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sexta-feira, 17 de março de 2017

RTP aposta em séries portuguesas

sexta-feira, março 17, 2017 2 Comments


Recentemente, a RTP encontrou uma nova forma de dar outra voz à produção cultural portuguesa: através de séries.
Muitas das séries apresentadas pela RTP ao público vieram substituir as novelas, criando uma certa diversidade cultural. Os géneros distintos têm o intuito de diversificar a oferta apresentada pela televisão portuguesa, de forma a captar mais eficazmente a atenção do espetador. A prova disso é que tanto podemos encontrar séries mais dramáticas, como séries mais cómicas. Ou séries mais voltadas para o lado político e outras para o nosso lado mais psicológico.
Na minha opinião, o facto de a RTP ter inserido este tipo de conteúdos na sua programação é bastante positivo, na medida em que promove de forma mais ampla a cultura portuguesa. Já há algum tempo que vemos séries na televisão portuguesa mas, por norma, as séries estrangeiras aparecem em maior número. E, dessa forma, o facto de um canal ter optado por produzir séries portuguesas, com atores portugueses e de renome, dá outro encanto à nossa cultura. A verdade é que a televisão tem um grande impacto na vida das pessoas, daí os conteúdos que ela transmite serem bastante importantes. E se há conteúdos que cada vez são mais procurados quer pelo público mais jovem quer pelo público mais adulto, são as séries. Nesse sentido, penso que a RTP apostou bastante bem na medida em que é benéfico para ambas as partes: o público e a própria estação. Já para não falar que tem um relevo importantíssimo para a cultura do país já que aposta naquilo que é nacional.
Assim sendo, a “ficção para todos os gostos” que nos é apresentada pela RTP pode e deve ser encarada como uma forma de promover a cultura portuguesa e de a expandir ao máximo, mostrando que Portugal não produz apenas boas novelas, também domina outros campos.

Publicado em Repórter Sombra

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Amadurecer é viver

quinta-feira, outubro 27, 2016 1 Comments
A vida dá-nos muitas coisas boas, mesmo que às vezes seja difícil ver isso. Uma dessas coisas é termos a oportunidade de amadurecer à medida que os anos passam. Mas o que será, de facto, o amadurecimento? Como será que amadurecemos?
Quando eu era pequena, tudo o que mais queria era tornar-me adulta. Achava o mundo dos adultos fascinante. Adorava toda aquela independência e maturidade. Consoante os anos foram passando fui percebendo que a maturidade é fruto do amadurecimento. À medida que vamos crescendo vamos, consequentemente, amadurecendo. E esse amadurecer nasce das experiências que vivemos ao longo da nossa vida. Cada experiência nova contribui para o nosso crescimento enquanto seres humanos e traz novas aprendizagens. Aprendizagens essas que nos fazem amadurecer a cada dia que passa.
Hoje, já entrei no mundo dos adultos. Cresci e, consequentemente, amadureci. Amadureci e continuo a fazê-lo todos os dias. Como? Como toda a gente. Aprendi a retirar uma lição de vida em cada coisa menos boa que me aconteceu. Sim, porque uma das coisas que aprendi foi que o maior crescimento provém das fases menos boas da nossa vida. Atrevo-me mesmo a dizer que essas são as mais importantes de todas. Os sucessos são importantes, claro, mas os fracassos são essenciais. Porque é graças a eles que aprendemos a levantar-nos. E é esse levantar depois da queda que nos faz seres mais maduros. São os fracassos que nos obrigam a crescer e a saber lidar com as coisas sozinhos. E é assim que conquistamos a liberdade, independência e felicidade. Afinal, só somos verdadeiramente independentes quando atingimos um determinado grau de maturidade.

Posto isto, considero o amadurecimento uma forma do destino nos dar a oportunidade de provarmos a nossa humanidade perante a grandeza da vida. O amadurecimento aparece quando não deixamos que a vida nos controle por completo mas aprendemos a agir em conformidade com ela. Somos seres humanos amadurecidos quando nos relacionamos com a vida. Quando ela nos dá e nós damos em volta. Só assim é possível viver. Só assim é possível ser realmente feliz.



Publicado em Repórter Sombra.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Como manter a chama acesa?

quarta-feira, janeiro 13, 2016 16 Comments
«Como manter a chama acesa?» é o nome do meu mais recente artigo para o Repórter Sombra. E, como sempre, vim partilhá-lo convosco.

«Paixão. É tão bom estar apaixonado, viver constantemente com borboletas na barriga e saber que há sempre alguém para nos fazer sentir bem depois de um dia mau. Mas o que acontece depois da fase boa da relação?
A verdade é que, quando estamos apaixonados, nem tudo são rosas. A primeira fase da paixão é perfeita. É a fase do friozinho na barriga, das chamadas até de madrugada, tudo é cor e alegria. Ao início tudo é perfeito, talvez porque tudo é novo. Uma relação nova, uma pessoa nova, um sentimento novo... É algo que nos muda e nos deixa mais felizes. Mas depois chega a fase pior. Quando já sentimos tudo e já vivemos mil e uma aventuras com a outra pessoa. Quando a rotina se instala. Depois da fase “lua de mel” vem a rotina. A questão que se coloca por essa altura é “como manter a chama acesa?”.
Sim, não é fácil. Não é fácil para um casal fugir a essa coisa que se tenta impor a todos nós chamada “rotina”. Mas porque é que nos devemos deixar abalar por ela? Porque é que ela tem de nos vencer e não o contrário? Pode parecer difícil “sobreviver” a esta fase mas não é. Afinal, o amor resolve sempre tudo não é? Se amamos porque é que, passada a fase “lamechas” da relação, temos de deixar de o dizer? Porque é que não o demonstramos todos os dias das mais variadas formas? Talvez porque achamos que, por a pessoa já estar connosco há algum tempo, vai estar sempre. Porque achamos que já lhe dissemos tantas vezes que a amamos que ela já está farta de o ouvir. Mas não está. Quando amamos não nos importamos de ser surpreendidos todos os dias pela pessoa amada. Acho que é isso que mantém a chama acesa: mostrar os nossos sentimentos a cada dia que passa e não deixar a relação cair na rotina.
Quando se ama verdadeiramente é tão fácil mostrar esse amor. Flores, jantares, viagens, um passeio pela praia... Aliás, um simples abraço apertado ou uma carícia enquanto vêem um filme juntos. Todos os gestos que nos parecem simples são, na verdade, bastante importantes para mostrar o nosso amor por alguém. Talvez seja necessário esquecer por umas horas o trabalho, as preocupações e as mil e uma coisas que nos invadem a cabeça. Talvez seja importante dedicar mais tempo a pensar na relação que mantemos. Talvez seja mais importante amar sem medida. Afinal, o que é que, na nossa vida, se faz sem amor?»

Podem ver o artigo aqui.

Até logo, Diamond!

Obrigada pela visita!
Volta Sempre :)