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sábado, 23 de janeiro de 2016

Nuno Janeiro: «Todas as produções deixam a sua saudade, até porque trabalhamos sempre com pessoas fantásticas.»

sábado, janeiro 23, 2016 12 Comments
Nuno Janeiro é um jovem modelo e ator português. Nascido em Abrantes, foi viver com a sua família para Lisboa aos 6 anos de idade. Mas, foi já com 25 anos, que iniciou a sua carreira como modelo.
Aos 27 anos, é a vez de Nuno dar cartas na área da representação. Iniciou-se na série Morangos Com Açúcar (4ªtemporada), interpretando o papel de Sam. Daqui para a frente, o percurso deste ator a nível televisivo só tem vindo a crescer. Novelas como Fascínios, Flor do Mar, Mar de Paixão, A Família Mata, Laços de Sangue e Bem Vindos a Beirais, são marcos importantes na carreira do ator.

Nesta entrevista, Nuno Janeiro fala-nos do seu percurso enquanto ator assim como da forma como a moda entrou na sua vida. 


O que te satisfaz mais profissionalmente: a moda ou a representação?                        
Atualmente faço mais representação, apesar de ambos me darem um enorme prazer. São dois trabalhos completamente diferentes um do outro. Posso dizer que me satisfazem bastante os dois. Não me esqueço das minhas origens e enquanto puder, a moda vai estar sempre presente.

Entraste para o mundo da televisão aos 27 anos. A experiência de vida que se tem nessa idade trouxe-te vantagens no teu percurso?
Sim, posso dizer que sim, e apenas posso falar por mim. Não sei como seria se fosse mais novo, mas permitiu-me estar sempre focado naquilo que queria e quero. Há sempre muita coisa a acontecer e realmente é preciso estar centrado no trabalho, neste caso, se queremos seguir em frente ou não.

Os Morangos Com Açúcar mostraram-nos a tua veia de ator por trás do Nuno Janeiro modelo. Na série interpretaste uma personagem em cadeira de rodas, Sam. Que trabalho individual fizeste para conseguires encarnar esta personagem de forma tão real?
As personagens são todas especias. Ao público, existem umas que marcam mais que outras. O caso de Sam é especial porque envolvia uma mensagem muito forte, tive a sorte de conhecer o Nuno Vitorino, um grande homem e um exemplo de vida para todos. Ele mostrou-me os dois lados, tanto físico como psicológico e vim a descobrir que o Sam era muito parecido com ele, o que me ajudou bastante.

Pensar na série televisiva da TVI remete-te, certamente, para quando a tua carreira televisiva decolou. Do que sentes mais saudades dessa época?
Certamente sinto saudades de sermos todos muito novos e estarmos a embarcar numa aventura que nenhum de nós sabia como ia acabar. Felizmente, tenho um trabalho que permite andar sempre a descobrir coisas novas. Todas as produções deixam a sua saudade, até porque trabalhamos sempre com pessoas fantásticas.

O que é mais difícil no teu trabalho: construir as personagens ou “desapegares-te” delas?
Sem dúvida, construí-las, até porque chega ao fim do dia e a personagem fica no estúdio. Há que saber dividir as coisas e não misturar o trabalho com a vida pessoal.

Ao longo de todos estes anos certamente tiveste momentos menos bons na tua carreira. Qual foi a fase mais complicada pela qual passaste?
Não tenho nenhuma fase menos boa. Felizmente, sempre pude dar continuidade ao meu trabalho e ter o carinho de todas as pessoas que me seguem.

Relativamente à moda, és modelo desde os 25 anos. Como é que tudo aconteceu e como é que isto te levou ao universo televisivo?
Iniciei-me na moda através de um amigo meu. Curiosamente, trabalhei muito logo desde início, quer em comerciais, quer em desfiles. Com os comercias comecei a ganhar o gosto pelas câmeras, então pedi que quando houvesse castings para televisão me avisassem. E foi assim que entrei no mundo da televisão.

Também é possível ser-se ator enquanto se desfila?
O bom do desfile é que podemos ser quem quisermos. É o nosso momento e é a adrenalina desse momento.

Para finalizar esta entrevista, fala-nos um pouco acerca dos teus projetos futuros. O que podemos esperar de ti e onde te podemos encontrar?
Podem encontrar-me por aí (Risos). O segredo é a alma do negócio mas posso garantir que não se livram de mim tão depressa. 



Terminada esta entrevista resta-me agradecer ao Nuno pela sua disponibilidade e, acima de tudo, por ter aceite responder às minhas questões.
Em baixo, deixo-vos os links das redes sociais onde podem acompanhar o seu trabalho e seguir todos os seus passos no que diz respeito aos seus trabalhos.



sábado, 16 de janeiro de 2016

Mafalda Portela: “Isso foi o pior, não poder estar com a família e amigos sempre que queria.”

sábado, janeiro 16, 2016 24 Comments
Mafalda Portela é uma jovem cantora e atriz que se tornou conhecida do grande público na série Morangos Com Açúcar (Segue o Teu Sonho), onde interpretou o papel de Tatiana. A jovem natural de Mirandela, não só deu cartas na representação como na música. Durante a sua participação na série televisiva exibida pela TVI, Mafalda lançou o seu primeiro disco com o nome artístico MissyM. Mas o seu percurso não ficou por aqui. Mafalda continuou ligada à representação mas, em 2015, decidiu voltar a dar cartas no mundo da música, desta vez no programa Ídolos, na SIC. Conseguiu chegar à fase das galas mas na quinta gala foi expulsa pelos portugueses. Hoje, a jovem nortenha, garante estar dedicada ao teatro musical onde consegue conjugar as suas duas grandes paixões.
Nesta entrevista, Mafalda fala-nos da sua experiência enquanto atriz e cantora, referindo o seu percurso quer pela série da TVI quer pelo concurso da SIC.



Antes de mais, como é que descreves a Mafalda Portela?

A Mafalda Portela é uma rapariga extremamente stressada.  Acho que é um dos defeitos que mais me define,  infelizmente.  Sou um pouco tímida e isso faz com que esteja constantemente nervosa quando estou com outras pessoas, quando tenho de falar em público e até mesmo cantar. Com os anos fui aprendendo a controlar um bocadinho isso mas claro que quem me conhece bem sabe que sou stressada por natureza. Sou uma "personagem”, como dizem os meus amigos. É verdade,  vivo num mundo tão à parte, deixo-me levar pelos meus dramatismos  e teatralidade e quando dou por mim estou a fazer figuras tristes. Sou carinhosa, extrovertida no seio familiar e perto de amigos. Sou bastante desorganizada no que diz respeito à minha agenda.  Estou sempre com falta de tempo para fazer tudo aquilo que quero. Sou um pouco impaciente também. Quando quero algo, quero na hora. E pronto,  entre muitos mais defeitos e algumas qualidades, estes são os que mais me definem. 



Teatro ou música, qual dos dois te satisfaz mais?

Por muito que gostasse de escolher entre representação e música, é impossível para mim fazê-lo. Representação foi aquilo que estudei, que escolhi fazer. Música é o meu grande amor. Se me perguntarem "teatro ou televisão?", facilmente responderei  "teatro sem sombra de dúvida".  Entre teatro e música é tão difícil escolher que neste momento estou a fazer teatro musical.  Resolvi juntar o útil ao agradável  e fazer as duas coisas que mais amo juntas. 



Em 2011 tiveste a oportunidade de participar na série Morangos com Açúcar. O que guardas dessa experiência?

Fazer Morangos Com Açúcar não foi um mar de rosas. As pessoas normalmente pensam que ser ator é só glamour, festas, autógrafos e fotografias. Não vou dizer que não é um pouquinho assim porque a maior parte dos atores passa a vida em festas. No meu caso foi um pouco diferente. Trabalhava mais de 12 horas por dia, era muito cansativo. Por vezes saía do estúdio às 3 da manhã para lá estar de novo às 8.  Isto porque gravava para a série e depois ainda ia para os estúdios de áudio gravar músicas para o disco "MissyM". Quase nunca tinha tempo para mim,  quanto mais para a família e amigos. Isso foi o pior,  não poder estar com a família e amigos sempre que queria. Mas a experiência em si foi super engraçada e aprendi imenso. Já para não falar da sorte que tive em poder contracenar com atores mais velhos por quem sempre tive imensa admiração. Fiz amigos para a vida.  Foi uma experiência de facto muito marcante, que guardarei para sempre na memória  com muito carinho. 



O que é que a MissyM tinha em comum com a Mafalda Portela?

A MissyM e a Mafalda não tinham muito em comum,  a não ser a música e as artes em si.  Como pessoa não tinham muito em comum. Eram ambas simpáticas,  fora isso,  completamente o oposto. A Mafalda é divertida, mas muito mais resguardada. A MissyM era muito extrovertida. A Mafalda é muito negativa, a MissyM era muito positiva.  
A MissyM tinha uma coisa que eu achava extremamente irritante, estava sempre feliz e o mundo dela era cor-de-rosa,  nunca nada a irritava ou incomodava.  A Mafalda é um bocadinho mais fácil de irritar, para a Mafalda nunca nada está bem!



Este ano participaste no programa Ídolos. O que te motivou a fazê-lo?

A minha participação no Ídolos foi um pouquinho atribulada.  Digamos que não me inscrevi por mim  inicialmente. Fi-lo pelo meu namorado que constantemente insistia em que eu me inscrevesse.  Acabei por fazê-lo. 
No entanto, comecei, de facto, a adorar estar ali,  naquele programa,  com aquelas pessoas maravilhosas,  com tanto trabalho diário.  
Posso não ter iniciado esta jornada por mim,  mas foi das melhores decisões que tomei.  Adorei a experiência. 


Que balanço fazes da tua participação no programa da sic?
Quanto à minha participação no Ídolos, podia ter feito muito mais e muito melhor.  Infelizmente existem regras que os próprios concorrentes não podem contornar,  como por exemplo, a escolha das músicas. O que passa cá para fora é que somos nós a escolher as músicas que cantamos nas galas,  mas não é bem assim.  Em todo o meu percurso nas galas,  só cantei uma música escolhida por mim na quarta gala. Todas as outras músicas foram escolhidas ou até mesmo impostas pela produção. Eu sou cantora jazz e uma das coisas que pensei ao passar às galas foi que poderia mostrar a minha identidade enquanto cantora/música. Tal não me foi permitido. No geral,  correu tudo bem.  Atingi o meu objetivo que era chegar às galas e aguentei algum tempo no programa. Resumindo, ainda que com alguns entraves,  penso que não estive mal, apenas não mostrei tudo aquilo que queria ter mostrado.



Qual foi a fase mais complicada pela qual passaste ao longo do teu percurso?

A fase mais complicada neste percurso do Ídolos foi, talvez, a fase do teatro.  Foram três dias com 4 horas de sono. Músicas a decorar durante a noite,  pouco descanso,  preocupação, insegurança. A nossa voz precisa de 8 horas de descanso para estar limpa  e saudável e isso foi impossível nessa fase. Cantar em grupo foi complicado também.  Não conhecia a música de todo  e tivemos de trabalhar durante a noite. Felizmente escolhi parceiros à altura e tudo acabou por correr bem.



E daqui para a frente, o que esperas conquistar a nível profissional?

De momento estou dedicada ao teatro musical, que também é a minha praia. Espero um dia voltar a fazer ficção  também,  quem sabe. Mas por agora estou a trabalhar na minha área e estou feliz por isso.  Musicalmente, vamos ver! 




Terminada esta entrevista resta-me agradecer à Mafalda por ter aceite responder às minhas questões e, acima de tudo, pela simpatia e disponibilidade demonstrada desde o início. Acompanhem o trabalho da Mafalda e sigam-na nas redes sociais (que vou deixar em baixo) para ficarem a par de tudo o que se passa com ela. Até à próxima entrevista internautas!



sábado, 5 de setembro de 2015

«O público que nos apoia, que se identifica com o nosso trabalho, é a nossa motivação, o nosso orgulho pelo que fazemos.»

sábado, setembro 05, 2015 30 Comments
Rui Andrade é natural de Amarante e é apaixonado pelo mundo da música e da representação. Aos 8 anos iniciou os estudos musicais, área para a qual sempre mostrou ter vocação. Mas foi em 2003 que este artista concorreu, pela primeira vez, a um programa de televisão: “Nasci p’ra música”. Mas foi no programa “Ídolos” que o seu percurso começou realmente. Apesar de ter ficado em 11º lugar, Rui Andrade não desistiu e, em 2006, vence o concurso de talentos da tvi “Canta com a Rita Guerra”.

Mas foi na série televisiva “Morangos com Açúcar” que Rui ficou conhecido como JP, personagem que interpretou e que lhe permitiu aliar a música à representação. Nesta entrevista, Rui fala-nos não só destes temas mas também da sua participação no “Festival RTP da Canção” assim como dos seus projetos futuros.


Desde muito pequeno que a música faz parte da tua vida, mas foi no programa Ídolos que a tua presença começou a ser notada mais publicamente. O que guardas dessa experiência?
Bom, o "Ídolos" foi uma experiência que eu não soube viver. Tinha 18 anos na altura, vivia no norte, no interior, e não sabia minimamente como viver um programa daqueles que se tornou líder de audiências. Pensei que me limitava a abrir a boca e cantar e isso chegava, mas não era só isso. A escolha das músicas, toda a "máquina" televisiva foram pontos determinantes do programa que eu não sabia usar nessa altura.

O que sentiste quando cantaste pela primeira vez com a Rita Guerra?
A primeira vez que cantei com ela foi quando ganhei o concurso e ganhei a possibilidade de cantar no coliseu dos recreios. Senti-me feliz obviamente, realizado por poder cantar com uma cantora que tanto admiro que se tornou, até hoje, minha amiga e a quem eu chamo de "madrinha" musical.

Mais tarde conseguiste conciliar a música e a representação nos Morangos Com Açúcar. O teatro sempre foi outra opção tua ou surgiu por acaso?
O teatro e a representação surgiram da minha vontade incessante de cantar. Fiz um casting para um espetáculo de Filipe La Feria porque saberia que à partida poderia cantar todas as noites o que era o meu sonho, sendo que a representação tornou-se numa bela surpresa e que adoro fazer.

Que projeção te deu uma série que esteve tanto tempo na televisão portuguesa e que sempre foi tão adorada pelos jovens portugueses?
O maior ponto de projeção da minha carreira foi, sem dúvida, os Morangos. A televisão tem esse poder. Hoje em dia, e alguns anos depois, as pessoas ainda me abordam por JP, ou seja, o personagem foi marcante e fico extremamente contente com isso...

Mais tarde decidiste apostar no Festival RTP da Canção com o objetivo de representar Portugal no Festival da Eurovisão. É percetível o teu desejo de representar Portugal. Porquê? Que significado tem para ti poder representar o nosso país no Festival da Eurovisão?
O sonho eurovisivo eu herdei dos meus pais e, assim sendo, o desejo de representar Portugal na Eurovisão é grande pois para além de eu ser fã da Eurovisão, queria muito oferecer a minha vitória no FC e o orgulho de ser o representante português aos meus pais antes de eles "partirem".

Consideras que o nível de reconhecimento por parte do público corresponde ao teu talento? Ou Portugal ainda dá mais valor a artistas estrangeiros que aos artistas portugueses?
Não respondo apenas em meu nome. A falta de apoio aos nossos artistas é um mal geral do nosso país. A minha profissão continua a ser vista como "um trabalho fácil", com pouca credibilidade na cabeça de alguns, e depois temos sempre aquele mal que é achar que o que é de fora é melhor que o que temos cá. Temos muito talento em Portugal sim, não é aproveitado, também é uma realidade! 

Voltando ao tema da representação... o que te satisfaz mais, os musicais ou as novelas?
São paixões diferentes. Musicais remetem-me ao palco, espectáculo,luzes, som, público ali na sala perto de ti, a sentir as emoções que fazes sentir. Televisão é diferente. São personagens que vamos criando dia a dia, textos diferentes, vivências diferentes... Adoro ambas!

E no futuro, pretendes continuar a conciliar o teatro e a música ou optar por apenas um dos dois?
Se a vida permitir quero continuar a conciliar muitas coisas: a música, a dança, a representação, a moda... Tudo áreas que me fascinam muito!

Por fim, é importante para ti o apoio incondicional daqueles que seguem o teu trabalho? É uma forma de motivação?
Sim claro... O público que nos apoia, que se identifica com o nosso trabalho, é a nossa motivação, o nosso orgulho pelo que fazemos. Mas as pessoas que não se identificam tanto também fazem com que nos esforcemos mais ainda para ser cada dia melhores, e que acabem finalmente por se identificar também!


Terminada a entrevista resta-me agradecer ao Rui toda a sua disponibilidade para responder a esta entrevista e, acima de tudo, por ter aceite o meu convite tão prontamente.
Em baixo deixo os locais onde o podem seguir e acompanhar o seu trabalho! Até à próxima entrevista! 

Página Oficial: Rui Andrade
Twitter: Rui Andrade


Até logo, Diamond!

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