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quarta-feira, 15 de novembro de 2017

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Opinião: «Porta com Porta»

terça-feira, setembro 12, 2017 3 Comments
Foto de Clube de Fãs Sofia Alves.


Se seguem atentamente o blog sabem que sou apaixonada por teatro. E, sendo assim, sempre que posso não dispenso ir assistir a uma peça. É revitalizante e faz-me um bem à alma que nem imaginam!
No sábado passado, não hesitei em ir assistir à peça Porta com Porta. Assim que vi que ia estar aqui e que ia poder ver, pela primeira vez, a minha atriz favorita em cena fui logo comprar o bilhete! Sou fã do trabalho da Sofia Alves há anos. É a minha atriz portuguesa favorita e é também a mulher mais bonita que Portugal já viu, na minha opinião, é claro. Quando a vi, finalmente, em cena e à minha frente nem queria acreditar. Foi quase um sonho tornado realidade. A atriz não desiludiu e o ser humano também não. No fim do espetáculo -e já no exterior do auditório- não faltou simpatia, sorrisos e muitos abraços a quem por ela passava. E é tão bom ver alguém tão grato e que, acima de tudo, é tão lindo por fora quanto o é por dentro!
Para além da Sofia, claro que também estava bastante ansiosa para ver o desempenho do João de Carvalho. Desde pequenina que o acompanho e é um ator fantástico. E mostrou isso ao longo de toda esta peça. Muito profissionalismo e, acima de tudo, uma paixão incrível naquilo que faz!
Agora que já falei um pouquinho sobre os atores, claro que vos vou falar também da peça em si. Portanto, Porta com Porta é uma comédia escrita por Lázaro Matheus, que estreou em Portugal "nas mãos" da atriz Sofia Alves e do ator João de Carvalho, e cuja direção é de Celso Cleto. Esta peça apresenta-nos Rute, uma mulher independente na casa dos 40 anos que resolve comprar um apartamento num local de prestígio. O que ela não esperava é que viesse a viver porta com porta com o seu ex-marido, Tony. De facto, Tony está longe de ser o vizinho ideal para Rute e a relação de ambos revela-se bastante atribulada. 
No final do espetáculo, saí daquela porta com um novo humor e uma nova alma. É incrível o poder que o teatro pode ter sobre nós. E recomendo vivamente esta peça. Já li diversas opiniões sobre a mesma, mas a minha não podia ser mais positiva. O trabalho do João e da Sofia é incrível, não podendo esquecer-me de todos aqueles que estão por trás da peça e que contribuem para que ela esteja tão bem conseguida. Por isso, e se também são amantes de teatro, não percam esta peça e tirem um bocadinho do vosso tempo para valorizar a cultura e os nossos atores portugueses que são, sem dúvida, um orgulho para o nosso país.


sábado, 1 de outubro de 2016

Rui Unas: «Eu acho que percebem que não levo nada demasiado a sério e o único propósito é divertir.»

sábado, outubro 01, 2016 9 Comments
Rui Unas é um apresentador, produtor e ator português que, em 1995, começou a colaborar com a RTP.
De 1995 até agora foram vários os projetos televisivos de Rui. Por sua vez, no que diz respeito a programas de rádio, o seu percurso começou há cerca de vinte anos atrás na “Rádio Seixal”, passando também pela Antena 1, Antena 3 e RFM. Para além disto, Rui é um fenómeno nas redes sociais e ainda dá cartas como ator. Atualmente interpreta Tomané na novela “Amor Maior”, na SIC.

Nesta entrevista, Rui Unas fala-nos do seu percurso até aqui e da sua nova personagem na nova novela da SIC.



O Rui é apresentador, produtor, locutor, ator e ainda nasceu com uma veia virada para o humor. Qual das atividades o preenche mais?
A atividade de produtor e comunicador.

Há cerca de vinte anos conquistou o mundo através da Rádio Seixal. Como foi lá parar?
Através de um concurso que fiz quando tinha dezassete anos.

A partir daí apresentou alguns programas na RTP e, mais tarde, na SIC. O que é que mais o cativa no mundo televisivo?
A possibilidade de entrar na casa das pessoas a seu convite.

E como foi parar ao mundo da representação?
Através de um convite do Antonio Pedro Vasconcelos para o filme "Os Imortais".

Um apresentador também tem de, muitas vezes, ser ator?
Sim. Há sempre uma personagem que se cria!

O Rui costuma aliar esse seu lado humorístico à música. Como se sente ao ver que o público reage tão bem a todo o sei trabalho?
Não sei se reage bem a todo o meu trabalho. Eu acho que percebem que não levo nada demasiado a sério e o único propósito é divertir.



Teatro ou cinema? Qual o cativa mais?
O cinema é mais cativante.

A verdade é que tem canalizado muito a sua atenção para o lado da internet. Considera que, atualmente, é muito mais fácil chegar ao público através das redes sociais ou canais como o youtube?
Sim. Por isso a minha atenção e capacidade criativa e de produção está na internet.

Fale-nos um pouco acerca do “Maluco Beleza”.
Nasceu como um podcast e hoje é um espaço de conversa, mas pretende ser uma plataforma de conteúdos vários ligados a conversa, humor e música.

“Amor Maior” é a nova aposta da SIC. O que é que nos pode dizer sobre esta nova personagem que interpreta?
É o Tomané. Uma personagem caricata que vive em Alfama e conduz um Tuk Tuk. É um romântico.

Para terminar, porque é que Portugal deve seguir esta nova novela?
Porque tem um leque de atores muito interessante e é uma novela que arrisca na linguagem televisiva e tem uma(s) história(s) densa(s) e dramática(s).



Terminada a entrevista resta-me agradecer ao Rui pela disponibilidade e, acima de tudo, por ter aceite responder às minhas questões.



quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Opinião: «As mentiras que os homens contam»

quinta-feira, setembro 29, 2016 5 Comments


Teatro. Sou apaixonada por teatro, como vocês sabem. Como tal, não podia deixar de vos falar da última peça a que assisti. As mentiras que os homens contam é uma comédia escrita a partir das crónicas de Luís Fernando Veríssimo. Uma comédia a que tive o prazer de assistir e que adorei, no verdadeiro sentido da palavra. 
Como o próprio nome indica, o que aqui se trata é a mentira. O mundo masculino é repleto de mentiras mas o que desconhecemos é que mentir faz parte da nossa sobrevivência. Toda a gente já mentiu em algum momento da sua vida e é isso que esta peça retrata. As mentiras que todos inventamos e o porquê de as inventarmos. Para isso, é-nos contada a história de Jorge e Carla, um casal que vive as alegrias e os problemas típicos de um casamento, com amigos, amantes  e onde as personagens se colocam em situações embaraçosas por culpa de mentiras inocentes.
O trabalho destes quatro atores é simplesmente genial! Ri do início ao fim e quando terminou soube-me a pouco. Sem dúvida, uma das melhores peças que já vi e que recomendo sem pensar duas vezes! Que haja mais teatro assim e que possamos valorizá-lo cada vez mais!


sábado, 17 de setembro de 2016

Ricardo de Sá: «Existe só um Ricardo que tenta encantar o público com a sua arte.»

sábado, setembro 17, 2016 7 Comments
Ricardo de Sá é um jovem ator e músico português que se estreou no mundo televisivo através do T2 para 3, produzido pela RTP, em 2008. Depois disto, seguiu-se uma popular participação na série Morangos com Açúcar, na TVI, na qual deu vida à personagem “Leonardo”.
Após dar cartas na televisão, a sua estreia no cinema acontece em 2010 na curta-metragem Carne, de Carlos Conceição, seguindo-se O Inferno,  que lhe garantiu o papel de protagonista.

Nesta entrevista, Ricardo de Sá fala-nos um pouco do seu percurso e dos seus objetivos relativamente ao futuro.


Como é que foste parar ao teatro?
Era miúdo, estava de férias na aldeia dos meus avós e gostava muito de andar de bicicleta. Acabei por parar na Sociedade Recreativa para comprar umas pastilhas e sem querer interrompi um ensaio de teatro de uma peça sobre o 25 de Abril. No dia a seguir estava a fazer de Salgueiro Maia em frente a 500 pessoas. Depois disso e quando já era mais velho quis ir estudar teatro na In Impetus e ESTC e fazer disso profissão.

A música esteve sempre presente na tua vida?
Sempre!

Na série Morangos Com Açúcar conseguiste juntar esses dois talentos. O que significou para ti este desafio?
O início do jogo. O início da minha carreira.

Tens saudades do Léo?
Só me lembro do Léo quando as pessoas falam dele.

A tua personagem foi, sem dúvida, das personagens mais acarinhadas por parte do público da série juvenil da TVI. Consideras que isso teve influência no teu percurso daí em diante?
Claro que sim! Eu sabia que tinha de brilhar logo no meu primeiro papel para garantir o meu futuro.

Televisão ou cinema, qual te cativa mais?
São diferentes. Adoro fazer Televisão mas também gosto muito de fazer Cinema. Adorava fazer tanto Cinema como faço Televisão.


Relativamente à tua faceta musical, A Tua Cara Não Me É Estranha permitiu-te, certamente, mostrar ainda mais o teu talento nessa área. O que guardas dessa aventura?
Foi uma ótima experiência e adorei fazer parte do programa! Ter ganho várias galas permitiu-me reconhecer o grande carinho que o público tem por mim. Guardo esse carinho com muito orgulho.

Em que é que o Ricardo ator difere do Ricardo músico?
Em nada, a única coisa que difere é que um canta e o outro representa. Existe só um Ricardo que tenta encantar o público com a sua arte.

Que Histórias nos contas no teu recente álbum?
Conto vários momentos da minha vida e histórias que eu vi ou ouvi e tentei retratar tudo isso em musica.

Que música melhor te descreve?
Nenhuma música foi feita com o intuito de me descrever mas sim descrever momentos meus.

Para terminar, o que nos reserva o Ricardo de Sá para o futuro?
Nem eu sei. Mas estou cá para trabalhar e continuar a criar.



Terminada esta entrevista, resta-me agradecer ao Ricardo pela disponibilidade e, acima de tudo, por ter aceite responder às minhas questões.



sábado, 18 de junho de 2016

Anna Eremin: «É bom ter duas línguas, duas culturas, duas casas.»

sábado, junho 18, 2016 9 Comments
Anna Eremin é uma atriz formada pela Escola Profissional de Teatro de Cascais e pela ACT. De origem russa, Anna afirma “ter duas línguas” o que lhe permite sentir que tem duas casas. Em Portugal desde os três anos de idade, Anna Eremin nasceu no meio de uma família de artistas –com um pai músico e uma mãe bailarina-, o que lhe permitiu cultivar o seu gosto por este mundo.
Pisou o palco pela primeira vez enquanto profissional no Teatro dos Aloés, onde se estreou com a peça “Chove em Barcelona”, em 2013. A partir daí surgiram sempre novos projetos, entre eles “Santa Bárbara”, “Única Mulher” e “Feminino Singular”.

Nesta entrevista, Anna fala-nos do seu gosto pela área da representação e do seu percurso profissional.


Quando é que notaste que tinhas um gostinho especial pela área da representação?
Desde muito pequena. O meu pai é músico e a minha mãe é bailarina. Ainda que eles não fizessem questão -bem pelo contrário- que eu aprendesse música ou dança, a arte estava sempre muito presente em nossa casa, na minha vida. Passei a infância em bastidores dos concertos do meu pai, comecei a ver bons filmes muito pequena, ia muito ao teatro. Adorava toda aquela magia de poder brincar, ser outras coisas, chegar ao coração das pessoas. Não sei, acho que nunca me imaginei a fazer outra coisa.

Achas que o facto de teres nascido numa família de artistas ajudou a que esse “bichinho” se desenvolvesse?
Sem dúvida. Como já te disse, começou tudo na infância. Ou antes, até!

Como lidas com esta “dualidade” entre o russo e o português?
Tranquilamente. Como cresci sempre com ela, também não sei o que é não ter esta dualidade. É bom ter duas línguas, duas culturas, duas casas.

De que forma a ACT te ajudou a chegares onde estás hoje?
Onde é que estou hoje? (Risos) Tanto a Escola Profissional de Teatro de Cascais como a ACT (as escolas que eu frequentei) têm bons professores, dão-nos bases, ferramentas de trabalho. Ensinam-te tudo, a começar pelo respeito à profissão. São espaços onde podes falhar, podes tentar outra vez, perceber o erro, voltar a falhar. Começas a conhecer e a ampliar o teu corpo, a tua voz, o teu conhecimento. Tudo, no fundo. Eu acredito que a formação é essencial para um ator.

Teatro ou televisão: o que te cativa mais?
São duas coisas tão diferentes. Exigem coisas completamente diferentes. Teatro é magia pura, televisão tem um ritmo de trabalho alucinante. Eu gosto de ambos. Gosto, acima de tudo, dos meus parceiros/colegas. Gosto de trabalhar com o outro, para o outro. Quando acontece essa ligação, de respirar em conjunto, de comunicar sem palavras, é delicioso. Quer em palco, quer em plateau.

“Sol de Inverno”, “Jardins Proibídos”, “Santa Bárbara”... Passares do palco do Teatro dos Alóes para o universo televisivo exigiu mudanças em ti enquanto profissional?
O Teatro dos Aloés é uma companhia pequena. Sentia-me sempre protegida, em família. Televisão é uma máquina enorme, com muita gente, muitas equipas. Funciona de outra maneira. "Sol de Inverno" foi uma participação rapidíssima. Estive lá uma hora, nem percebi o que era. Quando cheguei aos "Jardins Proibidos" tudo era novo. Não sabia trabalhar com câmaras, não sabia como funcionava todo aquele universo. Tive muita sorte com a Lucinda Loureiro (diretora de atores) que nos deu bastante tempo de ensaios, com a equipa que estava sempre disposta a ajudar, com os meus colegas. Trabalhámos muito em conjunto. Ajudámo-nos uns aos outros. Aprendemos uns com os outros.


O que é mais difícil no teu trabalho: construir as personagens ou “desfazeres-te” delas?
Desfazer-me delas, sem dúvida. Dói muito perceber que elas acabam e fico só eu. Durante meses vivi no mesmo corpo com alguém e, de repente, acabou. Fica um vazio horrível. Ainda não aprendi a lidar com isso. Com a efemeridade desta profissão.

Para além do teatro e da televisão, também já deste cartas no mundo do cinema. É algo em que queres apostar mais a fundo?
Participei em algumas curtas-metragens. Claro que adorava apostar nisso. Mas não depende só de mim.

E relativamente ao futuro, tens mais projetos em mente?
Tenho algumas coisas que quero fazer a longo-prazo. Sonhos, por assim dizer. De concreto não tenho nada para já. Esperemos que isso mude em breve. Para já, estou a aprender a aproveitar este período em que estou parada para me cultivar. Ver coisas, ler coisas. Descobri uma nova paixão - a acrobacia aérea. Mas ainda sou um pequeno saco de batatas (risos)

Para terminar, que conselhos darias aos tantos jovens que querem um lugar na área da representação?
O melhor conselho que alguém alguma vez deu aos jovens atores pertence a Fernanda Montenegro (atriz brasileira). Portanto, passo a citar: "Eu geralmente, quando me perguntam o que é que você diria para um ator que está começando, eu sempre digo: Desista! Não passe perto! Saia disso! (...) Agora, se morrer porque não está fazendo isso, se adoecer, se ficar em tal desassossego que não tem nem como dormir, aí volte, aí venha aqui, mas se não passar por esse distanciamento e pela necessidade dessas tábuas aqui, não é do ramo! Não é do ramo!". É duro, mas é verdade. Não é uma profissão fácil. Não é uma escolha simples. Mas se realmente existe este amor incondicional... Então força! É um caminho duro, mas vale a pena! 


Terminada esta entrevista resta-me agradecer à Anna pela simpatia, disponibilidade e por ter aceite responder às minhas questões.




segunda-feira, 25 de abril de 2016

Teatro regressa à RTP2 em setembro

segunda-feira, abril 25, 2016 9 Comments
Olá Internautas! Espero que estejam bem ou, pelo menos, melhor que eu. Cheguei há pouco do hospital porque estou com uma daquelas gripes complicadas em que a febre teima em não desaparecer. Estou há dias doente, daí não ter postado muito ultimamente. Mas já estou devidamente medicada e, se tudo correr bem, no final da semana já estou cheia de energia outra vez! Bom, mas vamos ao post de hoje...
Como sabem, sou uma apaixonada por teatro e fiquei super feliz quando vi esta notícia. 
Ao que parece a RTP2 vai transmitir peças de teatro a partir de setembro. A produção conta com seis peças a cargo de jovens companhias, Fiquei super contente com a ideia porque se há coisa que faz falta na televisão portuguesa é isto. Teatro, no verdadeiro sentido da palavra. E sabe tão bem saber que há quem lhe dê valor! Porque já está na altura de valorizarmos um bocadinho mais a nossa cultura e sinto isto como um começo. Para além disso, o facto de esta oportunidade ser dada aos jovens é ainda melhor. É tão motivante e encorajador. É cada vez mais importante encorajar os jovens a não desistirem do teatro e estas oportunidades são essenciais para os motivar e incentivar.
Teatro é uma arte e, como todas as artes, merece ser mais divulgado e valorizado.

regressoteatronartp2

terça-feira, 12 de abril de 2016

Partilha a tua história

terça-feira, abril 12, 2016 7 Comments
Olá internautas!
Bem, como sabem, o meu objetivo principal com o blog é mostrar coisas que merecem ser vistas. Isto para vos dizer que, desde que entrei para a blogosfera, tenho lido/visto/lidado com várias histórias de vida que me deixam mesmo sem palavras. Este facto fez com que eu, aliada ao meu ex professor de teatro, embarcasse num novo projeto, um projeto que permita dar voz a tantas pessoas que não têm coragem de se expressar. Queres saber como?
Basicamente só preciso que me contes a tua história. Aquela história que mais ninguém conhece, aquela história que sabes que pode mudar a vida de alguém, algo que te tenha marcado e que saibas que pode marcar a vida de alguém. Já passaste por uma fase tão má na tua vida que não sabias se ias aguentar? Já viveste algo tão fantástico sem estares à espera? A tua história pode trazer esperança a outras pessoas! Tudo o que tens de fazer é seguir os passos que vou deixar em baixo e contar-me aquele segredo que merece ser partilhado. As histórias serão anónimas (a não ser que queiram dar o vosso nome) e serei eu a contá-las na primeira pessoa para que toda a gente as possa ouvir. 
Caso precisem de mais informações basta enviarem uma mensagem para a minha página pessoal que terei todo o gosto em esclarecer-vos.
P.S: A atividade ainda não tem prazo para começar. No entanto, necessito de saber já emails dos interessados para me poder organizar! :)


Se quiseres participar só tens de:
- Seguir o blog;
- Deixar o teu like na página;
- Enviar-me um mail a dizer que queres participar (katia_barbosa21@hotmail.com)


Participa porque a tua história pode ajudar muita gente! 


quinta-feira, 7 de abril de 2016

Personalidade da Semana #17: João Lagarto

quinta-feira, abril 07, 2016 3 Comments


João Lagarto é um ator e encenador português.

Como sabem, na semana passada tive a oportunidade de assistir à peça de teatro "Arte", motivo pelo qual hoje vos venho falar de João Lagarto.
Quando soube que a peça ia passar por Coimbra não pensei duas vezes e fui assistir, não só pela curiosidade mas porque João Lagarto sempre foi um dos meus atores portugueses de eleição.
Percebam ou não, é muito importante para aqueles que um dia desejam fazer Teatro terem alguém que os inspire e que os faça sentir que, mesmo com mil e uma dificuldades, vale a pena lutar por isto. 


Não é fácil interpretares mil e uma personagens, não é fácil dares tudo de ti em cima de um palco e, apesar de termos imensos atores excelentes, o João Lagarto fá-lo como mais ninguém faz. De uma forma única e eficaz, mais ninguém vive de forma tão "realista" cada personagem, nenhum outro ator me consegue transmitir tanta coisa. Dizem que na vida estamos sempre a aprender e, sem dúvida, que com pessoas assim aprendemos muito mais, com aqueles a que chamamos "mestres" pois conseguem inspirar-nos e fazer com que um dia queiramos ser como eles. Aliás, se um dia eu conseguisse ser metade do que este grande ator é, seria uma pessoa completa. 






terça-feira, 26 de janeiro de 2016

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Portugal à Gargalhada

quarta-feira, janeiro 20, 2016 12 Comments
No passado domingo estive colada ao ecrã a ver o espetáculo de revista à portuguesa "Portugal à Gargalhada". 
Produzida por Filipe La Féria, esta faz uma crítica à situação de Portugal dos nossos dias e aos seus principais protagonistas. Esteve em cena até 31 de dezembro no Teatro Politeama, em Lisboa e despertou muitos sorrisos e, como o próprio nome indica, muitas gargalhadas. Relativamente ao elenco, podemos encontrar os maiores nomes do teatro português tais como Marina Mota, José Raposo, Joaquim Monchique, Maria João Abreu, entre outros...
Sendo eu uma amante de teatro e sendo a representação a minha maior paixão, adoro Revista Portuguesa! E o melhor de tudo é que, nesta em especial, estavam todos os atores que mais admiro. A Marina Mota é, provavelmente, a melhor atriz de Revista da atualidade. O José Raposo é dos melhores atores portugueses. Joaquim Monchique é fantástico a juntar bom teatro com bom humor e a Maria João Abreu é das atrizes portuguesas mais completas e das que transmite mais amor a fazer aquilo que faz. Já para não falar do Ricardo Soler e do David Mesquita que também foram atores essenciais neste espetáculo. 
Apaixonei-me. Apaixonei-me como me apaixono sempre. A Revista Portuguesa é maravilhosa e temos de o admitir, sejamos nós amantes de teatro ou não. Recordo-me de uma frase que a Maria João Abreu disse no início da Revista "Mãe, eu quero ser artista." A frase que me tocou, a frase que me fez chorar ao ver as lágrimas nos olhos dela. Porque, definitivamente, também eu, mãe, quero ser artista! E leve o tempo que levar, passem os anos que passarem, é um sonho do qual nunca vou desistir. E quem sabe, um dia, possa vir a realizar esse sonho e pisar aquele palco com alguns daqueles atores. Porque sonhar é viver e o sonho aquece-nos por dentro.

terça-feira, 9 de junho de 2015

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Paixão é aquilo que nos queima por dentro

sexta-feira, abril 17, 2015 0 Comments
Hoje vou falar-vos de uma das minhas paixões, aquela que é a maior delas todas: o teatro.
Desde cedo que sempre que me perguntavam o que é que eu queria ser quando fosse "grande" não sabia muito bem o que responder. A verdade é que eu queria experimentar um bocadinho de tudo, basicamente ser a mulher dos sete ofícios e envolver todas as profissões do mundo numa bola de neve onde eu ia mergulhar para desfrutar de todas elas. Foi aí que o amor pela representação nasceu. 
Desde criança que não me lembro de dizer mais nada a não ser "quero ser atriz", essa profissão tão maravilhosa que permite interpretares diferentes personagens, poderes experimentar tantas personalidades diferentes, teres uma profissão e uma vida diferente a cada peça e sentires o que é estar na pele dos outros. Para mim, teatro representa isso mesmo: seres uma pessoa diferente, encarnares a personagem, teres uma personalidade diferente da tua e viveres uma realidade que não é a tua mesmo que seja por pouco tempo e até surgir outra que vais ter de absorver. E isso é sem dúvida um desafio, e eu adoro desafios! Nada me dá mais adrenalina do que o improviso. Chegar a uma aula de teatro, pegares num papel e teres de inventar uma história através da personagem aleatória que te calhou é uma descarga de energia tão grande e tão boa que nunca vou conseguir descrever.
Pisar o palco é a sensação mais incrível que pode existir, é o coração acelerado, o frio na barriga, as mãos e as pernas a tremer e o amor projetado naquilo que estás a fazer, porque é aquilo que tu queres, é aquilo que te faz feliz e que te deixa sem ar.
Um dia disseram-me que devemos lutar por fazer aquilo que nos aquece por dentro e, sem dúvida, representar é aquilo que me aquece o coração, é como se fosse o meu oxigénio, uma força que me move e que me faz acreditar que tudo é possível. Com o teatro tudo é possível. Porque no palco todas as dores passam, todas as feridas saram e todas as cicatrizes fecham. Não há maior amor do que aquele que nos faz acordar todos os dias com vontade de viver e o teatro é isso mesmo para mim, uma coisa que passou de paixão para amor. Amor por aquilo que me tira o fôlego, que me faz querer ficar cansada o tempo todo, que me faz querer ser eterna para poder fazer aquilo para sempre.
Com o teatro aprendi a nunca desistir dos meus sonhos. A verdade é que toda a gente acha que é uma profissão ingrata, que só gera desemprego e que não é digna de alguém que queira um futuro brilhante mas sinceramente? Estou-me nas tintas. Teatro é cultura, é arte, é imaginação e criatividade. E tenho pena que os atores portugueses não sejam tão valorizados como deveriam ser, porque o teatro é, ou deveria ser, um motivo de orgulho para todos nós. E para mim, não há nada mais forte do que este sonho. E se devemos perseguir aquilo que nos faz felizes e que nos queima por dentro, então eu vou fazê-lo nem que tenha de morrer a tentar...


Até logo, Diamond!

Obrigada pela visita!
Volta Sempre :)