Mostrar mensagens com a etiqueta amor.. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta amor.. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

És a única coisa que me faz ter medo de morrer

quarta-feira, dezembro 13, 2017 4 Comments
És a única coisa que me faz ter medo de morrer.
Nunca temi a morte. Acho que há coisas que, quando não as podemos mudar, só temos de as aceitar. Por isso, sempre vivi bem e feliz e sempre soube que, se um dia tivesse de ir, ia realizada por tudo o que fui vivendo ao longo da vida. Mas depois chegaste tu. Chegaste de mansinho e viraste-me do avesso. Hoje em dia, não consigo sequer pensar em morrer. Não quero ir embora e não olhar mais para ti. Não quero não ver-te entrar por aquela porta com cara de quem não dormiu a noite inteira e só quer voltar para casa. Não quero deixar de sentir o teu perfume quando, num abraço profundo, te agradeço por me fazeres tão feliz. Não quero não estar aqui para te ver viver, porque ver-te viver é a maior felicidade que tenho na vida.
No entanto, mais do que eu morrer, assusta-me que tu morras. Às vezes penso nisso, sabes? A vida é tão curta e a morte passa-nos à frente tantas vezes. E depois penso que um dia tu podes não estar aqui. Podes estar feliz a conduzir sem destino e, no instante a seguir, não estares aqui porque alguém decidiu passar o sinal vermelho. Ou então o corpo pode falhar-te e os médicos não te salvarem a tempo. Às vezes penso nisso e choro, sabes? Imagino como seria olhar para ti numa cama do hospital enquanto a tua respiração ia ficando mais fraca até não respirares mais. E eu ali ao lado, com a consciência de que tinha tantas coisas para dizer que não disse. É isso que acontece quando alguém que amamos morre, não é? Lamentamos não termos dito, não termos abraçado, não termos amado o suficiente. A diferença é que eu lamento tudo isto contigo vivo. A diferença é que eu amo o suficiente, mas nem sempre o suficiente chega para abraçar sem medo.
Quando penso que a vida te pode levar sem avisar sinto uma dor maior do que a que sinto que a vida me pode escolher para ir embora a qualquer momento. Acho que é porque não consigo conceber a ideia de não te ver entrar por aquela porta, ouvir-te procurar a chave do carro dentro do bolso ou sentir o movimento dos teus lábios a esboçarem um sorriso quando digo uma parvoíce qualquer. É isso que me atormenta, sabes? Pensar que um dia tudo isso vai acabar e tu não vais estar aqui. E eu também não. E não vamos passar de memórias.

O mistério da vida é nunca sabermos quando não vamos estar cá. Dizem que, por isso, devemos sempre dizer aos que amamos que os amamos. Na falta de coragem para to dizer, escrevo-to. São 01:44 e não sei se amanhã acordo. Nunca sabemos. Por isso, quando eu já não estiver cá e a única coisa que sobrar de mim forem as memórias não te esqueças que foste a primeira pessoa que amei sem medida e continuaste a ser tu no meu último suspiro.

Texto da minha autoria publicado em Sabes Muito.

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Amar é como abrir um livro pronto a estrear...

sexta-feira, setembro 25, 2015 29 Comments
Já passou algum tempo desde a última vez em que pensava em alguém o tempo todo. Pensava que tinha parado, que tinha finalmente encontrado a paz de que precisava para ser feliz sem pensar em mais nada a não ser em mim. Mas é quando achamos que nada nos afeta que aparece alguém que nos tira os pés do chão, não é?
Não sei explicar como é que estas coisas acontecem, aliás, ninguém sabe nem nunca irá saber. Há tantos mistérios na vida mas aquele te causa arrepios na espinha e um friozinho na barriga é o maior de todos. Não penses que estás a salvo. Ninguém está imune ao calor de uma paixão ou à invasão de um amor. Não olhes para o amor como um bicho de sete cabeças. Amar faz parte e é tão bom.  Amar é como abrir um livro pronto a estrear: nunca sabes o que vais encontrar lá dentro mas à medida que vais lendo não consegues parar.
Nunca soube lidar com o friozinho na barriga, a falta de apetite ou as insónias. É sempre tão complicado quando queres tirar alguém da cabeça e não consegues! E sim, eu também tento ao máximo esquecer-me dos meus sentimentos, fingir que nada me acontece e que sou inquebrável. Mas não sou. E tu também não. Ninguém é. Ninguém consegue fugir ao fenómeno “paixão”, é tão forte e avassalador que chega a doer mesmo sem que sintamos qualquer dor.

Por isso para de fugir, mentaliza-te e deixa que o amor te guie. O que tem de acontecer acontece e ninguém sofre para sempre. Não penses que nunca vais ser apanhada pelo “bichinho” porque vais e quando fores vai ser tão forte que não vais conseguir pensar em mais nada... nem em mais ninguém. 

Até logo, Diamond!

Obrigada pela visita!
Volta Sempre :)