quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Como manter a chama acesa?

quarta-feira, janeiro 13, 2016 16 Comments
«Como manter a chama acesa?» é o nome do meu mais recente artigo para o Repórter Sombra. E, como sempre, vim partilhá-lo convosco.

«Paixão. É tão bom estar apaixonado, viver constantemente com borboletas na barriga e saber que há sempre alguém para nos fazer sentir bem depois de um dia mau. Mas o que acontece depois da fase boa da relação?
A verdade é que, quando estamos apaixonados, nem tudo são rosas. A primeira fase da paixão é perfeita. É a fase do friozinho na barriga, das chamadas até de madrugada, tudo é cor e alegria. Ao início tudo é perfeito, talvez porque tudo é novo. Uma relação nova, uma pessoa nova, um sentimento novo... É algo que nos muda e nos deixa mais felizes. Mas depois chega a fase pior. Quando já sentimos tudo e já vivemos mil e uma aventuras com a outra pessoa. Quando a rotina se instala. Depois da fase “lua de mel” vem a rotina. A questão que se coloca por essa altura é “como manter a chama acesa?”.
Sim, não é fácil. Não é fácil para um casal fugir a essa coisa que se tenta impor a todos nós chamada “rotina”. Mas porque é que nos devemos deixar abalar por ela? Porque é que ela tem de nos vencer e não o contrário? Pode parecer difícil “sobreviver” a esta fase mas não é. Afinal, o amor resolve sempre tudo não é? Se amamos porque é que, passada a fase “lamechas” da relação, temos de deixar de o dizer? Porque é que não o demonstramos todos os dias das mais variadas formas? Talvez porque achamos que, por a pessoa já estar connosco há algum tempo, vai estar sempre. Porque achamos que já lhe dissemos tantas vezes que a amamos que ela já está farta de o ouvir. Mas não está. Quando amamos não nos importamos de ser surpreendidos todos os dias pela pessoa amada. Acho que é isso que mantém a chama acesa: mostrar os nossos sentimentos a cada dia que passa e não deixar a relação cair na rotina.
Quando se ama verdadeiramente é tão fácil mostrar esse amor. Flores, jantares, viagens, um passeio pela praia... Aliás, um simples abraço apertado ou uma carícia enquanto vêem um filme juntos. Todos os gestos que nos parecem simples são, na verdade, bastante importantes para mostrar o nosso amor por alguém. Talvez seja necessário esquecer por umas horas o trabalho, as preocupações e as mil e uma coisas que nos invadem a cabeça. Talvez seja importante dedicar mais tempo a pensar na relação que mantemos. Talvez seja mais importante amar sem medida. Afinal, o que é que, na nossa vida, se faz sem amor?»

Podem ver o artigo aqui.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Perguntas #2

segunda-feira, janeiro 11, 2016 12 Comments
Olá internautas! 
Bem, tenho recebido algumas mensagens de alguns de vocês a perguntar porque é que não faço vídeos. A resposta é simples: gosto mais de escrever do que falar! No entanto, decidi fazer-vos a vontade desta vez e fazer um vídeo a responder a todas as perguntas que me fizerem (por todas, entendem-se perguntas de pessoas que se identifiquem). Podem começar a colocar as perguntas nos comentários deste post!
Assim sendo, e como estamos em época de exames, o vídeo só será publicado em finais de janeiro/inícios de fevereiro porque é quando tenho mais tempo livre. Comecem já a deixar as questões aqui em baixo. Podem perguntar o que quiserem quer sobre o blog, quer sobre a minha vida pessoal. O que eu desejo ao fazê-lo é permitir que vocês me possam conhecer melhor e tirar todas as vossas dúvidas.


Bons exames internautas!

domingo, 10 de janeiro de 2016

sábado, 9 de janeiro de 2016

Albert Pinho: «Sem sacrifício é impossível alcançar minimamente o que queremos.»

sábado, janeiro 09, 2016 21 Comments
Albert Pinho é um jovem de 24 anos com talento na área da música.
Desde muito cedo que a música o acompanha mas, só em 2015, Albert trouxe o seu talento até nós através de um programa televisivo. Ídolos foi uma espécie de rampa de lançamento para o jovem que garante ter mostrado um pouco da sua essência enquanto artista. Em anos anteriores, Albert já tinha tentado a sua sorte noutros programas televisivos que não lhe trouxeram a visibilidade que o programa Ídolos, na SIC, lhe trouxe.

Nesta entrevista, Albert Pinho conta-nos um pouco acerca da sua experiência no concurso televisivo da SIC assim como dos seus projetos para o futuro.


Quando é que te apercebeste que tinhas talento para a música?
Desde muito cedo, a música faz parte de mim. Sempre fui acompanhando de perto o meu pai, desde que tocava numa banda com colegas da universidade, até gerir um bar. Tentava acompanhá-lo mas não tinha estaleca para cantar ao vivo para uma multidão. Esse bichinho foi crescendo, até que fui convidado para atuar numa festa de natal quando estava no 5º ano. Foi um tremendo choque ser aplaudido por muita gente, ser abordado constantemente e receber, curiosamente, boas críticas. Isso para mim foi, digamos que, um pouco constrangedor, não estava habituado a tais comentários, ainda para mais sendo uma pessoa super tímida. Durante uns 5 anos, não cantei para ninguém, até porque comecei por passar pelo processo da mudança de voz e tive que me habituar a ela. Mas acabei por me adaptar e depressa voltei a cantar com amigos, aprendi a tocar guitarra e, desde então, não tenho parado.

O que é que te levou a participar no programa Ídolos?
O que me levou a participar no programa Ídolos foi a procura da confirmação se estava mesmo no rumo certo, se realmente todo o reconhecimento que me têm dado era real, ou se era só uma mãozinha nas costas. Caso isso se confirmasse, que se abrissem umas portinhas para eu continuar ainda mais a sério.

Já tinhas tido alguma experiência em televisão antes de entrares no programa?
Já tinha concorrido a 5 programas e nunca tinha passado do primeiro casting em 4 deles. Sendo eles o Ídolos em 2009,  Factor X 2012 e 2013,  The Voice Portugal 2014, a primeira vez que passo num primeiro casting foi no Rising Star 2014, mas não consegui chegar às galas em direto. À sexta tentativa cheguei às galas do programas Ídolos em 2015.

Qual foi a fase mais difícil que viveste na passagem pelo concurso da SIC?
A fase mais complicada no programa penso ter sido a fase do teatro e a 2ª gala. A fase do teatro porque foi complicado conciliar os nervos e o cansaço. A 2ª gala porque estava doente e passei a maior parte da semana a recuperar do que a ensaiar.

O que sentiste ao atuar num palco para tanta gente?
Foi a confirmação de que é das coisas que mais quero fazer na vida, se a própria me proporcionar uma carreira sólida na música. É fantástico tocar nas ruas, maravilhoso tocar em bares e eventos, mas tocar num palco a sério, com uma banda fantástica e para milhares de pessoas é indescrítivel. É um misto de várias emoções.

O que é que é mais difícil nas galas em direto?
É preciso estar-se concentrado para que saia tudo minimamente como foi ensaiado durante horas e horas a fio na semana. Mas quando tu te sentes à vontade, percebes que consegues criar e também sentes o elo de ligação entre ti e tudo o que te rodeia. Penso que para a  maior parte das pessoas, os nervos são o seu pior inimigo, o mais complicado de dominar. Não é que nunca fique nervoso, até porque sempre que piso qualquer tipo de palco, eu fico e gosto de ficar, porque me ajuda a manter vivo e acordado.

Que balanço fazes da tua passagem pelo Ídolos?
De modo geral, bastante positiva. Mostrei um pouco o que sou e qual a minha essência como artista. Embora não tenha conseguido mostrar tudo, estou bastante satisfeito com o que consegui alcançar.

E relativemente ao futuro, pretendes fazer da música profissão? Tens projetos em vista?
Relativamente ao futuro, eu espero que consiga vingar. Consegui a visibilidade e até mesmo algumas portas abertas. Quero agarrar em tudo o que consegui e procurar a carreira profissional e não tanto como um "2º emprego", um hobbie. Tenho trabalhado para que as coisas comecem a ganhar pernas, e quem sabe se em breve não conseguirei começar a dar "frutos" de todo o trabalho que tenho tido até agora.

Para terminar, que conselhos gostarias de dar aos jovens que, tal como tu, estão a tentar lutar por um lugar no mundo da música?
O maior conselho que posso dar a todos os jovens é que nunca desistam. Nada é dado como garantido, e se não trabalharmos para o que queremos, nunca chegaremos a lado nenhum. Como costumo dizer, "a paciência faz do Leão o melhor caçador". Eu levei muitos "não" na vida, também já fui enganado e nunca desisti e consegui chegar até aqui. Portanto, seja qual for o vosso sonho, lutem por ele com toda a força e garra do mundo. Sem sacrifício é impossível alcançar minimamente o que queremos. Força maltinha!



Terminada esta entrevista resta-me agradecer ao Albert por ter aceite responder às minhas questões assim como por toda a sua disponibilidade e simpatia.
Tenho de vos agradecer a vocês também por continuarem aqui, a ler todas as entrevistas. Graças a vocês esta já foi a entrevista número 30! Mil obrigadas!





quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Personalidade da Semana #12: Sofia Ribeiro

quinta-feira, janeiro 07, 2016 13 Comments

Sofia Ribeiro é uma atriz e modelo portuguesa. 
Escolhi esta mulher linda para personalidade da semana porque sempre a admirei imenso mas, atualmente, consigo admirá-la ainda mais. O facto de ela estar a passar por uma fase tão difícil e ter força suficiente para dar o seu testemunho a tantas outras mulheres só me faz gostar ainda mais dela. Porque eu não seria tão forte. Porque eu nunca lidaria com uma doença destas da forma como ela lida.


“Começou a cair. Como se estivesse colado com a cola que usava na escola, aquela amarela. Passei a escova e caiu. Foi um segundo. Tremi toda! Um arrepio que veio da cabeça até à barriga… Nem sei explicar bem. Senti algo a descolar mas não queria olhar! Eu sabia que, a sensação estranha quando passei a escova, não era só uma sensação. Baixei os olhos, não queria ver-me no espelho não estava com coragem…e bato os olhos no tapete. Caiu. A primeira mecha cai, como a confirmação mais que confirmada, de tudo o que já sabes mas que até este dia parece uma meia verdade… ou uma meia mentira. É um soco. É tudo de uma agressão tamanha para o que é ser Mulher… Há muitos segundos como este, que apetece tanto, com todas as forças, apetece desabar. Tanto! Descolar, deixar cair… Muitos segundos. Segundos depois, dizem, o mais importante é não me cortar por dentro, não nos deixar cortar na alma.
É o tempo de munir-me dos meus, de amor e agir. Seguir, levantar a cabeça com ou sem cabelo e, por mais que doa, seguir em frente.
Ele a seu tempo volta a crescer. Ali, onde as ondas do mar ganham força e renascem todos os dias. Que possamos juntas enfrentar com força, paz, esperança e amor todos os passos deste caminho. Sou cada uma de vocês”


Chorei. Chorei que nem um bebé ao ver este vídeo. Não me lembro da última vez que chorei tanto na minha vida. Chorei de dor, de sofrimento. Chorei por não poder fazer nada para ajudar alguém que está a passar por algo que me poderia acontecer a mim. Chorei porque sabe bem ver alguém tão forte. Sabe bem saber que há pessoas capazes de usar o seu sofrimento para transmitir força a outras. Chorei de orgulho em ser mulher porque, de sexo fraco, não temos nada. Tenho orgulho em saber que há mulheres como a Sofia, uma autêntica guerreira. Saber que, qualquer mulher que esteja a passar por isto, ao ver este vídeo, vai sentir-se um bocadinho mais forte. Porque a Sofia foi capaz de transmitir essa força. Porque a Sofia sempre foi capaz de tudo ao longo destes anos. Porque a Sofia é capaz de tudo. Porque não vai ser este bicho que a vai destruir. Porque a Sofia é forte e porque a Sofia vai ultrapassar isto como a grande mulher que é.
Obrigado Sofia, obrigado mesmo. Como mulher, não poderia estar mais orgulhosa de ti. Mulher com  M grande, com um coração ainda maior e com uma força inacreditável. Porque esta fase menos boa apareceu para te tirar de nós mas és tu quem a vai destruir e vais continuar aqui, com esse sorriso que mais ninguém tem, com essa beleza que nada no mundo te vai conseguir tirar. Força!





Até logo, Diamond!

Obrigada pela visita!
Volta Sempre :)