Albert Pinho: «Sem sacrifício é impossível alcançar minimamente o que queremos.»
Cátia Barbosa
sábado, janeiro 09, 2016
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Albert Pinho é um jovem de 24 anos
com talento na área da música.
Desde muito cedo que a música o
acompanha mas, só em 2015, Albert trouxe o seu talento até nós através de um
programa televisivo. Ídolos foi uma
espécie de rampa de lançamento para o jovem que garante ter mostrado um pouco
da sua essência enquanto artista. Em anos anteriores, Albert já tinha tentado a
sua sorte noutros programas televisivos que não lhe trouxeram a visibilidade
que o programa Ídolos, na SIC, lhe
trouxe.
Nesta entrevista, Albert Pinho
conta-nos um pouco acerca da sua experiência no concurso televisivo da SIC
assim como dos seus projetos para o futuro.
Quando é que te apercebeste que tinhas talento para a
música?
Desde muito cedo, a música faz parte de mim. Sempre fui
acompanhando de perto o meu pai, desde que tocava numa banda com colegas da
universidade, até gerir um bar. Tentava acompanhá-lo mas não tinha estaleca
para cantar ao vivo para uma multidão. Esse bichinho foi crescendo, até que fui
convidado para atuar numa festa de natal quando estava no 5º ano. Foi um
tremendo choque ser aplaudido por muita gente, ser abordado constantemente e
receber, curiosamente, boas críticas. Isso para mim foi, digamos que, um pouco
constrangedor, não estava habituado a tais comentários, ainda para mais sendo
uma pessoa super tímida. Durante uns 5 anos, não cantei para ninguém, até
porque comecei por passar pelo processo da mudança de voz e tive que me
habituar a ela. Mas acabei por me adaptar e depressa voltei a cantar com amigos,
aprendi a tocar guitarra e, desde então, não tenho parado.
O que é que te levou a participar no programa Ídolos?
O que me levou a participar no programa Ídolos foi a procura da confirmação se estava mesmo no rumo certo,
se realmente todo o reconhecimento que me têm dado era real, ou se era só uma
mãozinha nas costas. Caso isso se confirmasse, que se abrissem umas portinhas
para eu continuar ainda mais a sério.
Já tinhas tido alguma experiência em televisão antes de
entrares no programa?
Já tinha concorrido a 5 programas e nunca tinha passado do
primeiro casting em 4 deles. Sendo eles o Ídolos
em 2009, Factor X 2012 e 2013, The Voice Portugal 2014, a primeira vez
que passo num primeiro casting foi no Rising
Star 2014, mas não consegui chegar às galas em direto. À sexta tentativa
cheguei às galas do programas Ídolos
em 2015.
Qual foi a fase mais difícil que viveste na passagem pelo
concurso da SIC?
A fase mais complicada no programa penso ter sido a fase do
teatro e a 2ª gala. A fase do teatro porque foi complicado conciliar os nervos
e o cansaço. A 2ª gala porque estava doente e passei a maior parte da semana a
recuperar do que a ensaiar.
O que sentiste ao atuar num palco para tanta gente?
Foi a confirmação de que é das coisas que mais quero fazer
na vida, se a própria me proporcionar uma carreira sólida na música. É
fantástico tocar nas ruas, maravilhoso tocar em bares e eventos, mas tocar num
palco a sério, com uma banda fantástica e para milhares de pessoas é
indescrítivel. É um misto de várias emoções.
O que é que é mais difícil nas galas em direto?
É preciso estar-se concentrado para que saia tudo
minimamente como foi ensaiado durante horas e horas a fio na semana. Mas quando
tu te sentes à vontade, percebes que consegues criar e também sentes o elo de
ligação entre ti e tudo o que te rodeia. Penso que para a maior parte das pessoas, os nervos são o seu
pior inimigo, o mais complicado de dominar. Não é que nunca fique nervoso, até
porque sempre que piso qualquer tipo de palco, eu fico e gosto de ficar, porque
me ajuda a manter vivo e acordado.
Que balanço fazes da tua passagem pelo Ídolos?
De modo geral, bastante positiva. Mostrei um pouco o que sou
e qual a minha essência como artista. Embora não tenha conseguido mostrar tudo,
estou bastante satisfeito com o que consegui alcançar.
E relativemente ao futuro, pretendes fazer da música
profissão? Tens projetos em vista?
Relativamente ao futuro, eu espero que consiga vingar.
Consegui a visibilidade e até mesmo algumas portas abertas. Quero agarrar em
tudo o que consegui e procurar a carreira profissional e não tanto como um
"2º emprego", um hobbie. Tenho trabalhado para que as coisas comecem
a ganhar pernas, e quem sabe se em breve não conseguirei começar a dar
"frutos" de todo o trabalho que tenho tido até agora.
Para terminar, que conselhos gostarias de dar aos jovens
que, tal como tu, estão a tentar lutar por um lugar no mundo da música?
O maior conselho que posso dar a todos os jovens é que nunca
desistam. Nada é dado como garantido, e se não trabalharmos para o que queremos,
nunca chegaremos a lado nenhum. Como costumo dizer, "a paciência faz do
Leão o melhor caçador". Eu levei muitos "não" na vida, também já
fui enganado e nunca desisti e consegui chegar até aqui. Portanto, seja qual
for o vosso sonho, lutem por ele com toda a força e garra do mundo. Sem
sacrifício é impossível alcançar minimamente o que queremos. Força maltinha!
Terminada esta entrevista resta-me agradecer ao Albert por ter aceite responder às minhas questões assim como por toda a sua disponibilidade e simpatia.
Tenho de vos agradecer a vocês também por continuarem aqui, a ler todas as entrevistas. Graças a vocês esta já foi a entrevista número 30! Mil obrigadas!


