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quarta-feira, 15 de novembro de 2017

terça-feira, 14 de novembro de 2017

«Jacaré»: a peça que junta Brasil e Portugal num só palco

terça-feira, novembro 14, 2017 4 Comments
Se pensarmos em subir a uma árvore para fugirmos de um jacaré parece-nos uma situação caricata e impossível. No entanto, na peça de Cláudio Torres Gonzaga, não há situações impossíveis.
Em “Jacaré”, um guia turístico e uma turista ficam presos no cimo de uma árvore quando tentam escapar da perseguição de um jacaré. Depois de muitos momentos tensos e divertidos chegam à conclusão de que só um poderá sair dali com vida. Mas quem?
Os atores são o humorista António Raminhos e a atriz Abbadhia Vieira, que nos vão falar um pouco acerca da peça.




A peça “Jacaré” estreia no próximo dia 16 de Novembro. O que é que nos podem dizer sobre ela?
Abbadhia: Primeiro, é um processo ricamente cultural, porque a peça original é uma peça totalmente em português brasileiro e essa adaptação para o português de Portugal foi muito curiosa, porque havia palavras que nós não conhecíamos. Eu não conhecia algumas expressões aqui de Portugal e o Raminhos não conhecia algumas palavras que estavam no texto, então, foi muito rico nesse aspeto. Depois, embora seja uma comédia, tratamos questões muito delicadas nesta peça como o valor da vida, quando estamos em perigo e quanto vale a vida de um ser humano.
Raminhos: A peça é sobre um guia turístico e uma cliente que, por acaso, enfrentam uma situação normalíssima, que consiste em ficarem os dois presos em cima de uma árvore, porque lá em baixo está um jacaré e eles não conseguem fugir. A peça acaba por ser quase uma luta entre duas pessoas para perceberem como é que eles podem sair os dois com vida dali. Portanto, é uma comédia ligeira que faz muito mais pensar sobre as decisões que temos de tomar na vida.

Pegando um pouco pelo facto de esta peça unir Brasil com Portugal, como é que surgiu a ideia de juntar a Abbadhia e o Raminhos?
Abbadhia: Nós temos em comum o autor e diretor da peça, Cláudio Torres Gonzaga, que, quando soube que eu estava a caminho de Portugal, me indicou o nome do Raminhos. Eu não conhecia o Raminhos e, quando cheguei a Portugal, apresentei-me e nós fizemos a leitura, conversámos e chegámos à conclusão de que era possível realizarmos esta peça aqui em Portugal. E faz parte dos nossos planos levá-la também ao Brasil.
Raminhos: A Abbadhia veio viver cá para Portugal e o Cláudio Gonzaga, há uns tempos, convidou-me. E eu como tenho aquela atração pelo abismo disse-lhe que sim. Ainda nem sequer tinha lido a peça e já estava a dizer “bora, vamos fazer”. Geralmente, eu tenho esta atração pelo abismo de fazer coisas que não estou habituado a fazer nem que seja para poder dizer “olha, pelo menos isto já fiz”.

Mas, geralmente, tem corrido sempre bem...
Raminhos: Sim, mas há sempre uma primeira vez para tudo! O meu maior medo é, obviamente, esquecer-me de falas ou de deixas. Até porque, eu tenho bem presente que a única peça de teatro que eu fiz foi quando andava no sexto ano. Eu fazia muitas peças e, então, há uma em que há uma fala que era de um ator e que passou para mim e eu só tinha de dizer “desde aqui da cidade do Olimpo, só vemos Barcelona” e eu disse “desde aqui da cidade do Olimpo só vemos Bruxelas” (risos).

O Raminhos está, pela primeira vez, a fazer teatro. Como se está a sair? (risos)
Raminhos: É horrível (risos). Horrível mas não é no mau sentido! O processo em si é gratificante, ou seja, estarmos a ensaiar e vermos as coisas a ganhar forma. No entanto, fazer as coisas muito bem e aprender a fazer as coisas, é horrível nesse sentido, porque é muito exigente. E, para além disso, eu continuo na rádio, tenho os espetáculos, tenho os eventos, tenho que ensaiar, tenho que aturar três miúdas em casa... (risos) Portanto, tudo isto faz puxar muito mais. Mas tem sido muito engraçado ver aquilo que no início são palavras em folhas ganhar forma.

E o facto de ser uma peça onde o humor está incluído não acaba por, também, facilitar um pouco as coisas?
Raminhos: Mais ou menos. Já tive peças que são misturas de stand up com teatro, mas aí eu tenho muito mais liberdade para improvisar. Agora, aqui, trata-se de uma peça de teatro escrita por um autor, neste caso, pelo Cláudio Torres Gonzaga, e ao ser uma peça escrita obriga a que esse improviso não possa ser assim tão grande. Eu tenho de dizer as coisas de determinada forma e com uma determinada intenção, o que acaba por não facilitar muito. Basicamente, eu estou cheio de medo (risos).

Para a Abbadhia, é fácil trabalhar com alguém com um sentido de humor tão apurado? Na medida em que a própria Abbadhia também está relacionada ao humor...
Abbadhia: Sim, sim. É um processo onde a cada ensaio a gente acrescenta alguma coisa de distinto que vai colaborar com a peça no sentido do humor. A dificuldade maior é que o Raminhos é uma pessoa acostumada a estar sozinha no palco. Então o processo mais delicado de adaptação foi fazer com que duas pessoas de humor que estão acostumadas com o humor solo, se adaptem agora a uma coisa de dueto e não um monólogo, que é uma coisa mais solo. Esse é o desafio, mas um desafio bom.

O Raminhos está habituado a atuar sozinho e agora tem de dividir o palco com outra pessoa. É complicado fazer essa divisão?
Raminhos: Não. Só é complicado mesmo nessa parte de termos de dar as deixas. Essa parte poderá, eventualmente, ser mais complicada. Mas nós damo-nos bem, criámos uma química engraçada, a Abbadhia é divertida, então, divertimo-nos bastante.

Voltando um pouco atrás, uma das coisas que a Abbadhia mencionou foi exatamente o facto de haver uma união entre Portugal e Brasil e de, no ensaio, haver uma dificuldade com a questão das palavras. Também sentiu essa dificuldade?
Raminhos: Nós temos mais facilidade porque vemos muitas novelas brasileiras, não é? Eu li a peça e falei com o Cláudio e disse que havia muitas coisas para alterar para o português de Portugal, porque não iam fazer sentido ou nós nem sequer usamos essas expressões. E, ao mesmo tempo, é muito engraçado porque às vezes eu estou a falar com a Abbadhia, fora dos ensaios, e parece que estou a falar com as minhas filhas porque de 30 em 30 segundos eu tenho de lhe estar a explicar o que é que lhe estou a querer dizer, porque há palavras que ela não percebe. Claro que eu lhe ensinei todas as asneiras possíveis e imaginárias (risos).

E, em média, quanto tempo demora uma peça destas a ser devidamente preparada e ensaiada?
Abbadhia: Eu cheguei aqui em Abril e estamos a ensair desde Maio/Junho. Tivemos alguns intervalos porque eu viajei, ele tinha as atividades dele mas, efetivamente, a gente está há três/quatro meses se preparando para isso porque, tanto ele quanto eu, temos outras atividades.


Porque é que as pessoas têm de ir ao teatro ver esta peça?
Abbadhia: Eu aposto 100%, no mínimo, pela curiosidade de ver um português e uma brasileira disputando o palco. Mas, para além disso, é uma experiência quase reflexiva porque vai fazer pensar. O cenário é diferente ao que as pessoas estão acostumadas, a situação não é uma situação comum, por isso, é uma experiência quase sensorial. Aí, somamos a estreia do Raminhos no teatro, uma brasileira que está cá há pouco tempo se acostumando com os sotaques, além de ser um espetáculo muito divertido.
Raminhos: Primeiro, porque é uma produção luso-brasileira muito simples e muito divertida. E, para quem gosta de mim ou tenha curiosidade, é a minha estreia no teatro. Espero que possa matar essa curiosidade nem que seja para me ver espalhar ao comprido (risos).



“Jacaré” é o nome da peça do conhecido humorista, Cláudio Torres Gonzaga, e tem estreia marcada para dia 16 de Novembro, no Teatro Armando Cortez, em Lisboa.


Por Cátia Sofia Barbosa in Miraonline.



terça-feira, 12 de setembro de 2017

Opinião: «Porta com Porta»

terça-feira, setembro 12, 2017 3 Comments
Foto de Clube de Fãs Sofia Alves.


Se seguem atentamente o blog sabem que sou apaixonada por teatro. E, sendo assim, sempre que posso não dispenso ir assistir a uma peça. É revitalizante e faz-me um bem à alma que nem imaginam!
No sábado passado, não hesitei em ir assistir à peça Porta com Porta. Assim que vi que ia estar aqui e que ia poder ver, pela primeira vez, a minha atriz favorita em cena fui logo comprar o bilhete! Sou fã do trabalho da Sofia Alves há anos. É a minha atriz portuguesa favorita e é também a mulher mais bonita que Portugal já viu, na minha opinião, é claro. Quando a vi, finalmente, em cena e à minha frente nem queria acreditar. Foi quase um sonho tornado realidade. A atriz não desiludiu e o ser humano também não. No fim do espetáculo -e já no exterior do auditório- não faltou simpatia, sorrisos e muitos abraços a quem por ela passava. E é tão bom ver alguém tão grato e que, acima de tudo, é tão lindo por fora quanto o é por dentro!
Para além da Sofia, claro que também estava bastante ansiosa para ver o desempenho do João de Carvalho. Desde pequenina que o acompanho e é um ator fantástico. E mostrou isso ao longo de toda esta peça. Muito profissionalismo e, acima de tudo, uma paixão incrível naquilo que faz!
Agora que já falei um pouquinho sobre os atores, claro que vos vou falar também da peça em si. Portanto, Porta com Porta é uma comédia escrita por Lázaro Matheus, que estreou em Portugal "nas mãos" da atriz Sofia Alves e do ator João de Carvalho, e cuja direção é de Celso Cleto. Esta peça apresenta-nos Rute, uma mulher independente na casa dos 40 anos que resolve comprar um apartamento num local de prestígio. O que ela não esperava é que viesse a viver porta com porta com o seu ex-marido, Tony. De facto, Tony está longe de ser o vizinho ideal para Rute e a relação de ambos revela-se bastante atribulada. 
No final do espetáculo, saí daquela porta com um novo humor e uma nova alma. É incrível o poder que o teatro pode ter sobre nós. E recomendo vivamente esta peça. Já li diversas opiniões sobre a mesma, mas a minha não podia ser mais positiva. O trabalho do João e da Sofia é incrível, não podendo esquecer-me de todos aqueles que estão por trás da peça e que contribuem para que ela esteja tão bem conseguida. Por isso, e se também são amantes de teatro, não percam esta peça e tirem um bocadinho do vosso tempo para valorizar a cultura e os nossos atores portugueses que são, sem dúvida, um orgulho para o nosso país.


sábado, 26 de agosto de 2017

Culturas diferentes, sentimentos iguais

sábado, agosto 26, 2017 7 Comments

As notícias do último ano mostraram-nos muitos refugiados a atravessar o Mediterrâneo, à procura de alguma esperança na Europa. No entanto, nem todos os acolheram da melhor forma. A questão que se coloca é “porquê?”
A verdade é que, no geral, as pessoas desconfiam do diferente. E isso inclui também culturas diferentes. Não é fácil receber aqueles que nos são desconhecidos e é ainda mais difícil aceitar dividir aquela que é a nossa casa com eles. Falta compaixão. Falta solidariedade. E a prova disso é que, juntos, conseguimos ajudar aqueles que precisam dentro do nosso país. Então porque é que não nos juntamos também para ajudar aqueles que procuram auxílio em nós? Porque temos medo. Temos medo do que não é nosso.
Os refugiados procuraram ajuda junto de nós, é verdade. Mas procuraram, acima de tudo, um bocadinho de esperança. Não será que, ao não termos compaixão por eles, lhes estamos a retirar parte dessa esperança? Afinal, como pode o mundo ser bom se as pessoas só são generosas com aquilo que lhes é próximo e afastam o desconhecido? Não pode. Não pode enquanto não se unir. E, por isso, penso que a melhor arma para resolver este tipo de situações é espalharmos compaixão. Ensinarmos os que nos rodeiam a respeitar as diferenças e a aceitar que pessoas de culturas diferente sentem o mesmo que nós. Sofrem, choram, riem e querem ser felizes. Assim como nós queremos. E se quando estamos num momento de aflição procuramos toda a ajuda possível, porque é que não ajudamos os outros quando eles nos procuram? A máxima do “não faças aos outros o que não queres que te façam a ti” tem de ser aplicada a tudo. E a realidade é que enquanto continuarmos a olhar de lado para o vizinho da frente porque é homossexual ou a desviarmo-nos do novo morador porque é negro, não vamos nunca conseguir aceitar aqueles que vêm de um país completamente diferente do nosso. Afinal, se não aceitamos as pessoas que nos são próximas, como vamos aceitar as que estão distantes?
Por tudo isto e muito mais, penso que o essencial é a união. Dizem que a união faz a força e eu não vejo verdade maior que essa. O planeta Terra é habitado por todos nós, logo, todos devemos dar as mãos como a família que somos. Só assim conseguiremos crescer. Só assim conseguiremos diminuir a maldade existente e trazer um bocadinho mais de luz: com união e sem preconceito.

Publicado em Repórter Sombra


quinta-feira, 8 de junho de 2017

A Cultura e os Jovens

quinta-feira, junho 08, 2017 6 Comments
Sou apaixonada por tudo o que é Cultura desde pequena. A Cultura é das coisas mais bonitas que existem no mundo. No entanto, tenho-me apercebido de que cada vez há menos jovens a apreciá-la.
A verdade é que a geração mais jovem vai cada vez menos ao teatro ou a museus. Isto porque os filmes substituíram o teatro e é cada vez mais fácil aceder a tudo através da internet e das redes sociais. E isto faz com que os jovens não se esforcem para apreciar a Arte. É muito mais cómodo ficar em casa a ver um filme ou em frente a um computador do que ir a um museu. É muito mais fácil estar deitado no sofá a ver séries do que gastar dinheiro para ir assistir uma peça de teatro. Na verdade, penso que isto só acontece porque a maior parte dos jovens já não sabe apreciar uma boa peça de teatro, porque nem sequer perde tempo a tentar encontrar a beleza disso. As tecnologias, a internet e todas as rede sociais que emergiram nos últimos tempos roubam-lhes toda a atenção. E fazem-no ao ponto de eles não verem fora da caixa. Deste ponto de vista, como vamos levar os mais jovens a teatros ou a museus?
A resposta não é assim tão simples. Mas o importante é não desistir. É importante trazer a Cultura e a Arte de volta ao dia a dia da juventude. Penso que as instituições poderiam começar por apelar à geração mais adulta para que estes tomassem a iniciativa de levar os seus filhos ao teatro mais frequentemente. E, quem sabe, entrar em contacto com escolas e apelar a visitas de estudo em contexto de aulas para o público juvenil se “habituar” a visitar esses sítios.

Penso que o ponto de partida para levar a geração mais jovem a teatros ou a museus por vontade própria é apelar, em primeiro lugar, à geração mais adulta. A forma como ensinamos a geração posterior à nossa a lidar com a vida e com o ambiente que a rodeia é a coisa mais importante. E uma geração que incentive a visitar lugares históricos e culturais pode cultivar o gosto de continuar a visitar esses mesmo locais por parte da geração seguinte.




Publicado em Repórter Sombra.




terça-feira, 14 de março de 2017

Final de «The Vampire Diaries»

terça-feira, março 14, 2017 4 Comments


8 anos depois, assisti ao fim de uma das séries que mais companhia me fez ao longo destes anos. Durante quase uma década fiz parte da percentagem de pessoas apaixonadas pelos irmãos Salvatore.
Esta série foi a primeira. Foi aquela que despertou o meu vício para outras séries. Comecei por me apaixonar pela história dos irmãos Salvatore e depois seguiu-se o sobrenatural, a magia, aquilo que me transportava para um mundo fora da realidade. Durante 8 anos, tive um escape. E foi tão bom poder desligar-me do mundo e deixar-me embalar num mundo completamente paralelo ao meu oferecido por um elenco tão fantástico!
Como tudo tem um fim e o que é bom acaba depressa, no passado sábado, Mystic Falls, entrou no ecrã do meu computador pela última vez. E o final não desiludiu. Os lenços de papel gastos foram muitos e os suspiros tristonhos também. Mas, no fundo, foi um sentimento de realização incrível. Afinal, 8 anos é muita coisa e é como se até eu já fizesse um bocadinho parte da história. Foi um final doloroso e que vai deixar saudades, mas que não consigo deixar de considerar o fim de uma etapa. E o fim de uma etapa significa memórias. E é tão bom guardarmos boas memórias de coisas que ao longo da nossa vida nos fizeram sonhar!
Desta série vou guardar, certamente, as melhores memórias possíveis. Do Damon, vou guardar o seu jeito único de arrancar suspiros. A forma fria como arrancava corações. O sarcasmo constante nas suas afirmações e a forma crua como tentava sempre esconder o coração sensível que, lá no fundo, tinha. Do Stefan, levo a sensibilidade, o romantismo e o heroísmo. Porque, para mim, não há maior herói do que ele. Da Caroline, vou recordar o sorriso sempre constante. Seja por estar feliz, seja depois de uma lágrima. Da Elena, levo as memórias do que é, realmente, amar alguém de uma forma incondicional. Do Enzo, não vou esquecer o sotaque único e o olhar penetrante. Do Matt, fica a certeza de que ele conseguiu ser um mortal mais imortal que os próprios imortais. E da Bonnie... Da Bonnie, guardo a coragem, o sorriso, o verdadeiro significado de amizade... 
Se há coisa que a ficção nos pode ensinar é que até naquilo que não é real há um bocadinho de realidade. O Stefan e o Damon ensinaram-me que mesmo com milhares de conflitos, o amor que sentimos por um irmão pode levar-nos a dar a vida por ele, não há nada mais forte. O Damon e a Elena confirmaram que quando o amor é, realmente, forte sobrevive a qualquer coisa. O Stefan e a Caroline mostraram-me que não há amor sem compreensão e respeito pelas escolhas do outro. O Enzo e a Bonnie provaram que o amor verdadeiro vai além da própria vida. E todos juntos, comprovaram a célebre frase "a união faz a força". Porque não importava o que acontecesse, eles estavam sempre lá para dar a mão uns aos outros.
Amor, amizade e união. Os principais valores que levo desta série, Aqueles nos quais eu acredito piamente. E todos podemos ser convictos que esta série é fantasiosa por aludir ao sobrenatural. Mas os verdadeiros valores que reflete são mais do que reais. E não há nada melhor do que ver seres não humanos a refletir tão bem os valores que são a base da vida humana. 
Agora, e para não sentir tanta saudade e melancolia, vou também eu desligar a minha humanidade por uns instantes. Não há melhor forma de elogiar este elenco maravilhoso.


quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Opinião: «Sully»

quarta-feira, dezembro 14, 2016 10 Comments
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Sully ou Milagre no Rio Hudson é um drama/biografia de Clint Eastwood com Tom Hanks, Anna Gun, Laura Linney e Aaron Eckhart nos papéis principais.


Este filme retrata a história verídica de Sully, um piloto de aviões que, em 2009, aterrou de emergência no rio Hudson e salvou 155 pessoas que estavam a bordo do seu avião. Este homem acaba por tornar-se um herói americano por conseguir evitar o pior de forma tão insólita.
Já é a segunda vez que vejo este filme. Vi-o no cinema e, hoje, em casa. Não costumo gostar de ver filmes mais do que uma vez mas tive de o fazer depois de ter visto algumas críticas negativas. Gostei do filme assim que o vi, não só por retratar uma história verídica, mas porque tem uma carga emocional bastante grande. No entanto, a maior parte das críticas que tinha lido acerca do filme eram negativas. Tentei explorar o porquê e, por isso, vi-o mais uma vez. Comecei a tentar perceber o que podia estar cinematograficamente fraco ou o que causaria aborrecimento e não consegui encontrar nada. Aliás, na minha opinião, acho que está um filme muito bem conseguido a todos os níveis. Desde a imagem aos atores. 
Sempre adorei o Tom Hanks. Acho-o um ator de excelência e aqui só veio mostrar ainda mais isso. Uma prestação incrível e com uma carga emocional ainda melhor. Penso que o personagem que ele tinha de interpretar lhe exigia um sentimento diferente, afinal, não era só um personagem. O Sully existia e aquilo aconteceu mesmo. E não há coisa mais difícil do que representar e dar realidade a uma coisa que realmente aconteceu, ainda para mais uma coisa de uma proporção destas. 
Sou uma fã de aviões e adoro perceber tudo o que os envolve e a forma como desastres destes, infelizmente, acontecem. E acho que este filme me permitiu vivenciar, de alguma forma, essa experiência. Porque a certa altura nós sentimo-nos mesmo os passageiros daquele avião e procuramos a nossa família com o olhar. E é disso que um bom filme é feito! 
Desta forma, recomendo-vos o Sully nem que seja para perceberem melhor tudo o que aconteceu em Janeiro de 2009. Não foram só 155 pessoas a ser salvas mas um piloto a lutar por justiça depois de as ter salvo.


Já viram o filme? :)


quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Waze lança primeiro EP

quinta-feira, dezembro 01, 2016 4 Comments
Waze é um artista português que ficou conhecido através de sucessos como "Cuida de mim", "Ninguém como tu" e "Primeiro Dia".
A sua fusão entre rap e r'n'b misturada com um pouco de pop são alguns seus pontos fortes que lhe permitiram criar uma identidade própria. 
"Ilusão" é o nome do seu primeiro EP e já está disponível para download em todas as lojas e plataformas digitais, desde 18 de novembro. 


quarta-feira, 23 de novembro de 2016

O que se esconde atrás das câmeras

quarta-feira, novembro 23, 2016 3 Comments
Adoramos cinema. Temos aquele ator que associamos a determinado filme tal foi o seu desempenho. O que não sabemos é que existem muitas alterações que são feitas à última da hora nos castings para filmes.
É mais comum do que pensamos. Por algum motivo, por vezes, é necessário substituir um ator ou atriz à última da hora. E isso já aconteceu em alguns filmes que tão bem conhecemos. Conhecem o Chris Farley? O que muita gente não sabe é que ele era o ator que iria dar voz a “Shrek” e chegou mesmo a gravar algumas maquetes do filme. Infelizmente, o ator veio a faleceu em 1997 e o seu substituto foi Mike Myers, que acabou por dar voz a este personagem ao longo dos filmes.
Também em “Lovely Bones” houve uma substituição num dos papéis. Ryan Gosling foi escolhido para interpretar o papel do pai da personagem principal do filme mas, e por culpa de um requisito, o ator foi substituído. A questão é que o pai da personagem deveria ser gordo e Ryan não tinha o peso suficiente para entrar no filme. Desta forma, Mark Wahlberg ocupou o seu lugar e, mais tarde, acabou por emagrecer e recuperar o seu corpo normal.
Vejamos agora “Crepúsculo”. Todos já ouvimos, pelo menos, falar do filme. Foi com esta saga que Kristen Stewart ascendeu na sua carreira. O que pouca gente sabe é que ela não foi a primeira escolha para interpretar a personagem Bella. Emily Browning foi a primeira escolha mas optou por recusar o papel para se dedicar a filmes mais independentes. Quando questionada sobre algum tipo de arrependimento, a atriz diz que não se arrepende de ter recusado o convite por achar que a saga exigia demasiada pressão que a poderia levar a desistir de ser atriz.
Para terminar, não poderia deixar de fazer referência a uma alteração num ator de “Avatar”. Matt Damon foi convidado para ser o protagonista deste filme mas recusou o convite por já estar envolvido noutros projetos. Assim, foi Sam Worthington quem ocupou o seu lugar. Matt Damon acabou mais tarde por mostrar arrependimento por ter recusado o papel e explicou que a origem da sua recusa estava em “conflitos de agenda”.

Como podemos ver, há muita coisa por descobrir para lá do cinema. O facto de acharmos que determinado ator encaixa perfeitamente num personagem não significa que ele tenha sido a primeira escolha. Por vezes, ficamos contente pelas alterações feitas. Outras, gostávamos que a primeira escolha tivesse acontecido. Os gostos ficam ao nosso critério mas o talento será sempre deles. 



Publicado em Repórter Sombra.

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Opinião: «As mentiras que os homens contam»

quinta-feira, setembro 29, 2016 5 Comments


Teatro. Sou apaixonada por teatro, como vocês sabem. Como tal, não podia deixar de vos falar da última peça a que assisti. As mentiras que os homens contam é uma comédia escrita a partir das crónicas de Luís Fernando Veríssimo. Uma comédia a que tive o prazer de assistir e que adorei, no verdadeiro sentido da palavra. 
Como o próprio nome indica, o que aqui se trata é a mentira. O mundo masculino é repleto de mentiras mas o que desconhecemos é que mentir faz parte da nossa sobrevivência. Toda a gente já mentiu em algum momento da sua vida e é isso que esta peça retrata. As mentiras que todos inventamos e o porquê de as inventarmos. Para isso, é-nos contada a história de Jorge e Carla, um casal que vive as alegrias e os problemas típicos de um casamento, com amigos, amantes  e onde as personagens se colocam em situações embaraçosas por culpa de mentiras inocentes.
O trabalho destes quatro atores é simplesmente genial! Ri do início ao fim e quando terminou soube-me a pouco. Sem dúvida, uma das melhores peças que já vi e que recomendo sem pensar duas vezes! Que haja mais teatro assim e que possamos valorizá-lo cada vez mais!


quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Jane Austen para lá do amor

quinta-feira, agosto 18, 2016 3 Comments
Jane Austen é uma escritora muito conhecida pela sua veia romântica. Muitos são aqueles que a conhecem pelo facto de as suas obras estarem ligadas à temática do amor. Mas e o resto? De que nos fala ela para além do amor? Que obras mais “escondidas” dela existem?
Jane Austen começou a manifestar o seu talento para as letras ainda na adolescência e, aos 17 anos, escreveu o seu primeiro romance, Lady Susan, uma paródia sentimental de Samuel Richardson. Mas a sua obra mais conhecida foi, sem dúvida, Pride and Prejudice (“Orgulho e Preconceito”), publicada em 1797. Jane morreu em Winchester e a verdade é que o seu poder de observação do quotidiano lhe forneceu material suficiente para dar vida aos personagens das suas obras.
“A crítica considerou-a a primeira romancista moderna da literatura portuguesa”, esta foi uma das frases que encontrei durante a minha pesquisa sobre a escritora. Como a afirmação indica, Jane era conhecida pelo seu gosto peculiar pelo romance, no entanto, existem outras obras da autora que passam ao lado da temática do amor e da amizade e que não são muito referidas.  É certo que a sua condição de solteira lhe serviu para descrever os males do amor mas o que Austen pretendia mostrar era a sua conceção do ser humano como ser social que se torna um produto das influências sociais que atuam sobre ele. Ademais, a escritora apresenta-nos alguns rasgos de incredulidade e ensina a quem lê os erros cometidos pelos homens, utilizando o humor como uma caraterística essencial.

Para além disto, Austen vê algumas obras suas mais “escondidas” do público, fruto dessa falta de conhecimento.  Uma delas é a peça de teatro Sir Charles Grandison, única peça teatral da escritora e publicada em 1980. Esta obra mantém-se no top das obras menos conhecidas de Jane, a par de Lady Susan, já que o trono pertence Pride and Prejudice, uma das obras mais conhecidas a nível mundial.



Publicado em Repórter Sombra.

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Novo single a solo da Tove Lo

terça-feira, agosto 02, 2016 5 Comments
Tove Lo vai lançar, no próximo dia 4 de agosto, um novo single a que deu o nome "Cool Girl". O videoclip do single vai estar disponível no dia 17 de agosto, sendo que todas as informações necessárias foram disponibilizadas na sua página oficial.
A artista sueca já tinha participado anteriormente em vários singles, nomeadamente "Close", com Nick Jonas, "Desire", com os Years & Years e "We Could Be Heroes", com o Alesso. 

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Opinião: «Inside Out»

sexta-feira, julho 29, 2016 3 Comments

Inside Out é um filme de animação de 2015 produzido pela Pixar Animation Studios e lançado pela Walt Disney Pictures.

Este é, sem dúvida, um dos melhores filmes de animação que já vi. A história passa-se na mente de uma menina -que podia ser qualquer um de nós. Nessa mente temos as emoções (neste caso a alegria, a tristeza, o medo, a raiva e o nojo) e o que estas emoções fazem é conduzir a vida da menina. Tudo está perfeito até que os pais da menina decidem mudar de cidade. A alegria tenta ajudar a menina a sentir-se melhor com essa mudança mas a tristeza destrói todas as suas boas memórias e faz com que a menina se vá isolando cada vez mais. A raiva, o nojo e o medo tentam consolar a menina mas acabam por fazê-la distanciar-se cada vez mais dos pais e dos amigos, levando-a mesmo a fugir de casa. A alegria faz de tudo para ajudar a menina e restaurar todas as suas boas memórias mas sem sucesso. Riley tinha perdido tudo. A escola, os amigos, o desporto e até a família. Deixou tudo para trás e todas as suas boas memórias foram postas de parte entrando num total estado de solidão que a alegria não conseguiu restaurar. O mais curioso é que a Riley foi salva mas não pela alegria como qualquer um de nós pensaria. Quem a salvou foi a tristeza. A tristeza reinstalou as memórias base na mente de Riley, o que fez com que ela voltasse a casa. Assim que vê os seus pais, começa a chorar confessando-lhes que sente falta da antiga casa e que não suporta estar ali. Os seus pais confortam-na e, juntas, a alegria e a tristeza criam uma nova memória para a menina a partir daquele momento. Um momento que deveria ser triste mas que se tornou feliz. 
A conclusão mais clara que tirei deste filme é que, ao contrário do que muita gente pensa, a tristeza não é uma coisa má. Aliás, a tristeza é a emoção mais necessária de todas. Sem tristeza não haveria alegria, essa emoção que todos nós procuramos. A tristeza é essencial em todos os campos. É ela que nos move. É ela que nos faz levantar e voltar atrás quando estamos prestes a cometer erros. É ela que nos torna mais fortes e, acima de tudo, é ela que molda a nossa personalidade. A alegria é o sentimento que mais desejamos e isso não significa nunca que este seja o mais importante. É aquele que nós queremos sentir e o que procuramos o tempo todo, só isso. Mas se não fosse a tristeza nós nunca conseguiríamos encontrá-lo. Por isso é que não acho correto negarmos a tristeza, talvez ela seja demasiado essencial para não ser sentida de vez em quando.
Isto para vos dizer que este filme é daqueles que mais me fez refletir até hoje e tenho a certeza que vai chegar ao coração de cada um de vós. Depois de o ver, ganhei uma visão completamente diferente acerca da mente humana e da forma como lidamos com as nossas emoções. Aliás, agora acho que não somos nós quem lida com as emoções. Elas é que lidam connosco. O nosso trabalho é apenas saber ouvi-las e seguir os conselhos que elas nos dão quando percebem o que é o melhor para nós. Nunca as devemos culpar por nada do que aconteça connosco porque se aconteceu é porque foi necessário. E se foi necessário, vai fazer-nos bem em algum momento da nossa vida.

Já viram o filme, internautas?
O que acharam? :)

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Nelson Freitas lança novo single

quarta-feira, julho 27, 2016 3 Comments

No passado dia 22 de julho, Nelson Freitas lançou o seu novo single intitulado "My Feelings". Esta canção conta com a colaboração de Mikkel Solnado e é mais um êxito do álbum "Four". O videoclip foi gravado na Ilha do Pessegueiro e traz-nos o som ideal. 
Nelson Freitas é, assim, um dos artistas mais populares da atualidade e traz uma sonoridade única e diferente que o leva aos melhores palcos, como o Sumol Summer Fest ou o Sol da Caparica. A sua digressão encerra no Campo Pequeno, em Lisboa.

terça-feira, 19 de julho de 2016

Nélson Freitas encerra digressão no Campo Pequeno

terça-feira, julho 19, 2016 5 Comments

Nelson Freitas tem vindo a conquistar milhares de pessoas de norte a sul do país pelo seu misto de sonoridades que vão do zouk ao r&b, passando pelo kizomba, hip hop e soul. 
Atualmente, o artista encontra-se a promover o seu próximo álbum "Four" e, dia 22 de outubro, vai dar em espetáculo especial de encerramento desta digressão, no Campo Pequeno, em Lisboa.
Neste concerto não vão faltar os êxitos de "Four" assim como dos álbuns anteriores. O espetáculo conta ainda com vários convidados que serão divulgados em breve. 
Dia 22 de outubro é a data perfeita para finalizar este ciclo da carreira do Nélson Freitas. Os bilhetes já estão à venda nos locais habituais e na Ticketline. O preço vai dos 20 aos 28 euros.


terça-feira, 12 de julho de 2016

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Cristina Branco lança novo single

quinta-feira, junho 30, 2016 1 Comments

Saiu, hoje, o primeiro single do novo álbum da Cristina Branco.
"E às vezes dou por mim" é o primeiro single que tem data de lançamento até 16 de setembro. Com composição de Filho da Mãe na parte instrumental e letra de André Henriques, esta música e respetivo videoclip pretendem prender a nossa atenção e dar-nos um cheirinho daquele que é o novo álbum da Cristina Branco.


                                                                        Curiosos? :)

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Wall Of Love

quarta-feira, junho 29, 2016 5 Comments

Se há umas semanas vos vinha mostrar o videoclip da música Wall Of Love, hoje, o que vos trago é algo semelhante.
Hoje saiu o novo lyric video desta música dos Karetus com o Diogo Piçarra, sendo que este vídeo tem o seu principal foco no processo criativo dos Grafitty.
A verdade é que a música Wall Of Love tem marcado quem a ouve. O que me dizem, internautas, vamos espalhar amor? :)

terça-feira, 28 de junho de 2016

Bastille lançam videoclip surrealista

terça-feira, junho 28, 2016 3 Comments

Inspirado na temática do filme ""Wild World" e nos sonhos psicóticos da personagem Sara Goldfarb de "Requiem for a Dream", este novo vídeo de Bastille leva-nos para uma viagem cheia de humor, onde o bizarro é a caraterística principal. 
O single já está a dar cartas no Reino Unido, sendo que este "Good Grief" foi Hottest Record no programa de Annie Mac na Radio 1, tendo sido a faixa do dia. 
Desta forma, o "Wild World" é um passo em frente na maturidade e som da banda. Segundo o vocalista, o álbum é sobre "tentar entender o mundo tanto como é visto através dos nossos olhos, como através do que nos é apresentado pelos media. É também sobre ter a capacidade de questionar o que se passa à nossa volta." 

O que acham deste vídeo? :)

sexta-feira, 24 de junho de 2016

«Ela Gosta de Mim Assim» é o nome do novo videoclip do David Fonseca

sexta-feira, junho 24, 2016 3 Comments

"Ela Gosta de Mim Assim" é o nome do novo videoclip do cantor David Fonseca que estreou no passado dia 21 de junho.
Este videoclip conta com a participação especial do humorista Bruno Nogueira e o resultado é fantástico! Este tema encabeça o EP digital com o título "Futuro Eu- Outtakes", que reúne todos os temas compostos para o álbum "Futuro Eu".
Confesso que me apaixonei completamente pelo videoclip! É tão simples e ao mesmo tempo consegue ser muito original!
Não estou habituada a ouvir o David a cantar em português mas devo dizer que foi uma surpresa bastante agradável! É inegável que ele sempre teve uma voz fantástica mas ouvi-lo cantar em português sabe ainda melhor!

O que acham do videoclip?
Gostam do David Fonseca?




Até logo, Diamond!

Obrigada pela visita!
Volta Sempre :)