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quinta-feira, 23 de junho de 2016

Porque beijamos?

quinta-feira, junho 23, 2016 5 Comments
Há quem o considere um ato de ternura. Outros consideram-no um ato de amor verdadeiro. Se é verdade que o primeiro beijo nunca se esquece, porque não perguntarmos “porque beijamos?”
Aproximar os lábios e beijar a pessoa amada é um ato perfeitamente natural para o ser humano, mas porque é que temos o hábito de o fazer? Porque é que beijamos? A verdade é que, para alguns cientistas e psicólogos, beijar na boca indica uma forma de testar a compatibilidade entre um casal. Mas para outros mestres da ciência, o beijo é apenas um comportamento previsto pela cultura em que as pessoas se inserem, ou seja, quando somos crianças vemos os beijos entre os adultos e, automaticamente, entendemos isso como algo normal e a repetir. De qualquer das formas, o beijo não deixa de ser uma demonstração de afeto, atração ou paixão. Pode ter significados diferentes para pessoas diferentes, mas não deixa de ser universal. Há quem o veja como algo que faz parte da sequência da vida e há quem o eleve à categoria do romance. O “primeiro beijo” é muitas vezes tido em conta como algo especial e que marca as nossas vidas. Mas porque é que temos tendência a colocar tanto significado num só beijo? Porque não dar a mesma importância a um abraço? Talvez porque o beijo não seja apenas algo que passe de geração em geração e que seja visto como algo obrigatório seguir. Talvez o beijo seja “uma maneira de compartilhar intimidades” e “de dizer mil coisas em silêncio”, como afirma Martha Medeiro. Talvez o beijo tenha o dom especial de acender a chama que está escondida algures dentro de um coração frio e meio apagado.
A nível biológico, há quem defenda que beijar diminui o colesterol e a sensação de stress. Eu acredito nisso. Em parte, porque o stress comanda as nossas vidas. Estamos sempre stressados com tudo e arrastamos esse stress a um ponto em que já não sabemos como nos livrar dele ou como viver sem ele. E um simples beijo pode acalmar-nos de uma forma quase mágica... Aliás, inexplicável. Factores psicológicos, biológicos ou científicos vão sempre tentar encontrar uma resposta para esta questão inicial “porque beijamos?”. Mas será que essa resposta existe mesmo? Ou será que o que cada ciência defende não passa disso mesmo, uma hipótese?
Se há coisa que vamos aprendendo ao longo da vida é que há coisas que nem a ciência consegue explicar. Coisas essas que nos transcendem e que nos marcam exatamente por isso: por não terem uma explicação exata. Talvez existam coisas que não nasceram para ser explicadas, só sentidas. E o beijo? O beijo é, certamente, uma delas.


Publicado em: Repórter Sombra


terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Porque odiamos?

terça-feira, janeiro 19, 2016 9 Comments
Desde que começamos a crescer somos alertados pelos nossos pais para a palavra “ódio”. Dizem-nos que é algo muito mau, que nos prejudica enquanto seres humanos e que não devemos deixar que nos domine. Mas o que é, na realidade, o ódio? Porque é que odiamos?
A verdade é que nem sempre nos referimos corretamente ao ódio. Nós dizemos “odeio esta comida” ou “odeio ir para a escola” quando simplesmente deveríamos dizer “não gosto”. Mas fazemo-lo porque sempre nos foi incutido que o ódio é o pior sentimento que existe e nós usamo-lo sempre que queremos descrever algo pelo qual não nutrimos qualquer tipo de sentimento bom. Talvez esse seja um dos motivos para odiarmos: o facto de não provocar em nós qualquer sentimento positivo. Assim sendo, é mais fácil odiar peixe, legumes, sopa, estudar e correr se estes não nos provocam qualquer tipo de bem-estar. É por isto que odiamos tanta coisa ao longo da nossa vida.
Desta forma, em certas alturas da nossa vida, damos por nós a dizer que odiamos aqueles que um dia foram nossos amigos. Talvez isto aconteça porque essas pessoas que um dia nos fizeram feliz já não estão mais ali. Desiludiram-nos e a dor dentro de nós é tanta que o simples facto de odiar nos alivia um bocadinho por dentro. Penso que é esse o grande escape de cada um de nós. Sobrepor um sentimento mau a um bom para nos protegermos e evitarmos que o sofrimento se prolongue. Afinal, se continuarmos a amar alguém que nos fez mal vamos continuar a chorar noites a fio mas se, em contrapartida, nos deixarmos dominar pelo ódio, vamos acabar por conseguir reunir forças para ultrapassar todas as fases más e para mostrar ao mundo que somos capazes.

Assim sendo, se o ódio é um sentimento bom? Não. Se eu acho que nos ajuda? Não. Mas a verdade é que ele existe e, na minha opinião, ele não é mais do que um meio de refúgio. Nós amamos inconscientemente, não o conseguimos controlar. Mas eu acredito que consigamos controlar o ódio e todos os sentimentos menos bons que se colam ao nosso íntimo. Basta querer ultrapassar barreiras com sorrisos ao invés de armas.


Texto escrito para o Repórter Sombra. Disponível aqui.


terça-feira, 30 de junho de 2015

Novo artigo

terça-feira, junho 30, 2015 9 Comments
Bom dia! 
Acabou de ser publicado o meu novo artigo no Repórter Sombra. 
Desta vez o tema foram as emoções e a dificuldade das ciências em conseguir defini-las.

«“O que é a emoção?” Muitos de nós fazem essa pergunta a si mesmos, inclusive os cientistas. A verdade é que até eles têm dificuldade em definir emoções, simplesmente porque há coisas que nasceram para ser sentidas e não definidas.»


Para lerem o artigo na integra basta clicarem aqui. 

Até logo, Diamond!

Obrigada pela visita!
Volta Sempre :)