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sábado, 5 de setembro de 2015

«O público que nos apoia, que se identifica com o nosso trabalho, é a nossa motivação, o nosso orgulho pelo que fazemos.»

sábado, setembro 05, 2015 32 Comments
Rui Andrade é natural de Amarante e é apaixonado pelo mundo da música e da representação. Aos 8 anos iniciou os estudos musicais, área para a qual sempre mostrou ter vocação. Mas foi em 2003 que este artista concorreu, pela primeira vez, a um programa de televisão: “Nasci p’ra música”. Mas foi no programa “Ídolos” que o seu percurso começou realmente. Apesar de ter ficado em 11º lugar, Rui Andrade não desistiu e, em 2006, vence o concurso de talentos da tvi “Canta com a Rita Guerra”.

Mas foi na série televisiva “Morangos com Açúcar” que Rui ficou conhecido como JP, personagem que interpretou e que lhe permitiu aliar a música à representação. Nesta entrevista, Rui fala-nos não só destes temas mas também da sua participação no “Festival RTP da Canção” assim como dos seus projetos futuros.


Desde muito pequeno que a música faz parte da tua vida, mas foi no programa Ídolos que a tua presença começou a ser notada mais publicamente. O que guardas dessa experiência?
Bom, o "Ídolos" foi uma experiência que eu não soube viver. Tinha 18 anos na altura, vivia no norte, no interior, e não sabia minimamente como viver um programa daqueles que se tornou líder de audiências. Pensei que me limitava a abrir a boca e cantar e isso chegava, mas não era só isso. A escolha das músicas, toda a "máquina" televisiva foram pontos determinantes do programa que eu não sabia usar nessa altura.

O que sentiste quando cantaste pela primeira vez com a Rita Guerra?
A primeira vez que cantei com ela foi quando ganhei o concurso e ganhei a possibilidade de cantar no coliseu dos recreios. Senti-me feliz obviamente, realizado por poder cantar com uma cantora que tanto admiro que se tornou, até hoje, minha amiga e a quem eu chamo de "madrinha" musical.

Mais tarde conseguiste conciliar a música e a representação nos Morangos Com Açúcar. O teatro sempre foi outra opção tua ou surgiu por acaso?
O teatro e a representação surgiram da minha vontade incessante de cantar. Fiz um casting para um espetáculo de Filipe La Feria porque saberia que à partida poderia cantar todas as noites o que era o meu sonho, sendo que a representação tornou-se numa bela surpresa e que adoro fazer.

Que projeção te deu uma série que esteve tanto tempo na televisão portuguesa e que sempre foi tão adorada pelos jovens portugueses?
O maior ponto de projeção da minha carreira foi, sem dúvida, os Morangos. A televisão tem esse poder. Hoje em dia, e alguns anos depois, as pessoas ainda me abordam por JP, ou seja, o personagem foi marcante e fico extremamente contente com isso...

Mais tarde decidiste apostar no Festival RTP da Canção com o objetivo de representar Portugal no Festival da Eurovisão. É percetível o teu desejo de representar Portugal. Porquê? Que significado tem para ti poder representar o nosso país no Festival da Eurovisão?
O sonho eurovisivo eu herdei dos meus pais e, assim sendo, o desejo de representar Portugal na Eurovisão é grande pois para além de eu ser fã da Eurovisão, queria muito oferecer a minha vitória no FC e o orgulho de ser o representante português aos meus pais antes de eles "partirem".

Consideras que o nível de reconhecimento por parte do público corresponde ao teu talento? Ou Portugal ainda dá mais valor a artistas estrangeiros que aos artistas portugueses?
Não respondo apenas em meu nome. A falta de apoio aos nossos artistas é um mal geral do nosso país. A minha profissão continua a ser vista como "um trabalho fácil", com pouca credibilidade na cabeça de alguns, e depois temos sempre aquele mal que é achar que o que é de fora é melhor que o que temos cá. Temos muito talento em Portugal sim, não é aproveitado, também é uma realidade! 

Voltando ao tema da representação... o que te satisfaz mais, os musicais ou as novelas?
São paixões diferentes. Musicais remetem-me ao palco, espectáculo,luzes, som, público ali na sala perto de ti, a sentir as emoções que fazes sentir. Televisão é diferente. São personagens que vamos criando dia a dia, textos diferentes, vivências diferentes... Adoro ambas!

E no futuro, pretendes continuar a conciliar o teatro e a música ou optar por apenas um dos dois?
Se a vida permitir quero continuar a conciliar muitas coisas: a música, a dança, a representação, a moda... Tudo áreas que me fascinam muito!

Por fim, é importante para ti o apoio incondicional daqueles que seguem o teu trabalho? É uma forma de motivação?
Sim claro... O público que nos apoia, que se identifica com o nosso trabalho, é a nossa motivação, o nosso orgulho pelo que fazemos. Mas as pessoas que não se identificam tanto também fazem com que nos esforcemos mais ainda para ser cada dia melhores, e que acabem finalmente por se identificar também!


Terminada a entrevista resta-me agradecer ao Rui toda a sua disponibilidade para responder a esta entrevista e, acima de tudo, por ter aceite o meu convite tão prontamente.
Em baixo deixo os locais onde o podem seguir e acompanhar o seu trabalho! Até à próxima entrevista! 

Página Oficial: Rui Andrade
Twitter: Rui Andrade


Até logo, Diamond!

Obrigada pela visita!
Volta Sempre :)