domingo, 24 de janeiro de 2016

Música da Semana #25

domingo, janeiro 24, 2016 21 Comments


A música que vos trago esta semana é das Little Mix e chama-se Love Me Like You. Confesso que nunca fui grande fã de girl band mas as Little Mix conseguem chamar-me a atenção e acho que têm um potencial enorme.
Apesar de ter algumas músicas delas na minha playlist, esta é das minhas favoritas no momento. Adoro a letra e o que ela transmite. Já para não falar do videoclip que está muito bem conseguido, na minha opinião. 
Porque quando gostamos, não importa quanto nos querem e lutam por nós. É só aquela pessoa que queremos connosco e é só ela que nos pode dar o amor que desejamos. 


Já conheciam a música internautas?
Gostam das Little Mix?

sábado, 23 de janeiro de 2016

Nuno Janeiro: «Todas as produções deixam a sua saudade, até porque trabalhamos sempre com pessoas fantásticas.»

sábado, janeiro 23, 2016 14 Comments
Nuno Janeiro é um jovem modelo e ator português. Nascido em Abrantes, foi viver com a sua família para Lisboa aos 6 anos de idade. Mas, foi já com 25 anos, que iniciou a sua carreira como modelo.
Aos 27 anos, é a vez de Nuno dar cartas na área da representação. Iniciou-se na série Morangos Com Açúcar (4ªtemporada), interpretando o papel de Sam. Daqui para a frente, o percurso deste ator a nível televisivo só tem vindo a crescer. Novelas como Fascínios, Flor do Mar, Mar de Paixão, A Família Mata, Laços de Sangue e Bem Vindos a Beirais, são marcos importantes na carreira do ator.

Nesta entrevista, Nuno Janeiro fala-nos do seu percurso enquanto ator assim como da forma como a moda entrou na sua vida. 


O que te satisfaz mais profissionalmente: a moda ou a representação?                        
Atualmente faço mais representação, apesar de ambos me darem um enorme prazer. São dois trabalhos completamente diferentes um do outro. Posso dizer que me satisfazem bastante os dois. Não me esqueço das minhas origens e enquanto puder, a moda vai estar sempre presente.

Entraste para o mundo da televisão aos 27 anos. A experiência de vida que se tem nessa idade trouxe-te vantagens no teu percurso?
Sim, posso dizer que sim, e apenas posso falar por mim. Não sei como seria se fosse mais novo, mas permitiu-me estar sempre focado naquilo que queria e quero. Há sempre muita coisa a acontecer e realmente é preciso estar centrado no trabalho, neste caso, se queremos seguir em frente ou não.

Os Morangos Com Açúcar mostraram-nos a tua veia de ator por trás do Nuno Janeiro modelo. Na série interpretaste uma personagem em cadeira de rodas, Sam. Que trabalho individual fizeste para conseguires encarnar esta personagem de forma tão real?
As personagens são todas especias. Ao público, existem umas que marcam mais que outras. O caso de Sam é especial porque envolvia uma mensagem muito forte, tive a sorte de conhecer o Nuno Vitorino, um grande homem e um exemplo de vida para todos. Ele mostrou-me os dois lados, tanto físico como psicológico e vim a descobrir que o Sam era muito parecido com ele, o que me ajudou bastante.

Pensar na série televisiva da TVI remete-te, certamente, para quando a tua carreira televisiva decolou. Do que sentes mais saudades dessa época?
Certamente sinto saudades de sermos todos muito novos e estarmos a embarcar numa aventura que nenhum de nós sabia como ia acabar. Felizmente, tenho um trabalho que permite andar sempre a descobrir coisas novas. Todas as produções deixam a sua saudade, até porque trabalhamos sempre com pessoas fantásticas.

O que é mais difícil no teu trabalho: construir as personagens ou “desapegares-te” delas?
Sem dúvida, construí-las, até porque chega ao fim do dia e a personagem fica no estúdio. Há que saber dividir as coisas e não misturar o trabalho com a vida pessoal.

Ao longo de todos estes anos certamente tiveste momentos menos bons na tua carreira. Qual foi a fase mais complicada pela qual passaste?
Não tenho nenhuma fase menos boa. Felizmente, sempre pude dar continuidade ao meu trabalho e ter o carinho de todas as pessoas que me seguem.

Relativamente à moda, és modelo desde os 25 anos. Como é que tudo aconteceu e como é que isto te levou ao universo televisivo?
Iniciei-me na moda através de um amigo meu. Curiosamente, trabalhei muito logo desde início, quer em comerciais, quer em desfiles. Com os comercias comecei a ganhar o gosto pelas câmeras, então pedi que quando houvesse castings para televisão me avisassem. E foi assim que entrei no mundo da televisão.

Também é possível ser-se ator enquanto se desfila?
O bom do desfile é que podemos ser quem quisermos. É o nosso momento e é a adrenalina desse momento.

Para finalizar esta entrevista, fala-nos um pouco acerca dos teus projetos futuros. O que podemos esperar de ti e onde te podemos encontrar?
Podem encontrar-me por aí (Risos). O segredo é a alma do negócio mas posso garantir que não se livram de mim tão depressa. 



Terminada esta entrevista resta-me agradecer ao Nuno pela sua disponibilidade e, acima de tudo, por ter aceite responder às minhas questões.
Em baixo, deixo-vos os links das redes sociais onde podem acompanhar o seu trabalho e seguir todos os seus passos no que diz respeito aos seus trabalhos.



quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Personalidade da Semana #13: Spark

quinta-feira, janeiro 21, 2016 19 Comments

Este é o Spark. Sim, porque em algum lugar, ele continua a ser o meu Spark. 
E esta é a rubrica "personalidade da semana". Para vocês, pode não haver qualquer ligação entre ambos mas, para mim, há toda e mais alguma! O Spark não é só a personalidade da semana, é a do mês, do ano, de uma vida! 
Decidi dedicar-lhe este post porque, infelizmente, ele faleceu na terça-feira passada. E bolas, eu sempre prometi que um dia ia fazer um post sobre ele! Pena que não seja pelas melhores razões. 
O Spark é mais importante para mim do que qualquer outra coisa e acreditem que trocava tudo o que tenho para tê-lo de volta. Que se lixem as boas notas, o blog, o que quero ser no futuro, que se lixe tudo! Quando perdemos alguém que amamos é que percebemos que isso são tudo coisas superficiais. E, podem acreditar ou não, eu abdicava das notas, de ser jornalista e até deste cantinho que eu amo, se isso trouxesse o Spark para perto de mim outra vez. Porque nada no mundo vale os momentos de amor, brincadeira e afeto que nós vivemos. Ele era o meu melhor amigo, o meu companheiro, a luz que se fazia brilhar para mim quando tudo era escuridão. Foi, sem dúvida, o melhor presente que recebi. E nunca vai haver nenhum como ele! 
Desde pequena que sempre quis ter um cão mas este foi o primeiro. E agora eu entendo o porquê de os meus pais nunca me terem feito a vontade quando era criança. Eu e o Spark estávamos mesmo destinados. Aliás, semanas antes de ele nascer eu ia ter outro cão mas, por obra do destino, esse cão foi trocado e dado a outra pessoa. Fiquei de coração partido e não entendi bem o porquê. Mas agora entendo perfeitamente, aliás, acho que entendi no primeiro momento em que olhei nos olhos do Spark. Era ele que tinha de ser meu. Era ele que ia curar o meu coração partido. Em 20 anos de existência, os 5 meses em que ele esteve na minha vida, foram os meses mais felizes que vivi. Não me lembro de ser tão feliz antes, não me lembro de querer tanto brincar, correr e dar amor. É isso. Acho que nunca dei tanto amor na minha vida. Aliás, acho que nunca amei tanto como amo este cão. Porque ainda o amo e vou amar sempre, mesmo que ele já não esteja aqui. Ele é tudo para mim.
Nunca percebi, e agora percebo ainda menos, as pessoas que abandonam os animais. O Spark foi o único que sempre me amou sem pedir nada em troca. A única coisa que ele queria eram mimos, amor e, acima de tudo, companhia. Ele nunca dormia se eu saía do espaço onde ele estava, não conseguia estar sozinho um único minuto e chorava se não o pegasse ao colo. E é tão bom perceber que há por aí seres vivos que só querem amor e nada mais. Eles não precisam de ti para subir na vida, não precisam de um carro, de uma vivenda ou de bens materiais. Eles só precisam de amor. Porquê abandonar alguém que só quer o teu amor? Porque é que deixas ficar na tua vida quem te magoa, te trai e engana e expulsas de forma tão cruel quem te ama? Valorizem o vosso animal porque há por aí muitas pessoas, como eu, que não têm a sorte de estar sentadas em frente à televisão com o seu cão ao colo. Porque da mesma forma que a vida me trouxe o Spark, também o soube levar. E sabem aquele coração partido que eu tinha antes dele aparecer? Voltou. Não me lembro de doer tanto. Estou completamente partida, completamente despedaçada. Há mortes de animais que doem mais do que a morte de algumas pessoas e o Spark é uma delas. Já enfrentei perdas que não doeram tanto quanto esta. E que dor Meu Deus! Não me lembro de sentir o meu coração tão inquieto antes. Dói demais mas eu sei que um dia vou encontrá-lo seja em que sítio for.
Não há dor maior do que a saudade, não há dor maior do que perder para sempre aquilo que se ama. Eu já te perdi, meu amor. Mas só em corpo porque vais estar sempre dentro de mim. E bolas, eu juro que te ouvi ladrar. Eu juro! Quando o teu corpo morto me foi posto no colo. Como costumávamos fazer quando ainda respiravas lembraste? Nunca entraste naquele carro sem ser para ires no meu colo e, mesmo depois de já não estares aqui em corpo, eu não podia deixar-te ir de outra forma. Não podia tratar-te de forma diferente só porque o teu coração não batia. E assim pude, finalmente, despedir-me de ti. A caixa que transportava o teu corpo no meu colo e uma última festinha sobre ti. Porque eu não tenho nojo de te tocar, porque continuas a ser tu, só que mais frio e sem respiração no teu corpo. Porque o momento em que tive de te deixar e voltar para casa sozinha foi o pior da minha vida! Juro que te ouvi ladrar, voltei para trás... Mas não... Tinha sido tudo fruto da minha cabeça. Eu ouvi-te ladrar na minha mente mas, na realidade, isso seria impossível porque já não eras tu quem ali estava, era só o teu corpo. O teu perfeito e bonito corpo. Aquele que, dentro de alguns dias, vai começar a desaparecer fruto do que é a vida. O teu corpo desaparece mas tu continuas bem vivo dentro de mim.
Obrigada meu amor, obrigada por teres sido o melhor companheiro do mundo! Amo-te, amo-te, amo-te, mais do que algum dia poderei amar outrém.
19-01-2016. Descansa em paz meu amor.



quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Portugal à Gargalhada

quarta-feira, janeiro 20, 2016 13 Comments
No passado domingo estive colada ao ecrã a ver o espetáculo de revista à portuguesa "Portugal à Gargalhada". 
Produzida por Filipe La Féria, esta faz uma crítica à situação de Portugal dos nossos dias e aos seus principais protagonistas. Esteve em cena até 31 de dezembro no Teatro Politeama, em Lisboa e despertou muitos sorrisos e, como o próprio nome indica, muitas gargalhadas. Relativamente ao elenco, podemos encontrar os maiores nomes do teatro português tais como Marina Mota, José Raposo, Joaquim Monchique, Maria João Abreu, entre outros...
Sendo eu uma amante de teatro e sendo a representação a minha maior paixão, adoro Revista Portuguesa! E o melhor de tudo é que, nesta em especial, estavam todos os atores que mais admiro. A Marina Mota é, provavelmente, a melhor atriz de Revista da atualidade. O José Raposo é dos melhores atores portugueses. Joaquim Monchique é fantástico a juntar bom teatro com bom humor e a Maria João Abreu é das atrizes portuguesas mais completas e das que transmite mais amor a fazer aquilo que faz. Já para não falar do Ricardo Soler e do David Mesquita que também foram atores essenciais neste espetáculo. 
Apaixonei-me. Apaixonei-me como me apaixono sempre. A Revista Portuguesa é maravilhosa e temos de o admitir, sejamos nós amantes de teatro ou não. Recordo-me de uma frase que a Maria João Abreu disse no início da Revista "Mãe, eu quero ser artista." A frase que me tocou, a frase que me fez chorar ao ver as lágrimas nos olhos dela. Porque, definitivamente, também eu, mãe, quero ser artista! E leve o tempo que levar, passem os anos que passarem, é um sonho do qual nunca vou desistir. E quem sabe, um dia, possa vir a realizar esse sonho e pisar aquele palco com alguns daqueles atores. Porque sonhar é viver e o sonho aquece-nos por dentro.

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Porque odiamos?

terça-feira, janeiro 19, 2016 9 Comments
Desde que começamos a crescer somos alertados pelos nossos pais para a palavra “ódio”. Dizem-nos que é algo muito mau, que nos prejudica enquanto seres humanos e que não devemos deixar que nos domine. Mas o que é, na realidade, o ódio? Porque é que odiamos?
A verdade é que nem sempre nos referimos corretamente ao ódio. Nós dizemos “odeio esta comida” ou “odeio ir para a escola” quando simplesmente deveríamos dizer “não gosto”. Mas fazemo-lo porque sempre nos foi incutido que o ódio é o pior sentimento que existe e nós usamo-lo sempre que queremos descrever algo pelo qual não nutrimos qualquer tipo de sentimento bom. Talvez esse seja um dos motivos para odiarmos: o facto de não provocar em nós qualquer sentimento positivo. Assim sendo, é mais fácil odiar peixe, legumes, sopa, estudar e correr se estes não nos provocam qualquer tipo de bem-estar. É por isto que odiamos tanta coisa ao longo da nossa vida.
Desta forma, em certas alturas da nossa vida, damos por nós a dizer que odiamos aqueles que um dia foram nossos amigos. Talvez isto aconteça porque essas pessoas que um dia nos fizeram feliz já não estão mais ali. Desiludiram-nos e a dor dentro de nós é tanta que o simples facto de odiar nos alivia um bocadinho por dentro. Penso que é esse o grande escape de cada um de nós. Sobrepor um sentimento mau a um bom para nos protegermos e evitarmos que o sofrimento se prolongue. Afinal, se continuarmos a amar alguém que nos fez mal vamos continuar a chorar noites a fio mas se, em contrapartida, nos deixarmos dominar pelo ódio, vamos acabar por conseguir reunir forças para ultrapassar todas as fases más e para mostrar ao mundo que somos capazes.

Assim sendo, se o ódio é um sentimento bom? Não. Se eu acho que nos ajuda? Não. Mas a verdade é que ele existe e, na minha opinião, ele não é mais do que um meio de refúgio. Nós amamos inconscientemente, não o conseguimos controlar. Mas eu acredito que consigamos controlar o ódio e todos os sentimentos menos bons que se colam ao nosso íntimo. Basta querer ultrapassar barreiras com sorrisos ao invés de armas.


Texto escrito para o Repórter Sombra. Disponível aqui.


Até logo, Diamond!

Obrigada pela visita!
Volta Sempre :)