Seguir em frente não significa esquecer
Cátia Barbosa
sábado, março 24, 2018
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Todos
somos diferentes. Quando nascemos, nascemos prontos para marcar a diferença e
acrescentar algo novo ao mundo. No entanto, não sermos iguais é, muitas vezes,
motivo de discórdia e, na pior das hipóteses, de conflito.
As
relações humanas não são fáceis. Personalidades distintas podem entrar em
“choque” e personalidades idênticas também. Uns pensam de determinada forma,
outros de outra. E nem sempre é fácil lidar com a diferença, com pensamentos
com os quais não concordamos ou com atitudes que vão de encontro ao nosso modo
de vida. Tudo isto pode contribuir para que, consciente ou inconscientemente,
nos desiludamos com alguém.
Quando
a desilusão aparece são muitos os que tendem a “seguir em frente”. Estas três
palavras são constantemente utilizadas com o intuito de esquecer, não pensar
mais em determinado assunto ou simplesmente “deixar para lá”. A questão que se
coloca é “será que isso acontece mesmo? Seguir em frente é o mesmo que
esquecer?”. Para seguirmos corretamente em frente torna-se necessário resolver
os problemas que temos com as outras pessoas. Não é à toa que se diz que “a
comunicação é a base de tudo”. Assim, comunicar, expor os problemas e tentar
solucioná-los é o ponto de partida para seguirmos, de facto, em frente. No
entanto, nem sempre é possível solucionar todas as questões. Não podemos nem
devemos impor o que quer que seja ao outro e, nesse caso, o melhor é sempre
respeitar a forma de estar de outrem assim como a sua forma de lidar com
determinadas situações.
Posto
isto, não é, de todo, saudável guardar o que quer que seja só para nós. É
preciso libertar e dizer, sempre de modo respeitoso, o que temos a dizer antes
de irmos embora. Só assim poderemos, realmente, seguir em frente: sem
fantasmas, sem ecos ou sentimentos reprimidos.
Publicado em: Repórter Sombra.


