sexta-feira, 24 de abril de 2020

Serviços de streaming para descobrir nesta quarentena

sexta-feira, abril 24, 2020 2 Comments

Com serviços de streaming internacionais que oferecem acesso aos programas de TV favoritos do teu país de origem em todo o mundo, morar no exterior nunca foi tão fácil.

Às vezes, criar uma vida boa para ti, mesmo no exterior, resume-se às pequenas coisas: sentires-te confiante ao conduzir em novas estradas, aprender um pouco da língua ou encontrar as tuas comidas favoritas em casa. Porém, quando moras noutro país, ver TV em casa pode ser uma das coisas mais reconfortantes de todas.

Mas não importa se estás à procura de séries americanas extravagantes, dramas franceses ou programas espirituais indianos, agora podes levar contigo os teus programas de televisão e filmes favoritos de casa. Com a expansão de serviços internacionais de streaming, computação em nuvem e programas sob demanda, podes ter tudo: a TV do teu país de origem reproduzível no país adotado através de uma VPN.


Serviços de streaming internacionais em inglês dos EUA
Por enquanto, muitos serviços de streaming baseados nos EUA permanecem disponíveis apenas nos Estados Unidos, incluindo Hulu, DirecTV, YouTube TV e Philo. A falta de novas plataformas de streaming além da Netflix e HBO continua a ser um ponto fraco nos streamings oferecidos para o mercado, mas não te preocupes! Ainda existem muito boas opções para aproveitares da TV americana.

O Disney + é a mais recente adição ao mercado internacional de streaming e possui uma série de filmes e programas de TV do catálogo posterior da Disney, incluindo The Simpsons e Star Wars. Atualmente, a disponibilidade global está limitada a alguns países, embora isso esteja a aumentar rapidamente.

A Netflix estabeleceu-se como uma das empresas mais importantes do streaming de vídeo. Com uma taxa de associação mensal, tens acesso ilimitado à biblioteca de filmes e programas de TV. Está disponível em mais de 190 países em todo o mundo, embora a seleção varie com base na tua localização.

O Amazon Prime Video é um serviço baseado em associação disponível em mais de 200 países e territórios. Podes assistir enquanto viajas, embora as opções de filmes e programas possam mudar com base na tua localização. A maioria dos programas é em inglês, embora haja legendas noutros idiomas.

Quanto à HBO, ela está disponível diretamente na Espanha e nos países nórdicos (Dinamarca, Finlândia, Noruega e Suécia) com uma seleção de séries e filmes com influência européia. O conteúdo da HBO é, no entanto, oferecido na Holanda através da empresa de cabo holandesa Ziggo. No Brasil, o serviço tem poucos títulos à disposição.


Serviços de streaming internacional em inglês do Reino Unido
Se não és muito exigente quanto à qualidade da imagem e do som, podes ver TV ao vivo do Reino Unido, em qualquer lugar no mundo, no teu navegador, com a FilmOn TV. Isto dá-te acesso a 26 canais livres de transmissão no ar. Esses canais incluem BBC One, BBC Two, BBC News, CBBC, ITV1, Channel 4, E4 e Channel 5.

A WatchBritishTV preenche as lacunas da FilmOn TV com transmissões ao vivo dos principais canais, incluindo Film4 e Dave. Eles também transmitem canais sob demanda de programas cerca de seis horas após a transmissão, mas a legalidade disso que eles fazem é meio duvidosa.

Se manténs residência no Reino Unido ou tens um membro generoso da família, podes evitar o licenciamento da BBC e da Sky TV. Caso contrário, isso impediria que transmitisses os teus programas favoritos para fora do país. Basta baixar o iPlayer da BBC ou registrar o teu dispositivo no Sky Go antes de sair.

A Sky TV foi lançada na Espanha no final de 2017, com programas de TV e cabo americanos, incluindo The Walking Dead, The Big Bang Theory e Grey's Anatomy, além de centenas de filmes sob demanda. O serviço também está disponível na Alemanha, onde podes ceder ao teu vício em Game of Thrones.

Aproveita estas dicas para descobrir o melhor streaming internacional com uma VPN e desfrutar de uma quarentena cheia de filmes, shows e séries de TV.


quinta-feira, 23 de abril de 2020

O caminho que nos leva ao destino

quinta-feira, abril 23, 2020 1 Comments



Lutar. Desde cedo, somos ensinados a ter força. Ensinam-nos a levantar depois de darmos uma queda, a caminhar para alcançarmos o destino que pretendemos e a aprender para termos capacidades intelectuais para conhecermos e, acima de tudo, conhecermo-nos. No fundo, crescemos com a noção de que o futuro e o que ambicionamos depende apenas de nós e da nossa força interior.

O que, muitas vezes, não nos dizem é que nem sempre é fácil. Não é tão fácil como aprender a caminhar, a escrever, a ler ou a decorar a nossa morada completa. Lutar por aquilo que nos faz feliz é, provavelmente, das coisas mais difíceis da vida. É daquelas coisas que ninguém nos ensina. Aprendemos com as vivências, com os erros e, sobretudo, com o passado. E no meio deste “cai e levanta”, ficamos cansados. Mais cansados do que se tivessemos corrido uma maratona. Não se resume apenas a um cansaço físico. É uma exaustão mental que, automaticamente, nos leva a duvidar de nós mesmos. “Será que?”.

A dúvida é pior que o negativo. Martiriza. Corrói. Leva-nos, frequentemente, a desistir por não sabermos lidar com a incerteza. Este é um ciclo que nos persegue a vida toda. Quando começamos uma nova etapa, quando aprendemos coisas novas, quando descobrimos que queremos isto e não aquilo... É uma constante procura por algo que nunca chega e que aparenta nunca querer chegar. Até ao dia em que deixamos de nos importar. Desistimos porque desistir também é ter coragem. É ter a força de abandonar o que nos está a deixar para trás quando deveria fazermos caminhar em frente.

O que fica quando deixamos de nos preocupar com o que, anteriormente, costumava ser o nosso objetivo para acordarmos todas as manhãs? Há quem diga que ficam dúvidas, receios, frustrações... Eu acredito que ficam as certezas. As certezas de que quem não desiste algumas vezes, nunca vai encontrar o seu caminho. Alcançar o futuro que ambicionamos é como viajar numa estrada: temos de nos perder algumas vezes até que, finalmente, encontramos o melhor caminho para chegarmos ao nosso destino.

Publicado em Repórter Sombra.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

A felicidade tem asas

quarta-feira, janeiro 15, 2020 4 Comments



Já todos quisemos voar. Abrir asas e ir além dos nossos limites. Conhecer novos lugares, contemplar a beleza dos oceanos e sentir o que é ser livre. Livre de ter os pés assentes na terra e de estar limitado ao que as nossas capacidades nos deixam fazer.

Também eu já quis voar. Sentir de perto o céu azul e tocar as nuvens. Na impossibilidade de o fazer, acredito que a felicidade é o que temos mais próximo dessa sensação de voo. A bem dizer, a felicidade é a única que nos levanta os pés do chão e nos faz flutuar. A única que nos faz viajar por lugares que nunca conhecemos e que nos permite ser o que quisermos, quando quisermos. A felicidade faz-nos sonhar e o bom dos sonhos é que não têm limites: podemos ser e fazer tudo o que ambicionamos.

Creio que é por isso que todos desejamos ser felizes: porque a felicidade nos deixa sonhar. E se “o sonho comanda a vida”, quando somos felizes somos mais capazes, mais lutadores, mais conscientes e, sobretudo, mais vividos. Felicidade puxa felicidade num ambiente cíclico que só para quando as nossas asas se despenharem do céu em que vivemos ou baterem contra uma nuvem que nos atire ao chão.

Muitas vezes, quando alguém refere que o que mais ambiciona na vida é ser feliz, isto é visto como um cliché. A questão é “porquê?”. Afinal, quando, todos os dias, acordamos ao som de um alarme que odiamos, não é isso que nos motiva a sair da cama e enfrentar chuvas, trovões e trânsitos infernais? A busca por uma vida feliz não é nada mais nada menos do que viver. Só quem é, realmente, feliz e/ou procura essa felicidade sabe o que é viver.
Sim. É possível voarmos sem ter asas. É possível olhar o mundo de cima e apreciar o que de mais belo ele tem. Basta estarmos cientes de que a felicidade tem asas e faz de nós aquilo que nós quisermos. É só acreditar. Tudo se resume a isso.

Publicado em Repórter Sombra

terça-feira, 17 de dezembro de 2019

Heartbreakers: «Não existe um tempo certo para fazermos aquilo que mais gostamos e nos preenche a alma»

terça-feira, dezembro 17, 2019 3 Comments

Rui e Marcos Nogueira são irmãos e dão vida à dupla “Heartbreakers”. A paixão pela música está-lhes no sangue e, segundo afirmam, este gosto incentivou-os a trabalhar todos os dias até chegar à “sonoridade perfeita”. O percurso começou cedo e, pelo caminho, registaram-se passagens por alguns concursos televisivos, sendo o último o The Voice Portugal, em 2015.
Quatro anos depois, a dupla lança o seu primeiro single. “Hora” apresenta uma reflexão sobre o percurso dos dois irmãos ao longo dos últimos anos, mencionando dificuldades, alegrias e momentos importantes para que, hoje, o sonho esteja a realizar-se.



Há dois anos falávamos após a vossa participação no The Voice Portugal. Hoje falamos porque o vosso trabalho deu frutos. Chegou, finalmente, a vossa “Hora”?

Este nosso tema "Hora" surge num momento de viragem das nossas vidas. Se ouvirem com atenção a letra e virem todas as cenas retratadas no videoclip, rapidamente se percebe que estamos a descrever todo este caminho que percorremos até chegar a esta nossa "Hora”. Isto passando pelos nossos momentos de infância, onde sonhámos com tudo isto que, hoje, estamos a viver, alguns momentos também de  "desconexão"... E, já no final, o realizar de um sonho: poder, então, apresentar este nosso trabalho a todos aqueles que sempre nos apoiaram e estiveram lá à espera deste momento, terminando o vídeo seguindo esta nossa "estrada" juntos!

Porque é que demorou tanto tempo?
Acreditamos que, na vida, tudo tem o seu momento certo para acontecer e, neste primeiro trabalho, não quisemos colocar nenhum tipo de pressão com datas e deadlines. É verdade que surgiram alguns altos e baixos durante esta nossa caminhada, o que levou a que demorasse algum tempo até ao lançamento deste trabalho, mas tudo fez parte. Fomos trabalhando todos os dias até chegar à sonoridade perfeita, até termos aquilo que sempre imaginamos pois, no final de contas, iria ser o nosso primeiro single, aquele que nos acompanhará ao longo da nossa carreira.

Acreditam que a vossa participação em vários programas de música ao longo dos últimos anos contribuiu para o que estão a alcançar atualmente?
Sem dúvida nenhuma que os programas pelos quais passamos fizeram-nos crescer muito enquanto artistas. Isto para não falar nas amizades e conhecimentos que fizemos no meio artístico, que nos proporcionaram a oportunidade de trabalharmos nos nossos temas e no lançamento do nosso primeiro original.

Como referiram, este single aborda o misto de emoções que vocês viveram até alcançar o vosso sonho. Acreditam que o público português está pronto para receber os Heartbreakers após tantos anos de espera?
Para nós, este momento significa não apenas um objetivo cumprido, mas um sentido de realização pessoal por todo o trabalho, dedicação e dificuldades que tivemos de enfrentar para chegar a este resultado final. À medida que os dias foram passando, rapidamente percebemos que o nosso sonho não tinha sido alcançado apenas por lançarmos o nosso primeiro single, mas por todo o apoio e mensagens que temos vindo a receber. Esse sim, é o sonho de qualquer artista: sentir-se apoiado por aqueles que o acompanham e se orgulham do resultado final.

Existe um tempo certo para vingar na área da música?
Não existe um tempo certo para fazermos aquilo que mais gostamos e nos preenche a alma. O mais importante é sentirmo-nos realizados e com a certeza de que conseguimos fazer chegar a mensagem a quem está do outro lado a ouvir-nos.



Como tem sido a recetividade por parte do público?

Não podíamos estar mais felizes com o feedback que temos recebido por parte do público. Tem sido fantástico todas as mensagens de carinho que temos recebido, todo o apoio e saber o quanto as pessoas estavam ansiosas por ouvir o nosso primeiro trabalho.
Mais gratificante ainda é saber que as pessoas querem mais e estão ansiosas pelo próximo lançamento.

Em 2017, diziam-nos que, aquando da vossa participação no Factor X, ficaram conhecidos como os “segundos Anjos”. Após o lançamento deste single, que referências musicais poderemos encontrar nos próximos originais?
A nível de referências musicais, temos sempre a preferência de referir a boa música e os excelentes artistas que temos cá em Portugal. Identificamo-nos muito com os Anjos não só pela qualidade e sucesso que têm vindo a demonstrar ao longo dos anos, mas, acima de tudo, pela cumplicidade que demonstram ao estar juntos nos seus projetos como irmãos. Tal como deles, também gostamos muito dos Calema pela sua história de vida e por mostrarem que, com trabalho e humildade, o reconhecimento e o sucesso acabam por aparecer. E, por último, a nossa grande referência, que dispensa apresentações, é o Diogo Piçarra. Além de um grande músico, é um grande ser humano. Todos estes artistas que referimos, por coincidência ou não, fizeram parte desta nossa “Hora” ao enviarem-nos vídeos de apoio.
  
Como se dá o processo de construção musical entre ambos?
Este processo, na verdade, é bastante simples, pois tudo se dá de uma forma bastante natural. Normalmente, começamos por escrever ideias soltas sobre determinado tema, depois juntamo-nos e tentamos adicionar a melodia que se enquadre melhor. Como temos os mesmos gostos no que diz respeito a sonoridades, acabamos por concordar facilmente com o resultado final.

Já estão a apostar em novos temas originais?
Claro! O público não para de nos pedir novos temas e nós estamos ansiosos por mostrar. Com o lançamento deste tema colocaram-nos a fasquia muito elevada e vamos fazer os possíveis para mantê-la assim com o que aí vem.

Para quando o lançamento de um disco?
Neste momento, esse não é o nosso principal foco. Estamos concentrados em trabalhar tema a tema para dar a conhecer o nosso projeto ao público. Deste modo, conseguimos ter um feedback mais pormenorizado do público sobre o trabalho que temos vindo a fazer.

Portanto, pretendem continuar a partir corações por Portugal fora...
Costuma-se dizer que o sonho comanda a vida. O lançamento deste nosso primeiro trabalho é a prova de que não basta só sonhar, é preciso ir à luta e, acima de tudo, nunca desistir. É com esse mesmo pensamento que esperamos, um dia, poder ser profissionais da música, fazendo aquilo que mais gostamos. E é com esse mesmo público português (e não só) que queremos poder continuar a contar. O apoio tem sido incrível e faremos tudo para que os Heartbreakers possam pisar os grandes palcos do nosso país. 

Publicado em Jornal MiraOnline


sexta-feira, 22 de novembro de 2019

O eco do pensamento

sexta-feira, novembro 22, 2019 1 Comments



Viver em sociedade é, obviamente, partilhar a vida. Há uma série de características que todos temos em comum porque nos são inatas. O facto de pensarmos é uma delas. É inevitável pensar mesmo que, por vezes, não queiramos. O pensamento faz parte de nós como um braço ou um pé.
Descartes defende que o pensamento é sinónimo de existência. Se eu “penso, logo existo” é inegável que refletir é inato ao ser humano. Não há forma de impedir que isso aconteça no nosso cérebro... ou de bloquear pensamentos. E é uma tão grande verdade que já todos tivemos aquele momento em que gostávamos de carregar num botão e desligar o nosso cérebro para impedir que certos pensamentos nos invadissem; ou nos tirassem o sono; ou nos trouxessem para a realidade.

Há quem afirme que pensar faz mal. Mas quando? Quando os pensamentos ecoam na nossa mente nos limitam. Quando nos fazem sentir mal. Quando nos tentam dizer que não vale a pena ir em frente e nos travam. Quando, acima de tudo, nós deixamos que eles nos parem. Quando lhes damos ouvidos em circunstâncias em que eles não nos dizem nada de positivo. Quando decidimos ficar sozinhos com eles. Sem mais nada ou ninguém. É aí que pensar faz mal.

Se Descartes afirmava que para existir temos de pensar é incrível concluir que, por vezes, são os pensamentos que impedem a nossa existência. Há dias, meses e anos em que eles ecoam na nossa mente e não querem sair sussurrando palavras mórbidas que nos fazem acreditar que não somos suficientes, que o amanhã pode não ser o que queremos que seja e que a positividade não existe. É nestas alturas que o botão desligar seria a solução ideal. No entanto, na falta dele, basta contrariá-los. Como contrariamos o nosso pai ou a nossa mãe quando não queremos arrumar o quarto.

Afirmarmo-nos perante os nossos pensamentos é devolvermo-nos à nossa existência. Ter controlo sobre nós. Ouvir mil e uma vezes aquele eco e saber definir qual é o que nos vai ajudar e, pelo contrário, qual nos vai destruir. Quando conseguirmos lidar com os nossos pensamentos e aniquilar os que nos fazem mal, aí sim, existiremos. E, nessa altura, existir será o ponto de partida para tudo o resto.

Publicado em Repórter Sombra

Até logo, Diamond!

Obrigada pela visita!
Volta Sempre :)