisão que era um universo mais juvenil e pop e me ensinou muita coisa mas que a certa altura é quase como tu teres necessidade de quereres sair de casa e foi isso, no fundo, que aconteceu.
P: Com um estilo de música anterior tão diferente porque é que decidiste optar pelo caminho do fado?
R: Porque, na verdade, o estilo de música ainda mais anterior a esse é o fado. O fado não surge depois da minha aparição na televisão, pelo contrário, o fado já vinha de antes, já vinha desde eu ser pequenino. Aliás, a primeira vez que participei em alguma coisa ou que fiz alguma coisa ligada com música foi no Bravo Bravíssimo, com 11 anos, a cantar um fado de Amália Rodrigues – Gaivota – que, aliás, hoje fiz questão de cantar aqui também. Portanto, o fado foi a minha primeira paixão e também a minha primeira forma de explorar a minha voz e o canto. Mais tarde ou mais cedo eu percebi que teria de lá regressar apesar de isto não ser um projeto de fado tradicional, tem o fado mais na minha voz do que propriamente nos instrumentos que o compõem porque não temos guitarra portuguesa nem violas, mas cantamos e fazemos alguns fados porque faz sentido.
P: Querer é o truque para ter? Tem sido assim ao longo da tua carreira?
R: Tem, tem e com muito trabalho. Eu acho que essa mensagem continua a fazer sentido e vai fazer sempre, porque quando queremos uma coisa não podemos ficar simplesmente à espera que ela nos caia do céu, temos de batalhar por ela, temos de lutar por ela e é isso que eu faço todos os dias e todos os anos tentando melhorar o meu trabalho, melhorar-me enquanto intérprete, enquanto compositor, enquanto músico e mostrando às pessoas que estou a fazer o meu trabalho, que estou a tentar mostrar-lhes sempre algo que elas não conheçam e que espero que elas gostem.
P: Como é que te sentiste a atuar para o público de Mira? O que é que achaste do público?
R: Muito bem. Fiquei muito surpreendido por termos um público tão fiel que ficou do início ao fim e pediu para voltarmos, o que eu acho que é sempre um ótimo reflexo do concerto. Quando um concerto acaba e o público quer que nós voltemos, eu acho que não pode haver melhor reflexo de ter corrido bem ou não senão esse. Se nós sairmos de palco e não voltarmos, o público se calhar gostou mas não sentiu vontade de ouvir mais músicas e desta vez aconteceu, o que me deixa muito feliz até porque este segundo final é um final que fica sempre em aberto, umas vezes fazemos, outras vezes não fazemos, porque nem sempre os públicos o permitem. Fico feliz por hoje, depois de um concerto de uma hora e meia, ainda ter de voltar, ainda mais numa quinta-feira, um dia de semana, em que apesar de haver muita gente de férias a verdade é que é um dia a meio da semana e deixa-me muito feliz saber que este público é tão carinhoso e que cantou e esteve presente.

Podem ver a entrevista publicada no jornal Miraonline -jornal para o qual eu e a Joana fomos entrevistar o artista-, aqui: Jornal Miraonline.

Resta-me agradecer, em meu nome e em nome da Joana, ao FF e à sua equipa. Pela disponibilidade, pela simpatia, pela forma como nos trataram e, acima de tudo, pela humildade que não encontramos, infelizmente, em qualquer artista. Um obrigada enorme!
Obrigada também à Joana por ser uma colega excelente!
Quanto a vocês, aconselho-vos a seguirem o mais recente trabalho do FF -Saffra-, garanto-vos que não se vão desiludir.








sábado, 25 de julho de 2015

«Somos sempre pessoas insatisfeitas e à procura de algo mais.»

sábado, julho 25, 2015 13 Comments


Miguel Guedes é licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra. Nascido no "coração" do Porto, foi nesta cidade que se uniu a um grupo de amigos que viriam a formar uma banda: Blind Zero.
Para além de ser vocalista deste grupo musical, Miguel desempenha as funções de Diretor da DGA (Gestão dos Direitos dos Artistas), no Porto. Foi também nesta cidade que, a 9 de Agosto de 2014, foi agraciado com a Medalha Municipal de Mérito -Grau Ouro- atribuída pela Câmara do Porto.
Foi colunista semanal do Público entre 2004 e 2006, do Jornal de Notícias em 2008 e da revista Focus em 2009. Atualmente é colunista semanal do Jornal de Notícias e do Jornal I. Mais recentemente abraçou um novo desafio, desta vez, televisivo: o programa Factor X, na SIC. 
Nesta entrevista, Miguel fala-nos um pouco sobre o seu percurso, sobre os Blind Zero e de como viveu a experiência de ser jurado de um programa televisivo.



Como é que um licenciado em Direito se torna um intérprete de rock?

Foi relativamente normal. O curso de Direito não era só aquilo que gostava de fazer. Em Coimbra estive ligado a outras coisas (rádio, cinema, associação de estudantes). A verdade é que antes de ser um licenciado em Direito já era um intérprete de rock mas a nossa banda surgiu mais ou menos na altura em que eu andava a estudar nas carrinhas para o primeiro e segundo ano da faculdade. Mas há muita gente que tira o curso de Direito e que acaba por estar na música, portanto, eu acho que somos sempre pessoas insatisfeitas e à procura de algo mais.

O que sentiu ao ser premiado com a Medalha Municipal de Mérito – Grau Ouro atribuída pela Câmara do Porto?
Foi um gesto muito simpático por parte da Câmara do Porto. Eu tenho a ideia de que ainda sou novo demais para receber esses graus honoríficos (risos). Mas é claro que, para uma pessoa como eu- que nasceu no coração do Porto-, para mim enquanto portuense e que gosto imenso da minha cidade, foi um orgulho e para os meus pais também (risos).

Blind Zero, a banda da qual é vocalista, tornou-se rapidamente numa das mais importantes referências da música portuguesa. Esperava tanta aceitação por parte do público quando entrou no mundo da música?
Não, nunca se espera tanta aceitação. Quando começámos eram tempos diferentes em que havia muito menos bandas e em que era, sobretudo, muito mais difícil gravar um disco. Nós gravámos um disco ao fim de um ano de percurso numa altura em que as bandas demoravam 5,6 ou 7 anos a gravar um disco, portanto, era um tempo diferente em que não estávamos na era digital- era analógico praticamente- e gravar um disco tinha muitos custos. Na altura não tínhamos a noção do sucesso que viemos a ter muito rapidamente. A verdade é que o primeiro disco foi disco de ouro, foi o disco mais vendido na altura de uma banda portuguesa a cantar em inglês e isso criou-nos logo alguma pressão e responsabilidade mas também um enorme gozo. Foram os primeiros anos de banda, foram anos muito vividos.

Sim e quando surge de repente acaba por saber melhor…
Sim, também é verdade, completamente. Na época é completamente inesperado. Nós tínhamos ideia de que podíamos continuar aqui durante alguns anos e tínhamos a noção de um percurso que queríamos fazer mas ninguém consegue antecipar se um disco vai ser um êxito de vendas ou não, muito menos agora.

De todos os álbuns já lançados consegue identificar o que tem mais significado para si?
Os discos correspondem a fases muito diferentes. Há um disco que eu gosto muito, um disco de 2003 – A Way To Bleed Your Lover-, é um disco que, por razões várias, ainda está muito atual. Se calhar é o meu disco preferido na carreira dos Blind Zero embora haja canções que eu goste bastante de quase todos os discos e outras que gosto menos. 

Na cerimónia de entrega de prémios da MTV Music Awards, em 2003, vocês vencem na categoria “Best Portuguese Act”. Qual é a sensação de ganhar esta categoria sabendo que foi a primeira vez que a MTV atribuiu um prémio a uma banda portuguesa?
Foi algo inesperado. Em 2003 lançámos, precisamente, este disco de que te falei há pouco - A Way To Bleed Your Lover-, fizemos uma turnê de bares em todas as capitais de distrito do país, à exceção da Madeira e dos Açores. Foi uma digressão por bares onde tocámos sem palco, com poucos custos, carregando as nossas coisas… Voltámos um bocadinho às origens e, portanto, foi um ano de contacto muito próximo com as pessoas, em sítios quase improváveis para tocar, sem as condições normais que nós costumamos ter para tocar. Depois de fazer esse esforço e de ter esse prazer de regressar às bases e lançar um disco que eu continuo a achar ser dos nossos melhores discos e a MTV reconhecer isso tendo sido votada como a Melhor Banda Portuguesa do Ano, para nós foi incrível e deu origem a que fossemos a Milão gravar o nosso DVD- MTV Live At Milan. Para nós foi um ano muito bom.

E mais recentemente foi jurado no programa Factor X. Como viveu essa experiência?
Foi uma experiência incrível. Eu nunca tinha feito televisão do ponto de vista do entretenimento mas a verdade é que é um programa com uma enorme responsabilidade. Nós estamos ali durante quatro meses a tentar verdadeiramente construir o início de um percurso e a dar algumas bases a pessoas que têm obviamente talento. Foi muito bom, foi uma experiência incrível, tive uma ótima relação com as minhas concorrentes, ficámos amigos e isso é muito gratificante. Para mim foi uma belíssima experiência, televisiva e pessoal.

Desde o início do programa foi dos jurados mais acarinhados pelo público. Sentiu alguma diferença na abordagem por parte dos seus fãs a partir do momento em que deu a conhecer uma outra faceta sua?
A maioria das pessoas que gostam de Blind Zero e que foram seguindo o meu percurso dentro e fora dos Blind Zero davam-me notas muito positivas sobre a minha participação enquanto jurado e mentor do programa. Não me olharam de forma diferente, olharam-me com outros olhos mas eu continuei a ser eu. Em nenhum momento no Factor X eu deixei de ser eu, nunca representei nenhum personagem… o que aconteceu foi que cheguei a muito mais gente e, portanto, há muito mais gente que me conheceu, e aos Blind Zero também, a partir do momento em que entrei no programa.

Ainda mantém contacto com as “suas meninas”?
Sim! Ainda vamos falando e, infelizmente, as coisas não são fáceis para ninguém. As minhas quatro meninas tinham um talento extraordinário, cada uma ao seu estilo. O momento mais complicado foi deixar a Marta na primeira gala do programa porque ela tem um talento imenso e tive muita pena de não trabalhar depois com ela. Mas a Marta vai fazendo o seu caminho que eu vou seguindo. A Mimi, a Isabela e a Inês- com quem eu trabalhei mais concretamente durante os programas-, são extraordinárias e cada uma delas tem dado espetáculos. Enfim, acho que cada uma delas devia ter ido um pouco mais longe do que foram.

E relativamente ao futuro, o que podemos esperar tanto do Miguel Guedes a nível individual como do Miguel Guedes vocalista dos Blind Zero?
Bom, em termos pessoais vou tentando equilibrar todas as coisas que faço –que são muitas-, no fundo ser feliz ao ser músico -que é a minha principal fonte de prazer -, com os Blind Zero. Temos vários concertos editados, temos um novo disco editado que é um disco de duetos com pessoas extraordinárias –Pedro Abrunhosa, Jorge Palma, e tantos outros amigos e colegas de profissão-.E depois, pessoalmente, também continuo a escrever para jornais como acontece na minha coluna à terça-feira no Jornal de Notícias e continuar a minha atividade diária que é trabalhar para os artistas na GDA (Gestão de Direitos de Artistas), uma cooperativa de artistas para artistas. Portanto, no fundo tentar encontrar tempo para mim é o grande desígnio da minha vida nos próximos tempos (risos).


Como referiu há pouco é cada vez mais difícil entrar no mundo da música atualmente. A minha última questão prende-se com saber se gostaria de deixar um conselho aos jovens que querem e lutam por um lugar na música?
Um conselho é, sobretudo, a perseverança. E que não facilitem com eles mesmos. Com isto quero dizer que, por um lado, não se levem muito a sério porque acho que as pessoas que o fazem tendem a ficar muito cristalizadas e muito cinzentas. Mas, por outro lado, dedicarem-se ao trabalho com enorme responsabilidade e que não deixem nunca de ser eles próprios porque a verdade acaba por compensar na maior parte das carreiras artísticas. Quando as pessoas não fazem as coisas com essa veracidade e com essa vontade isso acaba por transparecer. Depois é um misto de sorte, de talento e de oportunidade. Não é fácil mas o simples facto de fazer é sempre o mais difícil. O ato de criação é sempre o mais difícil e quando este existe as pessoas podem ser felizes só pelo facto de o terem.


Blind Zero no youtube: Blind Zero

Resta-me agradecer ao Miguel pela disponibilidade para responder às minhas questões, pela humildade e por ter aceite esta entrevista.



sexta-feira, 24 de julho de 2015

Próxima entrevista

sexta-feira, julho 24, 2015 7 Comments
Olá Internautas! 
Bem, chegou a hora de vos contar o meu motivo de felicidade nos últimos dias de que vos falei num post. A verdade é que desde que me lembro de querer ser jornalista sempre tive uma certa "queda" para a parte das entrevistas. Não sei, acho que é fantástico poderes conversar com alguém que tem coisas para te dizer, coisas que te fazem pensar e que vão fazer pensar os outros. 
Lembro-me de começar a fazer uma lista de pessoas que admirava e que gostaria de entrevistar um dia mais tarde, quando me tornasse uma jornalista a sério. Vim para a faculdade e nunca pensei que conseguiria entrevistar algumas das pessoas que mais gostava logo no primeiro ano.
O meu próximo entrevistado é um desses casos. Miguel Guedes, vocalista dos Blind Zero. Ao longo destas últimas semanas tive a oportunidade de conversar com o Miguel e sinto que foi um sonho realizado. Desde que me lembro de existir que adoro o Miguel e acompanho o seu trabalho e perceber um bocadinho melhor como tudo começou foi fantástico.
Sendo assim, este fim de semana será publicada esta entrevista. Fiquem atentos porque tenho a certeza que vão adorar!




terça-feira, 21 de julho de 2015

Novo artigo

terça-feira, julho 21, 2015 17 Comments
Boa noite Internautas!
Hoje venho publicar aqui no blogue o meu novo artigo que já está no site Repórter Sombra, Como já sabem tenho escrito uns textos para lá, tenho aprendido imenso e está a ser uma experiência fantástica. Esta semana coube-me falar sobre os Sapeurs. Não sabem quem são? Então deixo aqui em baixo o artigo e o link para que possam aceder a ele.

«Os Sapeurs são uma minoria cultural existente no Congo. Conhecidos como os “homens dentro do fato”, mas que ninguém diria que estes se poderiam associar a favelas pobres em África.
A verdade é que é no meio das favelas destruídas pela guerra que estes homens extremamente bem vestidos se encontram. Nem a lama os consegue parar. Os seus sapatos estão sempre limpos e brilhantes pois usam tábuas de madeira como ponte para que estes não se sujem e para que possam manter a aparência pouco dominante naquele país. »

Para uma leitura completa basta clicarem aqui.

segunda-feira, 20 de julho de 2015

domingo, 19 de julho de 2015

Parabéns Portugal!

domingo, julho 19, 2015 6 Comments


Nunca escondi o enorme orgulho que tenho em ser portuguesa e, como tal, fico extremamente orgulhosa sempre que o meu país vive este tipo de alegrias.
Portugal campeão do mundo em futebol de praia, é óbvio que sinto orgulho, fomos os melhores e é sempre bom, é uma marca que fica para a História...
Por isso, parabéns aos jogadores mas também parabéns a todos os portugueses que apoiam e se orgulham do seu país independentemente de tudo o resto!

sábado, 18 de julho de 2015

«A música não é só um sonho, é a minha vida.»

sábado, julho 18, 2015 12 Comments
Ana Paula Cardoso ou Kika Cardoso -como é conhecida- tornou-se uma revelação na música portuguesa após a sua entrada no programa Factor X na SIC onde se consagrou vencedora.
Kika tem 33 anos e é natural de Sacavém. Apelidada como "diva" por Sónia Tavares- a sua mentora no programa- a ex concorrente veio de Itália para conquistar os portugueses. Mostrando um orgulho enorme nos seus «filhos maravilhosos», Kika nunca escondeu a sua faceta maternal que afirma ter sido fundamental para conseguir vencer o concurso televisivo.
Esta semana o blogue Viagens pelo Mundo teve a oportunidade de colocar algumas questões a este talento português e ficar a conhecer um pouquinho melhor as suas inspirações e motivações.


Como nasceu a sua paixão pela música?
A paixão pela música nasceu comigo, desde a barriga da minha mãe.

Sempre foi um sonho seu poder estar no palco a cantar para pessoas que a querem ouvir?
Sim sempre foi uma ambição, uma vontade, uma necessidade da alma.

Quais são as suas principais referências musicais?
As minhas referências musicais são as grandes divas que sempre ouvi toda a minha vida e com as quais aprendi a cantar. Em toda a minha vida fui autodidacta, até aprender ao certo com aulas de canto.

O que a inspira?
O que me inspira é a minha vida, a minha história e a história dos outros.

Sei que o amor da sua vida são os seus filhos. Que música gostava de lhes dedicar?
A música que lhes dedico é o melhor refrão de todos os tempos de uma música intemporal- I Will Always Love You, da Whitney Houston.

De que forma participar no Factor X mudou a sua vida?
Bom, mudou tudo. Desde a tornar-me conhecida e darem-me valor pelo meu trabalho, a na rua receber tantos elogios. É muito, muito bom e gratificante.


Qual foi a fase mais difícil do programa?

A fase mais difícil foi mesmo o início- saber se entro no programa ou não- e o fim, para saber o resultado de 4 meses de trabalho. Não é fácil.

Durante todas as galas, os jurados teceram imensos elogios sobre as suas prestações e nunca ficou nos menos votados. O que sente quando se lembra de tudo isto?
Pois, nunca fiquei nos menos votados. Para mim foi estranho e hoje há quem se indigne por isso. Bom, eu dei tudo por tudo como todos os que lá estavam, merecíamos todos. Talvez tenha dado a alma e isso pareceu-me que passou cá para fora. Eu queria mesmo estar naquele palco e penso que fui recompensada por isso! Graças a Deus.

Esperava chegar à final e sair vencedora?
Não esperava chegar à final pois quando concorri não sabia o que iria enfrentar, foi um tiro no escuro. Mas eu queria ir à final, era um objetivo, era uma meta. A partir dali seria o que Deus quisesse.

Após o fim do programa lançou o single Thinking Out Loud que entrou diretamente no top 10 do Itunes. Como tem sido lidar com todo este sucesso?
Foi muito bom saber que esteve em 1° lugar durante uma semana! E depois manteve-se nos 10 primeiros. Foi uma boa notícia, fiquei feliz e grata ao público pela adesão ao meu single e por gostarem de me ouvir.

E relativamente ao seu futuro neste mundo da música, o que podemos esperar da Kika?
Bom, da Kika Cardoso podem esperar muita música com muita alma e dedicação, muita alegria, muito riso (adoro rir), muita música fresca para todos os ouvidos. Não precisamos sempre de cantar alto para que nos oiçam mas sim acrescentar amor e alma ao que interpretamos.

Por fim, que mensagem gostaria de deixar a pessoas que têm o seu sonho e que desejam um lugar no mundo musical?

Amigos, na música é preciso acreditar, desejar e alcançar. E claro, paciência para tudo isto. O sucesso vai e vem e pode adquirir-se de muitas formas mas a paixão pelo que se faz já se nasce com ela. Não desistam.


Kika termina esta entrevista com uma confissão «Como sempre digo a música não é só um sonho, é a minha vida. Sem ela eu não existo!»




Terminada a entrevista só me resta aconselhar-vos a seguir o trabalho da Kika. Para que tal aconteça vou deixar-vos os links dos locais onde a podem seguir e alguns vídeos para que possam recordar algumas das suas prestações. Acompanhem-na e valorizem o trabalho de uma artista portuguesa que bem merece.

Página Oficial: Kika Cardoso Factor X

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Próxima entrevista

sexta-feira, julho 17, 2015 7 Comments

Olá a todos! Bem, esta semana trago-vos uma nova entrevista. Desta vez, a entrevistada é a vencedora do programa da SIC Factor X, Kika Cardoso.
Quando decidi contactar a Kika fi-lo porque não só admiro o seu talento, como a sua história, garra e luta. É a prova de que nunca é tarde para alcançarmos os nossos sonhos e que com muita luta e esforço tudo se consegue.
Se ficaram com vontade de ler a entrevista vão ter de esperar por amanhã pois só nessa data será publicada.
Bom fim de semana a todos e até amanhã! ;)

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Voltas, voltas e mais voltas

quinta-feira, julho 16, 2015 9 Comments
Hoje dei por mim a pensar nas voltas que a vida dá. Quando somos crianças não temos bem a noção do que é o futuro, só queremos crescer para nos vestirmos como a nossa mãe, usar salto alto e ser independentes. Mas depois crescemos e percebemos que a infância é a coisa mais bonita da vida. É o início de tudo e dou por mim a sentir saudades de ser criança.
Quando era pequena nunca pensava que um dia teria a vida que tenho agora e muito menos que ia realizar sonhos que realizei. Acho que passei os últimos anos a lutar para me sentir realizada e consegui. Sim, existe um segredo para isso. Na minha opinião, só vamos conquistar tudo aquilo que queremos quando deixarmos de lado os preconceitos, o medo do que os outros vão pensar e a timidez. Sempre fui muito tímida e nunca me imaginei a lutar tanto por isto como tenho lutado. Aliás, sempre que pensava que queria ser jornalista e entrevistar pessoas achava que nunca ia conseguir e que ia fugir sempre que estivesse frente a frente com alguém que eu admirasse ou o que quer que fosse. Mas não. Quando lutamos por um sonho temos de pôr de lado o que nos impede de caminhar para a frente. E é aí que entre o meu outro grande amor: o teatro. Acho que é na representação que vou buscar forças para me surpreender a mim mesma. Na diversidade de papéis, na forma de gritar o que sinto através de uma arte. Representar é a única coisa que eu sempre soube que era certa enquanto criança, nem por um momento me imaginei a viver sem o teatro, sem sonhos nessa área, sem a vontade de desenvolver diferentes papéis.
A verdade é que nenhum sonho é impossível. Graças a Deus, parte dos sonhos mais simples que eu tinha já se realizaram, já fui agenciada por uma agência de modelos, fiz um book, tive aulas de teatro com alguém que sempre admirei e entrevistei uma das pessoas que tinha na minha lista de desejos para entrevistar um dia mesmo antes de me licenciar. Quando as coisas começam a correr bem tu não queres parar. Acreditas que se foste capaz disto és capaz de muito mais. Tornaste ambiciosa e aprendes a colocar a tua felicidade em primeiro lugar. Em apenas um ano eu mudei radicalmente, concretizei coisas que nunca imaginei concretizar e estive em lugares onde nunca pensei estar. Estou muito grata por isso e, acima de tudo, muito feliz!
Por isso, o conselho que vos dou é: nunca desistam! Lutem porque mesmo quando há uma tempestade só precisas de encontrar o sol lá no meio. Tudo corre bem, nada é impossível e o que importa é ser feliz!

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Entrevista

quarta-feira, julho 15, 2015 8 Comments
Boa noite!
Bem, venho comunicar-vos que a entrevista realizada ao jovem Filipe Keil na semana passada, já se encontra disponível no jornal Miraonline.
Para acederem à entrevista basta clicarem aqui

Por outro lado, estou imensamente feliz porque hoje realizei um dos meus sonhos. Se quiserem saber qual é vão ter de esperar mais 15 dias ;) ahah. Acreditem que vai valer a pena porque o sonho pode ser meu mas vai ser partilhado com vocês, aqueles que me têm apoiado e acompanhado durante este ano. Obrigada por tudo!


terça-feira, 14 de julho de 2015

Iker Casillas em clube português

terça-feira, julho 14, 2015 12 Comments

Bem, não sei se vocês sabem mas eu amo futebol. Sou daquelas pessoas que vibra, grita, chora, insulta o árbitro (sim, eu também me torno agressiva às vezes ahah) e que não perde um jogo da sua equipa. Sou benfiquista desde que me lembro de existir e nunca me arrependi disso. Aliás, acho que ninguém é benfiquista por escolha, eu acredito que no futebol o amor também não se escolhe- tal como na vida- tu amas aquele clube e pronto. É algo que não se consegue explicar.
Durante anos nunca consegui perceber o porquê de chorarmos por um clube quando os jogadores nem sempre são os mesmos assim como os treinadores. Porque é que nos agarramos tanto a um símbolo? Porque é que carregamos esse símbolo no coração e choramos quando ele não conquista mais um campeonato ou uma taça? Cresci e até hoje não consigo explicar. Penso que o amor pelo clube que te acompanha desde que começaste a lutar pela tua vida é tão forte que não te deixa ficar indiferente sempre que alguém te diz "O Benfica não presta." E quem diz o Benfica, diz o Porto, o Sporting ou qualquer outro clube. 
Eu sou a favor do respeito, sou contra qualquer tipo de violência entre adeptos de clubes diferentes. Discutir futebol é uma parvoíce, isto na minha opinião. É como eu discutir com a minha melhor amiga porque ela gosta de maçãs e eu gosto de laranjas. Cada um ama o clube que o faz feliz e pronto. Não há que discutir só porque eu defendo o Benfica e o meu vizinho o Porto. Cada um defende aquilo que gosta e gostos não se discutem, e sim, essa célebre frase também se aplica ao futebol e a qualquer outro desporto.
Isto tudo para vos falar de Casillas e do quão estou contente por ele estar num clube português. Sim, porque apesar de ser benfiquista sei dar valor a jogadores de outros clubes e, desde que me lembro, o Casillas sempre foi o meu guarda redes favorito e prometi a mim mesma que iria ser para sempre. Esta minha promessa podia alterar-se a partir do momento em que soube que ele iria jogar num clube adversário e, consequentemente, tentar impedir muitos golos do meu clube. Mas não. Nada muda só porque ele está num clube rival.  Continua a ser grande. Continua a ser o Casillas que eu admiro desde criança. E fico feliz por ele estar no meu país mesmo que num clube que não é o meu. E se ele impedir que o Benfica ganhe um jogo? Vou ficar triste pelo meu clube mas valorizarei todos os bons jogos que ele fizer e ficarei triste por todas as falhas que ele cometer, como sempre fiz ao longo destes anos. Sim, também tenho pena que ele tenha deixado o país onde esteve tantos anos mas, no que depender de mim, vai ser muito bem recebido no país onde está agora, que por sinal é o país que eu amo, é o meu país!
Por isso só tenho a dizer: sê bem vindo Iker, continua a orgulhar-me como sempre fizeste e termina a tua carreira como mereces... feliz.



Até logo, Diamond!

Obrigada pela visita!
Volta Sempre :)