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domingo, 3 de março de 2019

Opinião «Passengers»

domingo, março 03, 2019 3 Comments


Vi este filme em 2016, assim que saiu. No entanto, decidi revê-lo e dar-vos o meu feedback. 
Confesso que só há pouco tempo comecei a gostar de filmes de ficção científica. Sempre fui mais dada a romances, comédias ou dramas. No entanto, de há uns anos para cá tenho um vício enorme por ficção científica. Daí ter visto e revisto este filme: porque fiquei adepta da história.
Para começar, adoro a Jennifer Lawrence e o Chris Patt. E, sendo completamente sincera, quando vejo que atores que eu gosto bastante fazem parte de um filme, faço questão de o ver mesmo sem saber se a história me poderá ou não interessar. Neste caso, não me desiludi. 
O filme foi lançado no final de 2016 e eu corri logo para vê-lo porque estava super curiosa depois de ver o trailer. Resumindo e sem dar grandes spoilers: A história passa-se na nave Avalon. Esta nave transporta 5.000 passageiros com destino ao planeta Homestead II. Esta viagem tem como duração 120 anos, sendo que os passageiros estão adormecidos em cápsulas preparadas para os acordar apenas no final desses 120 anos, o que significa que todos eles acordarão num novo século. No entanto, uma avaria no sistema de uma das cápsulas de hibernação faz com que Jim (um dos passageiros) acorde quando ainda faltam 90 anos para a nave chegar ao destino. Isto significa que Jim passará o resto da sua vida fechado na nave sem nunca chegar ao destino visto que, nessa altura, jé terá morrido. Cansado de estar sozinho, Jim toma a difícil decisão de abrir uma das cápsulas para ter companhia nos anos que lhe restam ali. Quando olha para a cápsula onde está Aurora Lane fica encantado por ela. Tenta contrariar a vontade de a acordar e, consequentemente, condená-la a viver também o resto da sua vida presa na nave. Mas acaba por fazê-lo. Inicialmente, Aurora pensa que também houve uma avaria na sua cápsula. A revolta invade-a quando percebe que nunca chegará ao seu destino e que está condenada a uma vida monótona fechada dentro daquele objeto. No entanto, ela e Jim acabam por se apaixonar e vivem um romance que a faz encarar essa prisão de outra forma. Até que, um dia, descobre que foi Jim quem a acordou e tudo muda.
Como é óbvio, não vos vou dizer o que se passa no filme daqui para a frente porque estragaria todo o encanto. Mas posso dizer-vos que gostei bastante do resultado final, embora fizesse uma ligeira alteração ao final do filme. Para além disso, acho que o filme tem um design incrível! Eu sou uma apaixonada pelo universo. Aliás, um dos meus sonhos era conhecer o espaço e entrar em todos os planetas. Como isso não é possível, gosto de filmes que me fazem sentir que estou a conhecer o universo como se estivesse dentro de uma nave espacial. E este é um dos exemplos disso. Várias vezes ao logo do filme me vi a levitar no espaço, pertinho das estrelas... E acho que isso, por si só, já é um sinal de que o filme está bem concretizado. 
Por fim, adorei o desempenho dos atores. Pessoalmente, acho que Passengers tinha tudo para ser um filme muito parado. Pela história. Pelo facto de a ação se passar num único lugar e pelo número bastante reduzido de atores. No entanto, isso não aconteceu exatamente pela forma como tudo foi produzido. Vocês vão perceber isso assim que o virem.


Já viram o filme? O que acharam?
Que filmes andam a ver ultimamente?

segunda-feira, 19 de março de 2018

Opinião: «I, Daniel Blake»

segunda-feira, março 19, 2018 2 Comments


Sou ansiosa. Sou ansiosa até quando acho que não estou a ser. Sou ansiosa até enquanto durmo. A questão é que parte dessa ansiedade surgiu por parte dos outros e da pressão que exerciam sobre mim.
Iniciado o segundo semestre da faculdade, optei por levar um bocadinho da minha história a um trabalho que estou a realizar. A ideia é mostrar a forma como, ao longo da nossa vida, todos sofremos pressão das mais diversas formas e, na maior parte das vezes, essa pressão traz consequências graves e irreversíveis. A ansiedade e a depressão são exemplos dessas consequências.
"I, Daniel Blake" é um filme que retrata muito bem toda esta realidade. Vi-o por sugestão de um professor e não me arrependi. Muito pelo contrário. Para já, o título do filme é muito sugestivo. Afinal, deixa-nos logo com curiosidade em saber quem é Daniel Blake e o que é que ele fez de tão fantástico para dar nome ao filme. Por outro lado, foi fundamental no que diz respeito a esta temática da pressão exercida sobre nós. 
Daniel Blake é um homem na casa dos 60 anos que, após ter sofrido um ataque cardíaco, é considerado pelos seus médicos como sendo inapto para trabalhar. Assim, Daniel passa a viver num drama para sobreviver, já que fica dependente dos benefícios do Estado até recuperar a saúde. O problema é que o Estado não parece muito preocupado com a saúde deste homem e cria-se uma situação preocupante e que parece não ter resolução, o que não ajuda à sua saúde. Desta forma, a história de Blake leva-nos a questionarmo-nos sobre quantas vezes não olhamos ao sofrimento do outro (seja ele físico ou moral) ou não nos preocupamos em perceber de que forma estamos a prejudicar a vida de outrém depositando nela uma pressão que está a ser destrutiva. Isto é visível quando, em determinado momento, ficamos a saber que, apesar dos médicos proibirem Daniel de trabalhar por este estar inapto, o Estado pensa de forma contrária e considera-o apto a trabalhar, não concedendo o benefício para que este possa sobreviver. A par desta problemática ficamos também a conhecer a vida de Kate, uma jovem que luta incessantemente pela sua sobrevivência e dos seus filhos, fazendo coisas que nunca se imaginou a fazer. 
Ao longo do filme, as histórias de Kate e de Daniel entrelaçam-se e acentuam a forma como cada um luta por condições mínimas de vida e os efeitos negativos que a pressão social coloca sobre eles. É um filme emocionante, que nos faz refletir sobre a sociedade e o ser humano enquanto ser individual mas que depende da vida em sociedade. Se estivermos bem atentos e mergulharmos fundo na história percebemos que o Daniel podia ser o nosso pai, o nosso amigo, o nosso vizinho da frente... Percebemos ainda mais fortemente que há muitos Daniel's espalhados pelo mundo fora e que, tal como a personagem, podem acabar por ceder àquilo que os atormenta.


Já viram este filme? O que acham? :)

sábado, 28 de outubro de 2017

Opinião: «The Boss Baby»

sábado, outubro 28, 2017 5 Comments
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Na semana passada, vi pela segunda vez este filme. Quando reparei que ainda não tinha escrito sobre ele aqui no blog fiquei chateada comigo mesma. Como assim ainda não vos tinha falado do The Boss Baby? É só dos meus filmes de animação favoritos! Está super bem conseguido e é um filme incrivelmente querido. Posto isto, e para vos abrir o apetite, vou falar-vos um pouquinho sobre este filme.
The Boss Baby é um filme de animação americano baseado num livro de Marla Frazee. Lançado em Março de 2017, conta com as vozes de Alec Baldwin e Steve Buscemi nos papéis principais e é dirigido por Tom McGrath.
No que diz respeito ao enredo, a história dá-nos a conhecer Tim, um menino de sete anos que é filho único e que vê a sua vida mudar com a chegada de um irmãozinho. A questão é que o irmão não é um bebé qualquer. Ele chega de terno e fala. Quando se apercebe disso, Tim faz de tudo para provar aos pais que o bebé não é de confiança e para expulsá-lo de casa. O que ele não sabe é que, para expulsar o bebé de sua casa, vai ter de se unir a ele.
Penso que, do ponto de vista da história, este filme é bastante interessante porque, para além de brincar com a questão "de onde vêm os bebés?", aborda de forma bastante sensível o que é ter um irmão e o que é que isso implica para os pais e para as próprias crianças. Tenho um irmão e sei o quão incrível é a sensação de partilha. O filme aborda bem essa questão, mas também aborda a questão dos ciúmes que uma criança mais velha sente quando a atenção que antes era totalmente sua passa a ser dividida com outro ser. E essa questão é muito bem apresentada pela personagem de Tim, que sofre bastante quando sente que o coração dos seus pais pode deixar de ter espaço para ele. 
Posto isto, e se são fãs de filmes de animação, recomendo vivamente que vejam este. É incrível e os personagens criados estão bastante interessantes. Para além disso, a própria história em si é deliciante. Tenho a certeza que não se vão arrepender! 


Já viram este filme?
Qual foi o último filme que viram?



sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Os filmes desenham os heróis que faltam na realidade

sexta-feira, agosto 11, 2017 6 Comments

A literatura está coberta de heróis nas suas histórias. E todos eles têm as mesmas características: serem corajosos e mostrarem-nos de que é feito um verdadeiro herói. Seguimo-los por toda a parte a aguardamos ansiosos o filme seguinte. Mas porque é que precisamos tanto deles?
Há uns dias estava a ver críticas a um filme e reparei que a maior parte dos comentários falavam do desempenho de determinado ator que não tornou a personagem tão heróica quanto deveria. Parei e pensei “porque é que procuramos tanta perfeição na ficção se ela é apenas isso, ficção?”. Depois percebi que nós procuramos nos livros, nos filmes e nas histórias em geral tudo aquilo que gostávamos que fosse a realidade. Desejamos que aquele casal apaixonado fique junto no final, que a senhora vença o cancro e que o vizinho da frente deixe de fazer barulho porque incomoda a criança. E tudo isto porque são coisas que, no dia a dia, era bom que acontecessem: nós sermos felizes com o amor da nossa vida, a nossa tia vencer a luta contra o cancro ou o vizinho da frente deixar-nos dormir em paz. E, nesse aspeto, os heróis têm o papel mais fundamental de todos: fazer-nos acreditar. Eles representam-nos. Representam a nossa vontade de sermos melhores, de sermos corajosos e vencermos cada vilão que vai aparecendo na nossa vida, seja ele uma pessoa, uma doença ou outra coisa qualquer. Na verdade, passamos uma vida inteira à procura de sermos completos e realizados. Mas a vida é cheia de cenas cruéis que, tal como nas histórias, nos tentam destruir. Mas cabe-nos a nós a luta pelo final que queremos ver no nosso próprio filme. O problema é que nem sempre temos a força necessária para lutar pelo final que tanto desejamos. E, nesses momentos, os heróis que conhecemos na literatura ou nos filmes são tudo aquilo que gostávamos de ser. Aqueles que são ficção representam-nos a nós, humanos. E essa representação agrada-nos de uma forma que não conseguimos expressar. E buscamos essa representação na nossa realidade, lutamos imaginando que somos o herói daquele livro que lemos e se ele conseguiu, então nós também conseguimos.
Uma das coisas que fui percebendo ao longo dos anos é que nós encaramos a vida como uma história. A diferença é que nesta, nós somos os protagonistas. E, aqui, não conseguimos prever o final. Não será por isso que admiramos tanto tudo o que envolve os heróis? Porque é o único final em que sabemos o que vai acontecer realmente? Talvez a ideia do bem triunfar sempre nas histórias nos faça querer ser heróis como os que lemos, mesmo que às vezes não o consigamos ser.

Publicado em Repórter Sombra.

terça-feira, 25 de abril de 2017

Opinião: «Daddy's home»

terça-feira, abril 25, 2017 7 Comments
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Daddy's Home ou Pai Há Só Um é uma comédia dirigida por Sean Anders, com Will Ferrell, Linda Cardellini e Mark Wahlberg nos papéis principais.

Neste filme começamos por ver a história de vida de um padrasto que anseia por ver os filhos da sua mulher, Sarah, tratá-lo como pai. Tudo parece difícil mas chega o dia em que, finalmente, as crianças começam a confiar em Brad e a partilhar os seus segredos com ele. Mas, quando tudo está a começar a endireitar-se, o pai biológico das crianças regressa à cidade para uma visita prolongada.
Apesar de ter sido um pai ausente, Dusty está disposto a reconquistar os seus filhos e, acima de tudo, o seu lugar naquela família, fazendo tudo o que pode para ver Brad ficar para trás. Inicia-se, então, uma espécie de "luta" entre ambos, sendo que cada um tenta mostrar que é melhor pai que o outro.
Para mim, o melhor do filme é, sem dúvida, a relação entre o Brad e o Dusty. Para além de ser o centro de todo o filme, a forma como ambos competem e ao mesmo tempo conseguem dar-se bem em determinados momentos está muito bem conseguida. Em termos de género, como comédia deixou um pouco a desejar. Tem determinados momentos que encarei de forma divertida e que me fizeram rir, sim. Mas, na maior parte do tempo, a comédia estava parada, o que acredito que tenha aborrecido alguns observadores. No entanto, não posso deixar de destacar aquelas que, para mim, são as melhores partes do filme: quando ambos se unem em prol do melhor para as crianças e os diálogos do Brad com o patrão. Aliás, o patrão acaba por ser, na minha opinião, a personagem mais cómica do filme mesmo que o seu papel não seja tão presente.
Cada etapa do filme remete-nos para um pensamento de que a guerra deles acabou, mas acaba sempre por surgir um novo conflito que acaba por dar uma certa continuidade ao filme,
Assim sendo, acho o filme bastante importante, Falha no objetivo de ser engraçado, mas compensa na boa história que transmite e no sentimento que nos transmite. E, nesse sentido, é inegável que estamos perante uma boa história e, acima de tudo, uma boa exibição do Will e do Mark.


Quem daí já viu o filme? :)

Até logo, Diamond!

Obrigada pela visita!
Volta Sempre :)