terça-feira, 30 de agosto de 2016

Vida repleta? Só de felicidade!

terça-feira, agosto 30, 2016 2 Comments
Nascemos. A fase seguinte é crescer. E quando crescemos todos temos um objetivo em comum: ser feliz. Para sermos felizes precisamos de sentir que temos uma vida repleta. Do que quer que seja, é verdade, mas repleta. Mas o que significa isso de “ter uma vida repleta”? E de que forma essa definição influencia a nossa felicidade?
O significado de “vida repleta”, como tantas outras coisas na vida, muda de pessoa para pessoa e de época para época. Se de época para época os cânones, os comportamentos e as mentalidades vão mudando, a forma como encaramos a vida e a felicidade também. Uns consideram que ter uma vida repleta é ter trabalho, família, casa e um carro. Outros acham que uma vida repleta é sinónimo de viajar sem um destino específico e levar a vida de forma livre e despreocupada. Como tal, a forma como encaramos a vida muda de indivíduo para indivíduo. Cada um de nós busca a felicidade em sítios diferentes. Cada indivíduo tem um conceito de felicidade distinto. A verdade é que para uns, a felicidade está num simples ato de amor, no abraço daqueles que mais ama e em coisas tão simples como o pôr do sol. Em contrapartida, outros encontram a felicidade na sua ambição. E isso faz com que lutem todos os dias mais um bocadinho para alcançarem todos os seus objetivos, afinal, é essa concretização que lhes vai permitir alcançar a felicidade total.
Deste modo, creio que é imperativo afirmar que a felicidade e a tal “vida repleta” variam de época para época já que cada ser humano é influenciado pela época em que está inserido assim como pelas relações sociais que estabelece. Assim sendo, o que para uns era sinónimo de uma vida repleta e desafogada há uns anos atrás, para outros é completamente natural atualmente, o que faz com que eles busquem por outras formas de vida. Ou seja, há uns bons anos atrás ser feliz era ter roupa para vestir todos os dias e aquele brinquedo, aquele único brinquedo desejado! Atualmente, pouca gente é feliz pela roupa que veste ou por ter aquele brinquedo porque, a bem ou a mal, todos acabamos por ter estes bens materiais. Salvo os que, por circunstâncias da vida, não têm as condições básicas para sobreviver. Mas, como disse anteriormente, este conceito varia de pessoa para pessoa. E, atualmente, se para nós ter uma vida repleta passa por termos a casa ideal e o emprego com que sempre sonhámos, para esses ser feliz é ganhar uma esmola abundante ao final do dia ou ter dinheiro suficiente para não ficar com o estômago vazio naquela noite.
Posto isto, é conclusivo que a forma como vemos o que é uma “vida repleta” é relativo. Todos temos formas diferentes de olhar para a vida e todos temos formas diferentes de agir perante cada situação que ela nos impõe. Talvez seja por isso que nos julgamos tanto uns aos outros. Porque não compreendemos como é que o outro vê a vida de uma forma tão diferente da nossa. Mas verdade seja dita, que interesse tinha a vida se todos lutássemos pelas mesmas coisas?


Publicado em Repórter Sombra.


domingo, 28 de agosto de 2016

Música da Semana #51

domingo, agosto 28, 2016 7 Comments

O João Couto tem uma das vozes que mais gosto me dá ouvir. Este Chama por Mim é uma das minhas músicas favoritas, pela sonoridade, pelo sentimento e pela mensagem que transmite. Acima de tudo, por ser uma música portuguesa e por mostrar tão bem o talento que há no nosso país!

Conheciam a música, internautas? :)



sábado, 27 de agosto de 2016

Yellow G: «Quase todas as minhas músicas nascem de uma necessidade de desabafar um momento da minha vida ou um pensamento que tenho guardado.»

sábado, agosto 27, 2016 8 Comments
Nuno Gigi, mais conhecido por Yellow G, é um jovem artista que se destaca pelo sentimento com que canta.

O jovem que se tornou um dos artistas com mais visualizações no youtube dentro do seu estilo musical, aceitou responder a esta entrevista onde nos fala do seu percurso musical e dos seus projetos futuros.


Quando é que deste conta que tinhas um gosto particular pelo mundo da música?Bem antes de mais deixa-me agradecer pelo convite porque foi com todo o gosto que o aceitei!
Comecei a perceber que tinha um gosto por todo este mundo ainda era eu muito pequeno e de uma forma muito natural. Acho que já nasceu comigo mas só comecei a perceber que o que sentia era especial perto dos meus 16 anos.

E quando decidiste que querias dar forma a essa paixão?Eu começo a fazer música em 2008 com a necessidade de transmitir algo.
As letras que escrevo, o feeling das músicas e até mesmo quando e como é que as músicas são lançadas vão acompanhando o meu estado de espírito da altura.
Apesar de ao longo dos anos ter conseguido que as minhas músicas chegassem a bastante público foi apenas em 2015 que decidi realmente que o que queria fazer para o resto da minha vida era música.

A tua família sempre te apoiou nessa decisão?Apesar de eu não gostar de partilhar o que faço com a minha família, porque há músicas que faço que são tão pessoais que se torna estranho estar a mostrá-las aos meus pais, a verdade é que os meus pais sempre me apoiaram desde o primeiro momento.
Foram eles que me compraram o meu primeiro material de gravação e que se sujeitaram a todas as horas de gravação que fazia no meu quarto, o que implicava sempre a casa toda estar em silêncio.
Apesar de todo o apoio que sempre me foi dado, este meu sonho sempre foi visto como um hobby até começarem a ver que pessoas amigas e até mesmo desconhecidos iam ter com eles a dizer que gostavam imenso do meu trabalho.

Sentes que o teu género musical é devidamente valorizado em Portugal?
Sim, sem dúvida. Secalhar há uns cinco anos atrás teria respondido de outra forma, mas hoje em dia sinto que o que faço cresceu imenso, a mentalidade das pessoas também evoluiu, apareceu uma nova geração de músicos que trouxeram imensas influências lá de fora e que abriram muitas portas cá em Portugal.

Começamos a ver Hip Hop em séries juvenis, em programas de talento e até na rádio.
O próprio estilo foi-se fundindo com outros e é daí que nasceu o que faço, um Hip Hop que é muito Pop.


Qual o lado “mais negro” de ser músico?Sinceramente, nunca senti nada negativo que estivesse diretamente ligado ao facto de ser músico. As coisas negativas ou menos positivas que sinto como músico eu iria senti-las noutra profissão qualquer porque os aspetos negativos são meus e não da profissão em si.
Eu, por exemplo, sou uma pessoa muito perfeccionista que busca imenso a perfeição e isso às vezes torna-se muito cansativo mas, lá está, eu iria ser assim em qualquer outra profissão que tivesse.


Porquê “Yellow G”?
O nome Yellow G foi criado um pouco à pressão porque ia fazer a minha primeira música e ainda nem tinha um nome. O G é uma abreviatura do meu apelido “Gigi” , uma abreviatura que os meus colegas de escola faziam sempre e sempre fui conhecido assim pelas escolas que passei.
O significado do Yellow já é um pouco mais complexo e metafórico. Tirando um ano que vivi em Olhão, sempre vivi em Chelas num prédio de cor amarela, que por acaso já foi pintado de outra cor mas é daí que vem o Yellow.
Para mim simboliza o meu nascimento, a minha evolução pessoal e profissional, os meus pais e amigos. É uma forma de levar sempre comigo as pessoas de quem eu gosto e de nunca me esquecer de onde eu vim.

Em que é que te inspiras para construíres as tuas músicas?
Quase todas as minhas músicas nascem de uma necessidade de desabafar um momento da minha vida ou um pensamento que tenho guardado.
As outras que não nascem assim, começo a construi-las, a pensar numa mensagem que quero transmitir mas sempre baseando-me em algo que me aconteceu.
Sou um músico bastante biográfico e, sendo assim, tudo o que faço é tirado da minha vida ou do meu interior.

Que mensagem pretendes transmitir ao público quando as cantas?Poderia dizer mil e uma coisas mas a verdadeira mensagem que eu tento transmitir com as minhas letras é de que não és o único a passar pelo que estás a passar. Apesar de estares a passar um mau bocado neste momento eu também vou demonstrar que tudo irá passar, que tudo não passou de uma batalha para nos tornarmos melhores pessoas.
A coisa mais gratificante que me podes dizer é que as minhas músicas ajudaram-te a ultrapassar algo ou que parecia que só eu é que te compreendia. Sinto que fui destinado a fazer música com esse propósito.

“O que ficou por dizer”?Uma música que nasceu, mais uma vez, na necessidade de desabafar um pouco e colocar sentimentos no papel.
Honestamente, nunca esperei que fosse uma música que se tornasse viral e que se mantivesse viva passado mais de 3 anos. Uma música que me deu a possibilidade de me encontrar musicalmente e de saber o que queria para o meu futuro.
Foi um tema que marcou claramente um ponto de viragem no meu percurso.

Como tens digerido o carinho por parte do teu público?
Sempre fui uma pessoa muito próxima do meu público porque sinto necessidade de ser assim e não estaria a ser verdadeiro se fosse de outra forma. Eu e o meu público temos uma relação quase como de uma família, ajudamo-nos uns aos outros e sempre irei sentir uma enorme gratidão para com eles porque a verdade é que não era ninguém sem a #yellowfamily.

Para terminar, o que podemos esperar de ti para o futuro?É já em Setembro que irá sair o meu primeiro álbum, um trabalho mais maduro do que as pessoas estão habituadas, tanto a nível de produção como a nível lírico.
Um álbum em que decidi finalmente me mostrar por completo e estou bastante ansioso por o mostrar.



Terminada esta entrevista resta-me agradecer ao Nuno por toda a sua disponibilidade e, acima de tudo, por ter aceite responder às minhas questões.




sexta-feira, 26 de agosto de 2016

O nudismo é uma arte

sexta-feira, agosto 26, 2016 1 Comments
Não sou tolerante quando se trata de preconceito. Não classifico este ou aquele preconceito como sendo mais ou menos grave que os restantes. Mas confesso que nos últimos dias me tenho sentido bastante irritada após ter visto alguns comentários a mulheres que usam o seu corpo para fazer aquilo que gostam.
Em primeiro lugar, não deveríamos manter-nos de boca fechada quando se trata de um corpo que não é o nosso? Porque é que nos julgamos no direito de criticar quem quer que seja pelo que faz com um corpo que é completamente seu? Nunca entendi esse vício terrível. Aliás, nunca entendi o porquê de o criticarmos ofendendo a pessoa em questão. Um claro exemplo disso foi o facto de, na noite passada, enquanto estava a consultar as minhas redes sociais, ter visto uma rapariga ser fortemente insultada por, no mundo da moda, fazer produções fotográficas completamente nua. A mesquinhice das mulheres levou-as a chamarem-na de “puta”, “porca” e a fazer comentários depreciativos. “Não tens vergonha das figuras que estás a fazer?”, “os teus pais não te deram educação?”, “isto é pornografia, devias ter vergonha!”. Mas calma, não falo do preconceito e dos comentários que vi apenas por parte das mulheres. Como é óbvio, os homens não podiam não mostrar o seu “à vontade” perante aquela fotografia, vulgarizando o corpo feminino de uma forma, no mínimo, nojenta. Tão nojenta que prefiro nem dar exemplos.
Pois, minhas senhoras e meus senhores, ao que vocês chamam de pornografia, eu chamo de arte. O nudismo é uma arte! Ser modelo nú não é nenhum crime e muito menos deve ser considerado pornografia. Pornografia seria se houvesse um conteúdo sexual por detrás daquela fotografia. Mas não há. É pura sensualidade. Deixemo-nos de ser machistas e afirmar que o corpo de uma mulher de respeito tem de andar tapado. Ter o corpo mais ou menos escondido não faz de uma mulher mais ou menos respeitável. Aliás, mostrar o corpo em nada influencia o caráter de uma mulher, ao contrário do que muita gente pensa. Uma mulher que faz uma produção fotográfica completamente nua não é uma “puta”, é uma mulher que tem amor próprio, que conhece bem o seu corpo e que tem orgulho na sensualidade que ele transmite. E não há nada melhor do que uma mulher sentir-se bem consigo mesma ao ponto de exibir toda a sua sensualidade sem qualquer pano a travá-la. O problema não está na mulher que está nua em frente a uma câmera para quem a quiser ver “naqueles preparos”, o problema está na mente pequenina das pessoas que critica uma mulher por se afirmar e por gostar de si. Não é uma má exposição, é a exposição mais bonita que pode haver. É a exposição mais realista de todas. Afinal, nós adoramos comprar aquela revista de moda onde os modelos aparecem em trajes menores porque “é bonito” e as “fotografias estão fantásticas”. E o que é que nos lá vemos? Um alguém que não é ele mesmo. Carregado de apetrechos que não o caraterizam, de maquilhagem que disfarça as marcas que a vida deixa na nossa pele e falsas curvas num corpo outrora liso. Na fotografia a nú, o corpo é exposto na sua totalidade. Sem pedaços de pele a tapar qualquer zona. Nós não nascemos por inteiro? Não nascemos despidos dos pés à cabeça? Então porque é que temos de ser tão púdicos em relação ao nosso corpo? Qual a diferença entre fotografar de lingerie ou sem nada? Ah, pois é, a lingerie tapa as “partes proibídas”. Mas porque é que têm de haver zonas proibídas no nosso corpo? O corpo humano é o corpo humano e todos os órgãos fazem parte dele. E não me venham com tretas de que “mostrar isto é mais pornográfico do que isto”. Não culpem uma modelo que se despe completamente porque o vosso marido ficou a babar para cima dela por estar completamente nua. Não tem nada a ver com o que ela está ou não a mostrar, afinal, há sorrisos muito mais sexy’s do que um peito grande e coxas bem mais interessantes do que um rabo empinado. Se o choque se instala quando uma mulher mostra a zona púbica ou o peito é porque a sociedade não está habituada a lidar com o corpo humano da forma que deveria estar.

Isto para vos dizer que é abominável existir quem critique a arte fotográfica só porque o ou a modelo se expõe a nú. Seria muito mais correto admirarmos quem o faz por mostrar o verdadeiro propósito do corpo humano: a sensualidade nua e crua. Porque quem o faz não se está a vender ou a praticar qualquer ato sexual em público e muito menos interfere com a liberdade dos restantes. Quem o faz exprime o verdadeiro propósito da arte. Tal como o músico, o ator ou o pintor. E se há coisa que merece mais valorização neste país é a arte. 

Texto publicado em Capazes.

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Opinião: «Neighbors 2»

quarta-feira, agosto 24, 2016 6 Comments


Neighbors é uma comédia deste ano. A verdade é que, há uns meses, fiz um post sobre o primeiro filme. Se bem me recordo, apesar de ter gostado do filme no geral, fiquei um bocado desiludida porque esperava mais. Tanto que adiei imenso tempo até ver este Neighbors 2 porque achei que ia ser mais do mesmo. Mas a verdade é que não foi e fiquei bastante satisfeita por ter arriscado a vê-lo.
Em primeiro lugar, gostei da mudança que houve. Quando anunciaram o segundo filme pensei que ia acontecer tudo de novo. Que os adolescentes iam voltar a ser vizinhos daquele casal e ia haver guerra outra vez e blá blá blá. A verdade é que isto aconteceu, de facto, mas de forma completamente diferente. Desta vez, os vizinhos "chatos" do casal eram raparigas que queriam formar a sua própria república e o Teddy (Zac Efron) acabou por entrar nesta guerra mas, ao contrário do que eu pensei que aconteceria, acabou por ficar do lado do casal. 
Em segundo lugar, fiquei super contente por ver a Chloe Moretz no filme porque é das atrizes que mais gosto e acho que fez um papel incrível, como sempre. Não estava à espera de ver a Selena Gomez e foi uma agradável surpresa porque apesar de não ser fã da Selena enquanto cantora, sou fã dela enquanto atriz e, embora tenha aparecido muito pouco no filme, deu para matar saudades dela enquanto atriz já que muita gente se esquece dessa sua veia em prol da sua veia musical. Não falo do Zac Efron porque acho que já nem tenho mais palavras para descrever o quanto o adoro. É um ator excelente e acho que ainda não vi um filme em que ele entrasse que não gostasse muito por culpa dele também. A forma como ele interpreta cada papel faz-me, muitas vezes, ver determinado filme porque gosto da personagem que ele interpreta.
Assim sendo, só posso dizer que este filme, na minha opinião, é completamente melhor que o primeiro! Não sei se vocês gostaram do anterior ou não mas se não gostaram arrisquem a ver este porque acho que está bem melhor. Se gostaram do anterior, então tenho a certeza que também vão gostar desta porque a história não foge muito do mesmo mas acrescenta algo novo e ainda mais divertido. E é isso que se quer numa comédia: diversão.

Já viram o filme?
O que acham? :)

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Opinião «Miracles from Heaven»

segunda-feira, agosto 22, 2016 5 Comments



Miracles From Heaven ou, na nossa língua materna, Milagres do Paraíso é um drama baseado numa história verídica. Protagonizado por Jennifer Garner, Kylie Rogers e Martin Henderson (entre outros), o filme conta-nos a história de uma família que vê a sua vida feliz e descontraída ser abalada por uma doença que surge numa das suas filhas, Annabel. Após vários exames, a menina é diagnosticada com um grave problema digestivo que não lhe dá muito tempo de vida, caso se prolongue. No meio de tudo isto, a sua mãe busca o melhor caminho para ajudar a sua filha o máximo possível, perdendo cada vez mais a crença em Deus e na igreja. 
Já tive a oportunidade de ver este filme duas vezes: uma no cinema e outra em casa. Devo dizer que adorei (caso não tivesse gostado, não o veria duas vezes) e que mostra bem o poder que a vida, a fé e o amor têm sobre nós. Por vezes parece que o mundo está perdido e que já nada faz sentido, mas se procurarmos bem percebemos que há coisas a que nos agarramos de tal forma que nos dão uma força enorme para continuarmos a lutar e a ter forças até ao fim. Os milagres não são só fruto dos livros e dos filmes. Os milagres estão presentes em cada momento da nossa vida. Por vezes um milagre é um abraço, uma palavra certa na hora certa ou o simples ato de alcançarmos uma coisa inalcançável. Acredito plenamente que os milagres existem sob diversas formas e acredito ainda mais que são esses chamados "milagres" que, muitas vezes, nos dão a força necessária para continuarmos em frente.
Por tudo isto e muito mais, se não viram o filme e não se importam em chorar do início ao fim, este é o filme indicado para vocês. Tenho a certeza que não se vão arrepender! :)

Já viram o filme?
O que acharam?




domingo, 21 de agosto de 2016

Música da Semana #50

domingo, agosto 21, 2016 4 Comments

A Demi Lovato é, sem dúvida, das artistas que mais gosto de ouvir. O que me cativa nela vai para além da voz. Até porque, sinceramente, não acho que ela tenha uma voz excepcional. Mas tem alma. E tem-na de uma forma que me comove imenso. Penso que poucas artistas cantam com tanto sentimento e com tanta vontade como ela. Nota-se que é o amor que a move e não há nada mais bonito que isso. Se pudesse eleger uma música sua como música desta semana seria esta Stone Cold porque é uma música que adoro incondicionalmente e que não consigo parar de ouvir.


Já conheciam a música?
O que acham da Demi?

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Somos todos bullying

sexta-feira, agosto 19, 2016 3 Comments
bullying está em todo o lado e cada vez mais somos alertados para o tema. Tão alertados que chega a cansar ouvir tantas vezes essa palavra. Mas a questão é que a maior parte da sociedade continua a ignorar este problema.
A verdade é que a maior parte das pessoas se estão nas tintas – e desculpem-me a expressão – para o bullying. Cada um que resolva os seus problemas… é assim que se vai vivendo esta vida. Mas a vida é uma autêntica merda se só nos preocuparmos connosco. Sim, leram bem, uma merda. Mas que raio andamos nós aqui a fazer se só olhamos para o nosso próprio umbigo e nos estamos a borrifar para a vizinha do lado que todos os dias leva porrada do marido ou para o gato que foi abandonado à sua sorte e está há uma semana à nossa porta cheio de fome e frio? E falamos de tudo. Da crise, do bullying, da violência doméstica, do abandono animal e do raio que o parta, mas não fazemos nada. Ah! esperem, partilhamos duas ou três imagens no facebook e fazemos o mesmo que eu estou a fazer agora: escrevemos uns textos bonitos e tal para dizermos que nos preocupamos e no dia seguinte voltamos às nossas vidas cruéis e esquecemo-nos dos problemas dos outros. Sim, todos temos problemas, mas é por isso mesmo que nos devemos preocupar com os dos outros. Porque talvez seja a ajudarmo-nos mutuamente que os problemas começam a desaparecer.
Mas, tudo bem, sejamos egoístas. E vamos então pensar só em nós nesta temática do bullying. Não nos importamos e não fazemos nada porque “é com os outros e eles que se entendam” mas nunca paramos para pensar que todos nós já sofremosbullying em algum momento das nossas vidas. Nem que seja no baile de finalistas quando aquela rapariga disse que o vestido te ficava mal porque és gorda ou quando te chamaram burra por teres tirado negativa a matemática. Já sofreste bullyingquando os teus colegas te puseram de parte na turma por teres opiniões diferentes ou por não gostares das mesmas coisas que eles, já sofreste bullying quando gozaram com a forma como te vestias ou quando te disseram que estás tão magra que mais pareces uma caveira. Já sofreste bullying quando te disseram que com esse feitio nunca ias ter namorado. Quando te fizeram chorar horas e horas fechada no quarto. Quando te fizeram sentir como se fosses uma merda e não tivesses mais vontade de viver.
O problema das pessoas é que acham que o bullying é bater, dar pontapés, socos e fazer-te lamber as escadas da escola. Mas o bullying é apenas um nome. Um nome que carateriza tudo o que de pior vamos vivendo ao longo da vida. Aquele par de estalos que levámos da rapariga mais velha da escola só porque o nosso cabelo era mais bonito que o dela, os nomes que nos chamaram na aula de educação física porque não tínhamos jeito para jogar futebol ou os risos de gozo dos nossos colegas porque ouvimos músicas diferentes. A verdade é que o bullying nunca vai acabar enquanto não aprendermos a respeitar-nos. Talvez porque todos fazemos um bocadinho de bullying de vez em quando. Fazemos bullying quando nos rimos do vizinho do lado que vomita de bêbado ao invés de o irmos ajudar, fazemos bullyingquando dizemos que os One Direction e Justin Bieber são artistas para “pitas de 12 anos”, fazemos bullying quando chamamos mil e um nomes ao nosso professor por não nos ter dado a nota que queríamos, fazemos bullying cada vez que olhamos de cima abaixo para a nossa colega do lado e pensamos “que gorda!” ou “que feia!”. Obullying não é um problema só de “pessoas mal formadas”. O bullying está dentro de todos nós, simplesmente, há quem saiba destruí-lo e depois há quem o use para se sentir bem, maltratando os outros. Esses outros são aqueles que o guardam dentro de si e se negam a recorrer a ele. Afinal, quando alguém nos diz “és gorda”, nós podíamos simplesmente responder “e tu és esquelética” mas preferimos sofrer e chorar ao olharmo-nos ao espelho. Porque escolhemos não ser como eles. Porque acreditamos no que nos dizem ao invés de atacar de volta. Acreditamos neles porque não está na nossa natureza magoar e então preferimos ser magoados. E se todos fossemos assim? Se todos deixássemos a faceta de bully que temos dentro de nós e nos preocupássemos em ajudar aqueles que sofrem? É por isto que eu acho que não é só quem sofre de bullying que precisa de ajuda. Quem o pratica precisa tanto ou ainda mais dessa ajuda. Porque entre dois caminhos – o bom e o mau – escolheram o mau e isso precisa ser retificado. Mas nós mal nos preocupamos com quem sofre e muito menos com quem pratica o mal. Talvez devêssemos começar a olhar mais para o lado.
Uma vez, a minha professora de Filosofia disse que temos de encarar o outro como um outro “eu”. Esta frase nunca mais saiu da minha cabeça e lembro-me dela todos os dias, sem excepção. Talvez seja mesmo disso que todos precisam. De uma aula de filosofia, de aprender a ver cada ser humano como “um outro eu” que merece as mesmas oportunidades, a mesma felicidade e o mesmo direito à vida. Às vezes está tudo à distância de uma conversa. Da conversa certa. Com uma simples conversa nós conseguíamos ajudar imensa gente. Mas, infelizmente, estamos todos demasiado ocupados com a nossa vida. Tão ocupados que nos esquecemos de que o mundo é uma zona de coexistência e que só evolui se trabalharmos uns com os outros.
Publicado em Capazes.

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Jane Austen para lá do amor

quinta-feira, agosto 18, 2016 3 Comments
Jane Austen é uma escritora muito conhecida pela sua veia romântica. Muitos são aqueles que a conhecem pelo facto de as suas obras estarem ligadas à temática do amor. Mas e o resto? De que nos fala ela para além do amor? Que obras mais “escondidas” dela existem?
Jane Austen começou a manifestar o seu talento para as letras ainda na adolescência e, aos 17 anos, escreveu o seu primeiro romance, Lady Susan, uma paródia sentimental de Samuel Richardson. Mas a sua obra mais conhecida foi, sem dúvida, Pride and Prejudice (“Orgulho e Preconceito”), publicada em 1797. Jane morreu em Winchester e a verdade é que o seu poder de observação do quotidiano lhe forneceu material suficiente para dar vida aos personagens das suas obras.
“A crítica considerou-a a primeira romancista moderna da literatura portuguesa”, esta foi uma das frases que encontrei durante a minha pesquisa sobre a escritora. Como a afirmação indica, Jane era conhecida pelo seu gosto peculiar pelo romance, no entanto, existem outras obras da autora que passam ao lado da temática do amor e da amizade e que não são muito referidas.  É certo que a sua condição de solteira lhe serviu para descrever os males do amor mas o que Austen pretendia mostrar era a sua conceção do ser humano como ser social que se torna um produto das influências sociais que atuam sobre ele. Ademais, a escritora apresenta-nos alguns rasgos de incredulidade e ensina a quem lê os erros cometidos pelos homens, utilizando o humor como uma caraterística essencial.

Para além disto, Austen vê algumas obras suas mais “escondidas” do público, fruto dessa falta de conhecimento.  Uma delas é a peça de teatro Sir Charles Grandison, única peça teatral da escritora e publicada em 1980. Esta obra mantém-se no top das obras menos conhecidas de Jane, a par de Lady Susan, já que o trono pertence Pride and Prejudice, uma das obras mais conhecidas a nível mundial.



Publicado em Repórter Sombra.

domingo, 14 de agosto de 2016

Música da Semana #49

domingo, agosto 14, 2016 5 Comments

Entre as Estrelas. Diogo Piçarra. Jimmy P. Não há palavras possíveis para descrever o que sinto a ouvir esta música. Cada suspiro, cada lágrima, cada sentimento... É simplesmente fantástica. Mas, verdade seja dita, dado o talento dos artistas em questão, não se esperava outra coisa!
Tive o prazer de a ouvir ao vivo no concerto do Diogo e não consegui conter as lágrimas. Transmite uma mensagem tão intensa! Não é à toa que acredito que há sempre alguém entre as estrelas que nos vem ensinar a sorrir! 

O que acham desta música? :)

sábado, 13 de agosto de 2016

André Carneiro: «É sempre libertador tocar na rua»

sábado, agosto 13, 2016 3 Comments
André Carneiro viu o seu gosto pelo mundo da música começar a nascer quando se apercebeu da sua vontade enorme de aprender a tocar novos instrumentos.
As ruas do Porto são o seu palco constante desde 2012 mas, em 2014, decidiu mostrar a sua voz ao país inteiro no programa The Voice Portugal. Apesar do seu percurso no concurso da RTP não ter sido longo, o jovem conseguiu mostrar o seu talento e, consequentemente, ganhar mais admiradores.

Nesta entrevista, André fala-nos do seu gosto por esta área assim como do seu percurso musical até hoje. 


Como surgiu o teu gosto pelo mundo da música?
Sempre tive um grande interesse em aprender a tocar instrumentos e a usar a minha voz. Sempre dei por mim a cantar inconscientemente.

Quais as referências musicais em que te tens inspirado?
As minhas maiores influências musicais são, provavelmente, Passenger, Ed Sheeran, Damien Rice, Glen Hansard e Foy Vance: o meu Top 5.

O que te dá mais gosto tocar instrumentalmente: o piano ou a guitarra?
São dois instrumentos completamente diferentes, cada um com o seu encanto.

Ao longo de todos estes anos, o teu estilo musical tem vindo a alterar-se ou manténs sempre o mesmo registo?
O registo vai alterando. Com a experiência e com a idade vais começando a aprender coisas diferentes e a fazer coisas que nunca imaginavas.

Como surgiu a iniciativa de começares a tocar nas ruas do Porto?
Surgiu em 2012, quando percebi que era uma ótima forma de chegar às pessoas, com a minha música, de uma forma honesta.

Em que aspetos tocar na rua para um público que, muitas vezes, não te conhece é diferente de tocar em cima de um palco?
É sempre libertador tocar na rua. Não existem expetativas porque ninguém está a pagar, ao contrário de um concerto. Por vezes, basta cinco pessoas pararem e, de repente, tens uma multidão. É interessante conquistar as pessoas mesmo com temas originais.


O The Voice tornou-te um André mais experiente?
Experiente e cauteloso. Esse tipo de programas destroem a auto-estima das pessoas porque realmente é tudo um mero negócio e um concorrente é apenas um produto.

O que é que o programa acrescentou à tua vida não só enquanto artista mas também a nível pessoal?
Como referi anteriormente, este programa ajudou-me a entender o que realmente importa e a maneira certa de trabalhar, pelo menos para mim, e também entendi como realmente funciona a televisão.

Após a tua eliminação no concurso televisivo, o que é que mudou relativamente à forma como és visto pelo público?
Não mudou muito. Sou uma pessoa normal e quero continuar a ser. Apenas quero continuar a fazer música e a tentar transmitir uma mensagem.

Para terminar, o que podemos esperar de ti no futuro e onde te podemos encontrar?
Este ano concluí o meu primeiro álbum. Para o ano de 2017 vou lançar o segundo álbum.
Também estou a tentar alargar o que faço na rua para outros países na Europa e outras cidades em Portugal. Podem encontrar tudo no meu facebook e outras redes socais.






sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Cada chama apagada é uma prova de coragem

sexta-feira, agosto 12, 2016 2 Comments
Nestes últimos dias, os incêndios têm sido o foco de tudo e, sinceramente, é um tema que me deixa sempre sem palavras.
Em primeiro lugar, não consigo conceber que alguém perca tempo a fazer mal aos outros desta maneira. Para além de se perderem casas, patrimónios com um valor sentimental incrível e aquilo por que se lutou uma vida inteira, perdem-se vidas. Vidas humanas. Como é que alguém no seu perfeito juízo não põe esta hipótese? Talvez porque não esteja no seu perfeito juízo. Estas atitudes fazem-me pensar na maldade humana. Eu acredito que há seres humanos completamente maus. Aliás, eu acredito que cada um de nós tem uma gota de maldade em si. Mas uns escolhem usá-la, outros preferem escondê-la e esquecer que ela existe. Quem faz isto escolhe, claramente, a maldade. Mas é curioso que nunca ninguém se pergunta o porquê. Sim, também sou daquelas pessoas que pensa de imediato "era pegar em quem fez isto e atirá-lo lá para o meio" mas depois pergunto-me o que terá levado um ser humano a fazer tal coisa. E depois percebo que o ser humano é completamente egoísta. Faz umas boas ações aqui. Ajuda outros ali. Mas pouco ou nada se importa com o que vai na cabeça de cada um. Afinal, se muitas vezes ignoramos os sinais daqueles que nos são próximos porque raio vamos atender aos sinais dos desconhecidos? Errado. Defendo que uma pessoa que tem atitudes deste cariz, já mostrou anteriormente que é capaz de coisas ruins. E, provavelmente, ninguém notou. Ninguém foi a tempo de impedir. Porque, possivelmente, ninguém quis perder tempo a perceber a cabeça daquela pessoa. Portanto, a culpa é do indivíduo e de todos aqueles que notaram comportamentos incomuns nele e nada fizeram. 
Em segundo lugar, acho ótimo que estejam, finalmente, a valorizar o trabalho dos bombeiros. Mas porquê só agora? É incrível e inadmissível que tenha de acontecer uma catástrofe destas para nos lembrarmos -e falo por mim também porque também falho- que existem por aí verdadeiros heróis que salvam vidas a troco de nada. Aliás, muitas vezes a troco da própria vida. Mas só nos lembramos disso uma vez por ano e, na maior parte das vezes, nem isso. Somos capazes de passar por eles na rua e ignorar que são bombeiros porque os vemos como pessoas normais que estão a trabalhar, como todos nós. Mas não são. Não há profissões mais nobres que outras. Mas há pessoas mais nobres e mais corajosas que outras, isso sim. E eles são isso tudo. Os corajosos que salvam vidas e não têm o devido valor reconhecido. Os heróis que perdem esse estatuto em prol do Super Homem ou do Batman. Os honrosos que ouvem tantas vezes "os médicos salvam vidas" quando, na realidade, eles também o fazem mas de outra forma. 
Por último, não consigo deixar de pensar na injustiça que cada um de nós pratica com o outro. Olhamos para julgar esta e aquela atitude. Mas não olhamos quando se trata de elogiar. Agradecemos a tudo. A Deus, ao amigo que esteve ao nosso lado, à família, ao padre, ao tio, a tudo e mais alguma coisa, mas esquecemo-nos de agradecer àqueles que enfrentaram as dificuldades de frente. Felizmente, nunca passei por uma situação tão grave e arrasadora como tanta gente está a passar neste momento, mas não é por isso que deixo de a sentir. Não é por isso que deixo de ter orgulho em ver que existem pessoas que arriscam a sua vida sem esperar um "obrigado" em troca. E penso que é aí que está a grande falha: não sentirmos as dores dos outros só porque estamos bem connosco. É aí que está o cerne da maldade humana. 

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Diogo Piçarra na Expofacic

quarta-feira, agosto 10, 2016 1 Comments
Sim, eu fui uma das sortudas que teve o prazer de assistir ao concerto do Diogo Piçarra na Expofacic. Sim, eu vibrei do início ao fim e, sim, o Diogo é ainda melhor ao vivo.
Não me consigo alongar muito neste post porque quando se trata de falar do Diogo as palavras falham-me. Só vos posso dizer que se gostam do Diogo e nunca assistiram a um concerto dele, façam-no. Façam-no porque é só a melhor coisa do mundo. É quase uma terapia. Entrei lá com um peso enorme em cima dos ombros, com dores incuráveis (achava eu) e com uma vontade enorme de ser feliz. E a verdade é que saí de lá completamente recuperada e pronta para enfrentar tudo o que me pusessem à frente. Lembro-me que quando o concerto terminou, a primeira frase que me passou pela cabeça foi "quero mais". Porque é tão bom que nem 4h chegavam sequer! 
Desta noite, guardo as melhores memórias, os melhores momentos e as minhas lágrimas de felicidade. Desta noite, guardo o sorriso do Diogo e as palavras sempre tão sinceras que ele dirigiu ao seu público. Desta noite, guardo o melhor concerto que já vi e a vontade enorme de poder abraçar o Diogo um dia qualquer. E dia 21 lá estarei, novamente. Porque pelo Diogo vale a pena o esforço de uma viagem longa. Vale a pena tudo. Sempre.


segunda-feira, 8 de agosto de 2016

domingo, 7 de agosto de 2016

sábado, 6 de agosto de 2016

Cuca Roseta: «O Fado é mais amado e valorizado lá fora do que dentro do nosso próprio país.»

sábado, agosto 06, 2016 2 Comments
Cuca Roseta é uma das vozes mais conhecidas do Fado da atualidade. O seu primeiro disco foi produzido por um dos mais aclamados produtores do mundo –Gustavo Santaolalla, o que lhe garantiu uma entrada neste mundo estrondosa.
No seu segundo disco, Cuca optou por algo diferente mostrando o seu lado de compositora. Desta forma, escreve a maior parte das músicas de “Raíz”, um segundo disco bastante bem recebido pelo público. Mais tarde, edita “Riû” que afirma ser “um lado positivo do Fado”. Com este disco, Cuca fez imensos concertos não só em Portugal, mas no mundo.

Nesta entrevista, Cuca Roseta fala-nos do seu percurso musical assim como do que espera no futuro.


“Acho que nasci para isto”. Quando é que se apercebeu que, de facto, nasceu para a música?
Desde pequena que toda a minha família era extremamente musical. Todos cantávamos muito bem em minha casa, fazíamos teatros e o meu avô tocava piano. Sabia que todos lá em casa tínhamos nascido para a música, mas nunca pensei que ela passasse de hobbie a trabalho e vida.

Porquê o Fado?
Porque o Fado é a musica mais especial que existe, mais única, a voz de um país e de uma cultura, declamação de poesia mais que mostrar a voz. Porque o fado é profundo, nostálgico, romântico, intenso e sensível, como eu sou também.

Porque é que o Fado “não deixa mentir”?
O Fado é a verdade, a nossa verdade sobre aquilo que vivemos e sentimos, uma descrição de uma vida pelo lado sentimental. O reviver das emoções que mais marcaram a nossa vida, o partilhar de uma historia profunda.

Sente saudades dos Toranja?
Nenhumas. Os Toranja tiveram uma importância grande na minha vida aos 18 anos. Introduziram-me no mundo da música, mostraram-me o caminho, mas a minha paixão era, é e sempre será, o Fado.


Como nasceu o disco “Cuca Roseta”?
Nasceu a convite de um dos maiores produtores do mundo, Gustavo Santaolalla, muitíssimo galardoado e entusiasmado para gravar comigo, não sei bem como. Mas foi ele que me fez acreditar que o fado podia passar a ser uma dedicação de vida e não apenas um escape ou uma paixão.

“Raíz” permitiu-lhe mostrar a sua veia de compositora e letrista. Em que se inspirou para construir este álbum?
Na minha vida. Achei que os poemas e as músicas que cantava e contava não eram a minha verdade total. Em busca da minha verdade total, de me cantar na minha pele, comecei a escrever e a compor aquilo que sentia. E isso é o Fado: encontra-nos a nós mesmos.

Durante o Campeonato do Mundo teve a oportunidade de atuar, pela primeira vez, no Brasil. Que importância isto teve na sua vida enquanto artista?
Já atuei em muitos sítios no mundo que me marcaram profundamente. Manaus foi um dos lugares que me marcou, associado à euforia portuguesa e à valorização da cultura por causa dos jogos. Mas Goa, Al-Jadida, New York, Georgia, Lisboa e Cracóvia, foram concertos que me marcaram ainda mais.

O que nos pode dizer acerca do disco “Riû”?
Um lado positivo do Fado, intenso mas com esperança. Sofrer sempre, pois não há como evitar. Mas podemos escolher seguir em frente e agradecer ainda assim a vida, ou queixarmo-nos e agarrarmo-nos ao lado negativo. Eu sou uma mulher intensa, melancólica, mas positiva e Riu é o meu Fado. 

O que sente ao poder levar o seu Fado, aliás, o nosso Fado ao estrangeiro?
É uma benção ser embaixadora de Portugal no mundo, pois sou uma patriota, uma apaixonada pela nossa cultura, pelo nosso país. E ver como o Fado toca as pessoas que não entendem a nossa língua é arrepiante. O Fado é mais amado e valorizado lá fora do que dentro do nosso próprio país. É mágico. 

Para terminar, o que podemos esperar da Cuca no futuro?
O que Deus quiser. Agarro as oportunidades que Deus me dá, tento dar o meu melhor, ser um bom instrumento do seu amor e da sua paz através da Arte e da música. Que eu possa continuar a cantar por muitos anos.


Terminada esta entrevista resta-me agradecer à Cuca por toda a sua disponibilidade e, acima de tudo, por toda a simpatia demonstrada.



terça-feira, 2 de agosto de 2016

«Porque mereço não pelo sucesso»

terça-feira, agosto 02, 2016 3 Comments
«Porque mereço não pelo sucesso». Penso tanto nesta frase sempre que tento explicar a alguém o porquê desta minha paixão pelo trabalho do Diogo. 
A verdade é que acredito que há coisas que não nasceram para ser explicadas, nem mesmo pela ciência. E aquelas que nasceram da arte. do talento e do que quer que seja que lhe queiram chamar, é uma dessas coisas. A devoção que sentes por um artista é algo inexplicável. Boa música, há muita. Boas vozes, há muitas. Mas alguém que esteja sempre no "topo da tua tabela" perante os milhares de artistas que existem no planeta, é uma proeza. E quando te pedem um porquê é difícil dares uma razão porque a boa voz, a boa música e a boa onda, todos os outros que ouves também as têm. Mas a verdade é que há sempre aquele artista que te marca de uma maneira especial e, a mim pessoalmente, esse artista sempre foi o Diogo Piçarra. Não me perguntem porquê porque, como já referi, há coisas que não se explicam, há pessoas que nos tocam de uma maneira especial e o Diogo consegue chegar ao fundo do teu coração. Acho que não houve uma única vez em que ouvisse qualquer música dele e as lágrimas não me quisessem cair dos olhos porque é impossível não sentir cada palavra, cada som. É como se os teus sentimentos todos estivessem em cada música que ele traz e quando o ouves cantá-la te confrontasses com eles e percebesses que não há melhor coisa no mundo do que sentir. Sentir, acho que é por isso que ele é o meu artista favorito. Porque me faz sentir em cada palavra. Porque me faz perceber o verdadeiro propósito da música: sentir. Sentires a mensagem. Sentires com todas as tuas emoções. Acho que é também por isso que não consigo ouvir ninguém cantar músicas do Diogo para além do próprio Diogo. Porque sentem-se de tal forma que mais ninguém consegue passar a mensagem que ele passa e, portanto, mais ninguém as canta como ele. E isso faz-me confusão. Faz-me confusão ouvir uma música do Diogo cantada por outro alguém porque o sentimento não está lá. Pelo menos não está lá o sentimento que ele tão bem coloca. E isso não me acontece com mais ninguém. Adoro covers e oiço covers de praticamente todas as minhas músicas favoritas mas não sou capaz de gostar de um cover de uma música qualquer do Diogo Piçarra porque não é ele que a está a cantar e, por isso, perde todo o brilho e sentimento. É como se ele as cantasse a 100% e todos os outros a 50%: Mesmo que até estejam a dar tudo e cantem bem, não é a mesma coisa. Penso que é isso que me faz gostar mais do Diogo do que de qualquer outro artista. Porque ele me faz sentir exatamente aquilo que a música deve fazer sentir. Porque ele se entrega a cem por cento àquilo que faz. Porque ele deposita todo o amor necessário em palco. Porque ele não precisa de ser loiro, de olhos verdes, usar jeans apertadas e cantar para um público adolescente para que o admirem. Nada nele é falso ou forçado, é tudo tão verdadeiro que chega a ser um orgulho para Portugal porque nem fora do país existe um artista assim. Tragam todos os artistas estrangeiros que quiserem que eu vou sempre escolher ouvir o Diogo. Porque num mundo onde o que vende são músicas "que estão na moda" e que não passam sentimento nenhum, o Diogo consegue produzir música que te passa todas as mensagens e mais algumas. E, acima de tudo, faz música que te acompanha todos os dias, em todos os momentos e fases. E não é isso que nós procuramos na música? Um refúgio? E foi por tudo isto que escolhi a frase que abre este texto. Porque eu -e tantas outras pessoas- não admiro o Diogo pelo sucesso. Admiro-o porque merece e merece-o como nenhum outro artista português merece de mim. Porque o mundo para quando o Diogo canta e tudo o que eu estou a fazer deixa de ter importância quando se trata de o ouvir.
Para minha infelicidade (até agora), nunca tive o prazer de ouvir o Diogo ao vivo. Vou vê-lo pela primeira vez no próximo dia 4 de Agosto na Expo e, para que conste, já levo o pacote de lenços de papel preparado e a garganta bem afinada. Porque nesse dia, um dos meus maiores sonhos vai realizar-se e eu não caibo em mim de feliz. Depois? Depois é só esperar pelo dia em que poderei dar-lhe um abraço e agradecer-lhe por orgulhar tanto o nosso país e por salvar-me sempre naqueles dias em que a tua vida está tão má que só te apetece desistir. Todos temos desses dias, a diferença é que nos meus o Diogo está sempre lá através da música. E esse dia vai chegar. Afinal, os meus pais sempre me ensinaram a não desistir dos meus sonhos.


Novo single a solo da Tove Lo

terça-feira, agosto 02, 2016 6 Comments
Tove Lo vai lançar, no próximo dia 4 de agosto, um novo single a que deu o nome "Cool Girl". O videoclip do single vai estar disponível no dia 17 de agosto, sendo que todas as informações necessárias foram disponibilizadas na sua página oficial.
A artista sueca já tinha participado anteriormente em vários singles, nomeadamente "Close", com Nick Jonas, "Desire", com os Years & Years e "We Could Be Heroes", com o Alesso. 

Até logo, Diamond!

Obrigada pela visita!
Volta Sempre :)