Mostrar mensagens com a etiqueta Textos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Textos. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 29 de abril de 2020

Não nascemos para ser de todos. Nascemos para ser de alguns

quarta-feira, abril 29, 2020 4 Comments



Somos todos diferentes. Todos temos as nossas cores, tamanhos e feitios. Temos coisas que adoramos e outras que não suportamos. Todos somos únicos e é esse o encanto que cada um de nós tem dentro de si: não haver mais ninguém igual.

É quando nos apercebemos desta realidade que deixamos de nos importar com quem gosta ou não gosta de nós. Nós somos assim, ponto. E por todos sermos diferentes, vão sempre existir pessoas que não gostam de nós. Ou porque não usamos o estilo de roupa com que elas se identificam ou porque temos características na nossa personalidade que não vão ao encontro do que essas pessoas procuram. Faz parte. E ainda bem que assim é.

O que não faz sentido, - e grande parte das vezes fazemos -, é continuarmos a insistir em darmo-nos a pessoas que não gostamos. Pediram-me que refletisse sobre isso. Sobre o porquê de nos darmos com pessoas com as quais não nos identificamos. Depois de muito puxar pela minha cabecinha, cheguei à conclusão de que todos temos as nossas razões. Podemos não simpatizar com uma pessoa e darmo-nos com ela simplesmente porque ela é importante para alguém que amamos. 

Noutros casos, podemos apenas ter uma personalidade que não nos deixa soltar daqueles que não queremos ter perto.
No entanto, creio que há um denominador comum relativamente a este assunto: nós não encaramos como normal o facto de não gostarmos todos uns dos outros. Como se não gostar de alguém fosse uma coisa completamente horrível quando não é. Faz tão parte da vida como o céu ser azul e existirem estrelas.

No fundo, nós somos pequenas peças e toda a gente sabe que as peças não se encaixam em qualquer sítio. Cada peça tem um lugar que lhe pertence. Assim, quando perdemos tempo a querer pertencer a todo o lado, podemos perder a hipótese de estar junto daqueles onde, realmente, pertencemos. É uma questão de aceitação. Não nascemos para ser de todos. Nascemos para ser de alguns.

Publicado em: Repórter Sombra.

quinta-feira, 23 de abril de 2020

O caminho que nos leva ao destino

quinta-feira, abril 23, 2020 1 Comments



Lutar. Desde cedo, somos ensinados a ter força. Ensinam-nos a levantar depois de darmos uma queda, a caminhar para alcançarmos o destino que pretendemos e a aprender para termos capacidades intelectuais para conhecermos e, acima de tudo, conhecermo-nos. No fundo, crescemos com a noção de que o futuro e o que ambicionamos depende apenas de nós e da nossa força interior.

O que, muitas vezes, não nos dizem é que nem sempre é fácil. Não é tão fácil como aprender a caminhar, a escrever, a ler ou a decorar a nossa morada completa. Lutar por aquilo que nos faz feliz é, provavelmente, das coisas mais difíceis da vida. É daquelas coisas que ninguém nos ensina. Aprendemos com as vivências, com os erros e, sobretudo, com o passado. E no meio deste “cai e levanta”, ficamos cansados. Mais cansados do que se tivessemos corrido uma maratona. Não se resume apenas a um cansaço físico. É uma exaustão mental que, automaticamente, nos leva a duvidar de nós mesmos. “Será que?”.

A dúvida é pior que o negativo. Martiriza. Corrói. Leva-nos, frequentemente, a desistir por não sabermos lidar com a incerteza. Este é um ciclo que nos persegue a vida toda. Quando começamos uma nova etapa, quando aprendemos coisas novas, quando descobrimos que queremos isto e não aquilo... É uma constante procura por algo que nunca chega e que aparenta nunca querer chegar. Até ao dia em que deixamos de nos importar. Desistimos porque desistir também é ter coragem. É ter a força de abandonar o que nos está a deixar para trás quando deveria fazermos caminhar em frente.

O que fica quando deixamos de nos preocupar com o que, anteriormente, costumava ser o nosso objetivo para acordarmos todas as manhãs? Há quem diga que ficam dúvidas, receios, frustrações... Eu acredito que ficam as certezas. As certezas de que quem não desiste algumas vezes, nunca vai encontrar o seu caminho. Alcançar o futuro que ambicionamos é como viajar numa estrada: temos de nos perder algumas vezes até que, finalmente, encontramos o melhor caminho para chegarmos ao nosso destino.

Publicado em Repórter Sombra.

terça-feira, 5 de março de 2019

Como aprender inglês rápido

terça-feira, março 05, 2019 5 Comments

D.R.

Aprender inglês nunca foi tão importante, disso não há dúvidas. Seja no trabalho ou na nossa vida pessoal, saber falar bem inglês pode salvar-nos em imensas situações. Mas para quem não prestou muita atenção às aulas de inglês no secundário (ou não tem jeito para línguas), navegar neste mundo cheio de mensagens em “estrangeiro” não é assim tão simples. Então, como é que podemos finalmente aprender inglês rápido?
A Cristina Ferreira lançou um livro intitulado Falar “(Inglês) é Fácil” que se vê em todas as livrarias e até nas estações dos correios. A apresentadora disse que este é “o” manual para aprender inglês sem receios e começar a falar rápido. Mas na verdade o segredo da Cristina é ter trabalhado com um professor privado durante vários meses antes de escrever o livro.
Essa, acho eu, é a chave para aprender qualquer língua: praticar, praticar, praticar. Não conheço ninguém que tenha ido viver para fora e não tenha voltado a falar línguas muito melhor do que quando foi. E porquê? Por causa do treino diário, de se obrigarem a falar noutras línguas porque ninguém entende Português.
Falar sem vergonha é a peça-chave. Mas não chega, é preciso alguém que nos possa corrigir para não perpetuar os erros - e é aí que entra o professor/ tutor. Felizmente, é cada vez mais fácil encontrar professores de línguas disponíveis para dar explicações particulares em casa. Além das aulas online, que são sempre uma opção, podem procurar explicadores de Inglês em Lisboa e explicadores de Inglês no Porto aqui.
Depois, não se esqueçam é de usar a língua mesmo fora das aulas! Vejam filmes e séries com legendas em inglês (mais fácil, enquanto não se habituam a ouvir) e, se conseguirem, mesmo sem legendas! Tentem ler artigos em inglês na net, ouvir música, treinar com turistas… A partir do momento em que o inglês fizer parte do vosso dia a dia, a batalha está ganha! 




sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

O dia em que a amizade deixa de ser prioridade

sexta-feira, fevereiro 15, 2019 2 Comments


Já perdi a conta ao número de vezes que ouvi a frase “andas desaparecida”. Já todos a ouvimos. Já todos a dissemos também. E, com o tempo, foi-se tornando numa das frases que mais me custa ouvir.
Eu não ando desaparecida. Vivo no mesmo sítio há 5 anos, tenho o mesmo número de telemóvel desde os 12 anos, tenho redes sociais e vou a casa dos meus pais todos os fins de semana. Portanto, não é muito difícil encontrar-me. O que é difícil é ver na amizade uma prioridade. Para os outros, só “desaparecemos” porque deixamos de ser uma prioridade. Uma das coisas que os meus pais me diziam quando eu era pequena é que, com o passar do tempo, o meu número de amigos ia diminuir. E isso só tendia a piorar até ficarem só um ou dois. Conforme fui crescendo fui percebendo que eles tinham razão. A lista foi ficando mais curtinha, mas sempre melhor. Porque só fica quem tem de ficar. A forma como nos vamos afastando daqueles que, hoje, estão perto é sempre a mesma: a amizade está lá mas, lentamente, vamos ficando no final da lista. Há outras prioridades que vêm antes de nós. O emprego, o descanso, as relações,... E depois ouvimos a célebre frase “não tenho tempo para nada”. Mas há sempre tempo quando se quer ter tempo. Com o passar dos anos, deixei de procurar quem dizia “não ter tempo”. Meti na cabeça que essas pessoas sabiam onde me encontrar e que, “quando tivessem tempo”, o podiam fazer. Claro que não o fizeram. Porque o tempo é só uma desculpa. Uma desculpa para não estar. Na vida, sigo a máxima “fazer o longe ficar perto”. Isso exige tempo. Tempo para ligar. Tempo para perguntar “estás bem?”. Tempo para ouvir. Tempo para conversar. E esse tempo existe sempre. Porque um amigo é sempre uma prioridade. E nós temos sempre tempo para as nossas prioridades. 
Lembro-me que, quando era pequena e dizia à minha avó “tenho saudades desta pessoa”, ela respondia sempre “sabes onde ela mora, não sabes? Então não tens desculpa para teres saudades”. E é isso mesmo: não há desculpas. 

Publicado em Repórter Sombra

quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

Quando foi a última vez que conversaste com alguém?

quinta-feira, dezembro 20, 2018 5 Comments
Vais na rua. Cruzas-te com o João. Era teu colega no secundário e falavam durante horas a fio. Dizes “olá, tudo bem?”, mas nem esperas pela resposta. Segues caminho porque sabes que já ninguém responde ao “tudo bem?”. Ficamos só pelo “olá”.

Conversar parece já ter ficado fora de moda. Hoje em dia, falamos. Falamos como se falar fosse o suficiente. Mas não é. Falar é sinónimo de verbalizar. Deixar sair palavras da boca. Palavras que podem transformar-se em histórias que o outro não vai ouvir. “Papá, hoje fiz um desenho novo na escola”. “Boa, filho”. Sem diálogo. Damos “parabéns”, dizemos “obrigado”, “bom dia” e “até amanhã”. Perguntamos como correu o dia (de vez em quando) mas, metade das vezes, nem ouvimos a resposta porque estamos a pensar no que vamos fazer a seguir. No fundo, esquecemo-nos do outro. Porque já não sabemos o que é conversar. Esse conversar que é mais do que perguntar se está tudo bem ou como correu o dia.
Para muitos de nós, esta distinção já nem sequer existe. Acreditamos que o “estive a falar com a Andreia” significa que estivemos lá de corpo e alma. Mas não. Não é a mesma coisa. Conversar implica um friozinho na barriga. Aquele friozinho que te dá prazer por sentires que alguém te está a prestar atenção. Que ouve cada sílaba tua. Que pergunta. Que partilha as suas histórias contigo. Partilha. É esse o verdadeiro sentido da palavra “conversar”. Partilhar histórias, segredos e ambições. Sair do cinema e debater o cinema que viram juntos. Estar no teatro e dar as mãos naquela cena arrepiante ou ir às compras e não conseguir escolher nada porque se perderam a partilhar a história daquele arroz que ficou colado na panela na noite anterior. Isto é conversar.
E, se tiveres preguiça de ler este texto até ao fim –afinal, nunca temos tempo para nada- eu resumo-te o que significa conversar, numa frase. É encontrares o João na rua, parares, dizeres “olá, tudo bem?” e esperares pela resposta. O resto proporciona-se. É assim que a conversa surge. Não a percas.


Publicado em: Repórter Sombra.


Até logo, Diamond!

Obrigada pela visita!
Volta Sempre :)