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sábado, 9 de dezembro de 2017

Opinião: «À Primeira Vista»

sábado, dezembro 09, 2017 5 Comments
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"SINOPSE
Havia três coisas que Jeremy Marsh jurara nunca fazer: abandonar Nova Iorque, ceder à paixão, e, acima de tudo, ser pai.
Ironicamente, Jeremy vive agora na pacata cidade de Boone Creek, está perdidamente apaixonado por Lexie e aguarda com ansiedade o nascimento da filha de ambos. E nunca pensou ser tão feliz. Mas este estado de graça parece ter os dias contados. À medida que tenta integrar-se, o nova-iorquino apercebe-se de quão doloroso é abdicar dos seus hábitos urbanos. Talvez essa seja a razão por detrás do bloqueio criativo que o atormenta. Mas não é certamente a única razão ou, até, a mais importante… Embora tente ignorar as misteriosas mensagens que tem recebido e que questionam a integridade e lealdade de Lexie, Jeremy não consegue evitar relembrar o passado que tudo fez para esquecer."

Terminei de o ler há, sensivelmente, um mês. No entanto, só agora consegui arranjar um tempinho para vir partilhar esta experiência literária no blog. 
Como vocês tão bem sabem, o Nicholas Sparks é dos meus escritores favoritos (não fosse eu toda dada ao sentimentalismo), sendo que um dos meus objetivos de vida é, sem dúvida, ler todos os livros dele. Já vos trouxe aqui algumas resenhas e, desta vez, não podia ser diferente. No meio da livraria e numa secção repleta de livros do Sparks, escolhi este aleatoriamente. Não havendo um motivo específico para a escolha, guiei-me pelo meu instinto. E não me desiludi, como sempre. 
Em primeiro lugar, para quem não gosta de livros muito grandes, este é uma ótima escolha porque não é muito difícil de ler. Infelizmente, demorei mais do que pretendia porque tive de abdicar das leituras em prol de trabalhos para a faculdade e afins e acabei por me desleixar um pouco. No entanto, admito que é um livro de leitura bastante fácil e rápida, porque a escrita é bastante simples. As descrições a que o Nicholas tão bem nos habituou continuam lá mas, neste livro, de forma muito mais subtil. Aqui, a preocupação maior é descrever ao máximo a forma como o amor atua em nós como uma flecha, sem que consigamos controlar a forma como nos invade e a intensidade com que o faz. Jeremy e Lexie são personagens muito bem pensadas e o romance que vivem leva-nos a pensar que o que Nicholas quer, nesta leitura, é que percebamos esse amor. Mas, nas últimas duas ou três páginas do livro, percebemos que o objetivo não é bem esse. É quase como se andássemos o livro todo enganados acerca do amor de que Sparks nos fala. Jeremy e Lexie, pensamos. Mas percebemos que o amor mais intenso não é o de Jeremy por Lexie. É o de Jeremy para com outro ser. E isso é revelado assim que Sparks decide um futuro para Lexie completamente diferente daquele que estávamos à espera. E essa decisão é a prova de que o amor de Lexie foi importante, sim, mas para nos fazer chegar à conclusão final daquela história. Um amor usado para chegar a outro. E é isso que emociona neste livro: o final. O final que nos deixa de lágrima no olho. E o caminho que percorremos até lá chegar que, a certa altura, nos tira o fôlego tal é a ansiedade.
Por isso, se gostam de mistério, suspense, romance e drama, este livro é mais do que indicado porque contém tudo isso. É uma mistura de géneros incrível e capaz de provocar em nós as mais diversas sensações. Afinal de contas, onde está a magia de uma leitura se não nos sentimentos que nos provoca?

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Jane Austen para lá do amor

quinta-feira, agosto 18, 2016 3 Comments
Jane Austen é uma escritora muito conhecida pela sua veia romântica. Muitos são aqueles que a conhecem pelo facto de as suas obras estarem ligadas à temática do amor. Mas e o resto? De que nos fala ela para além do amor? Que obras mais “escondidas” dela existem?
Jane Austen começou a manifestar o seu talento para as letras ainda na adolescência e, aos 17 anos, escreveu o seu primeiro romance, Lady Susan, uma paródia sentimental de Samuel Richardson. Mas a sua obra mais conhecida foi, sem dúvida, Pride and Prejudice (“Orgulho e Preconceito”), publicada em 1797. Jane morreu em Winchester e a verdade é que o seu poder de observação do quotidiano lhe forneceu material suficiente para dar vida aos personagens das suas obras.
“A crítica considerou-a a primeira romancista moderna da literatura portuguesa”, esta foi uma das frases que encontrei durante a minha pesquisa sobre a escritora. Como a afirmação indica, Jane era conhecida pelo seu gosto peculiar pelo romance, no entanto, existem outras obras da autora que passam ao lado da temática do amor e da amizade e que não são muito referidas.  É certo que a sua condição de solteira lhe serviu para descrever os males do amor mas o que Austen pretendia mostrar era a sua conceção do ser humano como ser social que se torna um produto das influências sociais que atuam sobre ele. Ademais, a escritora apresenta-nos alguns rasgos de incredulidade e ensina a quem lê os erros cometidos pelos homens, utilizando o humor como uma caraterística essencial.

Para além disto, Austen vê algumas obras suas mais “escondidas” do público, fruto dessa falta de conhecimento.  Uma delas é a peça de teatro Sir Charles Grandison, única peça teatral da escritora e publicada em 1980. Esta obra mantém-se no top das obras menos conhecidas de Jane, a par de Lady Susan, já que o trono pertence Pride and Prejudice, uma das obras mais conhecidas a nível mundial.



Publicado em Repórter Sombra.

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

«Diz-me o que lês, dir-te-ei quem és»

sexta-feira, outubro 23, 2015 9 Comments
Já se encontra publicado o meu novo artigo quinzenal para o Repórter Sombra e, como sempre, vim mostrar-vos. Desta vez falo-vos um pouco sobre o poder que a leitura tem em nós!

«Leitura. É isso que estás a fazer ao olhar para este artigo: a ler. Há diversos tipos de leitura, aliás, às vezes há quem leia sem estar, de facto, a ler.
Na minha opinião a leitura tem um efeito super importante não só na nossa educação como também no nosso desenvolvimento intelectual. A verdade é que, quanto mais lemos, mais exercitamos e estimulamos o nosso cérebro, o que acaba por ser determinante para a nossa formação intelectual. Eu acredito que a leitura nos molda e ajuda a definir um bocadinho mais a nossa personalidade. Se nós somos influenciados pela sociedade em que estamos inseridos, também somos, certamente, influenciados por aquilo que lemos. Não é à toa que as pessoas mais informadas são as que mais lêem, as que mais pesquisas fazem e as que mais abdicam de “caprichos” em prol de uma tarde de leitura. Ler também pode ser divertido, aliás, ler é uma mistura de aprender com entreter.
Se ler nos faz mais felizes? Certamente que sim. Talvez, porque nos transporta para outro mundo. Um mundo que nos impede de recordarmos os males da nossa vida e o que mais nos preocupa, porque estamos com a cabeça ocupada e focados naquilo que estamos a imaginar, através da leitura. Imagens. Uma das coisas boas que a leitura nos traz. É impossível lermos alguma coisa sem que o nosso cérebro nos envie imagens do que estaria a acontecer, se, ao invés de estarmos a ler, estivéssemos a viver a história. Isso é a prova de que é impossível não mergulharmos a fundo nas páginas de um livro, ou num simples texto composto por várias palavras. Ela toma conta de nós. Ela domina-nos por inteiro. Uma vez que comeces a ler algo que te cative não consegues parar. É automático e inevitável começares a pensar no que virá a seguir, quereres saltar parágrafos, porque a curiosidade é demasiada e, por vezes, não dá para não te imaginares a viver a história que aquele livro conta.

Ler é uma dádiva. Nem todos tiveram a oportunidade de fazê-lo, porque não tiveram a educação e o ensino que hoje temos. Por este motivo e mais alguns, devemos aproveitar por aqueles que não o conseguiram fazer. Disfrutar ao máximo do prazer que uma leitura nos traz. Sentir o cheiro do papel e viver cada palavra que nos entra pelos olhos. Ler faz-nos sonhar. Por momentos somos alguém que nunca fomos e vivemos coisas que, na vida real, nunca pudemos viver. Sempre que lemos podemos ser alguém diferente, ter outra personalidade e experimentar outra profissão. Quando o fazemos, somos livres para sonhar e ser aquilo que nós quisermos. Já imaginaste como seria se fosses a personagem principal do teu livro favorito?»

Podem ver o artigo aqui. 

Até logo, Diamond!

Obrigada pela visita!
Volta Sempre :)